sábado, 30 de junho de 2012

CERVEJA boa pra cachorro

Esta notícia eu peguei do blog Impresiones, da Espanha. 


OS MELHORES amigos do homem também têm direito a divertir-se e desfrutar uma boa bebida. Uma indústria norte-americana produzirá a cerveja Bowser Beer, sem álcool, que é completamente segura para os caninos.

A bebida se pode comprar nos EUA em pet shop ou pela net, ou até mesmo na Harrold's de Londres.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

PREVISÕES de Milton Neves para a rodada


São Paulo, convalescendo de “virose felina”, perde para o Cruzeiro. Vasco, que copiou a camisa da Ponte, empata. E Falcão ganha do “seu” Inter

Milton Neves


Cruzeiro 3 x 1 São Paulo. O Tricolor está convalescendo de uma virose felina, por isso, ainda febril, leva essa mordida da Raposa.
Náutico 1 x 0 Fluminense.  Jogando em casa, o Timbu fatura três pontos em cima do Flu.
Vasco 1 x 1 Ponte Preta. No duelo das camisas de faixas diagonais, empate. Uma homenagem a um jogador que jogou por Vasco e Ponte, e foi autor do único gol brasileiro na final da Copa de 50, no Maracanã. Clique aqui e veja a página dele na seção “Que Fim Levou?”
Portuguesa 1 x 2 Santos. Depois de fechar a tampa do caixão são-paulino, a Lusa não consegue nem um pontinho contra o Peixe.
Coritiba 2 x 0 Sport. O Coxa, Campeão da Copa do Brasil de 2012, não terá nenhuma dificuldade para vencer o Sport.
Bahia 2 x 1 Internacional. Falcão, eterno ídolo colorado, comandará o time com maestria para vencer o Inter. Falando em Falcão, é sempre bom revê-lo na página “Que Fim Levou?” Clique aqui!!!
Flamengo 0 x 1 Atlético-GO. Aqui, nenhuma surpresa, afinal, os favoritos costumam vencer mesmo…
Palmeiras 0 x 2 Figueirense. Outro resultado normalíssimo. Figueira, tranquilo…
Grêmio 1 x 2 Atlético-MG. Meu Galo Mais Lindo do Mundo vai continuar lá em cima na tabela!!!
Espanha 0 x 2 Itália. A Itália perdeu uma chance danada de aplicar uma goleada histórica na Alemanha. E ganha fácil da Espanha, que passou no sufoco por Portugal.

MAIS sobre Romarinho


Marcelo Pereira/Terra)
Gol de Romarinho calou a Bombonera nesta quarta (Foto: Marcelo Pereira/Terra)


NÃO concordo com aqueles que acham que jogador precisa ter grande rodagem para enfrentar certos desafios.

É claro que experiência faz bem, ajuda, evita erros passados e aponta bons caminhos. Mas não adianta nada ter experiência e ser um jogador sem  bons recursos técnicos.

Quando o jogador tem jeito para o ofício, pouco importa a idade. 

Não interessa se nunca esteve na área internacional de um aeroporto, não tem importância se o seu passaporte tem cheiro de não usado ou se foi escolhido para viajar quase na hora do embarque.

Romarinho acabou com a dúvida do professor Tite quando fez dois gols contra o Palmeiras A.
O Corinthians com o time B conseguiu uma boa vitória sobre o arquirrival. O treinador do Corinthians deve ter pensado “já que está inscrito, vou levá-lo…”

Para aqueles que defendem a rodagem acima de tudo, Romarinho aproveitaria a viagem para tirar fotografia e usufruir do hotel 5 estrelas. Olhar lindas argentinas e contar que viu La Bombonera de pertinho.

Aos amigos mais próximos contaria que o espetáculo realizado pela torcida do Boca “é uma coisa que nunca tinha visto na vida… deu até tremedeira… no camarote o Maradona… mesmo de longe ver o Riquelme foi demais. A gente perde até a voz…” .

Se ele mostrasse toda essa admiração, seria compreensível para os defensores da “indispensável” rodagem. De um menino só se podia esperar esse tipo de reação…

Mas Romarinho silenciou La Bombonera.

O moço, desconhecido, recebido pela imprensa argentina como “filho de Romário”, mostrou que tem talento e sorte.

O seu Ronaldo (pai) e o avô (Mário) seguramente estão orgulhosos. A pequena cidade de Palestina, onde ele nasceu, já virou pauta de reportagens. Pelo Corinthians, já fez mais do que Adriano em todo o tempo que o Imperador esteve no clube.

O garoto, que nunca tinha entrado numa fila para carimbar o passaporte e que viu muitos jogadores “experientes” tremerem só de saber que teriam pela frente um adversário argentino, fez um golaço.

E colocou o Corinthians, sem exagero, mais próximo do título. 

É claro que tudo tem o seu tempo de amadurecimento, mas tomara que muitos outros “meninos” mostrem tão rapidamente que, no futebol, é possível apressar o processo quando o personagem tem talento.

Como dizia João Saldanha, o campo é quadrado e a bola é redonda, então não há porque tremer.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ROMARINHO vira herói da Fiel com dois toques

Jogador age com extrema frieza após marcar o gol de empate em plena Bombonera e deixar o Corinthians mais perto do título inédito

Com Liedson e Paulinho, Romarinho é observado por Orion diante de uma silenciosa torcida xeneize após gol de empate / Alejandro Pagni/AFP
Com Liedson e Paulinho, Romarinho é observado por Orion diante de uma silenciosa torcida xeneize após gol de empate Alejandro Pagni/AFP
 
A TORCIDA do Corinthians acordou na quarta-feira pensando na Bombonera, mas foi dormir falando de Romarinho. O atacante fez a alegria da Fiel na noite da primeira final da Libertadores com apenas dois toques na bola nos cerca de 10 minutos em que esteve em campo: um deles em uma rápida disputa de cabeça no meio de campo. O outro para marcar o gol de empate contra o Boca Juniors no temido estádio. Para a torcida, um feito heroico. Para o próprio Romarinho, porém, não parece grande coisa.

O jogador não repetiu a euforia que costuma tomar conta dos jovens que fazem gols decisivos e, com uma naturalidade de quem parece fazer gols toda semana na Bombonera, Romarinho evitou frases de efeito e repetiu algumas das declarações mais batidas do futebol.
 

“Entrei numa fase muito boa, que todo mundo está se ajudando, e fico feliz. Há um mês estava no Bragantino. Não tem preço isso, de chegar e ter oportunidade de disputar a Libertadores, um título que o Corinthians não tem, e estamos perto de conquistar”, disse o atacante, que teve muita clareza para explicar o gol – um leve toque por cima do goleiro Orion, em lance que lembrou o baixinho Romário.

“Recebi uma bola que achei que era para fazer aquilo ali. Estava confiante e fui feliz. Graças a Deus estava no momento certo, na hora certa e consegui ajudar meus companheiros”, completou o jogador, que saiu do Rio Branco-SP, passou pelo São Bernardo e fez sucesso no Bragantino.


