terça-feira, 31 de maio de 2011

ESPAÇO Literário: Todomundo e Ninguém

TODOMUNDO, homem rico mercador, entra e faz que anda buscando alguma cousa que se lhe perdeu; e algo após ele um homem, vestido como pobre, este se chama NINGUÉM, e diz: 

 Ninguém: 
Que andas tu aí buscando.   

Todomundo: 
Mil cousas ando a buscar: delas não posso achar, porém ando porfiando, por quão bom é porfiar. 

Ninguém: 
como hás o nome, cavaleiro?  

Todomundo:
Eu hei nome Todomundo, e meu tempo todo inteiro sempre é buscar dinheiro, e sempre nisto me fundo.   
 
Ninguém: 
Eu hei Ninguém, e busco a consciência.  

Belzebu: 
Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem.  

Dinato: 
Que escreverei, companheiro?  

Belzebu: 
Que Ninguém busca consciência e Todomundo, dinheiro.  

Ninguém: 
E agora que buscas lá?  

Todomundo: 
Busco honra muito grande.  

Ninguém: 
E eu virtude, que Deus mande que tope com ela já.  

Belzebu: 
Outra adição nos acude: escreve logo aí, a fundo, que Todomundo busca honra e Ninguém busca virtude.  

Ninguém: 
Buscas outro mor bem qu'esse?   

Todomundo: 
Busco mais quem me louvasse tudo quanto eu fizesse.

 Ninguém:
E eu quem me reprendesse em cada cousa que errasse.  

Belzebu:  
Escreve mais. 

Dinato: 
Que tens sabido?  

Belzebu:
Que quer um extremo grado. Todomundo ser louvado, e Ninguém ser reprendido

 Ninguém: 
Buscas mais, amigo meu?  

Todomundo: 
Busco a vida e quem me dê.   

Ninguém: 
A vida não sei que é, a morte conheço eu.  
 

Belzebu:
Escreve lá outra sorte.    

Dinato: 
Que sorte?  

Belzebu:  
Muito garrida. Todomundo busca vida, e Ninguém conhece a morte.  

Todomundo: 
E mais queria o paraíso, sem mo ninguém estovar. 

Ninguém:
E eu ponho-me a pagar quanto devo para isso.   

Belzebu: 
Escreve com muito aviso. 

Dinato: 
Que escreverei?  

Belzebu: 
Escreve que Todomundo quer paraíso, e Ninguém paga o que deve.  

Todomundo: 
Folgo muito d'enganar, e mentir nasceu comigo.
 
Ninguém:  
Eu sempre verdade digo, sem nunca me desviar.    

Belzebu: 
Ora escreve lá, compadre, não sejas tu preguiçoso.    

Dinato: 
Quê?   

Belzebu: 
Que Todomundo é mentiroso, e Ninguém diz a verdade.   

Ninguém:  
Que mais buscas?   

Todomundo:  
Lisonjear.
 
Ninguém:  
Eu estou todo desengano.   

Belzebu:  
Escreve, ande lá, mano.  
 

Dinato: 
Que me mandas assentar?   

Belzebu:  
Põe ai mui declarado, não te fique no tinteiro: Todomundo é lisonjeiro e Ninguém desenganado.   
(Auto da Lusitânia, de Gil Vicente) 

TRECHO da peça Auto da Lusitânia, escrita por Gil Vicente no século XV ou XVI. Lá se vão mais de 500 anos e permanece atualíssimo. Todomundo e Ninguém, como os próprios nomes indicam, são personagens que simbolizam a conduta humana. Por meio desse artifício, Gil Vicente critica o comportamento humano. Mudam o cenário, a época e os personagens, a história porém é sempre a mesma. 
(repostagem de 05dez.2010




LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!!!    

MEUS CLÁSSICOS favoritos: Te Aprovechas (Alicia Villa Real e Grupo Limite)

ESTÁDIO do São Paulo ficará obsoleto

O reinado do estádio do Morumbi está mesmo com os dias contados. Tido no passado como o maior estádio particular do mundo (chegou a ter um público de 150 mil pessoas), o velho Cícero Pompeu de Toledo será superado pelo tempo. Com o início da construção do Itaquerão e com a continuidade da reforma da Arena Palestra Itália, o Morumbi tende a virar uma grande e velha sucata. 

Por ser distante do centro da cidade (nem metrô tem para facilitar), o estádio da Vila Leonor ficará jogado às traças, servindo apenas para jogos do São Paulo. Diante do desconforto, da falta de estacionamento principalmente, as novas casas de Verdão e Timão serão ótima opção para a realização de shows de artistas nacionais e internacionais. Nem para isso o Morumbi irá prestar mais. 

