sábado, 23 de julho de 2016

BLOGUE do Valentim há um ano!

Primeira refeição na Escola


ANTES de entrar pra EEAR, sempre aparecia um amigo mais velho ou um tio me contando como era a vida no Exército de quando eles tinham servido. Eles contavam coisas horrorosas de como era feita a comida, de levantar cinco horas da manhã e tomar um banho gelado. Pintavam um quadro bem pior do que era.

Quando eu cheguei na Escola estava esperando por coisas terríveis lá dentro. Chegando lá e deu a hora do jantar, o ten. Cleiton, que estava de oficial de dia ao CA, veio até à gente ditar suas regras: não era pra deixar comida na bandeja, o que pegasse tinha que comer. E entre essas regras vinham junto algumas ameaças. Quando entrei no rancho eu pensei que ia encontrar um camarada servindo arroz e feijão tudo misturado dentro de um tacho e só, nada mais. Quando entrei vi o arroz, salada, feijão, achei tudo maravilhoso e nem vi que tinha um taifeiro servindo carne, mas vi que tinha um servindo um purê. Peguei a comida e fui sentar, misturei aquele purê na comida e levei à boca. Quando senti o gosto da comida, nunca tinha posto nada tão horrível na boca. Daí eu lembrava do sermão do ten. Cleiton, então colocava a comida na boca, tentava fazê-la descer, sem mastigar, tocando o mínimo possível minha língua pra não sentir o gosto. Do meu lado havia uns colegas comendo frango e eu pensei: onde será que eles pegaram esse frango? Mas a minha vontade era de terminar aquele prato horrível e sair dali o mais rápido possível.

Ao chegar na esquadrilha, estava pensando em como ia conseguir comer aquilo por dois anos inteiros, mas do meu lado havia dois colegas conversando em como estava boa a comida e dai um fala: e aquele doce de leite então, estava o máximo. Foi só ai que eu cai em mim e vi que tinha até sobremesa, eu jamais ia imaginar que haveria sobremesa e misturei o doce de leite com toda a comida achando que era purê. Coisa de bicharal mesmo. Só agora estou contando isso pra não morrer comigo. Pronto, agora podem me sacanear.

(Nicanor Crisóstomo, via Facebook)

segunda-feira, 18 de julho de 2016

FILHOS, plantas, livros e vida




DIZIA-SE antigamente que um homem deve, para registrar sua existência neste mundo, realizar três coisas: ter filhos, plantar uma árvore e escrever um livro.

Não sei se ainda se pensa assim.

Mas as três condições apontadas para que a existência humana não seja em vão encerram uma verdade: filhos criados, árvores plantadas ou livros publicados permanecem, deixando um legado inestimável para as gerações posteriores.

O escriba acrescenta por sua conta mais uma: fazer o bem sem olhar a quem. 

Filhos, árvores, livros e também o amor, na mais perfeita e pura acepção do vocábulo, ficarão para anos e décadas, cada qual com a sua condição própria, como uma verdadeira herança da vida passada nesse estágio temporário e curto a que convencionamos chamar de "vida".
Gerando e criando os filhos, legarás teus genes, tuas palavras, tuas ações e bons exemplos; nas árvores e plantas, dás tua contribuição para a grandiosa obra que nos legou o Criador, deixando para teus filhos e netos a sombra, o fruto, o ar puro, o lugar onde os pássaros fão seus ninhos, as mil qualidades de verde; ao publicar um livro, registarás tuas impressões sobre esta rápida passagem, partilhando acontecimentos, mensagens, conhecimentos e sonhos; ao fazeres o bem, estarás praticando o genuíno amor cristão, tornando este mundo mais belo e cumprindo o que o Mestre mandou: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". 

sexta-feira, 15 de julho de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

Ennio Morricone: The Good, The Bad and The Ugly Theme, 1966







Melhor trilha sonora do Western Spaghetti. Aliás, não só do Western Spaghetti, mas do cinema como um todo.

Sem mais palavras para qualificar o talento de Ennio Morricone.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

TARJETA Branca: postagem alusiva ao 37º aniversário de formatura da turma

13 de julho de 2016, aniversário de formatura da turma nº 171 da EEAer, Tarjeta Branca 


Candidatos do Nordeste chegando à Escola; estavam para começar os dois mais longos anos 
(fonte:  O Especialista em Revista)
Alunos posando para fotografias antes de uma formatura, atividade que faria parte da rotina
 do aluno da EEAer. por dois anos (digitalização: Al 77 1574 Valentim)

Formatura solene (digitalização: Al 77 1183 Curvelo)
Solenidade de juramento à Bandeira Nacional (digitalização: Al 77 1183 Curvelo)

PARA conhecimento dos branquelos da turma 171 e também de seus familiares, amigos, e de todos, publico a relação nominal e numérica de todos os 462 guerreiros que concluíram o Curso de Formação de Sargentos da Escola de Especialistas de Aeronáutica em 13 de julho de 1979, turma nº 171.  

