sexta-feira, 31 de agosto de 2012

AS CAUSAS mais comuns para divórcios

O CASAMENTO quase sempre começa como um mar de rosas, o casal plenamente apaixonado, fazendo juras de amor, planejando a vida a dois. É difícil de acreditar que em alguns anos toda a paixão possa se transformar em raiva e amargura e que justamente aquela qualidade que você via em seu parceiro possa ser o fator motivador de muitas brigas.

Dados divulgados pelo IBGE apontam que só em 2010, foram registrados nos cartórios 243.224 divórcios. Isso significa que 1,8 em cada mil brasileiros, com 20 anos ou mais, se divorciou legalmente no ano. De acordo com especialistas, as razões pelas quais os casamentos acabam são bastante comuns. Entenda aqui quais são as principais causas de divórcios. 

Arte: Alpino
Ligações de números desconhecidos, perfume nas roupas, atitudes estranhas. A traição é uma das causas mais recorrentes entre os casais que pedem o divórcio. De acordo com o advogado e presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Rodrigo da Cunha Pereira, a traição por si só não é um motivo para a separação, pois costuma vir sempre acompanhada de outras coisas, é uma consequência do que o casal vem passando que acaba acarretando em adultério e, muitas vezes, isso pode acabar com o casamento. 

OS 10 mandamentos do eleitor honesto e inteligente

1º Não deixar de votar

A sua ausência enfraquece a democracia e favorece a eleição dos maus candidatos. Extraviou seu título, então vá votar de posse de um documento com fotografia; não sabe seu local de votar, procure o cartório eleitoral, pois lá eles indicarão onde você deve votar.

2º Não vote contrariando a sua opinião

Não se deixe influenciar pela mídia ou por armadilhas publicitárias das campanhas eleitorais. Simpatia é diferente de competência.

3º Não venda seu voto nem o troque por favores

A compra de votos é crime eleitoral; a venda de voto também é considerada crime.

4º Não vote para contentar amigos, parentes ou outros

Vote em pessoas que promovem o bem da comunidade e não de um grupo de pessoas.

5º Não vote sem conhecer o programa do candidado e do partido dele

Analise se o seu candidado tem conhecimento dos problemas que assolam a comunidade e ele tem condições de cumprir o que prometeu. Lembre-se de aplicar a lei da ficha limpa.

6º Não vote sem conhecer o passado do candidato

Não se esqueça de analisar as origens do candidato; os trabalhos feitos em prol da comunidade.

7º Não vote sem conhecer o caráter do candidato

Pessoa de caráter é aquela que vive com moralidade, que vive de forma honesta e sincera. Não eleja ou reeleja candidatos sem caráter.

8º Não deixe nenhuma pesquisa mudar seu voto

O seu voto deve ser consciente, e algumas pesquisas são manipuladas.

9º Não anule seu voto

Os efeitos do voto nulo são péssimos. Se você tem dificuldade de votar, procure se informar como fazer antes das eleições, para na data da eleição não anular seu voto por ignorância.

10º Não vote em branco

O voto em branco, ainda que em sinal de protesto, não é uma resposta que a população espera de um eleitor consciente.

JUÍZES pelo Mundo


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

BOMBA na Net este vídeo em que Aécio Neves aparece bêbado


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

AL CAPONE, diretamente do Além

As rapidinhas do Padrinho

MUITOS imaginam que vou aproveitar a onda e pedir asilo político ao ministro Tarso Genro. Nada disso. Não quero inimizade com o companheiro Berlusconi.

A lei seca no Brasil não teve os efeitos desejados. O consumo diminui.

Gostaria de saber se o CADE não vai se manifestar sobre a concentração das câmaras de deputados e do Senado nas mãos do PMDB.

Primeiro foram os filmes de gângster; depois, os de favela. Agora acho que chegou a hora do cinema voltar seus olhos para o mercado financeiro.

A pirataria vai acabar com a pirataria. Esse é um alerta que faço às autoridades. Se as redes de banda larga seguirem crescendo e as pessoas continuarem a baixar seus filmes e músicas pela Internet, esse mercado será extinto. Como muita gente, ainda não entendi como ganhar dinheiro na Internet.

Estou entusiasmado. Lançaremos em poucas semanas o nosso whisky 18 anos. Esse projeto nos tomou 6 meses entre planejamento e execução.

Edmar Moreira é um amador. Contribui para a péssima imagem da classe.

