sábado, 25 de fevereiro de 2012

POLICIALMENTE Bisonho


ANTES de começar o post só uma observação tinha gente achando que eu tava de brincadeira quando disse que estavamos a contar os cadáveres, vejam a lista depois desta postagem publicada pelo Bordalo é a primeira do ranking de Homicídios pós carnaval.

Bem... a postagem de hoje é sobre um acontecido na tarde de quinta feira ultima. Estava eu na fila do Banco do Estado do Pará (BanPará) e eis que se posicionam duas figuras atrás de mim, eram dois policiais militares, cabos da PM, o que me chamou a atenção e a de todos no banco, presentes aquela hora, foi o conteúdo da conversa que é o assunto desta postagem. Pois bem, apesar de os dois não terem feito questão nenhum de manter a conversam em sigilo (estavam falando alto o suficiente para todos ouvirem) vou publicar aqui apenas duas siglas para identificação, serão os cabos F e B.

A conversa inicia com a torta concepção de “justiça” por parte do cabo F que reclamava “não é possível tamanho dia de folga e eu preciso ir ao forum para exclarecer a juíza porque eu prendi um vagabundo” se já não bastasse esta ideia de eu prendo qualquer um e a justiça que se vire ainda veio mais isso “vão me tirar da rua, eu prefiro assim ficar apenas no quartel. Eles dizem que eu atrapalho o trabalho que sou esquentado, o negócio é que eu não aturo certos tipos de coisas, por exemplo hoje o policial tem que chegar lá conversar com a pessoa, dizer porque está predendo e tudo mais, precisa ser é psicologo e não PM, eu lá vou fazer isso! eu chego lá e vou logo é dando tabefe e se o cidadão não quer vir então aí eu digo logo: - rapaz tu vai ter que ser melhor de braço do que eu. Comigo é assim ou vem por bem ou por mau”. Gostaria de ficar aqui escrevendo linhas e linhas do conteúdo desta conversa, mas acho que ela fala por sí só, vejam vocês, depois que estas criaturas fazem o que fazem ninguém sabe o porque, o exercício da “autoridade” é feito com total irresponsabilidade, é a lei do “eu mando você obedece eu falo você fica quieto” ainda bem que pelo menos neste caso este estará aposentado das ruas, gostaria de cumprimentar o comandante ou responsável da PM por estar colocando os “homens das cavernas” longe da população. Eu hein zé!

Mas, calma aí que não terminou ainda. O que achei interessante foi a continuação o cabo F afirmando “fui ontem na delegacia dar queixa de um cidadão por desacato a autoridade (pudera), quando eu cheguei lá a delegada por ser seu conhecido já ia liberando ele e ainda tentou argumentar comigo que não tinha o porque deixar ele detido, aí eu argumentei que estava querendo me enganar eu conheço direito e sei muito bem o procedimento e ainda sim ela o liberou, é sempre assim a gente captura e por ser conhecido dessa gente é solto”. Depois que se vê porque tem um bocado que “apronta” por aqui e a impunidade reina se realmente aconteceu como o descrito na conversa dos cabos isso só pode dar a resposta para um bocado de questões.

Ainda tem muita coisa que os dois trocaram por lá, mas em sintese o final da prosa resumiu tudo, o cabo B dizendo “agora pra mim é assim, como diz nosso amigo h bater o ponto e ir pra casa, ninguém se importa mesmo a policia a muito tempo virou apenas cabide de emprego, é a possibilidade de estabilidade financeira e eu é que vou me importar? Vou só fazer o meu horário e voltar para casa, fica tudo assim a justiça finge que faz alguma coisa, a gente finge que trabalha e a população finge que acredita na gente”. Significativo o termino da conversa porque representa em suma a nossa triste realidade e só não achei concordante dizer que a população “finge que acredita” porque nesta espécie a gente já deixou de “acreditar” a muito tempo, mas é claro que ainda existem policiais competentes e responsavéis, mas pelo visto estam cada dia virando raridade. Triste.  (blog do Tiago Sousa, Santa Isabel do Pará, Brasil)

Entre um bandido fardado e outro não, eu temo mais o primeiro. O problema do Brasil,e em especial, o do Pará, não quem está do lado de lá da Lei, é quem está do lado de cá, ou seja, delegados, policiais, juízes, funcionários públicos, deputados, prefeitos, governadores, gente paga com o nosso dinheiro para cumprir a lei e a justiça e não o faz.

Os do lado de lá estão fazendo só aquilo a que se propuseram fazer; os do lado de cá estão traindo o juramento de servir bem o povo, que é o seu patrão.


Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira." Leon Tostoi


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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