Quer dizer, de forma gradativa, Morumbi transforma-se em uma bela peça de museu, em um enorme elefante branco, um pedaço da história recente do futebol, destinado a acumular moscas, poeira e recordações inesquecíveis.  E tenho dito!
(do Blog do CHICO Lang)

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 




COISAS do Rio Grande: Que diacho! Eu gostava do meu cusco










BICHO não tem alma, eu bem sei!


de Alcy Cheuiche

 
Entendo. Envelheci entendendo.
Bicho não tem alma, eu sei bem,
mas será que vivente tem?


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Era uma guaipeca amarelo,
baixinho, de perna torta,
que me seguiu num domingo,
de volta de umas carreira.


Eu andava meio abichornado,
bebendo mais que o costume,
essas coisa de rabicho, de ciúme,
vocês me entendem, ele entendeu.


Passei o dia bebendo
e ele ali no costado
me olhando de atravessado,
esperando por comida.


Nesse tempo era magrinho
que aparecia as costela.
Depois pegou mais estado
mas nunca foi de engordá.


Quando veio meu guisado,
dei quase tudo prá ele.
Um pouco, por pena dele,
e outro, que nesse dia,
só bebida eu engolia
por causa dos pensamento.


Já pela entrada do sol,
ainda pensando na moça
e nas miséria da vida,
toquei de volta prás casa
e vi que o cusco magrinho
vinha troteando pertinho,
com um jeito encabulado.


Volta prá casa, guaipeca!
Ralhei e ralhei com ele.
Parava um puco, fugia,
farejava qualquer coisa,
depois voltava prá mim.
O capataz não gostou,
na estância só tinha galgo,
mas o guaipeca ficou.


Botei o nome de sorro,
as crianças, de brinquinho,
mas o nome que pegou
foi de guaipeca amarelo.


Mas nome não é o que importa.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?


Ficou seis anos na estância.
Lidava com gado e ovelha
sempre atento e voluntário.
Se um boi ganhava no mato,
o guaipeca só voltava
depois de tirá prá fora.


E nunca mordeu ninguém!
Nem as índia da cozinha
que inticava com ele.
Nem ovelha, nem galinha,
nem quero-quero, avestruz.
Com lagarto, era o primeiro
e mesmo piquininho
corria mais do que um pardo.


E tudo ia tão bem...
Até que um dia azarado
o patrãozinho noivou
e trouxe a noiva prá estância.


Era no mês de janeiro,
os patrão tava na praia,
e veio um mundo de gente,
tudo em roupa diferente,
até colar, home usava,
e as moça meio pelada,
sem sê na hora do banho,
imagino lá no arroio,
o retoço da moçada.


Mas bueno, sou doutro tempo,
das trança e saia rodada,
até aí não tem nada,
que a gente respeita os branco,
olha e finge que não vê.
O pior foi o meu cusco,
que não entendeu, por bicho,
a distância que separa
um guaipeca de peão
da cachorrinha mimosa
da noiva do meu patrão.


Era quase de brinquedo
a cachorrinha da moça.
Baixinha, reboladera,
pêlo comprido e tratado,
andava só na coleira
e tinha medo de tudo,
por qualquer coisa acoava.


Meu cusco perdeu o entono
quando viu a cachorrinha.
E les juro que a bichinha
também gostou do meu baio.
Mas namoro, só de longe
que a cusca era mais cuidada
que touro de exposição.


Mas numa noite de lua,
foi mais forte a natureza.
A cadela tava alçada
e o guaipeca atrás dela
entrou por uma janela
e foi uma gritaria
quando encontraram os dois.


Achei graça na aventura,
até que chegou o mocito,
o filho do meu patrão,
e disse prá o Vitalício
que tinha fama de ruim:
Benefecia o guaipeca
prá que respeite as família!
Parecia até uma filha
que o cusco tinha abusado.


Perdão, le disse, o coitado
não entende dessas coisa.
Deixe qu'eu leve prá o posto
do fundo, com meu cumpadre,
depois que passá o verão.
Capa o cusco, Vitalício!
E tu, pega os teus pertence
e vai buscá teu cavalo.


Me deu uma raiva por dentro
de sê assim despachado
por um piazito mijado
e ainda usando colar.
Mas prometi aqui prá dentro:
mesmo filho do patrão,
no meu cusco ninguém toca.
Pego ele, vou m'embora
e acabou-se a função.


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?


Campiei ele no galpão,
nos brete, pelas mangueira
e nada do desgraçado.
No fim, já meio cansado,
peguei o ruano velho
e fui buscá o meu cavalo.


Com o tordilho por diante,
vinha pensando na vida.
Posso entrá numa comparsa,
mesmo no fim das esquila.
Depois ajeito os apero
e busco colocação,
nem que seja de caseiro,
se nã me ajustam de peão.
E levo o cusco comigo
pois foi o único amigo
que nunca negou a mão.


