sexta-feira, 22 de julho de 2011

TEORIA sobre a eliminação brasileira na Copa América

do blog DJ Leão


DESDE 1982 que não torço mais pela seleção brasileira de futebol. Ou melhor, não torço com aquela paixão, aquela euforia que a gente vê na tevê nos intervalos de jogos, gente pagando 150, 200 reais por uma camisa amarela, fantasiando-se de verde e amarelo, soltando foguetes, enfeitando as ruas e casas. É uma loucura, loucura incentivada pelos meios de comunicação.

Uma das razões por que não torço mais pelo Brasil é o 'profi$$ionali$mo', melhor dizendo a dinheirama que muitos ganham (Cbf, empresas, agentes, clubes...) em cima dessa paixão. 1982, para mim e para muitos, foi a última seleção romântica, de futebol arte, e eis que o destino, racional, inimigo do futebol arte, resolveu castigar aquele timaço maravilhoso de Sócrates, Falcão, Éder, Zico e cia., sob a batuta do mestre Telê. A outra razão, e essa eu não descarto, é a juventude, a nossa juventude - ingenuidade -  na época, daí pensar no futebol apenas como uma mera diversão. Não é possível que milhões de brasileiros ainda vejam o velho esporte bretão dessa forma, sem pensar nos muitos milhões que entram no caixa da Cbf, e, por consequência, no bolso do velho Ricardo Teixeira e sua gangue. Um negócio milionário, sem aquele romantismo de antes.

Ora, pela quantidade de jogadores em atividade no Brasil e no exterior, o melhor emprego de treinador seria, sem dúvidas, o da seleção canarinho. É o único que tem a liberdade de escolha, é só convocar e formar uma elite dos melhores craques do mundo. O Brasil teria tudo para, em vez de apenas 5 estrelas, estar agora com 9 ou 10, disparadamente adiante de qualquer outra seleção mundial. Acredito até que se os Estados Unidos, Japão ou Alemanha, dispusessem de um celeiro de craques iguais aos nossos, eles - um deles - estaria muito à frente de títulos mundiais ou continentais. Sei que o futebol não é ciência exata, mas, para mim, os americanos, no nosso lugar, estariam muito adiante dos outros, tendo já há décadas aprendido com os próprios erros.

Então, por que não se vai adiante? Eu penso que, no nosso caso, o excesso de estrelas atrapalha. Num esporte coletivo como o futebol, é necessário apenas quatro ou cinco; estes seriam os artistas. Os demais seriam carregadores de piano. Muita gente atrapalha, há excesso de vaidade, há interesses 'profissionais' em jogo, e ainda muita gente já com a vida ganha, e ganhar um título seria apenas mais um no currículo. Perder não iria mudar nada na vida deles. Muito dinheiro por trás daquela amarelinha, uma mina de ouro para tantos, em função do trabalho (paixão) de milhões e milhões de mineiros.

Sobre o jogo de ontem, sem medo de me taxarem de bairrista ou coisa assim, creio que não era para tirarem o Ganso. Num jogo como aqueles somente uma jogada rápida poderia, surpreendendo o adversário, deixar um dos nossos atacantes na cara do gol. E ali eu só vejo essa qualidade em Ganso, como já provou em outros jogos. Deveria permanecer. Robinho, por exemplo, é desses que só prometeram, prometeram, mas não evoluíram, igual a Ronaldinho Gaúcho e tantos outros - está lá por conta do 'profissionalismo' da Cbf, rede Globo e de seus patrocinadores.  

Do selecionado canarinho para o plano local, um time como o do Independente, caso não tivesse apenas a quantidade certa de jogadores no elenco, poderia ter se atrapalhado, ficando seu técnico com muitas opções, e por isso nem sempre escalando os melhores. De certa forma, além de outras questões, isso ocorreu no Remo, ficando o Fininho, por exemplo, pouco aproveitado, e frustrado por conseguinte. Mas, isso já é outra história, não adiantando chorar pelo leite derramado. 

Fico por aqui. Obrigado.

"VOCÊ pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo." Abraham Lincoln
(postado por ANTONIO Valentim, em 18jul.2011)


LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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