Camisa não pesou

O repórter Leandro Quesada, da Rádio Bandeirantes, revelou que a naturalidade com que Romarinho reagiu após os dois gols no clássico contra o Palmeiras, no último domingo, chamou a atenção do técnico Tite. O treinador gostou tanto que decidiu sacar Willian do banco de reservas e dar uma chance a Romarinho. O atacante teve sua chance e mostrou serviço de novo.

BLOGUE do Valentim há um ano: A terceira guerra ou os Aparecidos da Internet

do blog AMIGOS das Letras
Sete Lagoas, MG, Brasil


Você foi atraído por este titulo? É apelativo? A idéia era esta.

O TÍTULO não tem nada a ver com o texto. Mas já que está aqui porque não continua mais um pouco? Não tem nada a perder. E o que eu tenho pra dizer pode ser importante. Mudar sua vida... Ou não. O mais provável é que não. Mudar de vida não é fácil.Se você não quiser continuar não vou me ofender, ok?A esta altura deve estar pensando: - Mais um que quer aparecer na Internet.

Puxa vida!!! Acertou em cheio. Você acabou de achar um Aparecido da Internet. Ela está cheia deles. Já que chegou até aqui, continue mais um pouco. A chance de você achar no próximo acesso um Aparecido-chato-de-galocha-mal-humorado é muito grande. Pra que perder viagem? Se conseguir esboçar um leve sorriso, estes segundos perdidos já terá valido a pena.Mas falando da raça dos Aparecidos eles se dividem em três categorias: os Aparecidos Originais, que são os que só escrevem textos próprios (contos, artigos, crônicas, poemas), os Aparecidos Republicantes, ficam na Internet a procura de artigos chamativos e interessantes para republicar nos seus blogs e os Aparecidos Flex, onde eu me incluo e que abarca as duas categorias.

Aparecer na Internet não é tarefa fácil e exige muita dedicação, paciência e competência. Existem milhares de nós tentando a mesma coisa. A concorrência é grande e só está aumentando. Há uma classe especial que é a dos Aparecidos Youtubeiros da qual falaremos oportunamente.

A raça dos Aparecidos gerou uma sub-raça, a dos Palpiteiros ou Pitaqueiros. Esta sub-raça navega na vastidão da Internet procurando matérias geradas pelos Aparecidos, para finalmente postar seus palpites. Ela se compõe de uma grande gama de tipos diferenciados e complexos. Existem palpiteiros para todos os gostos: Bem-humorados, rancorosos, irônicos, genais, desligados, lesados etc. E a cada dia aparecem mais e mais. Alguns especialistas em estudos dos fenômenos sociais de tribos virtuais identificaram um comportamento comum a todas as raças e sub-raças, que é o habito de clicar. Todos nós somos clicadores natos. Está na nossa memória genética. Existem no entanto dois tipos de clicadores. Os amadores que são os que clicam por lazer e os profissionais que são os que clicam no trabalho (deixam de trabalhar para clicar... e ainda recebem por isto). Quando o chefe aparece clicam no relatório, no organograma, no gráfico, quando o chefe vira as costas, clicam no Youtube, no Orkut etc. O chefe fica ali também em sua sala carpetada, com expressão séria e só clicando. Falemos mais detalhadamente dos Palpiteiros. O sonho de todo Palpiteiro que se preze é entrar na tribo dos Aparecidos. Ficam rondando a Internet dia e noite a procura de um texto destacado para colocar seu pitaco. Enquanto o moderador não o libera muitos dão uma chegadinha no youtube e depois se esquecem o link em que estavam antes, e não conseguem saber se seu comentário genial foi postado. Outros ficam ali de tocaia, atualizando a pagina para saber se o seu foi liberado ou se alguém comentou em cima. Eu ia me esquecendo. Existe outra importante categoria de clicadores na Internet. Podem ser chamados de Silenciosos ou Discretos. Clicam muito, lêem quase tudo e não postam nada. Passam despercebidos, mas estima-se que constituem uma tribo considerável. Isto tudo pode suscitar a pergunta: Ficar clicando para que? O que se ganha com isto? Algum gênio do mundo virtual pensando nesta questão criou uma nova moeda: o Klique ou K$. Um Klique vale tantos centavos. Só que para valer a pena tem que ter muitos cliques. E então no Youtube apareceram os campeões de cliques, pessoas que dedicam a vida procurando formas de aumentar os cliques. São os Aparecidos Youtubeiros. Formam uma classe especial e nobre da grande comunidade virtual.

Outro dia postei no Youtube uma peça com poema, imagem e música e logo depois recebi uma mensagem em inglês. Fui no tradutor do Google e um era um sujeito alertando que o meu post era de qualidade, mas que estava recebendo poucos cliques. Recomendou-me contratar uma empresa especializada em cliques. Disse que esta empresa se encarrega de provocar cliques simultâneos de várias partes do mundo por conta de um raciocínio simples dos clicadores: Se um vídeo está sendo muito clicado, logo vale a pena ser clicado.

Agora pense em qual categoria você se inclui. Seja honesto consigo mesmo. Já me demorei muito e vou postar meu texto. Nenhum clicador gosta de textos muitos longos. Este texto está de braços abertos a todos os Palpiteiros e a sua valiosa colaboração neste importante e acadêmico estudo sobre o comportamento das tribos da Internet. Você pode fazer parte de uma nova tribo ainda não catalogada. (por João Drummond).

Concordo. Eu sou da categoria dos Aparecidos Republicantes, às vezes, raras vezes, sou também um Aparecido Flex. O certo é que vivo procurando textos interessantes, curiosos, chamativos, para postar neste humilde blogue, como é o caso desta crônica genial de João Drummond, por cujo blogue também navego. Faz parte.

Mas não é por isso que você vai deixar de nos visitar, não é mesmo?!

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 
(BLOGUE do Valentim em 28jun.2011)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

MAURO Santayana: a crise política no Paraguai e a estabilidade continental


TODA unanimidade é burra, dizia o filósofo nacional Nelson Rodrigues. Toda unanimidade é suspeita, recomenda a lucidez política. A unanimidade da Câmara dos Deputados do Paraguai, em promover o processo de impeachment contra o presidente Lugo, seria fenômeno político surpreendente, mas não preocupador se não estivesse relacionado com os últimos fatos no continente.

Na Argentina, a presidente Cristina Kirchner enfrenta uma greve de caminhoneiros, em tudo por tudo semelhante à que, em 1973, iniciou o processo que levaria o presidente Salvador Allende à morte e ao regime nauseabundo de Augusto Pinochet. Hoje, todos nós sabemos de onde partiu o movimento. Não partiu das estradas chilenas, mas das maquinações do Pentágono e da CIA. Uma greve de caminhoneiros paralisa o país, leva à escassez de alimentos e de combustíveis, enfim, ao caos e à anarquia. A História demonstra que as grandes tragédias políticas e militares nascem da ação de provocadores.

