sábado, 10 de março de 2012

HÁ um ano no Blogue do Valentim: sobre times de futebol e seus mascotes ou apelidos

COISA curiosa no Brasil é essa de apelidos e mascotes de times de futebol. É sobre essa diversificada fauna presente no folclore futebolístico brasileiro que pretendemos nos ocupar agora.
Acredito que o mais presente deles é o leão, sendo também o mais explicável. Nada de anormal aí, pois é consenso que o rei dos animais representa força, imponência, respeito, e nada mais natural que dedicar a um clube de futebol o felino maior como seu símbolo. Além do clube de Belém do Pará, temos o Sport Clube do Recife, o leão da ilha do retiro, e o Fortaleza, o tricolor do Pici, entre outros.
 Como, porém, explicar a adoção de um mascote? Que razões determinariam a escolha deste ou daquele animal ou apelido para homenagear seu clube?       Alguns, como sabemos, nasceram da gozação do adversário, como forma de tirar sarro da torcida do time rival, depreciando o clube contrário. Assim surgiram mascotes como o urubu e o porco, que, ironicamente, acabaram sendo adotados como símbolos do Flamengo e Palmeiras, respectivamente, e cujas torcidas, ou diretorias, inteligentemente, desarmaram seus detratores, oficializando os exóticos animais como seus mascotes.
Outros mascotes são facilmente explicáveis pela localização geográfica do clube representado. Peixe, símbolo do Santos, deve ser uma homenagem a Santos, cidade litorânea de São Paulo, sendo o clube de Pelé o único dos grandes sediado fora da capital paulista. Outro peixe é o Londrina, do norte paranaense, também conhecido por tubarão.
 Quanto a esse assunto, nas minas gerais ocorreu uma coisa interessante. Como o Cruzeiro é clube mais novo que seu arquirrival Atlético, adotou a raposa como seu mascote, em clara oposição ao galo, símbolo do Atlético Mineiro, e ao coelho, mascote do América de Minas. A raposa é predadora de galo e de coelho. Galo, por sinal, é um mascote muito comum em muitos times do futebol brasileiro, principalmente no interior, como, por exemplo, o Anápolis Futebol Clube e o 15 de Novembro, de Jaú – SP.
Em razão da singularidade de alguns bichos, há alguns mascotes cuja adoção por um clube de futebol não se consegue explicar com facilidade. Sapo é mascote do Mogi-Mirim Esporte Clube, o sapão da mogiana (cá pra nós, sapo não é um animal muito agradável); e o burro (acreditem se quiser!) é o mascote do Esporte Clube Taubaté, o burro da central. Burro, no folclore brasileiro, como todos sabemos, é também uma pessoa de pouca inteligência, daí ser difícil de explicar a adoção do laborioso animal como mascote pelo clube do Vale do Paraíba. Obviamente, o torcedor do Taubaté não chama o seu time de burro como depreciativo e sim de forma carinhosa e incentivadora (é difícil, mas acreditar que seja assim).
Araguaína F.C., o Tourão do Norte
Um outro exemplo de mascote sui generis é o do Araguaína Futebol e Regatas (esse nome não lembra outro time brasileiro?), do Tocantins, o tourão do Norte. A adoção do apelido é uma alusão ao mercado pecuarista da região, muito forte. Todavia, o animal também é alusão ao marido cuja mulher não lhe é correta; um insulto, portanto.
Outros mascotes notáveis: macaca (Ponte Preta), coxa (Coritiba), furacão (Atlético Paranaense), cobra coral (Santa Cruz), vovô alencarino (Ceará), xata (Anapolina), negão (Rio Negro), moleque travesso (Juventus – SP).
 Não vamos aqui nem falar sobre outros times paraenses. É uma festa de tanta bicharada exótica nessa floresta, que merece um capítulo à parte. 


Um palíndromo:
' Anotaram a data da maratonA '

Uma bom dia a todos. Fiquem com Deus e...

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
(BLOGUE do Valentim em 10mar.2011)

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