terça-feira, 18 de setembro de 2012

RACISMO em Belém

País rico é país sem racismo

A MÍDIA nacional noticiou o episódio de racismo, que envolveu uma Profa. Dra Daniela Cordovil e o vigilante Rubens dos Santos na Universidade do Estado do Pará (UEPA).
 O tumulto foi em um prédio da Universidade Estadual do Pará. O vigilante Rubens dos Santos recebeu uma ordem da direção para não permitir a entrada por essa portaria no turno da noite por medida de segurança.

Dois alunos chegaram para um evento e foram informados pelo vigilante dessa ordem. Eles ligaram para a professora Daniela Cordovil, que estava dentro do campus. Segundo o segurança, ela foi até o portão e começou a ofendê-lo. “Chegou até mim e me chamou de macaco, de idiota, imbecil, de guarda vestido de palhaço”, afirmou Rubens dos Santos, vigilante.

Um estudante apareceu e filmou a situação. Em seguida foram até à Seccional de São Brás, onde registraram um BO contra a professora. A Ouvidoria da instituição solicitou a  instalação abertura imediata de um processo adminsitrativo, para apurar o ocorrido; e a reitoria lançou uma nota, afirmando que não está de acordo com qualquer tipo de discriminação na universidade por ninguém da comunidade universitária ou não.

A OAB acompanha os desdobramentos do caso, que chamou atenção de toda sociedade de Belém e teve repercussão nacional.

Racismo - Combate ao crime!


Agora, a  polícia apura a denúncia sobre a acusação de injúria por racismo, cometido pela professora contra o vigilante. O crime prevê a pena de  até 3 anos.
O Brasil tem uma dívida histórica com a comunidade negra, que hoje já é de 90 milhões de brasileiros, segundo censo do IBGE. Uma série de políticas públicas para educação, a aprovação das cotas para universidades, a própria criação de uma Secretaria Nacional da Igualdade Racial, institucionalizada pelo governo do PT, a realização do censo das comunidades de terreiros etc, são ações que demonstram algum esforço feito na direção de minimizar essa história de preconceito e discriminação no país. Os movimentos fertilizam as políticas, o debate na sociedade, os diálogos entre poder público, mulheres e homens negros e todos que combatem o preconceito.

Há uma herança, uma contribuição cultural dos povos de matrizes africanas na formação cultural do povo brasileiro, o que evidencia durante séculos um processo de negação e inclusão do tema na sociedade seja, a partir dos seus desdobramentos étnicos, das formas de ver o mundo, de expressar modos de vida (dança, música, culinária, política, o trabalho etc), que descrevem a história desses povos na história (oficial e não oficial)  da nação.

Infelizmente, o ato da professora não é isolado. Mas quando alguém tem iniciativa de denunciar, além de confirmar a negativa estatística, o ato fica mais visível e vulnerável ao combate. Estudantes da UEPA fizeram manifestações em repúdio ao ato de racismo da professora de religião afro.

Em entrevista, a professora se retratou, alegando questões de ordem pessoal para, segundo ela, aliviar a questão, a partir de um pedido público de desculpas.

Veja agora mais uma vez o video com as palavras, ações de cunho racista da professora da UEPA contra o vigilante Rubens dos Santos.
 
(Blog do Puty, Belém - PA, Brasil)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBRIGADO por comentar e volte sempre ao BLOGUE do Valentim!