Uma importante instituição de ensino de marketing me convidou para uma palestra técnica cujo título seria: “Técnicas de Negociação Avançada: Extorquir para Crescer”. Eles retiraram o convite quando eu disse que só faria se fosse uma aula prática – que começaria pelo meu cachê.

Depois da reforma ortográfica, quero sugerir a alteração de um famoso ditado. Coisa simples. Basta incluir apenas uma palavra: “O crime (desorganizado) não compensa”. Essa reforma é necessária. Preocupo-me que as crianças cresçam com uma visão distorcida do mercado de trabalho.

Um amigo me sugere que contrate um biógrafo para que eu publique a minha história. Ocorre que só me interessam as biografias não autorizadas.

Estou agora oferecendo plano de saúde para os meus funcionários e segurados. Funciona de uma maneira simples: eles me pagam, e aí não acontece nada com eles.

Vou trabalhar no carnaval. Em tempos de crise, não se pode deixar de bater nem uma simples carteira.
(Blogs do Além)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

OS VOTOS contra João Paulo Cunha

Provas diferentes, condenações iguais

 

Paulo Moreira Leite

APÓS a votação do Supremo, na segunda-feira, fiquei com diversas dúvidas sobre os quatro votos que condenaram o deputado João Paulo Cunha por corrupção passiva.

Gosto de admitir – algumas pessoas preferem esconder – a extrema modéstia de meus conhecimentos jurídicos. Mas, esforçado espectador do julgamento, reparo no seguinte:  

1) Os debates mostraram que é difícil sustentar com isenção a tese da acusação de que João Paulo negociou um contrato fajuto de R$ 10 milhões com as agências de Marcos Valério. Ricardo Lewandovski mostrou, na 6a. Feira, que o contrato era verdadeiro, implicou em despesas reais, a maior parte delas – R$ 7 milhões — assumidas pelos grandes veículos de comunicação do país. Se a tese de contrato falso for mantida, essas empresas teriam de devolver o dinheiro recebido, como o próprio Lewandovski lembrou. Houve desvio na parte restante? Onde? Como? Também não se demonstrou. Podemos até suspeitar, imaginar, lembrar que essas concorrências são esquisitas mas…

PARA o ministro Fux, quem tem de provar que não tem culpa é o acusado e não mais o acusador

Ministro Fux, perguntar não ofende


SE EU chamar o senhor de ladrão, será o senhor a ter que provar e não eu que o acusei?

Se eu o chamar de pedófilo, será o senhor a ter que provar e não eu que o acusei?

Se eu apontar o dedo no seu peito e afirmar que o senhor é lavador de dinheiro, será o senhor a ter que provar e não eu que o acusei?

Se eu o acusar de traficante de droga, será o senhor a ter que provar e não eu que o acusei?

Se eu enlamear sua vida, afirmando que o senhor matou Jesus Cristo, será o senhor a ter que provar e não eu que o acusei?

Perguntar não ofende. 
 
 
Sempre me foi ensinado que o ônus da prova cabe a quem acusa e não a quem é acusado. Vivendo e aprendendo. Ontem sua excelência o ministro Luiz Fux ensinou que é o contrário.
Meu Deus do céu!!! 
 

TIRIRICA, com saudades da fama, quer voltar à tevê



Humorista tem 47 anos (Foto: Divulgação)
QUANDO era famoso, o palhaço Tiririca achou que deveria ser político, concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados e foi eleito. Agora, como conta a coluna "Radar On-line" da revista "Veja", o então deputado federal acredita que precisa voltar à TV para recuperar a fama perdida.

De acordo com o jornalista Lauro Jardim, que assina a informação, Tiririca estaria desabafando com colegas de Brasília, como Jaqueline Roriz, que estava triste e, por isso, arquitetando um plano para fazer parte novamente do elenco da Rede Record. 

A justificativa é que, após um ano e oito meses a serviço da nação, as pessoas já não lembram mais de quem é ele de verdade. 

Tiririca, que tem 47 anos, foi o deputado federal mais votado nas eleições gerais de 2010, assegurando a sua vaga pelo estado de São Paulo com 1.348. 295 de votos. (Yahoo!)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

CRIANÇA Trapaça, esperteza da Rede Globo

CIRCULA na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo:

Criança Esperança: Você está pagando imposto da Rede Globo!Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira!!!

Porque no mês de ABRIL do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto:doação feita à Unicef no valor de... aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança. Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores!

Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou R$7,00 R$15,00 R$30,00 ou mais para Criança Esperança, não pode, sabe por quê?Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum.

