sexta-feira, 3 de agosto de 2012

MARILYN Monroe

O pecado morou ao nosso lado



UM DOS maiores símbolos produzidos pela indústria cinematográfica norte-americana morreu há 50 ANOS, mas a história de vida da loira mais desejada de Hollywood continua a fascinar muitas pessoas em todo o mundo.

Norma Jean Baker Mortenson, o nome verdadeiro de Marilyn Monroe, foi encontrada sem vida aos 36 anos na cama da sua casa em Brentwood, um bairro de elite de Los Angeles, no dia 05 de agosto de 1962.

As entidades oficiais divulgaram que a causa da morte foi uma overdose por ingestão de medicamentos, mas cinco décadas depois o acontecimento continua a gerar controvérsia e inúmeras teorias de conspiração.

Recentemente, a agência norte-americana Associated Press (AP), por ocasião do 50º aniversário da morte da atriz e ao abrigo da lei da liberdade de informação, contato o Federal Bureau of Investigation (FBI), a polícia federal norte-americana, para ter acesso a todos os arquivos relacionados com Marilyn Monroe.

Nove meses depois, e após vários pedidos e apelos, a AP relatou que os arquivos originais relacionados com Monroe já não estão na posse do FBI.

A agência noticiosa avançou ainda que o Arquivo Nacional - o destino normal deste tipo de documentos -, também não está na posse dos ficheiros.

Uma versão mais recente dos arquivos, alvo de uma profunda revisão, está disponível no site do FBI, numa área intitulada "The Vault", onde a organização publica regularmente documentos relacionados com casos emblemáticos.
Os primeiros arquivos relacionados com Monroe remontam a 1955 e a maioria está focada nas viagens e nos relacionamentos da atriz, incluindo o casamento com o dramaturgo Arthur Miller, procurando sinais de uma eventual ligação a ideais comunistas.

Os arquivos continuam até alguns meses antes da morte da estrela norte-americana que terá mantido relações, até hoje não esclarecidas, com o então Presidente norte-americano John F. Kennedy e com seu irmão Robert.

Na memória universal ficará para sempre o famoso "Happy Birthday Mr.President", canção que a atriz dedicou a John Kennedy a 12 de maio de 1962.

Norma Jean nasceu no dia 01 de julho de 1926 no Los Angeles County Hospital, tendo vivido parte da infância em orfanatos. Aos 16 anos, casou-se pela primeira vez com James Dougherty.
50 anos após sua morte, Marilyn Monroe voltou a chamar a atenção em uma de suas poses mais famosas. Uma estátua de 8 metros de altura da atriz em exposição na Pioneer Court, em Chicago. Pesando cerca de 15 toneladas, a obra do escultor Seward Johnson é feita de alumínio e aço e retrata Marilyn na famosa cena do filme ‘O pecado mora ao lado’.

Em 1945, um fotógrafo captou a imagem de uma morena deslumbrante e, em poucos meses, despertou a atenção das revistas e conseguiu um teste para cinema na 20th Century Fox. Em finais de 1946, Norma Jean transforma-se em Marilyn Monroe e adotava a sua imagem de marca: o loiro platinado.

Depois do divórcio com James Dougherty, a atriz casou-se pela segunda vez com o então famoso ex-jogador de basebol Joe Di Maggio.
"Os Homens Preferem as Louras" (1953), "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) são os seus filmes mais emblemáticos.

Cinco décadas depois, a atriz continua a ter fãs em todo o mundo e os seus objetos pessoais são adquiridos por vários milhões.

Em 2011, o esvoaçante vestido branco que a atriz usou no filme "O Pecado Mora ao Lado" foi vendido por 4,6 milhões de dólares (3,7 milhões de euros) em Los Angeles. Ainda no mesmo ano, um outro vestido que usou no 'western' "Rio sem Regresso" (1954) foi adquirido por 516.600 dólares (423 milhões de euros) em Macau.

Para assinalar a efeméride, várias instituições internacionais organizaram iniciativas para recordar uma das maiores estrelas de Hollywood.

A edição deste ano do Festival de Cannes dedicou o cartaz oficial do certame à atriz, que um dia afirmou: "Se fizer rir uma mulher, conseguirá que ela faça tudo".

Outro exemplo é uma exposição de cerca de quatro mil fotografias da atriz norte-americana, algumas inéditas, em Varsóvia, Polônia.

As imagens, que serão posteriormente leiloadas, serão exibidas entre 6 de agosto e 6 de setembro. As fotografias, da autoria de um amigo de Monroe, o fotógrafo Milton Green, pertencem atualmente ao Tesouro do Estado polaco.

(CINEMASCOPEBLOG, de João de Deus Netto)


Overdose por ingestão de medicamentos?!

2 comentários:

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