Nisso, ouvi a gritaria
e os ganido do meu cusco
que era um grito de susto,
de medo, um grito de horror.
Toquei a espora no ruano
mas era tarde demais.
Tinham feito a judiaria
e o pobrezinho sangrava,
sangrava de fazê poça
e já chorava fraquinho.


Peguei o cusco no colo
e apertei o coração.
O sangue tava fugindo,
não tinha mais esperança.
O cusco foi se finando
e os meus olho chorando,
chorando como criança.


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?
Nessa hora desgraçada
o tal mocito voltou
prá sabê pelo serviço.
Botei o cusco no chão,
passei a mão no facão
e dei uns grito com ele,
com ele e com o Vitalício!


Ele puxô do revólver
mas tava perto demais.
Antes que a bala saísse,
cortei ele prá matá.
Foi assim, bem direitinho.
Não tô aqui prá menti.
É verdade qu'eu fugi
mas depois me apresentei.
Me julgaram e condenaram
mas o pior que assassino,
foi dizerem que o motivo
era pouco prá o que fiz...


Que diacho! Eu gostava do meu cusco.
Bicho não tem alma, eu sei bem.
Mas será que vivente tem?

(Página do Gaúcho, gentileza de Daniel Cassol)


LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

SANTA meninice, Batman!

*** ou O LADO irônico dos seriados infantis e dos desenhos antigos ***

NAQUELE tempo, lá pelos anos 70 (início da década), em casa uma das poucas diversões da criançada era ver televisão mesmo. Não havia vídeo-games nem games de computador e tantas outras facilidades como hoje.

Na minha terra - a velha Belém do Pará - só havia duas emissoras de tevê: o canal 2, TV Marajoara, e o 4, TV Guajará. Tudo em preto e branco, claro! E a programação normalmente só começava lá pelas quatro da tarde! É mole?! E nem toda casa podia ter uma televisão. Muitos de nós apelavam para a famosa 'televisinho', mesmo.

O Batman era o nosso campeão de audiência. A série televisiva de 1966, aquela daquele Batman barrigudo, e do menino prodígio, o Robin, fascinava os garotos daquele tempo. Eu e meu irmão, Walter, não éramos diferentes. 'Qüen, qüen, qüen... quem disse que Pinguin não sabe voar?!' Lembramos disso até hoje, eu e o mano Walter, e damos risada quando rememoramos a fala do nosso vilão preferido, o Pinguim, de Burges Meredith. Quem estavam por trás dessa dupla dinâmica era o milionário Bruce Wayne e o seu protegido Dick Crason, na vida real Adam West e Burt Ward. Quanta fantasia!

Mas era mesmo de fantasias que vivíamos. Éramos garotos, e a dureza da vida real ficava para os adultos. Interessante era que a polícia de Gottan City não dava conta da bandidagem, os vilões mais estranhos e maníacos do mundo. Quando a coisa pegava, o comissário Gordon recorria ao telefone vermelho (nem dava para ver se era mesmo vermelho) e chamava o Batman.

Os Batman de hoje não são nem sombra daquele original de 1966. Os vilãos do cinema moderno também nada lembram daquele Pinguim, daquele Charada, daquele Coringa de Cezar Romero e de tantos outros bizarros - ah! Já ia esquecendo a Mulher Gato, e sua sensualidade implícita, mas é óbvio que não tínhamos nenhuma maldade nessa área (éramos garotos sem maldade dos de hoje). Cada estória era sempre em duas partes, com a primeira terminando com a dupla dinâmica em perigo de morte, invariavelmente. Tudo pelo suspense, pois era mais prático e eficaz aos  bandidos darem-lhes um tiro e acabarem de vez com a vida dos nossos heróis. Claro que na segunda parte, sempre davam um jeito de escapar de seus algozes, possibilitando outros e outros capítulos.

Falando em Batman, que fim levou o Robin?

De Batman também criaram um desenho como paródia. Era o Batfino, uma mistura de gato e morcego. Seu ajudante era um oriental, o Karatê. 'Karatê, o Bat-lack!' era uma de suas falas. Outra era 'Suas balas não poderão me atingir, minhas asas são como uma couraça de aço', na voz imortal de Carlos Alberto Vaccari, meu dublador favorito (para usar uma expressão americana, americano sempre diz 'favorito' e não 'predileto'). E o vilão era sempre o Hugo Ago-gô (em alguns episódios o dublador dava-lhe o nome de Hugo Refugo).

Outro de que gostávamos muito era o Zorro ou Don Diego de la Vega, seu alterego. Até hoje, de vez em quanto, se ouve a expressão 'Só quando o sargento Garcia prender o Zorro' para dizer de uma coisa impossível, que nunca vai acontecer. Ah, o gordo sargento Garcia. Esse nunca era promovido, também o quartel-general dele era lá na Espanha, e ele estava na Califórnia espanhola, na década de 1820. 