O Paraguai, nesse momento, faz o papel do jabuti da fábula maranhense de Vitorino Freire. Ele é um bicho sem garras e sem mobilidade das patas que o faça um animal arbóreo. Não dispõe de unhas poderosas, como a preguiça, nem de habilidades acrobáticas, como os macacos. Quando encontrarmos um quelônio na forquilha é porque alguém o colocou ali. No caso, foram o latifúndio paraguaio – não importa quem disparou as armas – e os interesses norte-americanos. Com o golpe, os ianques pretendem puxar o Paraguai para a costa do Pacífico, incluí-lo no arco que se fecha, de Washington a Santiago, sobre o Brasil. Repete-se, no Paraguai, o que já conhecemos, com a aliança dos interesses externos com o que de pior há no interior dos países que buscam a igualdade social. Isso ocorreu em 1954, contra Vargas, e, dez anos depois, com o golpe militar.

POR INCRÍVEL que pareça: pérolas do RH

MAIS um desses besteiróis que a gente recebe pela internet e juram que tudo é verdadeiro.

Entrevistador – Você tem algum e-mail para contato?
Candidata - Sim, anota aí: gostosinha_da_zonaleste@hotmail.com

Entrevistador – Como você está na questão das línguas estrangeiras?
Candidato – Tenho português básico.

Entrevistador – Qual curso universitário você deseja fazer?
Candidato – Ah, to pensando em Nutricionismo, Letras ou Engenharia.

Entrevistador - Então, você está construindo um networking?
Candidato - Veja bem, eu não sou engenheiro, sou administrador.

Entrevistador - Como você administra a pressão?
Candidato - Ah, tranquilo. 11 por 7, no máximo 12 por 8.

Entrevistador - Manter sempre o foco é muito importante. E me parece que você tem alguns lapsos de concentração.
Candidato - O senhor poderia repetir a pergunta?

Entrevistador - Como você se sente trabalhando em equipe?
Candidato - Bom, desde que não tenha gente dando palpite, me sinto muito bem.

Entrevistador - Como você se definiria em termos de flexibilidade?
Candidato - Ah, eu faço academia. Sou capaz de encostar o cotovelo na nuca.

Entrevistador - Nós somos uma empresa que nunca pára de perseguir objetivos.
Candidato - Que ótimo. E já conseguiram prender algum?

Entrevistador - Vejo que você demonstra uma tendência para discordar.
Candidato - Muito pelo contrário..

Entrevistador - Em sua opinião, quais seriam os atributos de um bom líder?
Candidato - Ah, são várias coisas. Mas a principal é ter liderança.

Entrevistador - Noto que você não mencionou a sua idade aqui no currículo.
Candidato - É que eu uso óculos, e isso me faz parecer mais velho.

Entrevistador - E qual é a sua idade?
Candidato - Com óculos ou sem óculos?

Entrevistador - Quais seriam seus pontos fracos?
Candidato - Ah, é o joelho. Até tive de parar de jogar futebol.

Entrevistador - Há alguma pergunta que você queria me fazer?
Candidato - Eu parei meu carro lá na rua. Será que eu vou ser multado?

Entrevistador - Por que, dentre tantos candidatos, nós deveríamos contratá-lo?
Candidato - Eu pensei que responder a isto fosse seu trabalho.

Entrevistador - Como você pode contribuir para melhorar nosso ambiente de trabalho?
Candidato - Bem, eu começaria trocando a recepcionista, que é muito feia.

Entrevistador - Várias pessoas que se sentaram aí nessa mesma cadeira hoje são gerentes.
Candidato - Puxa, o fabricante da cadeira vai ficar muito feliz em saber disso.

Entrevistador - Quando digo 'Sucesso', qual a primeira palavra que lhe vem à mente?
Candidato - Pode ser duas palavras?

Entrevistador - Pode.
Candidato - Milho. Nário.

terça-feira, 26 de junho de 2012

JOSEPH Pulitzer: eu, robô?

LEIO que, em 2012, a categoria ficção do Pulitzer, prêmio que carrega meu nome, ficou sem vencedor. O júri entendeu que nenhum dos concorrentes era digno de receber a honraria. Outra notícia que capturou minha atenção foi a de que babuínos aprenderam a ler em um experimento na França. Alguém precisa investigar a relação entre esses dois fatos.

Curioso também é o artigo que fala sobre robôs que escrevem textos jornalísticos. Uma empresa chamada Narrative Science desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial que, quando alimentada de dados, produz artigos legíveis em questão de segundos. A revista Forbes, uma das mais prestigiadas publicações do mercado financeiro, já está usando esses serviços para produzir matérias sobre finanças, esportes e até política.

Você deve imaginar que um jornalista como eu, que revolucionou a imprensa americana, que ajudou a elevar os padrões de qualidade, que lutou pelas boas práticas jornalísticas, deve estar horrorizado com a perspectiva de automatização do ofício. Pois sabia que penso justamente ao contrário. Muito do que lemos em páginas impressas e virtuais são frutos do mero exercício de preencher formulários. Pegue, por exemplo, a cobertura esportiva. Um processador bem abastecido de dados pode, além de descrever o jogo com objetividade, gerar tranquilamente até as declarações dos atletas, sem necessidade de entrevista-los. “Agora é esquecer essa derrota e pensar no compromisso que temos no próximo domingo”.“Mais importante do que me tornar artilheiro é ajudar meus companheiros a conquistar esse título”.

Na mesma matéria que me apresentou os robôs jornalistas, havia uma outra revelação surpreendente. Muitos sites, que desejam aumentar seus números de audiência, programam robôs para acessarem suas páginas. De tal forma que hoje temos robôs lendo robôs. Algo estapafúrdio e impensável, mas que tem a minha total aprovação. Vejam que maravilha. Essas adoráveis máquinas nos poupam de ler textos previsíveis. Já pensou começar o dia com boa parte do jornal já lido, que economia de tempo, que alívio para ansiedade? E de mais a mais, prefiro uma inteligência artificial do que uma burrice natural. 

Do jeito que a coisa está indo, em breve, os robôs farão suas próprias premiações e distribuíram entre si os diplomas de mérito. Com a vantagem de que a cerimônia de entrega dos prêmios será mais curta e os resultados menos polêmicos. Prevejo novas categorias como “Melhor programação Investigativa” e “ Melhor simulação de editorial indignado contra a corrupção”.

Por fim, quero dizer que nada disso é exatamente novo. Aliás, é bem antigo. Por isso, peço calma aos meus colegas. Não há motivo para alvoroço e nem para sentir-se incomodado. Vejam as gravações feitas pela Polícia Federal do Brasil no caso do Carlinhos Cachoeira. Através delas, descobrimos que certos jornalistas estavam programados a atender determinados interesses. E depois que as gravações foram divulgadas, ficou claro também que outros tantos estão igualmente programados para silenciar sobre o fato.  (Blog do Pulitzer)

sábado, 23 de junho de 2012

DEZ FATOS chocantes sobre os Estados Unidos

Norte-Americano com fome e sem teto
Por Antonio Santos, no sítio Diário Liberdade:

1- Os Estados Unidos têm a maior população prisional do mundo, compondo menos de 5% da humanidade e mais de 25% da humanidade presa. Em cada 100 americanos 1 está preso.