Assim funciona o golpe...
Pelo telefone:
Para doar R$ 7,00
0500 2011 007
Para doar R$ 15,00
0500 2011 015
Para doar R$ 40,00
0500 2011 040

e... pasmem, sem contar os impostos... pagos por você!

Telefone Fixo: R$ 0,39 + impostos
Telefone Celular: R$ 0,71 + impostos

Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua?

Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.
Lição:

Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores,também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!

AGORA, A REDE GLOBO DIZ QUE O DINHEIRO VAI DIRETO PARA UMA CONTA DA UNICEF, MAS, POR QUE ELA NÃO DÁ O NÚMERO DA CONTA???

LEMBRANDO SEMPRE: O QUE PESA MESMO SÃO OS IMPOSTOS SOBRE NOSSO CONSUMO, EXERÇAMOS ESTE PODER - DEVER, ENVIANDO ESTE TEXTO À LISTA DE AMIGOS E CONTATOS !!!

A DECISÃO É SUA!!!

"DEPENDE DE NÓS..." NÃO BANCARMOS MAIS OS TROUXAS!!!

(Na Ilharga, Belém - PA, Brasil)

De fato, na propaganda do "Criança Esperança" eles dizem para o doador que a doação não poderá ser deduzida do IR.

PLACA amiga?


sábado, 25 de agosto de 2012

1976: Botafogo 2, Flamengo 0



JÚLIO César, diretamente do Além

Ao Riba o que é do Riba

COMO todos sabem, fui assassinado a facadas numa reunião do Senado, por um grupo que acreditava agir em defesa da República. Isso me fez pensar em como teria sido minha carreira como senador no Brasil. Na eternidade é assim: a gente procura se entreter com qualquer coisa. Fiz algumas comparações sem nenhuma serventia e aqui as divido com vocês. Desculpem-me. Já esgotei todas as minhas revistinhas de Sudoku.

No Brasil, minha sorte seria outra. A Câmara do Senado brasileira é uma espécie de ação entre amigos (e inimigos). Ninguém se machuca. Lá não há nem morte política – não importa o que você faça, se pegaram você fazendo o que não devia e se a opinião pública está contra você. Para tudo se dá um jeito. Entrei para a história da humanidade, mas no Brasil eu seria imortal.

Quando recebi as facadas que redundaram em minha morte, caí aos pés da estátua de Pompeu. Apesar de dolorida, foi uma cena e tanto, de grande dramaticidade. Com o pouco de energia que me restou, ainda consegui proferir as famosas palavras: Até tu, Brutus? Em Brasília, eu receberia no máximo um cartão vermelho (sem efeito suspensivo). E minha provável reação seria dizer: Ai, que meda! Em certos casos, a violência faz bem para a retórica.

Depois da minha campanha exitosa no Egito, rumei ao Oriente Médio e lá derrotei o rei Farnaces. Minha vitória foi tão arrasadora que comemorei parindo, de cesariana, mais uma célebre frase: Veni, vidi, vici (Vim, vi, venci). No Brasil, as vitórias são de outro gênero, não há espetáculo. Minha frase, localmente, teria que ser algo como: Vim, vi, todo mundo viu, mas vamos fingir que ninguém viu, OK? Definitivamente, conchavos não rendem bons discursos.

Quando contrariei alguns senadores e atravessei o Rio Rubicão, eu sabia dos riscos que meu ato, nada secreto, significava. Por isso, disse: Alea jacta est (A sorte está lançada). No Brasil, a versão seria “A má sorte está arquivada”.

Mas a principal conclusão que tiro de toda essa comparação é que em Roma eu cheguei ao posto de grande imperador. No Brasil, eu não passaria de um coronel. (Júlio César em 03set.2009)

DE VOLTA com as previsões de Milton Neves


Na rodada dos clássicos, nenhum empate! Timão perde para o Tricolor, Peixe goleia o Verdão e Fogão passeia sobre o Mengo!!!

Vasco 2 x 1 Fluminense. Vai ser muito, mas muito triste assistir o Flu e lembrar que em seu gol jogou o grande Félix, nosso goleiro campeão na Copa de 70, falecido sexta-feira, 24 de agosto. O céu ganhou um goleirão, gente boa demais.

Palmeiras 1 x 3 Santos. Depois do sufoco que o Palmeiras passou para seguir na Sul-Americana contra o Fogão, o clássico será tranquilo, mas para o Peixe!!!

