quinta-feira, 15 de março de 2012

CHARLTON Heston



por Jurandir Lima


COMO cidadão americano, Charlton Heston andou tendo seus defeitos e suas controvérsias. O que não quer dizer nada para mim, que somente dele me interessa sua vida profissional.

Pode-se dizer que Heston foi o mais abençoado homem do cinema, já que trabalhou, sempre como ator principal, nas maiores produções e nos grandes filmes hollyoodianos.


Jamais ouvi falar de Julius Cesar de 1949, mas sim no de Mankiewickz de 1953, onde aquela troupe de excelentes atores dão um show memorável de interpretação.

O seu primeiro grande trabalho foi em 1952, para De Mille, em O Maior Espetáculo da Terra. Um filme bem feito, com muito boas atuações e com um tema jamais antes explorado pelo cinema. De Mille dirigiu um rosário de estrelas, cada um com seus dramas pessoais e todos tendo destaques soberbos.

Depois Heston andou se aventurando em uma meia duzia de faroestes, até agradáveis, mas sem a qualidade dos filmes que interpretaria a partir de 1956, quando, novamente De Mille, o convidou para ser seu Moisés no fabuloso Os Dez Mandamentos, sua segunda incursão no mesmo tema e filme.


Os 10 Mandamentos

Foi o filme que faltava na vida de Heston para lhe elevar ao topo do grande heroi das super produções pois, a partir daí vieram os grandes; Da Terra Nascem os Homens (meu faroeste número um), O Corsário sem Pátria, onde interpreta o aventureiro, heroi e futuro presidente dos EUA, Andrew Jackson. Aliás, personagem que o próprio Heston já havia desempenhado em 53, no bom filme O Destino Me Persegue, de Henry Levin.

Já bastavam estes poucos filmes de grandes orçamentos para Heston se tornar um astro de primeira, comentado, enaltecido, famoso e importante.

Mas foi a partir daí que tudo, praticamente, começou.  Seu Judá Ben Hur, no filme Ben Hur/1959, de Wyler, foi, a meu ver, a melhor coisa que ele fez no cinema, apesar de, após esta fita ele deslanchar para um rosário de grandes espetáculos.

Depois de Hur veio, em 61, o magistral El Cid, fazendo o papel de Rodrigues Diaz de Bivar, ao lado da lindíssima italiana Loren. Desta vez esteve nas mãos de Mann que, acredito, ser o unico trabalho que fez com o ator.


E veio então uma série de maravilhas, não apenas de filmes de classe A, super produções, como de magnificas interpretações deste eficiente ator; 55 Dias em Pequim, de Ray, O Senhor da Guerra, Agonia e Êxtase, O Planeta dos Macacos, Terremoto, Karthoum, Aeroporto 75, E O Bravo Ficou Só, Os Tiranos Também Amam, e mais umas dezenas de excelentes películas.



Heston parece ter sido o homem nascido para interpretar os grandes herois da história da humanidade. Vide Os Dez Mandamentos, Ben Hur e El Cid, A Maior Historia de Todos Os Tempos. Sem falar no fraco Julius Cesar que fez em 70, filme pouco repercutido e muito pouco visto e conhecido.


Ben Hur em 1959
Mas foi um dos astros de Hollywood que nasceu com uma das estrelas mais brilhantes, por seu valor como ator, por seu trabalho em grandes e importantes produções, que renderam muitos mulhoes de dólares para seus produtores, além de suas aceitações em cheio pelo publico amante da sétima arte.


(Cinemascope blog, João de Deus Netto)

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