A subir em flecha desde os os anos 80, a surreal taxa de encarceramento dos EUA é um negócio e um instrumento de controlo social. À medida que o negócio das prisões privadas alastra como gangrena, uma nova categoria de milionários consolida o seu poder político. Os donos destes cárceres são também na prática donos de escravos, que trabalham nas fábricas no interior prisão por salários inferiores a 50 cêntimos por hora.
Este trabalho escravo é tão competitivo, que muitos municípios hoje sobrevivem financeiramente graças às suas próprias prisões camarárias, aprovando simultaneamente leis que vulgarizam sentenças de até 15 anos de prisão por crimes menores como roubar pastilha elástica. O alvo destas leis draconianas são os mais pobres mas sobretudo os negros, que representando apenas 13% da população americana, compõem 40% da população prisional do país.


2- 22% das crianças americanas vive abaixo do limiar da pobreza.

Calcula-se que cerca de 16 milhões de crianças americanas vivam sem “segurança alimentar”, ou seja, em famílias sem capacidade económica de satisfazer os requisitos nutricionais mínimos de uma dieta saudável. As estatísticas provam que estas crianças têm piores resultados escolares, aceitam piores empregos, não vão à universidade e têm uma maior probabilidade de, quando adultos, serem presos.

3- Entre 1890 e 2012 os EUA invadiram ou bombardearam 149 países.

São mais os países do mundo em que os EUA intervieram militarmente do que aqueles em que ainda não o fizeram. Números conservadores apontam para mais de 8 milhões de mortes causadas pelos EUA só no século XX. E por detrás desta lista escondem-se centenas de outras operações secretas, golpes de Estado e patrocínio de ditadores e grupos terroristas. Segundo Obama, recipiente do Nobel da Paz, os EUA têm neste momento a decorrer mais de 70 operações militares secretas em vários países do mundo. O mesmo presidente, criou o maior orçamento militar norte-americano desde a Segunda Guerra Mundial, batendo de longe George W. Bush.

4- Os EUA são o único país da OCDE que não oferece qualquer tipo de subsídio de maternidade.

Embora estes números variem de acordo com o Estado e dependam dos contratos redigidos pela empresa, é prática corrente que as mulheres americanas não tenham direito a nenhum dia pago antes nem depois de dar à luz. Em muitos casos, não existe sequer a possibilidade de tirar baixa sem vencimento. Quase todos os países do mundo oferecem entre 12 e 50 semanas pagas em licença de maternidade. Neste aspecto, os Estados Unidos fazem companhia à Papua Nova Guiné e à Suazilândia com 0 semanas.

5- 125 americanos morrem todos os dias por não poderem pagar qualquer tipo de acesso à saúde.

Se não tiver seguro de saúde (como 50 milhões de americanos não têm), então, tem boas razões para recear mais a ambulância e os cuidados de saúde que lhe vão prestar, que esse inocente ataquezinho cardíaco. Com as viagens de ambulância a custarem em média 500€, a estadia num hospital público mais de 200€ por noite, e a maioria das operações cirúrgicas situadas nas dezenas de milhar, é bom que possa pagar um seguro de saúde privado. Caso contrário, a América é a terra das oportunidades e como o nome indicam, terá a oportunidade de se endividar até às orelhas e também a oportunidade de ficar em casa, fazer figas e esperar não morrer desta.

6- Os EUA foram fundados sobre o genocídio de 10 milhões de nativos. Só entre 1940 e 1980, 40% de todas as mulheres em reservas índias foram esterilizadas contra sua vontade pelo governo americano.

Esqueçam a história do Dia de Acção de Graças, com índios e colonos a partilhar placidamente o mesmo peru à volta da mesma mesa. A história dos Estados Unidos começa no programa de erradicação dos índios. Tendo em conta as restrições actuais à imigração ilegal, ninguém diria que os fundadores deste país foram eles mesmo imigrantes ilegais, que vieram sem o consentimento dos que já viviam na América. Durante dois séculos, os índios foram perseguidos e assassinados, despojados de tudo e empurrados para minúsculas reservas de terras inférteis, em lixeiras nucleares e sobre solos contaminados. 
Em pleno século XX, os EUA puseram em marcha um plano de esterilização forçada de mulheres índias, pedindo-lhes para colocar uma cruz num formulário escrito num língua que não compreendiam, ameaçando-as com o corte de subsídios caso não consentissem ou, simplesmente, recusando-lhes acesso a maternidades e hospitais. Mas que ninguém se espante, os EUA foram o primeiro país do mundo a levar a cabo esterilizações forçadas ao abrigo de um programa de eugenia, inicialmente contra pessoas portadoras de deficiência e mais tarde contra negros e índios.

7- Todos os imigrantes são obrigados a jurar não ser comunistas para poder viver nos EUA.

Para além de ter que jurar que não é um agente secreto nem um criminoso de guerra nazi, vão-lhe perguntar se é, ou alguma vez foi membro do “Partido Comunista”, se tem simpatias anarquista ou se defende intelectualmente alguma organização considerada “terrorista”. Se responder que sim a qualquer destas perguntas, ser-lhe-á automaticamente negado o direito de viver e trabalhar nos EUA por “prova de fraco carácter moral”.

8- O preço médio de uma licenciatura numa universidade pública é 80 000 dólares.

O ensino superior é uma autêntica mina de ouro para os banqueiros. Virtualmente todos os estudantes têm dívidas astronómicas, que acrescidas de juros, levarão em média 15 anos a pagar. Durante esse período os alunos tornam-se servos dos bancos e das suas dívidas, sendo muitas vezes forçados a contrair novos empréstimos para pagar os antigos e ainda assim sobreviver. 
O sistema de servidão completa-se com a liberdade dos bancos de vender e comprar as dívidas dos alunos a seu bel-prazer, sem o consentimento ou sequer a informação do devedor. Num dia deve-se dinheiro a um banco com uma taxa de juro e no dia seguinte, pode-se dever dinheiro a um banco diferente com nova e mais elevada taxa de juro. Entre 1999 e 2012, a dívida total dos estudantes americanos ascendeu a 1.5 triliões de dólares, subindo uns assustadores 500%.

9- Os EUA são o país do mundo com mais armas: para cada 10 americanos, há 9 armas de fogo.

Não é de espantar que os EUA levem o primeiro lugar na lista dos países com a maior colecção de armas. O que surpreende é a comparação com o resto do mundo: No resto do planeta, há 1 arma para cada 10 pessoas. Nos Estados Unidos, 9 para cada 10. Nos EUA podemos encontrar 5% de todas as pessoas do mundo e 30% de todas as armas, qualquer coisa como 275 milhões. E esta estatística tende a se extremar, já que os americanos compram mais de metade de todas as armas fabricadas no mundo.

