sábado, 10 de setembro de 2011

11 DE SETEMBRO: o dia em que o século começou de fato

por Irinêo Baptista Netto

A manhã de terça-feira que começou em 2001 anunciou o século 21 e já dura dez anos; para quem viveu a tragédia, perdas são insuperáveis

DOIS mil, novecentos e oitenta e dois nomes serão lidos na manhã do próximo domingo durante a cerimônia com mais de quatro horas de duração que abre o Me­­morial 11 de Setembro, em Nova York. Pontuado por minutos de silêncio, o programa honra a me­­mória das vítimas dos atentados de 2001 e também daqueles que morreram em 1993, quando terroristas tentaram derrubar as Torres Gêmeas do World Trade Center pela primeira vez, detonando quase 700 quilos de explosivos em um dos estacionamentos.

Até que o plano de jogar aviões Boeing contra os edifícios de 110 andares fosse colocado em prática, as estruturas eram descritas como indestrutíveis – superprédios que jamais seriam derrubados. Uma noção esmagada em 2001 por ataques engendrados em um dia que ainda não acabou e dei­­xou parte do mundo refém do terror .

A data no ca­­lendário virou um evento histórico, com artigo e letra maiúscula: o 11 de Setembro. A inauguração do Memorial na se­­mana que vem marca os dez anos desse fato.O lugar é formado por dois es­­pelhos d’água com cerca de 4 mil metros quadrados cada um, marcando os pontos onde antes estavam as Torres Gêmeas. Nos painéis de bronze ao redor dos quadrados estão inscritos os nomes das vítimas, seguindo uma lógica incomum. Em vez da ordem alfabética, eles foram organizados de acordo com o prédio em que as pessoas trabalhavam, sendo agrupadas por laços profissionais ou sentimentais.

Também para marcar os dez anos, o presidente Barack Obama deve visitar cada um dos três locais implicados no 11 de Setembro: o Marco Zero, em Nova York, a re­­gião de Shankville, na Pensilvânia, onde caiu o voo 93 da United Airlines, e o Pentágono, no estado da Virginia, atingido pelo voo 77, da American Airlines.

O nome Marco Zero para batizar o terreno onde antes estavam as torres do World Trade Center, o centro financeiro do mundo, não é reflexo da megalomania norte-americana (tem certeza, professor?). De fato, ali está o cenário em que uma nova ordem mundial teve início.

“É um marco da história recente”, diz o professor Marcos Alan Ferreira, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos, em São Paulo. Os terroristas, que agiram sob o comando de Osama bin La­­den, con­­­seguiram al­­terar a geo­­polí­tica mundial, combatendo os norte-americanos porque eles são, aos olhos de al­­guns islâmicos radicais – uma mi­­noria entre os mu­­­çul­­­manos –, os representantes de sa­­tã. Uma nação distante da Lei Co­­­râ­­­­­nica, as regras contidas no Corão.

Adriane Bonato, empresária curi­­tibana de 37 anos radicada em Nova York desde 1995, levou sete anos para conseguir falar sobre o 11 de Setembro, dois meses para entender o que havia acontecido naquela manhã de terça-feira e três dias para sair de um estado de choque que a imobilizou.
 O 11 de Setembro é com fre­­quên­­cia apresentado como o evento que anunciou o século 21. Para a professora de Geopolítica da rede Positivo Luciana Worms, ele deu início às guerras sem uniforme. “Você não distingue quem é o inimigo. São guerras as­­simétricas, de países contra grupos e você corre o risco de matar amigos ao combater os inimigos.” 

O escritor Lawrence Wright, no livro O Vulto da Torres – A Al-Qaeda e o Caminho Até o 11/9 (Companhia das Letras), explica que os islâmicos radicais “consideram o Oci­­dente responsável por corromper e humilhar a sociedade islâmica”. O ódio começou com o regime se­­cular do Egito, mas não demorou a envolver os EUA, Israel e a União So­viética. (Gazeta do Povo, Curitiba, PR, Brasil, edição de 04set.2011)

HÁ CONTROVÉRSIAS, como dizia o humorista. O texto acima está carregado de preconceitos. Numa história sempre há três lados: a versão de um, a do outro, e a verdade.