Zorro, o testículo de aço, esse pulava daquela altura em cima do cavalo, que já estava lá na posição certa só o aguardando, mas nunca quebrava os ovos. O Zorro moderno, aquele de Antonio Banderas, não tem graça nenhuma. Pelo menos para nós, hoje na proximidade dos cinquenta aninhos,  que não perdíamos um episódio daquele Zorro de Guy Williams, dos estúdios Disney. 

Tempos bons, que não voltam mais!

Versão brasileira: AIC, São Paulo!

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 

O TALENTO de J. Bosco: Quadra junina



O HUMOR de Waldez: Limpeza



domingo, 29 de maio de 2011

COISAS do Rio Grande: Eu reconheço que sou grosso (Gildo de Freitas)

AERONÁUTICA oferece 215 vagas para a EPCAR

do Blogue ANTONIO Valentim  

ESTUDANTES interessados em completar o ensino médio em uma das melhores escolas federais do país podem concorrer às vagas oferecidas pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG). As inscrições para o concurso deste ano estarão abertas de 3 de junho a 4 de julho. No total, serão oferecidas 215 vagas.

A EPCAR prepara jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), que funciona em Pirassununga (SP).  

No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2009, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar ficou em oitavo lugar entre as escolas públicas federais de ensino médio no país. No Brasil todo, levando-se em conta colégios públicos e privados, a EPCAR aparece entre as cem melhores instituições de ensino (87ª posição), em um total de mais de 25 mil escolas avaliadas pelo Ministério da Educação.  

O edital do concurso, formulário de inscrição e o detalhamento das instruções e condições do exame estão disponíveis na internet (www.fab.mil.br e www.epcar.aer.mil.br), na seção “Concursos”. O Guia de Profissões Militares da Força Aérea Brasileira, também disponível no portal, traz um capítulo sobre o funcionamento da EPCAR e fala da a rotina dos alunos que estudam em Barbacena.

Na EPCAR, além da formação com disciplinas regulares, como matemática, história, geografia, português e inglês, os jovens recebem ainda fundamentos militares. Durante o curso, o aluno ganha salário (remuneração fixada em lei), alimentação, alojamento, fardamento e assistência médico-hospitalar e dentária. 

Desde sua criação, cerca de 480 mil candidatos prestaram o concurso da EPCAR. No exame de 2009, 13 mil candidatos disputaram as 185 vagas oferecidas – uma relação de 70 jovens por vaga, concorrência comparável a dos cursos mais procurados das principais universidades do país. (Fonte: Agência Força Aérea — www.fab.mil.br)


LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

sábado, 28 de maio de 2011

EVANGELHO do domingo: "Se me amais, observareis os meus mandamentos"

"SE VOCÊS me amam, observarão aos meus mandamentos. Então, eu pedirei ao Pai, e ele dará a vocês outro Advogado, para que permaneça com vocês para sempre. Ele é o Espírito da Verdade, que o mundo não pode acolher, porque não o vê, nem o conhece. Vocês o conhecem, porque ele mora com vocês, e estará com vocês.

EU NÃO DEIXAREI vocês órfãos, mas voltarei para vocês. Mais um pouco, e o mundo não me verá, mas vocês me verão, porque eu vivo, e também vocês viverão. Nesse dia, vocês conhecerão que eu estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês. Quem aceita os meus mandamentos e a eles obedece, esse é que me ama. E quem me ama, será amado por meu Pai. Eu também o amarei e me manifestarei a ele." (Jo 14,15-21)  

COMENTÁRIO:  

JOÃO, com seu harmonioso estilo literário, reapresenta, ao longo do discurso de despedida de Jesus na última ceia, os principais temas da revelação: o amor do Pai e de Jesus; os mandamentos de Jesus e o novo mandamento do amor; o crer em Deus e em Jesus, Caminho, Verdade e Vida; o conhecer Jesus e o Pai; permanecer em Jesus; o dom do Espírito de Amor e o dom da vida eterna na comunhão com Jesus e o Pai, no Espírito.

No evangelho deste domingo, um trecho desse discurso é retomado: o tema dos mandamentos de Jesus e sua observância, e o dom do Espírito. Os mandamentos de Jesus se expressam em formas diversas: guardar a sua palavra, t er fé e pratica o que ele viveu, crer nele e ter a vida eterna, praticar a verdade, acolher seu testemunho, trabalhar pelo alimento que permanece para a vida eterna, servi-lo e seguir seu exemplo de serviço. Todos seus mandamentos convergem para um novo: "Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros" (Jo 13, 34-35; 15,12). A culminância dos mandamentos é o amor divino de Jesus a ser vivido pelos discípulos, em comunhão de vida eterna com o Pai. Associado a esse amor está o dom do Paráclito, o Espírito da Verade. O Pai dará este Espírito, que permanece junto de nós e está em nós. Futuro e presente se unem, no dom do Espírito. 