10- São mais os americanos que acreditam no Diabo que os que acreditam em Darwin.

A maioria dos americanos são cépticos; pelo menos no que toca à teoria da evolução, em que apenas 40% dos norte-americanos acredita. Já a existência de Satanás e do inferno, soa perfeitamente plausível a mais de 60% dos americanos. Esta radicalidade religiosa explica as “conversas diárias” do ex-presidente Bush com Deus e mesmo os comentários do ex-candidato Rick Santorum, que acusou os acadêmicos americanos de serem controlados por Satã.
(Altamiro Borges)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CLARICE Lispector: A hora da asneira

OUTRO dia alguém postou uma montagem no Facebook onde apareço em preto e branco, com cara de poucos amigos e olhar desafiador. Logo acima de minha cabeça a seguinte frase: meu saco está explodindo de ver tanta porcaria que vocês postam em meu nome nessa merda.

Quem colocou esse desabafo em minha boca certamente andou lendo, em seu mural citações como "dormir de conchinha é muito bom... Mas acordar olhando nos olhos e sentindo sua respiração...É SENSACIONAL..." atribuídas a mim.

Eu não daria um like neste post. À parte os clichês românticos, não me agrada a ideia de dormir de conchinha. Viro muito de posição durante o sono. E acordar olhando nos olhos e sentindo a respiração do outro só é SENSACIONAL depois de ambos terem escovado os dentes.

Sei que não sou a única a enfrentar o problema com textos apócrifos. Isso é bem comum na internet. Nesta semana mesmo o Verissimo declarou à revista Playboy que de cada cinco textos atribuídos a ele na rede ao menos quatro não são de sua autoria. Minha teoria é que isso não é obra de uma ação coletiva. Há um único autor por detrás dessas imposturas. Esse sujeito, que se passa por Jabor, Steve Jobs, Caio Fernando Abreu e tantos outros, ao contrário do que parece, tem alto senso crítico e estético. Ele sabe que seus lugares-comuns não se disseminariam sem uma grande assinatura.

Há dezenas de páginas nas redes sociais relacionadas ao meu nome. Só uma delas tem quase 200 mil curtidores. Há também os aplicativos que se encarregam de espalhar “minhas frases” nos perfis dos usuários.  Os títulos desses programas são curiosos: Sua Dose de Clarice Lispector, Colhendo Clarice, Conselhos de Clarice. Claro que muitas postagens são fiéis ao que escrevi. No entanto, a seleção de um trecho fora de contexto faz com que muitas vezes eu soe como a sacerdotisa do equilíbrio e da bondade. Quer ver?

Em meu livro A Descoberta do Mundo há a passagem de uma crônica que diz: “Por que deve ser o nosso inimigo completamente mau, ou a vítima completamente boa? Ambos são criaturas humanas, como o que é bom e o que é mau. E creio que se apelarmos para o lado bom das pessoas teremos êxito na maioria dos casos”.

Essa não era minha opinião. Apenas a reprodução da fala de uma entrevistada do programa da BBC da Inglaterra, na Hora das Mulheres, sobre suas experiências como prisioneira de guerra. Minha opinião, contrária, vinha a seguir: “Sei o que ela quis dizer, mas está errado. Há uma hora em que se deve esquecer a própria compreensão humana e tomar um partido, mesmo errado, pela vítima, e um partido, mesmo errado, contra o inimigo”.

Um historiador do futuro que resolva estudar o mercado de literatura brasileira do início do século XXI, usando como objeto de análise apenas as redes sociais, há de concluir que eu e o Padre Marcelo somos a mesma pessoa.

A maneira correta de identificar a autenticidade de meus textos na rede é por meio das imagens. Se a citação atribuída a mim estiver acompanhada daquele tipo de foto, onde aparecem pessoas contemplando o pôr do sol com os braços esticado ao céu, desconfie.

 (Clarice Lispector em setembro de 2011)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

WALT Disney: Obamalândia

VOCÊS devem ter lido que minhas empresas demitiram 1.900 funcionários no último mês. São os reflexos imediatos da crise. Acabou a fantasia. Há um mundo bem pior, todo feito pra você. 

E, diante desse novo cenário, cheguei a considerar a hipótese de ver nossa companhia privatizada à semelhança do que está acontecendo com alguns bancos nos EUA e na Europa. Claro que tal mudança exigiria transformações. Alguns personagens teriam que mudar de personalidade e algumas histórias precisariam ser revistas. Seria uma forma de entrar em sintonia com a Nova América. Nada disso me assusta. Já fiz esforço bem maior para ajudar o governo. 

Vejamos. Tio Patinhas deixaria de ser tão pão-duro e suas instituições financeiras se dedicariam a comprar créditos imobiliários podres. O Pateta teria que assinar ficha no Partido Republicano. O Professor Pardal seria liberado para fazer pesquisas com células-tronco. João Bafo-de-Onça seria retirado da cadeira elétrica e passaria a cumprir resignadamente sua condenação à prisão perpétua, dentro de todos os padrões estabelecidos de respeito aos direitos humanos. Pluto passaria a viver na Casa Branca como cão oficial e criaria um embargo comercial à Malvina Cruela, como represália ao tratamento dispensado aos Dálmatas. Bambi finalmente sairia da floresta e apoiaria abertamente as causa dos direitos dos homossexuais. O Rei Leão abdicaria de sua majestade, já que estamos numa democracia. Pocahontas se tornaria congressista. Os Irmãos Metralha virariam uma banda gangsta rap e assim bradariam sua maldade para o mundo, sem fazer mal a ninguém. O Mickey poderia virar qualquer coisa – personalidade definida nunca foi seu forte. A Bela Adormecida e a Cinderela seriam unificadas em uma só personagem, já que ambas têm problemas semelhantes – o que reduziria custos com elenco, protegendo assim o dinheiro do contribuinte. Pato Donald entraria para um programa de adoção de crianças e descobriria que seus sobrinhos estavam na fila para serem adotados, o que o faria finalmente assumir a criançada. Zé Carioca iria a um encontro de líderes mundiais e seria chamado de “o cara”. Branca de Neve ganharia novas colegas: a Afro-americana de Neve, a Índia Nativa de Neve, a Latina de Neve. A Bruxa teria uma nacionalidade randômica, para que a maldade não ficasse relacionada a nenhum povo em especial, e o Príncipe Encantado... Bem, não vejo ninguém para ocupar esse papel além do presidente Obama. 
(Blog do Walt em 15abr.2009)