Nessa história não há só mocinhos de um lado, e só bandidos de outro, como tentam mostrar ao mundo; os Estados Unidos não são inocentes de tudo, como se tenta mostrar. Na verdade, é a primeira vez que o país é atingido em seu próprio território, com tal intensidade e da forma como ocorreu, expondo ao mundo e ao próprio povo as suas vulnerabilidades, e isso feriu de morte o orgulho americano. Recentemente houve tentativa no massacre ocorrido na Noruega de se imputar os atos criminosos a terroristas do islã, as 'forças do mau'. Logo ficou provado que o responsável foi o dinamarquês Anders Behring Breivik, cidadão dinamarquês, olhos azuis e ultradireitista, e não os 'terroristas' do mundo árabe. Mas este era apenas um 'louco', e não terrorista.

É claro que não estamos aqui aprovando o '11 de setembro', isso não é da nossa índole. Mas é ingenuidade pensar que tais ações hediondas não são gratuitas.

Os Estados Unidos são o país mais odiado do planeta e não à toa. Lembremos também que o inimigo de agora foi seu aliado antes.

Outro dia postamos aqui que o maior ato terrorista da história ocorreu nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, com as duas bombas atômicas jogadas pelos militares norte-americanos contra as cidades de Hiroshima e Nagasaki, matando mais de 200 mil civis inocentes (idosos, mulheres e crianças), gerando terríveis efeitos posteriores às gerações futuras. A preparação para a rendição japonesa já estava em curso, sendo absolutamente desnecessária uma ação daquele porte, desproporcional, totalmente covarde, como a perpetrada pelas forças armadas estadunidense, sob as ordens de Harry S. Truman. Na verdade, da mesma forma como ocorreu agora o assassinato de Osama Bin Laden, foi também um ato de vingança pelo ataque a Pearl Harbor, em 07dez.1941, por iniciativa da Marinha Imperial Japonesa durante a Segunda Guerra. Os americanos jamais perdoaram os japoneses, nutrindo o desejo da vingança levada a efeito em agosto de 1945. De outro lado havia a União Soviética, de Stalin, sobre a qual os EUA tinham a necessidade de demonstrar poder. 
O avião 'Enola Gay', que lançou a bomba sobre Hiroshima
O 'cogumelo' sobre Nagasaki

Não é necessário ir lá, viver nos Estados Unidos, para saber dessas coisas. Basta ler, ouvir, ver, analisar, somar dois mais dois. O brasileiro - como os demais cidadãos deste mundo - somente precisa ver algumas produções de Hollywood, para tirar as próprias conclusões sobre o modo de pensar norte-americano de hoje, de ontem e de sempre. Há o vilão e o herói, que sempre vence ao final, normalmente destruindo o bandido, que, por ser mau, merece sempre a morte. O vilão é sempre feio, mau, covarde, violento, perigoso; o herói e sempre bonito, do bem, cheio de virtudes, que entra em campo para liquidar o bandido, e no final receber os louros. 

Essa é a noção de justiça dos xerifes do planeta. Agora mesmo, a guerra civil na Líbia, o interesse pela implantação da 'democracia' tem somente uma razão: o petróleo. Não fosse esse ínfimo detalhe, Kadafi poderia reinar sem problemas pela vida inteira. Essas coisas nos lembram o Iraque, onde se provou a inexistência de armas nucleares. Indo para o passado um pouco mais remoto, a 'independência' do Panamá, separando-se da Colômbia, que foi fomentada pelos ianques, cujo interesse único era somente a construção do canal. Era o Destino manifesto, que ainda vive forte em pleno terceiro milênio.

"A ÚNICA maneira de conservar a saúde é comer o que não se quer, beber do que não se gosta e fazer aquilo que se prefiriria não fazer. " Mark Twain

"AMAI-VOS uns aos outros como eu vos tenho amado."

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