O Paráclito (Advogado), palavra de origem grega, significa consolador ou defensor. O termo grego, em suas variantes, é abundantemente usado nos textos paulinos, com o sentido de consolo. É também utilizado algumas vezes em Lucas, e uma única vez nos sinóticos, na bem-aventurança dos que choram (Mt 5,4). 
 
Com a sentença: "Mais um pouco, e o mundo não me verá, mas vocês me verão, porque eu vivo, e também vocês viverão", Jesus afirma sua permanência na vida divina e eterna e o dom desta vida àqueles que cumprem seu mandamento de amor. A expressão "porque eu vivo" se diferencia da tradição sacrifical judaico-cristã, segundo a qual Jesus morto na cruz transforma-se em um cadáver a ser reanimado novamente por sua ressurreição e tornado, então, Filho de Deus, como prêmio de seu autossacrifício. 

O Espírito que nos é dado nos revela a presença de Jesus entre nós: "Eu não deixarei vocês órfãos, mas voltarei para vocês... Nesse dia, vocês conhecerão que eu estou em meu Pai, vocês em mim, e eu em vocês". A volta de Jesus - ele no Pai, os discípulos nele e ele nos discípulos - significa a comunhão de vida eterna com Deus já neste mundo, a partir da comunhão de amor." (Comentário extraído de 'A Bíblia Dia a Dia', ed. Paulinas)

UM abençoado domingo a todos e...




LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 

AS CRÔNICAS de Raimundo Sodré: Lilás

por RAIMUNDO Sodré

A noite estava fria, a chuva havia estimulado o recolhimento e as preces. Aos pés da Virgem Santíssima eu rezava ajoelhada com um fervor desmedido (salve Rainha Mãe de Deus/És Senhora nossa mãe/Ó mãe clemente/ó mãe piedosa/Doce Virgem Maria). Pedia, desesperadamente, para que a santa o trouxesse de volta. Sentia saudades e meu peito amargava a solidão e a certeza mórbida de ainda amá-lo. Benzi-me, ergui-me e apeguei-me às lembranças.

O peso da idade já não me machucava tanto. Acendi uma vela para que a sala e o quarto, com a licença da porta entreaberta, ficassem igualmente iluminados. A outra, posicionei à entrada da casa como se a chama houvesse por esperar alguém. Nessa época de chuva, a noite chegava mais cedo que o comum, avalizada pelos algodoados de nuvens plúmbeas e ameaçadoras: era o tempo apressando-se em escuridão. 

Sob a dança vacilante do lume que escapava da vela, percorri um espaço que conhecia bem, um traçado decorado ao longo de tantos anos. E me dispus à frente de uma mobília velha. Tateei as mãos e fui agrupando os objetos de toucador que pude encontrar. Uma cápsula de baton oxidada, a caixinha de rouge que ganhei da minha filha no Natal passado, e uns frascos de extratos artesanais que eu mesma produzi. 

Olhei-me no espelho e a penumbra fantasiou um rosto ante o meu. Um rosto ainda admirável de uma mulher madura que não precisa de nenhum cosmético para sorrir. Com um gesto decidido lancei aquela tímida coleção de cosméticos para longe e sorri para a minha louca paixão. Não mais o veria. Em fotografias, nos filmes descoloridos de minhas lágrimas, tampouco nos reflexos impiedosos do tempo. Não mais o quereria. Despejaria a minha angústia, agora, sobre a terra confidente. 

Inadvertidamente, corri. Não posso justificar a urgência daquele ato, já que tudo era estático e inabalável naquele ermo. Mas algo me guiava para fora da casa com um quê de razão e pressa. Era uma réstia volátil de luz que suspirava em um horizonte lilás. (Teu nome/com gizes coloridos/escreverei/lilases vezes/na lousa desbotada/de minha memória...este é o meu castigo). A luz se fechou num poema e a vida ainda tentou me acudir no farfalhar aromático que o vento imprimia à roseira lá ao pé do alpendre. Aproximei-me e pus-me a remexer o solo junto à plantinha solidária. Não encontrei nada. Só folhas secas, vermes escarlates, argilas sombrias, gris ilusões, dor e umidade. A chuva passara, mas meu pranto...Não. Não posso esquecê-lo (teu nome...lilases vezes...na minha memória). 

Deixei o fio de luz, os vermes encarnados, a rosa graciosa e o alpendre úmido para trás e reduzi-me ao sofrimento. Volvi ao espelho. Agora sem sorriso ou coragem. Só os cabelos prateados e reclamos débeis respondiam aos meus olhos. Injusto e infame este delator. Espelho, espelho meu. Dane-se. Apaguei a vela e fechei a porta do quarto.  

