quarta-feira, 19 de maio de 2010

UMA VÍRGULA faz muita diferença


MUITO já se falou acerca da importância da pontuação para a escrita. Sem a pontuação, cujo elemento mais abundante é a vírgula, certamente muita confusão ocorreria, visto que a língua escrita não tem os recursos de entonação de voz da língua falada. E nesta, quando paira alguma dúvida de entendimento, logo se faz correção. Ademais, se faz necessária a pausa para a respiração.


A clássica frase: ‘Moro só, com um criado’, do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, sem vírgula, ficaria assim: ‘Moro só com um criado’. Como se vê, uma vírgula muda o sentido da frase.

Um zombador, falando, poderia mudar o sentido de uma pergunta: ‘Esse cachorro é seu, Parente?’ para ‘Esse cachorro é seu parente? Já escrevendo, não poderia sobrevir dúvida, desde que pontuasse corretamente a oração.

Sobre a vírgula, excelente a campanha dos 100 anos da Associação Brasileira de Imprensa.

“Vírgula pode ser uma pausa... ou não. 

Não, espere. 
Não espere.


Ela pode sumir com seu dinheiro. 

23,4. 
2,34. 

Pode criar heróis..

Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.


Ela pode ser a solução. 

Vamos perder, nada foi resolvido. 
Vamos perder nada, foi resolvido. 

A vírgula muda uma opinião. 

Não queremos saber. 
Não, queremos saber. 

A vírgula pode condenar ou salvar. 

Não tenha clemência! 
Não, tenha clemência! 

Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação”. 


AINDA sobre a pontuação, coloque uma vírgula no período adiante: 

“Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura”. 

Se você for mulher, certamente o período ficará assim:

"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura".

Mas se você for homem, o período ficará assim:

"Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura.
Como se vê, a posição de uma vírgula pode mudar tudo". 


A pontuação pode até mudar a história, pode representar a diferença entre a vida e a morte. Adiante vai uma informação ou conselho dado por uma pitonisa quando consultada pelos assessores de Alexandre, o Grande, antes de partir para uma de suas conquistas. A pitonisa escreveu em um papiro assim:

"Irás, lutarás, voltarás. Não morrerás lá".

Alexandre foi, lutou, mas não voltou. Indignados, os assessores voltaram à pitonisa, que se defendeu:

– Como o mensageiro estava apressado, acabei por esquecer de pontuar. Na verdade, a informação ficaria assim:

"Irás, lutarás. Voltarás? Não. Morrerás lá".


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!  

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