CORINTHIANS na final da Libertadores


Danilo marcou o gol da classificação corinthiana. Foto: Leandro Moraes/UOL
 NO PRIMEIRO tempo do Pacaembu lotado por 38 mil torcedores e molhado, só um time jogou, ou tentou jogar, porque o outro não jogava e tentava impedir que se jogasse.
O que lhe valeu o conhecido castigo que a bola costuma impor: num lance, o craque investiu para cima da muralha, abriu na direita, quem recebeu foi à linha de fundo, veio o cruzamento rasteiro, certeiro, forte, para o leve desvio do centroavante oportunista mandar a bola na trave e o craque pegar o rebote embaixo do travessão e fazer 1 a 0.
Desnecessário dizer que o time que queria jogo era o Santos e que o craque é Neymar, autor do gol, aos 35 minutos.
Só aí o time que não queria jogo, o Corinthians, foi para o jogo e, aos 43, por pouco não empatou,  em bela defesa de Rafael em cabeçada esperta de Jorge Henrique, de peixinho.
Parecia certo de que, no segundo tempo, enfim, teríamos jogo.
O Corinthians voltou com Liedson no lugar de Willian.
Em seu primeiro lance, aos 2 minutos, sofreu falta que Alex bateu e Danilo recebeu para empatar.
Tinha jogo!
O Corinthians agora encaixotava o Santos como fizera na Vila Belmiro e o marcava na frente, na saída de bola.
Antes dos 30, Muricy pôs Elano e Leo nos lugares de Adriano e Juan.
Experiência e inteligência, carisma, na busca da vaga na final.
Aos 34, Dimba, no lugar de Borges, tudo ou nada.
Um gol, para qualquer lado, definiria o finalista.
Jogo ruim, mas tenso até a medula.
A bola queimava em quase todos os pés, no de Ganso, inclusive, em má jornada.
O Corinthians segurou o fim do jogo sem correr riscos e no embalo da Fiel.
De quem precisará na final, dia 4 de julho, no Pacaembu, contra Boca Juniors ou Universidad de Chile.

Chega invicto à sua primeira decisão, apenas três gols sofridos em 12 jogos. No dia 4 de julho, o dia da Independência americana.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

ROMÁRIO não conhece Evaristo de Macedo



É COMUM faltar cultura esportiva, para não dizer cultura geral, para os jogadores de futebol.
Há exceçoes, é verdade, mas são apenas exceções.

Tenho várias histórias que confirmam isso.
Um dia no CT da Barra Funda, Valdir Joaquim de Moraes, (foto), treinava os goleiros do São Paulo e antes de bater na bola avisava o canto em que ia chutar.

Não errava um. Batia na bola como poucos atacantes embora no futebol tenha sido um grande goleiro da história do Palmeiras.
É uma lenda ao lado de Oberdan Catani, Emerson Leão e Marcos mais recentemente.
Parou com o futebol e criou a profissão de treinador de goleiros e é responsável pela evolução da posição no futebol brasileiro.
Antes grande goleiro brasileiro era quase uma exceção. Os bons eram os argentinos e uruguaios que hoje são bem piores que os nossos.
Muito se deve a Valdir Joaquim de Moraes, mas Palhinha não sabia nada disso embora trabalhasse com aquele senhor de cabelos brancos todos os dias.
Abismado ao ver tanta precisão, Palhinha só fez uma perguntinha: “Pô, seu Valdir. O senhor bate bem na bola, o senhor foi jogador?”
Valdir o chamou de analfabeto histórico e nem se incomodou de contar a sua história.
Os outros contaram rapidamente para o desavisado Palhinha.

César não sabia quem era o capitão do TRI
Carlos Alberto Torres passou por uma situação muito parecida no Corinthians.
Era técnico do Timão e naquela época a gente assistia o treino ao lado do gramado de Parque São Jorge.
Praticamente conversava com os jogadores e técnico enquanto treinavam.
Eram outros tempos, não sei se melhores ou piores, mas era diferente.
Numa tarde Carlos Alberto estava trabalhando cruzamento com Edson Boaro e o seu reserva César, um bigodudo burrro de doer cuja primeira atitude ao ganhar o seu primeiro bicho foi comprar um revólver.
Jorge Vieira era então o seu técnico nessa época e não se conteve: “César porque você comprou um revólver? Quer me matar, é?”
Tempos depois já com Torres como técnico, César continuava a errar muitos cruzamentos e por isso também o treinamento específico.
Edson que era muito melhor que ele, acertava muito mais e agradava o técnico.
Torres perdeu a paciência com César e pediu que a bola fosse rolada para ele.
Saudosamente um dos maiores laterais da história bateu na bola colocando-a no lugar exato, nisso um espantado César grita: “Caramba Professor, o senhor bate bem na bola, o senhor jogou onde?”
Edson Boaro rolou no chão de tanto rir: “Ele é só o capitão do tri do México, seu burro” e Carlos Alberto se vira para mim e diz:” Olha só o que eu tenho que aguentar depois de tudo que fiz no futebol”

Baixinho não sabe quem foi Evaristo
Agora leio uma matéria de Romário em que ele diz que abriu as portas do Barcelona para os brasileiros, na Espanha.
Antes dele passou por lá um senhor chamado Evaristo de Macedo, (foto), idolatrado até hoje pela torcida e recebido com tapete vermelho no Camp Nou.
Evaristo ganhou mais títulos pelo Barcelona que Romário e ainda teve o desplante de jogar também no maior rival do clube, o Real Madrid, e foi ídolo lá também.
É respeitadíssimo na Espanha e a história diz que ele abriu as portas do Barça para os brasileiros que vieram a seguir.
Jogou no Barcelona de 1957 a 1962 e fez 78 gols em 114 jogos.
Evaristo era tão bom jogador que se tivesse ido para a Copa de 58, Pelé não teria ido.
E não foi porque jogava fora do país. Naquela época só iam para a Seleção jogadores que atuavam no Brasil.
Evaristo (foto recente) jogou apenas 14 jogos na Seleção entre 1955-1957 e fez 8 gols com a camisa brasileira.
No Sul-Americano de 57, em Lima, Peru, Evaristo marcou cinco gols na vitória do Brasil, 9 x 0, sobre a Colômbia, um recorde até hoje.

E ele, assim como o extraordinário Julinho Botelho, declinaram da convocação porque não achavam justo ocupar o posto de quem estava jogando no Brasil.
Outros tempos aqueles, não é mesmo?

Será que Romário sabe disso? Acho que não.
Ele pensa que o futebol começou depois dele. Sinais dos tempos egoístas que vivemos hoje.
Passado não é passado, é só alicerce do que existe hoje.
É bom visitá-lo de vez em quando para não falar bobagem.
 (Blog do Quartarollo)

terça-feira, 19 de junho de 2012

BLOGUE do Valentim há um ano: sobre 'O Baile da Despedida'

QUANDO chegaram à casa de saúde onde Zuza, que tinha sido amiga de Catarina quando jovem, estava internada, era tarde demais. Acabara de falecer aos 90 anos aquela que poderia esclarecer ao jornalista (narrador que no livro, da primeira à última página, não menciona seu nome) sobre se foi verídica ou não a participação de Catarina no último baile da monarquia brasileira, na ilha Fiscal, em 1989. Muito menos sobre o tal oficial de marinha chileno Benito, do qual ninguém nada sabia, ninguém vira. Estava morta a única testemunha.