Ponte Preta 2 x 1 Portuguesa. Andando na mesma faixa de pontos, melhor para a Ponte, que ganha de virada. 

Botafogo 3 x 1 Flamengo. Parece mesmo que o Seedorf já está devidamente ambientado e o Fogão vai passar fácil pelo Mengão.

Corinthians 0 x 2 São Paulo. Normalmente o Timão ganha do São Paulo, mas dessa vez a escrita será quebrada. 

Internacional 2 x 3 Grêmio. Gre-Nal é um nome bem bonito, só não é mais que Fla-Flu, insuperável! No confronto que estremece o Rio Grande do Sul, da belíssima Serra Gaúcha com suas ótimas vinícolas aos Pampas dos Chimangos e Maragatos, vai dar Grêmio. 

Figueirense 1 x 2 Coritiba. A situação do simpático Figueira está complicada e vai ficar mais ainda depois dessa derrota para o Coxa…

Cruzeiro 0 x 2 Atlético-MG. Sem surpresa, não é mesmo. Favorito é favorito e não tem conversa! Galo, um gol em cada tempo.

Sport 1 x 2 Náutico. O Timbu está muito melhor que os rubro-negros e vai continuar assim, bem à frente na tabela…

Bahia 2 x 0 Atlético-GO. Precisando urgentemente deixar a rabeira do campeonato o meu Bora Bahêa Minha Porreta ganha e começa a deslanchar!!!

São Caetano 2 x 1 Guarani. Ambos já viveram ótimos momentos e lutam para voltar à elite do futebol brasileiro. Mas o Azulão está bem melhor e ganha em casa.

Santa Cruz-PE 3 x 0 Águia de Marabá. Cobra Coral contra Águia? Tudo bem que vindo por cima, ave de rapina e olhos perfeitos, uma águia até pode levar uma cobra no bico, mas no gramado não tem jeito…

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

GLOBO embolsou R$ 2,7 milhões da agência de Marcos Valério só na Câmara

QUEM 'pariu' o termo "mensalão", agora aguenta.

A TV Globo e seus parceiros do PIG passaram 7 anos acusando falsamente o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) de ter desviado dinheiro público para o "mensalão" no contrato de publicidade da Câmara dos Deputados com a agência SMPB de Marcos Valério.

Agora ficou provado nos autos do processo que a maior parte do dinheiro desse tal "mensalão" nesse contrato foi embolsada pela TV Globo e seus parceiros do PIG, a título de veiculação de propaganda na execução do contrato.

Eis os principais órgãos de imprensa televisa "mensaleiros", e os valores embolsados:

TV Globo: R$ 2,7 milhões
SBT: R$ 708 mil
TV Record: R$ 418 mil

Eis os principais órgãos de imprensa em papel "mensaleiros":

Grupo Abril (dono da revista Veja): R$ 326 mil
Grupo Estado: R$ 247 mil
Grupo Folha: R$ 247 mil
Fundação Vitor Civita (do Grupo Abril): mais R$ 66 mil.
(Na Ilharga, Belém - PA, Brasil)

MORALIDADE de um lado só

MEU ponto de vista é que o mensalão não foi apenas caixa 2 para campanhas eleitorais nem apenas um esquema de desvio de recursos públicos. Foi uma combinação de ambos, como sempre acontece em sistemas eleitorais que permitem  ao poder econômico privatizar o poder político com contribuições eleitorais privadas.

Um julgamento justo será aquele capaz de distinguir uma coisa da outra, uma acusação da outra, um réu do outro.

Quem combate o financiamento público de campanha não quer garantir a liberdade de expressão financeira dos eleitores, como, acredite, alguns pensadores do Estado mínimo argumentam por aí e nem  sempre ficam ruborizados.

Quer, sim, garantir a colonização do Estado pelo poder econômico, impedindo que um governo seja produto da equação 1 homem = 1 voto.

É aqui o centro da questão.

LEWANDOWSKI absolve João Paulo Cunha e provoca a corte sobre os R$ 7 milhões destinados à mídia


O ministro-revisor Ricardo Lewandowski diverge do ministro-relator Joaquim Barbosa e pede absolvição do ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha. Foto: Fellipe Sampaio (Banco do Imagem do STF)


RICARDO Lewandowski afirma que a maior parte dos R$ 10,9 milhões repassados pela Câmara à agencia de Marcos Valério e sócios foi destinado ao pagamento de publicidade veiculada pela mídia. E provoca: se a corte entender que houve subcontratação ilegal de serviços, como propõe a defesa, terá que pedir ressarcimento dos R$ 7 milhões pagos aos veículos de comunicação do país. Os advogados presentes à corte acreditam que o voto de Lewandowski muda a perspectiva do julgamento.

