segunda-feira, 2 de julho de 2012

APOLOGIA ao sexo e suas consequências

Peguei do blog Rio Acima.

PRONTO.
O telejornal da emissora líder de audiência mostrou e agora vai ser um Deus nos acuda.


Vai ter polícia, Exército, Ministério Público, ambulância e tudo mais. Isso até a emissora esquecer e o gelo, enxugado às pressas, voltar a pingar. Aí a prefeitura e o governo do estado poderão relaxar, pelo menos até a próxima denúncia vazia e efêmera.


Quem não sabe que o Rio está cheio de cracolândias, inclusive no Centro da cidade?


Quem não sabe que as crianças e adolescentes dependentes assaltam pessoas no meio da rua para poder comprar a droga?


O problema não é o crack.


O problema é essa fábrica de meninos e meninas de rua que, no Brasil, anda a todo vapor. Seu combustível? Uma indústria da comunicação que faz apologia do sexo 24 horas por dia. A única diversão do pobre é fazer sexo e ele recebe um incentivo fenomenal para exercitar esse prazer.


Enquanto todos os países sérios do mundo estão preocupados com a explosão populacional, o Brasil só fala em sexo, só mostra sexo na TV, só massifica músicas de sexo.


"Ai, se eu te pego, ai, ai."


Vão me chamar de moralista e puritano, já sei. Sempre os mesmos defensores da "liberdade de expressão"e da "livre iniciativa". Logo eu, que adoro praticar o mais saudável de todos os esportes...


Imagine o efeito dessa apologia ao gozo entre milhões de pessoas sem educação, sem dinheiro e vivendo em famílias miseráveis e desestruturadas...


Aliás, não precisa nem imaginar. É só olhar para os lados, inclusive porque um desses meninos de rua pode estar chegando para arrancar seu cordão de ouro. Que trocará por uma pedra de crack de 1 real.


O país não tem nenhuma política de controle da natalidade, nem move uma palha para tentar fazer frente a essa lavagem cerebral que a mídia impõe. Nenhum poder público faz nada para contra-atacar essa avalanche de apelo sexual à qual crianças e adolescentes são submetidos.


O tesão já é a maior força da natureza, não precisa de tanta propaganda.


Outro dia, um coroa jornalista, que por sinal é empregado das organizações Biscoito de Polvilho, escreveu que ficou escandalizado ao ver a neta, de dois anos, se despedir do namoradinho da creche com um beijo na boca. Ele deveria reclamar com seus patrões, incentivadores contumazes dessa sexualização precoce, mas não faz isso para não perder o emprego, claro. Esse vetusto homem de imprensa, que, pelo jeito, logo será bisavô, não ficaria tão surpreso com a precocidade da netinha se deixasse a orla de Ipanema por algumas horas e subisse o Pavão-Pavãozinho para conversar com as adolescentes de lá.


E a emissora líder faz que nem é com ela, como quando noticia, sempre timidamente, a explosão de consumo de álcool por crianças e jovens. Evidentemente ela não vai dizer que uma das razões disso é ela mesma, e suas co-irmãs, exibirem propaganda de bebida alcoólica o dia inteiro para todas as faixas etárias.


O Brasil tem um câncer: essa lavagem cerebral da mídia, que construiu um poder avassalador durante a ditadura concentrando-se nas mãos de meia dúzia de famílias. Eles têm rádio, jornal, TV, site, o diabo. Fazem o que for preciso para fechar o ano no azul, e o lixo todo vai parar na cabeça do brasileiro, vitimado ainda por uma educação pública de péssimo nível, com professores mal pagos e pessimamente preparados.


Milhões de pessoas vão para o extremo oposto e viram evangélicos fundamentalistas, outras saem por aí enchendo a cara de Smirnoff Ice e fazendo filhos que não vão ter dinheiro nem saco para criar. Rico, quando quer abandonar o filho, manda para o shopping center. Pobre larga na cracolândia mesmo.


Então, esconda seu colar, porque essa "séria denúncia" do telejornal da noite não vai dar em nada. Depois começa a novela e...


Vamos pra cama, querida?

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