sábado, 17 de março de 2012

HÁ um ano no Blogue do Valentim: taí o que você queria!


Sem rádio não tem graça!
HÁ ELEMENTOS que fazem do futebol um esporte realmente ímpar na vida do brasileiro, proporcionando ao torcedor um tempero à parte. Esporte não!  Porque o futebol  é uma questão de vida ou de morte para o nosso povo. Para todas as demais modalidades esportivas vale a máxima do Barão de Coubertin “o importante não é vencer, é participar”; no futebol brasileiro, todavia, nem o vice-campeonato representa algum valor. Brasileiro é exigente, quer a sua equipe vencendo sempre, de preferência com goleada. Não aceita menos. No mínimo o máximo, como diz o humorista. As pessoas mudam de religião, de mulher / marido, de partido político, mas não mudam de time. O cidadão torce para um time desde criancinha e morrerá torcendo por ele incondicionalmente, embora, eventualmente, possa haver bigamia nessa relação, como dizia Nelson Rodrigues. Na mesma proporção que ama a um clube, odeia de morte a outro. É assim - e sempre será - entre os amantes de Vasco e Flamengo, Corinthians e Palmeiras, Inter e Grêmio, Cruzeiro e Atlético, Goiás e Vila Nova, Furacão e Coxa, Ceará e Fortaleza, Remo e Paysandu, Bahia e Vitória... 
 
Um dos temperos dessa paixão brasileira, de que ora pretendemos nos ocupar, é a narração esportiva, tanto no rádio como na tevê. Sim, porque há narradores que fazem toda a diferença, verdadeiros gênios no ofício de descrever as principais jogadas e gols de uma partida de futebol, capazes de transformar em obra de arte até mesmo os jogos mais chatos. Não é necessário apenas narrar, mas narrar com estilo, entusiasmo, humor, e isso alguns dos profissionais adiante relacionados sabiam (sabem) fazer muito bem, atraindo a preferência do ouvinte-torcedor brasileiro. 
 
Jorge Cury, Osmar Santos, Jaime Bastos são alguns de quem recordamos agora. Hoje, ainda entre nós profissionais do nível de um Luís Penido (rádio Tupi), José Silvério (rádio Bandeirantes), Guilherme Guerreiro (rádio Clube), Jorge Dias (rádio Marajoara). merecem destaque. Na televisão, Geraldo José de Almeida e Januário de Oliveira, e ainda hoje o veterano Sílvio Luís (atualmente na Rede TV) alegravam nossas tardes de domingo. Claro que há outros, que a nossa memória e o nosso conhecimento nos traem, não nos permitindo nominá-los agora.
 
Ainda está salvo no HD da nossa memória o bordão preferido de Jorge Cury ao narrar um gol de Pelé:  “... Pelé!!! Pelé!!! Pelé!!! Indivíduo competente esse Pelééé!’’. 
 
'Indivíduo competente!'
Também lembramos Osmar Santos: “...ripa na chulipa, pimba na gorduchinha!...” ou então “... animaaaal! Edmundo é um animaaaal!”.
 
E o maior narrador  de futebol que já ouvi, Jaime Bastos? “... Alci-i-no!, Alci-i-ino!, Alci-i-iino! É o nome do homem, camiseta número 9!”
 
 Guilherme Guerreiro, atualmente, é um caso à parte quando ‘balança, sacode, estremeeeeece o Mangueirão!’, não importando de que equipe seja o gol, do Remo ou do Paissandu. O compadre Jorge Dias não faz por menos e suas transmissões também são interessantes de se ouvir. O carioca Luís Penido diz assim: “Rala Mengão, rala Mengão! Barato bom, barato bom é do fogão!”, já o paulista José Silvério prefere  assim: ‘Se for pro gol, me chama que eu vou!”.
 
Na televisão, lembro ainda daquelas transmissões dos jogos da seleção brasileira e Geraldo José de Almeida gritando ‘linda, linda, linda!’. Também Januário de Oliveira, narrando na tevê jogos do campeonato carioca, muito nos divertia com os seus bordões musicais "tá lá um corpo estendido no chão!", "de frente pro crime!" ou "Olhos nos olhos!". Hoje ainda temos o impagável Sílvio Luís e seus bordões ‘Pelo amor dos meus filhinhos!’, ‘Olho no lance!’ ou ‘No paaaaau!’, e que ,quando o jogo está monótono, diverte a galera com perguntas como  "Vocês sabe quanto tempo vive uma galinha?".  É, somente o futebol, essa grande paixão brasileira para nos proporcionar alegrias como essa. O grande detalhe profissional, que nos chama atenção, é a imparcialidade desses profissionais, excetuando logicamente os jogos do Brasil ou de um clube brasileiro contra um estrangeiro, ou, no caso paraense, de uma equipe local contra uma de outro estado. 
 
É POR ESSAS coisas que brasileiro não vive sem futebol. Saudade desses exímios narradores de bola, que alegravam as nossas tardes de domingo. 
(postado em 3 de março de 2011 - http://blogdodjleao.blogspot.com)


Quanto mais conhecemos, mais amamos. Leonardo da Vinci

Fiquem com o bom Deus e...
LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo
(BLOGUE do Valentim em 17mar.2011)

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