Najla Passos, em Carta Maior
 
Brasília – O revisor do processo do “mensalão”, ministro Ricardo Lewandowski, inocentou o ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), candidato à prefeitura de Osasco nas eleições deste ano, de todas as quatro acusações que pesavam contra ele: uma de corrupção ativa, duas de peculato e outra de lavagem de dinheiro. O voto foi comemorado pela maioria dos advogados presentes à sessão, que o consideraram uma reviravolta no processo que, até então, vinha corroborando com todas as acusações da defesa.
 
O ponto mais polêmico foi a interpretação de que João Paulo Cunha não cometeu peculato ao permitir a subcontratação de serviços pela agência SMP&B, de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Enquanto a defesa sustenta que a empresa subcontratou, irregularmente, 99,9% dos serviços prestados, o revisor afirma, com base em parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) e lauda da Polícia Federal (PF), que o percentual real foi de 88,62%, o que atende aos padrões convencionais do serviço.

RICARDO Lewandoswski



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

EINSTEIN, diretamente do Além

Teoria da Mediocridade

DIA desses, um artigo no New York Times me chamou a atenção. Também pudera, o texto tinha como ilustração aquela maldita foto onde apareço de língua de fora. Falo maldita porque na ocasião em que foi clicada, quis apenas estragar os instantâneos dos paparazzi que me importunavam, mostrando a língua a eles. O efeito foi o contrário. Acabei por alimentar ainda mais a imagem de gênio irreverente, distraído e não preso às convenções. Cristalizei o mito que nunca gostei de encarnar. Mas já não reclamo mais. Se isso anima as plateias, tudo bem. Com base nesse episódio, cheguei à seguinte formulação: Entretenimento é igual a mentira vezes casualidade ao quadrado. E= mC2.

Mas voltando ao artigo do NYT, nele Neal Gabler sustenta que as ideias não são mais o que eram antes. As atuais não incendeiam debates, não incitam revoluções nem alteram a maneira como vemos e pensamos o mundo. Há uma falta de gênios públicos. Gabler não acha que as mentes de hoje sejam inferiores às das gerações passadas. O problema não é de burrice. A questão é que ninguém dá a mínima para as grandes ideias. Prestamos atenção só naquelas que podem ser monetizadas. Daí o fascínio pelos empreendedores da web. Para Garber, a Era da Informação transformou todos em acumuladores de fatos e não em pensadores. Maldita internet.

Não discordo por completo do articulista. E acrescento outros aspectos. Em parte, a falta de gênios se deve às redes sociais. Você começa a seguir alguém que considera genial e em poucos postsa pessoa se revela uma besta. Não há mito que resista à proximidade e ao excesso de microfone. A exaltação ao crowdsourcing, modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet, também dilui a importância e a aparição das grandes cabeças. O problema do crowdsourcing é que ele não rende boas estátuas. Os parques não estão preparados para monumentos tão grandes. Além disso, o único gênio desses esquemas colaborativos é o cara que faz o grupo todo trabalhar de graça em seu benefício.

Outro fator que dificulta a identificação de gênios é o uso indiscriminado desse qualificativo. Chama-se de gênio o DJ de fim de semana, a segunda voz da dupla sertaneja, o sujeito que desenhou um novo furador de coco. Há até técnico de futebol, sem grande expressão, que atende pela alcunha de Geninho. O amor sofre do mesmo mal. Esse sentimento, antes elevado e raro, banalizou-se. Amam-se bolsas, cachorros, dietas e tablets. Não amo muito tudo isso.

Mas há uma questão que Glaber não considera. Ser gênio é bom só para consumo dos outros. Viver como um não é tão delicioso. Não falo só da dificuldade de se relacionar com as coisas mundanas e calçar as meias de uma mesma cor. A genialidade é uma anomalia, uma doença cujos sintomas externos enganam: fama, poder e admiração. No entanto, esse estágio, na maioria das vezes, só é alcançado depois da morte ou nos estertores da vida. Quando ela é precoce, se consume ou é consumida rapidamente. O gênio é visionário e como tal passa boa parte da sua carreira na incompreensão. As grandes mentes, em geral, são acompanhadas de obsessões, compulsões, manias e comportamento antissocial. A lista de perturbados pela sua própria genialidade é enorme. Bach, Munch, Michael Jackson, Kant, Santos-Dumont, Marlon Brando, Nietzsche, Van Gogh e Dostoievski, só para citar alguns.