Eis que muitas foram as mãos a colaborar com esta singela homenagem.

De início, para chegar aos nomes de todos e seus respectivos estados de origem, este escriba lançou mão da primeira postagem encontrada na Internet. O blog que contém uma única postagem nada diz sobre seu autor. Possivelmente seja um anônimo colega de turma, que, zelosamente, teve o respeito de incluir na relação alguns colegas que, por razões de força maior, não conseguiram atingiram concluir o curso.

Ainda conservo a memória de alguns desses colegas, que, passadas quase quatro décadas, ainda me identifica o rosto juvenil de cada um deles, como diz o Pinheiro (77 1314 Q EF). Santi, Mauri, Santana, Nunes, Pedroso... estão entre esses rostos juvenis.

No presente trabalho, porém, registro a presença de quatro remanescentes da turma anterior, a tarjeta Verde, que, por razões de força maior, permaneceram na Escola por mais um semestre, juntando-se a nós, 458 jovens, naquela formatura derradeira, no "Adeus, querida Escola, adeus...".  São eles o 77 736 Q IG FI, o 77 1000 Q AT RA MR, o 77 527 Q AT MO e o 77 944 Q AT SE.  A memória, porém, não me permitiu guardar-lhes o nome-de-guerra.

Nossa brasilidade esteve bem representada durante aqueles dois anos, vez que participaram dessa experiência ímpar quase cinco centenas de jovens procedentes de todos os quadrantes do território auri-verde, assim distribuídos:

terça-feira, 12 de julho de 2016

REMO supera Paysandú mais uma vez em público

Não é novidade!



PAYSANDÚ e Remo são eternos rivais! A dupla paraense está separada por uma divisão. Papão e Leão, por enquanto, deixam a desejar em campo. Se o Paysandu leva vantagem no escalão nacional - está na Série B, enquanto o rival aparece na Série C -, o Remo vence o adversário no ranking de público entre os representantes paraenses nas Séries A, B, C e D do Brasileirão, segundo levantamento do Sr. Goool.

O Sr. Goool, na última quarta-feira, iniciou a saga pelos rankings de público de todos os clubes envolvidos nas quatro divisões nacionais separados por estados. Na imagem abaixo, você terá o ranking agrupado e exclusivo com todos os clubes das Séries A, B, C e D!

O Remo não é só o dono da melhor média de público do Pará e da Série C, como ainda é o responsável pela melhor marca desconsiderando os 11 primeiros colocados da Série A. O Leão ostenta média de 11.656 pagantes. No ranking agrupado com os 128 clubes das quatro divisões nacionais, o representante paraense ocupa o 12º lugar.

Como o Pará não tem clube na elite, o Paysandu é aquele que está em melhor situação. Na Série B, o Papão apresenta média de 5.977 torcedores - a segunda melhor marca do seu estado. A torcida bicolor supera o trio da Série D. O São Raimundo, entre os clubes paraenses na última divisão nacional, é o único que atinge a marca de mil fãs (1.573).

O São Francisco é mais um paraense na Série D. A média do clube, contudo, não passa de 767 espectadores. Em duas partidas como mandante, o São Francisco levou apenas 1.534 torcedores ao estádio. Pior faz o Águia. O clube de Marabá tem a pior média entre os paraenses nas divisões nacionais (340).


Confira a média de público dos clubes paraense nas divisões do Brasileirão:

Remo (11.656)
Paysandu (5.977)
São Raimundo (1.573)
São Francisco (767)
Águia (340)

sábado, 9 de julho de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

Adriana Calcanhoto: Fico Assim sem Você





AVIÃO sem asa,
fogueira sem brasa,
sou eu assim sem você.
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola,
sou eu assim sem você.

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante

Nem mil altofalantes
vão poder falar por mim.

Amor sem beijinho,
Bochecha sem Claudinho,
sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço,
namoro sem amasso,
sou eu assim sem você

Tô louca pra te ver chegar,
Tô louca pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço

Que falta no meu coração.

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo
Por quê?
Por quê?

Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
sou eu assim sem você.
Carro sem estrada,
queijo sem goiabada,
sou eu assim sem você

Por que é que tem que ser assim
se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante

Nem mil altofalantes vão poder
falar por mim

Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.


Eu não existo longe de você
e a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver
mas o relógio tá de mal comigo.