Agasalhei os pés com meias grossas de bordados joviais; vesti-me com casacos bem cortados, ornados com ilhoses alegres e passadores anilhados; soltei os cabelos, sem charme, sem coquete, sem civilidade sobre o colo ressentido ; aproximei a cadeira da janela e busquei a luz de modos que, o que restou de clarão na sala, me proporcionasse uma leitura reparadora. Dane-se o espelho. Dane-se essa gente rude e fria sem nome...Danem-se a aurora e os arrebóis. Danem-se os trigais, os girassóis e tudo o que seja leve e colorido.

A ti, te consumi em todos os nomes impuros e sedutores que consegui ler naquela noite. E te li tantas e lilases vezes que, sem fôlego e exausta de tanto que te amei, morri feliz sob o fulgor indulgente de uma vela amiga.   (do Blog do Raimundo Sodré, postado em 27maio2011)


"A ALTURA das suas reliazações será igual à profundidade das suas convicções." William F. Scolavino


LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

MARLETH Silva: Para ser feliz por um mês mate um porco

da GAZETA do Povo, de 28maio2011


UM ITALIANO do século 17 afirmou
que o casamento faz uma pessoa feliz por uma mísera semana. Alguns séculos depois, alguém foi mais otimista e definiu a duração da felicidade conjugal em um mês.

Um amigo que é fã de jardinagem me escreve e, sabendo que também gosto de plantas, cita um antigo provérbio:  “Para ser feliz por uma hora, tome uma taça de um bom vinho. Para ser feliz por uma semana, leia bons livros. Para ser feliz por um mês, case-se. Para ser feliz por toda a vida, faça um jardim.”
 
Vou pesquisar e descubro que ele está me enviando uma versão moderna, atualizada – provavelmente por ele mesmo –, de um antigo provérbio italiano do qual outras tantas versões se espalharam pelo mundo.

O original, conhecido desde o século 17, era mais ou menos assim:  “Para ser feliz por um dia, vá ao barbeiro. Por uma semana, case-se. Por um mês, compre um cavalo. Por um ano, construa uma nova casa. Por toda a vida, seja um homem honesto.”

Ou seja, quem achava que o autor do provérbio estava sendo cruel com o casamento, descobre que ele já foi pior. O italiano do século 17 afirmou que o casamento faz uma pessoa feliz por uma mísera semana. Alguns séculos depois, alguém foi mais otimista e definiu a duração da felicidade conjugal em um mês. Mas devo informar que há outra versão que diz que “para ser feliz durante um mês, mate um porco”. Gostei dessa. E entendo bem o que ela diz: meu pai de vez em quando matava um porco. Dava uma trabalheira danada, mas a criatura sacrificada rendia carne para a família por um bom tempo, talvez por um mês inteiro.

Vejo na frase que fala dos livros a assinatura do meu amigo, já que ele é um grande leitor. Com isso ele me mostra que o provérbio se transforma em um jogo em que cada um de nós exclui algo e acrescenta o que lhe parece melhor. Uma mulher poderia trocar o “Para ser feliz por um dia, vá ao barbeiro” por “vá ao cabeleireiro” – costuma funcionar com a maioria de nós. Concordo que “uma taça de um bom vinho” nos faz feliz por uma hora. Mas para mim uma caminhada vigorosa em um lugar bem arborizado tem o mesmo efeito.

Por outro lado, desconfio da proposta de construir casa nova. Pelo que ouço falar, dá um trabalho danado e, quando as pessoas mudam para dentro dela, continuam descobrindo coisas que ainda querem fazer para deixar a casa melhor. Complicado demais. A felicidade funciona melhor quando vem de coisas simples.
Aliás, dá para fazer um “Para ser infeliz por seis meses, faça uma reforma na sua casa. Para ser infeliz por toda a vida...” Mas essas eu deixo para os leitores elaborarem. (por Marleth Silva Felipe Lima)


"A FELICIDADE funciona melhor quando vem de coisas simples." Marleth Silva


LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

MÁRIO San: outro milagre



O TALENTO de J. Bosco: Vale o escrito!




sexta-feira, 27 de maio de 2011

MARCAS que marcam

Durex, batata Chips
Caldo Knorr e Q boa
Marcas são interessantes
E não existem à toa


É bic se for caneta
É Omo se for sabão
É Tenaz se for cola
Pritt se for bastão

É Baygon para as baratas
Pinho Sol para o banheiro
Sandálias são Havaianas
Aquelas que não têm cheiro

Bom programa de domingo
É passear com a Caloi
Mas se cai e se machuca
Põe Ban-Aid no dodói

Um achocolatado em pó
Da marca Fulano de tal
Repare na sua casa
Ou é Toddy ou é Nescau

Em pudim de Leite Moça
Não se usa pó Royal
Nem tampouco Maizena
Pra sobrar para o mingau

Um pão e um bolo Pulmann
Para um lanche bem bacana
Iogurte é Danone
Margarina é Doriana

E até a geladeira
Não pode ser diferente
Se ela não gela direito
Não é aquela Brastemp


Algumas marcas chegam
E logo conquistam a gente
Como será que essas marcas
Colam em nossa mente?