O narrador-personagem coloca em evidência sempre a loucura de dona Catarina. No entanto, tudo que ela conta, sem alterar a cada vez um pormenor sequer da grande festa e dos acontecimentos que a antecederam, faz sentido e está de pleno acordo com os jornais e revistas da época. Um baile de tal magnitude que reverberou até na Europa. Afinal, ela bem poderia ter ido ao baile. Foram convidadas 6 mil pessoas, e Catarina, jovem, bonita, rica e instruída, bem que poderia ter sido uma delas. Era ela a derradeira testemunha dessa festa que foi a despedida do império, gota d'águal possivelmente da proclamação da república. 

Delírio ou verdade? Delírio e verdade, para o doutor Juliano Moreira, diretor do hospício em que Catarina esteve interna durante 11 anos, acreditava que ela não mentia. Não que realmente ela tivesse ido ao tal baile, disso ele duvidava, mas era a verdade dela, essa verdade ele respeitava. Catarina tomou tudo como verdade - a sua verdade -  e fez dessa noite uma noite perpétua, trajando-se inclusive como na época, sendo que cada dia para ela era nada mais nada menos que o mesmo dia 9 de novembro de 1989.

Vasculhando o baú de lembranças, que dona Catarina, amiga do jornalista, franqueou-lhe, nada encontrava que apoiasse, que garantisse a veracidade do acontecimento como verdade histórica. Aconteceu de verdade? Dona Catarina foi ao baile? Ou tudo apenas delírio de uma louca? Tudo, a estória, os trajes, o vestido original conservado na vitrina, o convite, as lembranças, a forma de trajar-se, os jornais da época guardados em baú,  não seria uma forma de chamar a atenção para si?

Pois o jornalista da Nossa Revista e sua noiva, Denise, se lançam em busca de testemunhas, de elementos que venham a comprovar a ida ao baile por parte de dona Catarina naquela noite de novembro de 1989. As cartas trocadas entre Zuza, no Rio de Janeiro, e a mãe de Catarina, em São Luís, somente reforçam a loucura de Catarina. A jovem chegou mesmo ao ponto de, ainda em São Luís, aproveitando-se da ausência do pai, que estava em visitas às suas várias fazendas, ter dado liberdade a todos os escravos da família, imitando a assinatura do pai. Uma loucura, afinal.

No hospício, ela até chegou a ajudar financeiramente por mais de uma vez, quando a instituição fazia tempo não recebia as verbas do governo para fazer frente às elevadas despesas com os internos. E depois recusou pagamento.

Em viagem à Amazônia, a serviço, o narrador e Denise, prolongam o caminho até São Luís, a fim de visitarem Catarina. Esta os recebe efusivamente, simpatizando à primeira vista com Denise, já esperando João Augusto, primeiro filho do casal. Em conversa de mulher para mulher, a octogenária confirma tudo que já era de conhecimento do jornalista, e ainda lhe dá mais alguns papéis.

Catarina de Aragão Arantes morre, sem que a dúvida seja elucidada. Todavia, quando quase não havia mais esperanças de se confirmar ou desmentir de vez o caso do último baile, eis que localizam - o jornalista e a esposa -  entre bulas de remédios e calendários da época, um papel dobrado. Este era a peça que faltava no quebra-cabeça. Um recibo do hotel dos Estrangeiros, datado de 9 de novembro de 1989. Lá estava o nome: Benito Alvarez López, capitão de mar-e-guerra chileno.

Era tudo verdade. De fato, dona Catarina fantasiava algumas coisas, como a visita frequente que o imperador lhe fazia ao seu sobrado em São Luís, mas o restante era tudo verdade. Estivera realmente no último baile da monarquia; esteve de fato ao lado de Benito, o oficial chileno, um dos homenageados pela elite brasileira, e com o qual o narrador se parece; esteve em audiência com Pedro II, segundo ele mesmo confirmou em suas memórias ('jamais deixei de receber ninguém'). Catarina, jovem, rica e bonita, sempre foi dona de seu nariz, mulher muito avançada para a sociedade daquela época. Libertou os pretos, desafiando seu poderoso pai, viajou sozinha para o Rio, e, decidida a ter um filho, entregou-se ao oficial chileno, que por sinal era até casado na sua terra. Perdeu a criança, e - o narrador nada diz, mas permite ao leitor deduzir - essa era a razão principal de sua eterna fantasia. Foi ao Chile, disposta a estar novamente com Benito, porém este havia morrido. Volta então ao hospício, magra, abatida e despenteada.

Identifico na obra caracteres peculiares dos contos e romances machadianos. Não é sem razão que o autor omite o nome do narrador. Faz assim justamente para dar a suspeita ao leitor de que se trata o narrador do próprio autor, maranhense, jornalista na época. Há mesmo no livro outras características de Machado de Assis. É também um romance psicológico, denunciando a loucura existente em cada um de nós; e essa de não dar nome ao narrador é apenas uma delas: deixar para o leitor a dedução ou suspeita.

Conseguiu o jornalista em 'O Baile da Despedida', com extrema maestria, mesclar ficção - ao criar a dona Catarina e mais de uma dezena de personagens secundários - com um fato histórico, marco final da monarquia brasileira, levando ao exílio dom Pedro II, princesa Isabel e toda a família imperial.

Esse é o livro, em resumo. Vale a pena ler.


"A VERDADE é que você sempre sabe a coisa certa a fazer; a parte difícil é fazê-la". Norman Schwarzkopf

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!  
(BLOGUE do Valentim em 19jun.2011)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

CHARLES Dickens: Culpa de Natal

DEZEMBRO não nos dá trégua. Ficamos nos despedindo como se não fôssemos nos encontrar em janeiro. É festa e troca de presentes todo dia. Acabei de chegar do amigo secreto do pessoal da editora. Dei um sabonete fino e uma loção para as mãos e ganhei um exemplar do livro Quem Mexeu no Meu Queijo, acompanhado da seguinte explicação: sei que você gosta de ler.

Nesta época do ano bate-me um sentimento de culpa insuportável. Vejo as pessoas gastarem o que têm e o que não têm e me sinto responsável por arruinar suas finanças. Pode ser até um delírio de grandeza (ou excesso de Prosseco) achar que a influência de algo que fiz em 1843 possa afetar ainda o comportamento das pessoas em pleno século XXI.

Mesmo que você não tenho pedido, eu preciso me retratar. Quando escrevi  Um Conto de Natal (A Christmas Carol) não imaginei que essa pequena história se tornaria o maior dos clássico natalinos e um dos textos mais divulgados da literatura universal. Foi algo que fiz despretensiosamente para um folhetim. 

Despretensiosamente em termos, porque, no conto, embuti algumas críticas à moral inglesa protestante que não considerava a avareza um pecado em si e encorajava todos a poupar e acumular capital. E o que há de mau nisso? Ora, nesse época a Inglaterra se tornara a principal indústria do mundo à custa de sofrimento da população. E apenas um pequeno grupo usufruía do conforto gerado pela acumulação de capital. Não sei se vocês conseguem imaginar um absurdo desses.

