terça-feira, 4 de setembro de 2012

DIDI Mocó já morreu e esqueceu de cair

LEIO agora em um blogue sobre Renato Aragão, o famoso Didi Mocó. 

O blogueiro reproduziu um comunicado de Renato Aragão em que o humorista esclarece e se defende de acusações, atribuindo à inveja de seus detratores, de que teria demitido um de seus empregados em razão de o mesmo tê-lo chamado de Didi. Outro boato que corre é sobre seu próximo filme, cujo título seria "O segundo filho de Deus", em que, segundo seus críticos, em que seria apontado como o "novo jesus".

Em sua defesa, o humorista alega, entre outros argumentos, o de que não há como dissociar Didi de Renato Aragão, pois os dois são uma só pessoa, e isso não seria razão suficiente para demitir um funcionário que trabalhava com ele e sua família há vários anos. Quanto ao filme, o título será mudado, e Didi é um cara atrapalhado, não tendo nenhum sentido o boato que se propagou de que o humorista se considera como o próprio Jesus ou coisa assim. Creditou à inveja o curso dado a tais boatos.

Não tenho como saber exatamente o que houve. Se ele demitiu um empregado insolente, que, talvez em tom de brincadeira, o tenha tratado pelo personagem Didi e não pelo seu nome ("Seu" Renato, senhor Renato etc.). Tampouco sabia eu sobre o próximo filme de Didi, mas penso que só em se pensar em dar um título como esse, nem que provisório, por si só já seria uma arrogância sem tamanho.

No entanto, como está na moda "inferir", eu não sou a ministra Rosa Weber, mas uso este espaço eletrônico para inferir, supor, ou dar a minha opinião sobre o humorista cearense.

Li certa vez que Ferrugem, um humorista dos anos 70 e 80, que tem problemas de crescimento, quando parceiro de Renato na tevê, teria tido alguns de seus melhores textos censurados. Ao procurar saber a razão, lhe responderam que Renato Aragão não queria nada que lhe pudesse fazer sombra, e assim sobrepujar-lhe a imagem de estrela a do programa. Outra vez ouvi em um  programa de rádio de Belém, quando Os Trapalhões estavam na cidade para um de seus shows que o artista teria tratado mal as crianças que, na sua inocência, lhe pediam uma "canja". "Vão ao show e paguem se quiserem ver, e o meu nome não é Didi e sim Renato Aragão", teria dito Didi, ou melhor, Renato. 

Na verdade, gente como Didi e Xuxa não gosta de crianças - isso é o que eu penso. Usam o nome delas porque isso lhes dá fama e dinheiro. A vaidade e a arrogância, pelo que vejo, não lhe subiram à cabeça de agora, isso vem de sempre. Onde há fumaça há fogo, como se diz no popular. Daí eu não duvidar nem um pouquinho dessa conversa agora ventilada pelo blogue em questão, principalmente quanto ao empregado demitido. Não seria a primeira vez que o septuagenário artista daria piti por causa da confusão entre criador e criatura. Ainda mais se o "insulto" vem de um subalterno.

Portanto, meu caro Didi, de acordo com o eminente ministro Luiz Fux, você é que terá agora de provar que não demitiu seu empregado pela razão de o mesmo tê-lo chamado de Didi, em vez de Renato, conforme é o seu desejo. É você, que é o acusado nesse caso, que têm de provar e não quem o está acusando.


Penso que já passou da hora de o septuagenário deixar o osso. Deixe, Didi, a vez para outros. O seu estilo não convence mais.

Faça como o falecido Chico Anísio, que, depois da fase excepcional de Chico City, percebendo que a fórmula se esgotava, mudou para a "Escolhinha", onde dava oportunidades a diversos outros colegas de profissão, alguns em dificuldades financeiras. Jô Soares, embora não por altruísmo como Chico, também mudou, deixando de lado a fórmula de "Viva o Gordo", "Satiricom" e "Planeta dos Homens', para um programa de entrevistas.

A sua vez já passou. Você, de acordo com uma velha e manjada piada sua, já morreu e esqueceu de cair.

É a minha opinião.



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