SUELI de Oliveira

"NA VIDA há dois grupos: os que trabalham e os que levam o crédito. Prefira o primeiro grupo, onde há menos concorrência." Indira Gandhi 

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

AMOR ao primeiro clique

BERNARDETE me inseriu na cultura gaúcha
MUITOS JÁ me perguntaram como um nortista, como eu, veio parar aqui em Dois Vizinhos, região sudoeste do Paraná.

Respondo-lhes que é uma história longa, e prometo que um dia contarei. Estive por alguns meses em Curitiba, a trabalho, e lá os colegas de trabalho, curiosos, também me faziam semelhante questionamento. Trata-se de um fato admirável, raro, mas que realmente aconteceu comigo, aconteceu conosco. Depois de 30 anos, um sonho realizado. Para quem não tem fé, nenhuma explicação é suficiente; para quem tem fé, porém, nenhuma explicação é necessária. A intercessão milagrosa de Santo Antônio, a ação misericordiosa do bom Deus transformaram a minha vida. Nenhuma derrota é definitiva, sobretudo quando temos Deus em nossa vida.

Dois Vizinhos, uma cidade que, antes de dezembro de 2008, eu jamais havia ouvido falar, tem como padroeiro Santo ANTÔNIO, cujos festejos acontecerão na próxima semana. Cidade de gente ordeira e trabalhadora, que acolheu a este caboclo paraense com hospitalidade e calor, embora no inverno faça bastante frio.

Eis, resumidamente, essa fantástica história pessoal de como, eu e minha alemoa, nos conhecemos.

CONHECI minha mulher pela internet

TENHO ATUALMENTE cinqüenta anos. Antes, por trinta anos, convivi maritalmente, com três mulheres, obtendo invariavelmente, em cada uma dessas relações, o mesmo resultado: a infelicidade. Portanto, desde a minha juventude, venho buscando a mulher da minha vida, e, no entanto, por diversas razões, sempre quebrei a cara. Não tenho vergonha de declarar isso em público.Acabava-se uma relação e se ia buscar outra, e assim se passaram três décadas. 

Foram muitos dissabores, e, embora não quisesse admitir o fracasso, vinha sempre ao final a me separar. É importante dizer que, criado em princípios éticos e religiosos (sou católico praticante), nunca tive qualquer vício que pudesse interferir na relação familiar (nem o fumo, nem a bebida, nem aventuras amorosas), ainda assim não logrei êxito na vida familiar, e,  como foram embora as minhas ex-companheiras, se foram da minha convivência também os filhos, dos quais sinto muita falta.

De maneira a fugir do insucesso no lar, durante todos esses anos, me dedicava muito ao trabalho. Com o passar dos anos, eu, tímido por natureza, fui me tornando cada vez mais taciturno. Embora me esforçasse por parecer feliz, a mim me parecia que todos sabiam do inferno que era a minha vida, e isso me acabrunhava ainda mais. No trabalho e na vizinhança eram os meus problemas familiares assunto corriqueiro, visto que todas elas não faziam caso de nada ocultar. No entanto, tentava levar a minha vida como se nada de errado estivesse acontecendo. Até não suportar mais. Não quero aqui atribuir-lhes toda a culpa pelas relações fracassadas, mas também nunca aceitei o inverso: a minha incapacidade de ter um relacionamento feliz no lar.

COM UM histórico desses, seria natural a mim, como a qualquer outro homem, desistir, jogar de vez a toalha, aceitar os ditames do destino e ficar sozinho pelo resto de meus dias. Confesso que até tentei, mas não consegui aceitar a derrota. O homem, em geral, não nasceu para ficar sozinho, e eu, muito menos, sabendo dos meus defeitos e também das minhas virtudes. Embora no meu íntimo não acreditasse que um relacionamento pela internet pudesse dar certo, resolvi num belo dia me matricular num desses sites de relacionamento (afinal o que teria mais a perder?). Analisava diariamente diversos perfis, mas nada sentia em meu coração por nenhuma das pretendentes, e ainda havia em meu espírito o receio de cometer os mesmos erros anteriores. Nos festejos do meu quadragésimo oitavo aniversário, pedi ao bom Deus que me iluminasse, e que desta vez pusesse na minha vida uma mulher digna, honesta, trabalhadora, que realmente viesse a me amar, e não me encarasse apenas como alguém que sustenta a casa, um mero provedor. Apenas um mês depois, aconteceu o milagre.

