sábado, 20 de agosto de 2016

BREGAS do Valentim

Antônio José: Aventureiro Apaixonado, 1987



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

Caetano Veloso: Superbacana, 1968



TODA essa gente se engana
Ou então finge que não vê que eu nasci
Pra ser o superbacana
Eu nasci pra ser o superbacana
Superbacana, superbacana
Superbacana super-homem
Superflit, supervinc
Superhist, superbacana
Estilhaços sobre Copacabana
O mundo em Copacabana
Tudo em Copacabana, Copacabana
O mundo explode longe, muito longe
O sol responde
O tempo esconde
O vento espalha
E as migalhas caem todas sobre
Copacabana me engana
Esconde o superamendoim
O espinafre, o biotônico
O comando do avião supersônico
Do parque eletrônico
Do poder atômico
Do avanço econômico
A moeda número um do Tio Patinhas não é minha
Um batalhão de cowboys
Barra a entrada da legião dos super-heróis
E eu superbacana
Vou sonhando até explodir colorido
No sol, nos cinco sentidos
Nada no bolso ou nas mãos
Um instante, maestro
Super-homem, supervinc
Superflit, superhist
Superviva, supershell
Superquentão

domingo, 14 de agosto de 2016

MEU PAI, meu herói!

Manoel Valentim Moreira: 1933 - 2011

MEU pai morava na roça produzindo farinha de mandioca, que é um produto muito apreciado na região Norte brasileira. Ele tinha, portanto, a profissão mais importante do mundo. Com o ofício criou seus cinco filhos: três militares - um da Força Aérea Brasileira, outro da Marinha do Brasil e uma terceira, da Polícia Militar do Pará - e mais dois servidores públicos - um do Judiciário e outro do Executivo.

Seus três primeiros filhos nasceram na década de 1960; e os dois caçulas, na década seguinte. 

Com muito sacrifício, eu, os manos e mamãe ficávamos na cidade. Somente assim, podíamos estudar. O velho Duca, porém, se obrigava a permanecer no sítio a fim de prover os meios de sustento à família. Nas férias escolares, eu e o mano Walter íamos para a roça e assim podíamos ajudá-lo na dura lida de campo. Acordávamos com os primeiros raios de sol, somente descansando à boca da noite.

Fazíamos o que estava ao alcance de dois garotos na faixa dos oito aos doze anos. Cortávamos a maniva (a planta da mandioca), tangíamos a égua com a carga, descascávamos a mandioca, peneirávamos a massa. Participávamos enfim de quase todas as etapas da produção, dentro obviamente das nossas limitações.

sábado, 13 de agosto de 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

PAIS mentem!

ALGUÉM da nossa relação de amizade compartilhou pelo Facebook este vídeo. Postamos aqui como uma homenagem antecipada aos pais