segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ESCONDEM o gato mas deixam aparecendo o rabo

VI HOJE no "Mau dia Brasil" da Rede Globo fartos elogios de Alexandre Garcia a Joaquim Barbosa, ministro do STF, e que é o relator da Ação Penal 470, vulgarmente conhecida como "Mensalão".

Além do que já se conhece, foi dito que Barbosa domina cinco idiomas e dois instrumentos de música. 

Já vi esse filme antes. Fico aqui a pensar com meus botões que, a exemplo do que ocorreu no final dos anos 1980 com Fernando Collor de Melo, com aquela estória de "cassador de marajás" - que na verdade ele não cassou nenhum -, estão a preparar o nome do eminente ministro como uma opção para a presidência da república em 2014. Esse "estão", por ora, fica por conta da célebre emissora global. Não me surpreenderei se a ideia pegar. Como vão convencer Aécio Neves a contentar-se com vice-presidência, isso eu não sei.

Enquanto isso vejo como o STF, nesse "julgamento", como tendo escondido o gato e deixado o rabo às mostras. Sim, porque até agora nenhum jurista de respeito veio a público explicar como o contrato celebrado entre a Câmara dos Deputados por João Paulo Cunha e a agência publicitária de Marcos Valério e sócios foi um contrato fajuto, uma fraude, se boa parte do dinheiro foi parar na tevê Globo, no SBT, e tantos outros órgãos de mídia. Será que essas emissoras compactuaram com a fraude? Mas como, se são essas mesmas - principalmente a Globo - que dão ampla cobertura ao "maior escândalo de corrupção de todos os tempos", segundo Roberto Gurgel? 

Alguém me explica?! Obs: não vale o ministro Fux, aquele mesmo que, para ele, quem deve provar sua inocência é o acusado, e não quem acusa.



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