Por isso, construí a trama de maneira a criar um contraste entre esses dois grupos. Lembra da história? O sovina Ebenezer Scrooge é um velho empresário, rabugento e solitário que só pensa em dinheiro e detesta o Natal. Seu funcionário, Bob Cratchit, é um rapaz pobre, torcedor do Atlético Paranaense,  pai de quatro filhos, dos quis o caçula sofre paralisia. Mesmo com a vida não lhe sorrindo, Bob é feliz e gosta do Natal.

Na véspera do dia 24, o velho mão-fechada se depara com o fantasma de seu ex-sócio, Jacob Marley, parceiro de sovinice. Marley lhe diz estar penando por ter sido avarento em vida e avisa que o mesmo destino está reservado para Scrooge. Mas lhe dá uma esperança ao dizer que ele receberá a visita de três espíritos: o Espírito do Natal Passado, o Espírito do Natal Presente e o Espírito do Natal Futuro. Eles aparecem e fazem revelações. Ao amanhecer, Scrooge está irreconhecível. Passou a amar o Natal, tornou-se generoso com os necessitados, ajudou até o o empregado Bob Cratchit e seu filho com problema nas pernas.

E porque motivo, então, estou culpado? Por ter escrito algo que nos leva a exaltação sentimental e sobe o tom (já alto) da pieguice que assola os meios de comunicação no mês de dezembro? Nada disso, meu problema é que as pessoas foram levadas a acreditar que para combater a falta de generosidade, não basta só ser generoso. É preciso ser perdulário, comprar muito, presentear muito. Viraram o fio.

Só não reescrevo o raio desse conto porque não há mais empresários sovinas. Pelo que vejo nos anúncios, todas as empresas são socialmente responsáveis, pautam-se pelas práticas sustentáveis e acreditam num mundo melhor. Que lindo.

domingo, 17 de junho de 2012

BRASIL foi bicampeão há 50 anos

Arquivo/ Agencia Estado / Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, parte para cima de mais um “João” contra os ingleses: ponta foi o craque do Mundial
Mané Garrincha, o anjo das pernas tortas, parte para cima de mais um “João” contra os ingleses: ponta foi o craque do Mundial
 

Alegria de Mané levava seleção ao bi há 50 anos



O DIA  de hoje é especial para o futebol brasileiro. Há exatos 50 anos, no dia 17 de junho de 1962, o país superava a Tchecoslováquia de virada, por 3 a 1, no Estádio Nacional, em Santiago (Chile), e conquistava o bicampeonato mundial. 
O feito fez com que a seleção se igualasse na época à Itália e ao Uruguai como os maiores vencedores da Copa. E elevou o Anjo de Pernas Tortas – apelido dado por Vinícius de Morais – à fama de Alegria do Povo.







Após a conquista, um jornal chileno chegou a estampar: “Qual planeta vem Garrincha?”. O atacante, famoso pelos dribles, marcou quatro gols, foi eleito o melhor da competição pela Fifa e comandou um time abalado pela ausência de Pelé, que se machucou na segunda rodada.

“O ponta vestiu a farda de general e chamou a responsabilidade para si”, conta o ex-ponta Pepe, um dos integrantes do grupo campeão, à Gazeta do Povo. 

O astro do Botafogo também se envolveu em uma polêmica. Na semifinal, foi expulso – porém, graças as pressões políticas, jogou a decisão.

“Ele não dava pontapé e foi expulso sem ser expulso naquele jogo da semifinal. Acho que foi um problema de comunicação entre ele e o árbitro. Ainda bem que conseguiram revogar”, pondera Zito, jogador também com papel decisivo. Ele fez o gol da virada contra os europeus na final.

“Quem tremia eram os adversários quando ficavam de frente com a gente”, garante o meia santista. “Éramos um grupo de vencedores. Não importava quem estivesse em campo, o nosso time funcionava”, lembra o ex-centroavante Coutinho, que era o caçula do grupo — com 19 anos. 
A contusão de Pelé foi um momento de tensão e harmonia da equipe nacional. Naquele momento, surgiu a “sorte de campeão”.
“Foi um momento complexo, pois Pelé e Garrincha eram os que desequilibravam. O Amarildo [substituto do camisa 10] ficou nervoso com a ideia de jogar, mas o Zito gritou e pediu para que ele levantasse a cabeça. Aí ele fez uma grande Copa”, revela Mengálvio, meia que era reserva de Didi. 
Garrin­­cha, morto em 1983 em decorrência do alcoolismo, era quem alegrava e unia o grupo. “Ele era engraçado demais e jogava muito”, fecha Zito. “Era o cara mais alegre dentro e fora de campo. Criava um clima excelente. Fora de série”, concluiu Mengálvio.
(Gazeta do Povo, Curitiba - PR, Brasil)



sexta-feira, 15 de junho de 2012

MAIS palpitaços de Miltão Neves


De olho na revanche da Libertadores, Santos perde para o Mengão. Na Eurocopa, Alemanha continua 100%


Crédito da imagem: @CowboySl

Internacional 0 x 1 Botafogo. O Fogão é assim… Quando as chances são mínimas, ele ganha!
Cruzeiro 1 x 1 Figueirense. Empate suado pra Raposa, com um gol chorado no apagar das luzes…
Fluminense 2 x 0 Portuguesa. Fluzão, sem sustos… A Lusa que se cuide muito bem…
Flamengo 3 x 1 Santos. O Peixe precisa deixar suas estrelas descansarem bem para o troco na Libertadores, então, o Mengão sai no lucro.
Palmeiras 1 x 2 Vasco. Depois da vitória heróica no Olímpico, o Verdão entra com o pé no freio e perde para o Vasco.
São Paulo 0 x 1 Atlético-MG. O Tricolor também estará com a cabeça na Copa do Brasil. Mas, mesmo que não estivesse, o Galo ganharia…
Bahia 2 x 1 Sport. Enquanto o Santa Cruz não volta à elite, os clubes de Pernambuco andam nessa toada… Ótimo para o Bahia!!!
Ponte Preta 3 x 1 Corinthians. No Paulistão, mesmo com os titulares, o Timão perdeu para a Ponte. Agora, então…
Coritiba 2 x 0 Atlético-GO. O Coxa bobeou contra o São Paulo pela Copa do Brasil, mas será diferente contra o time goiano.
Náutico 1 x 2 Grêmio. Juntando os caquinhos da improvável vitória palmeirense na Copa do Brasil no Olímpico, vai sobrar para o Timbu…
Grêcia 0 x 2 Rússia. O time grego não está se entendendo… Todos falando grego!!! Bom, mas falando sério, a Rússia está muuuuuuito melhor…
República Tcheca 0 x 2 Polônia. Para alegria do carequinha Lato e de  todos outros daquela boa seleção de 74, vitória tranquila contra os tchecos.
Portugal 1 x 1 Holanda. Empate suficiente para Portugal avançar. A Holanda, por sua vez, dá tchau…
Dinamarca 1 x 3 Alemanha. Moleza para a sempre forte Alemanha. Bom retorno aos dinamarqueses para casa…