EM 22 DE DEZEMBRO DE 2008, recebi um convite de alguém. Seu apelido: Profbe. Depois de verificar cuidadosamente seu ‘perfil’, que considerei interessante, passamos a manter contato diário pelo ‘Msn’. Meu Deus! Assim como existe amor à primeira vista, conosco aconteceu o amor ao primeiro clique, podemos dizer assim, devido às afinidades em quase tudo: gostos, hábitos, família, história etc. A cada dia descobríamos novas características em comum, parecendo realmente termos nascido um para o outro. Era Deus ouvindo as nossas preces, pois depois vim a saber que ela também havia pedido ao Pai alguém como eu na sua vida.

Hoje, passados mais de dois anos, podemos assegurar que, de fato, Deus estava nos reservando um para o outro, e é tudo como se já nos conhecêssemos há muitos anos. É necessário dizer que é coisa natural um casal, eventualmente, discordar de uma coisa ou de outra, e ainda assim se amar, se entender, ser feliz. No nosso caso, simplesmente não temos um desentendimento sequer, somos plenamente felizes em cada um dos dias vividos juntos até agora. Somos muito felizes, e a cada dia dizemos ‘eu te amo’ não apenas uma vez, mas três, quatro, cinco ou mais vezes. E haveremos de continuar assim, com a graça de Deus.

Férias em Mosqueiro
TIVEMOS e temos muita confiança um no outro, pois, como já relatei acima, como iria saber se não era mais uma interesseira, oportunista? Como saber se suas intenções eram realmente sérias (as minhas, com certeza, eram)? Encarei como sendo a última oportunidade da minha vida. Da parte dela, como saber se não se tratava de um malandro, um preguiçoso, golpista ou coisa assim? Afinal, o mundo virtual está cheio desses picaretas. Mas era coisa de Deus mesmo, e tudo aquilo que dissemos um ao outro à distância foi se confirmando dia após dia, tudo certo, incluindo as  famílias, todos de boa índole, honestos, trabalhadores e religiosos. Ainda por cima, uma companheira, uma namorada e amiga. Os seus pais – meus segundos pais – me receberam calorosamente. Pessoas maravilhosas, gente simples, gente honesta, graças ao bom Deus.

BERNARDETE Kleinibig conta atualmente trinta e oito anos. Divorciou-se do marido há mais de seis anos. Pelo que sabemos, eles não tinham muito em comum, razão pela qual o casamento se arrastou a duras penas por sete anos. Não estavam maduros e - posso dizer assim - não foram feitos um para o outro. Não podia dar certo mesmo. 

Nenhum empecilho para o nosso relacionamento, afinal. Eu morava no estado do Pará, região norte do Brasil, e ela, no sul brasileiro, estado do Paraná. 3.500 quilômetros nos separavam. Mas, quando há amor de verdade e não interesses menores, distância alguma representa obstáculo. É interessante dizer que, por já estar em condições de aposentadoria, foi possível então que eu me desligasse formalmente do meu trabalho e pudesse vir ao Paraná, juntar-me a ela. Deixei a minha região de origem, sem que isso viesse a representar qualquer prejuízo ao meu salário. Coisa de Deus realmente, pois se o nosso conhecimento fosse em outra época, eu não teria condições de juntar-me a ela em razão do meu trabalho, e assim o nosso relacionamento não haveria de prosperar. Estava escrito. 

Com apenas uma semana de contatos diários, convidei Berna para ir a Belém do Pará, onde eu morava. Ela aceitou, pois no período se encontrava de férias do seu trabalho (também atribuo à providência Divina essa conveniência). Passamos a nos falar então pessoalmente, ela conhecendo a minha família e também a mim, e assim podendo ela comprovar tudo o que eu lhe dissera pelo ‘msn’. Da parte de minha família, minha mãe, meu pai e meus irmãos, todos gostaram muito de Bernardete, e aprovaram de imediato o nosso relacionamento. Não que eu precisasse da aprovação deles, porém este gesto me deu mais segurança para seguir em frente, tendo então certeza de que Bernardete é a mulher da minha vida. Finalmente! Depois de trinta anos. Valeu a pena ter fé. 

Tudo de acordo. É coisa de Deus! Gostamos exatamente das mesmas coisas e também não gostamos exatamente de outras coisas. Podemos dizer que fomos feitos um para o outro. As pessoas, incrédulas, nos perguntam: ‘como foi isso, se conhecerem pela internet? Isso é coisa de louco!’, ao que nós respondemos: ‘Não, é coisa de Deus!’. 

Por causa do amor de Bernardete, viajei de automóvel por mais de 3.500 quilômetros, e viajaria por distância maior, se fosse necessário. Eu, um nortista, migrei então para a região sul do Brasil, onde estou devidamente aclimatado, e somos muito felizes, graças a Deus.


Quem disse que a internet não tem coisas boas?



"A ALTURA das suas realizações será igual à profundidade das suas convicções." William f. Scolavino


LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!