Espero que o último parágrafo tenha lhe servido de consolo e faça você retornar ao Facebook aliviado e sem culpa. (Blog do Além)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

ZERO zero sete, meio século


Sean Connery, o mais charmoso

O ESPIÃO mais famoso da história estreou nos cinemas em 1962, em uma adaptação do personagem criado originalmente pelo escritor Ian Fleming. Charmoso, inteligente, corajoso e conquistador, James Bond se tornou um clássico do cinema de ação, e foi interpretado pela primeira vez pelo ator escocês Sean Connery.

Daniel Craig, o atual

O papel do agente secreto de Sua Majestade foi remodelado diversas vezes em sintonia com os atores subsequentes, ganhando mais humor, com o ator britânico Roger Moore, mais elegância com Timothy Dalton (o mais fraco), e mais seriedade com o atual e ótimo 007, Daniel Craig.

As temáticas dos filmes também mudaram muito nestes 50 anos de James Bond. Enquanto grande parte dos filmes do começo da franquia estavam focados na tensão política entre EUA e União Soviética, em consonância com o contexto da Guerra Fria, a nova encarnação do espião reflete os problemas atuais do cenário político internacional, como o terrorismo e a manipulação econômica.

Pouco se fala de George Lazenby, único que não era inglês (australiano) e que fez o único “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, em 1969.
Os James Bond originais do Ian Fleming

Além da comemoração dos 50 anos da franquia, 2012 traz mais um capítulo importante na história do espião: a estreia de Skyfall, 23º filme da série e o terceiro com Daniel Craig. O longa é o primeiro dirigido por Sam Mendes, que ficou conhecido por projetos como Beleza Americana e Apenas Um Sonho. 
 
O filme testa a lealdade de James Bond a sua chefe, M (interpretada por Judi Dench), quando questões polêmicas de seu passado voltam para assombrá-la. O vilão do filme será interpretado pelo espanhol Javier Bardem Skyfall traz também Ralph Fienner, Bem Wishaw, Albert Finney, a bond girl Berenice Marlohe e Ola Rapace.

Ian Lancaster Fleming

Ian Lancaster Fleming nasceu em Londres em 28 de maio de 1908 e morreu em Canterbury, em 12 de agosto de 1964. Foi um oficial da Inteligência Naval, jornalista e escritor britânico, mais conhecido por seus romences de espionagem da série James Bond. Fleming nasceu em uma família rica conectada com o banco mercante Robert Fleming & Co.; seu pai era um membro do parlamento de Henley de 1910 até sua morte em 1917 na Primeira Grande Guerra. Bem educado, Fleming teve vários empregos antes de começar a escrever.
(CinemascopeBlog, de João de Deus Netto)


BLOGUE do Valentim há um ano: A bicicleta de Leandro Damião


(do Blog do Juca Kfouri)
(BLOGUE do Valentim em 22ago.2011)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ARQUIMEDES, diretamente do Além

SAÍ DA BANHEIRA PARA NÃO FICAR IMPEDIDO

SE TEM algo que me deixa chateado é saber que o princípio que diz que “todo corpo mergulhado total ou parcialmente em um fluido sofre uma impulsão vertical, dirigido de baixo para cima, igual ao peso do volume do fluido deslocado, e aplicado no centro de impulsão” é muitíssimo menos conhecido do que as palavras que proferi depois de o ter formulado. Einstein enfrentou problema semelhante com a sua teoria da relatividade. Todos se lembram dele pela língua de fora, mas poucos sabem do que se trata a sua fundamental teoria. Na ocasião de meu grande insight, saí pelado correndo pela rua, dizendo “eureka, eureka” (que significa “encontrei, encontrei” em grego). Alguns vizinhos pensaram que eu havia achado aquilo, mas eu não estava tão gordo assim para tê-lo perdido). Bastou que eu as repetisse uma dúzia de vezes, para que essas palavras virassem meu bordão. Nunca mais consegui me livrar delas. Chegava a uma festinha e, antes mesmo de me saudar, as pessoas já diziam: “eureka, eureka”. Ia ao teatro, e as pessoas como bovinos repetiam: “eureka, eureka”. E ninguém falava de meu princípio. Como se o anúncio de minha descoberta fosse mais importante do que a própria. Entendam: quando o princípio se consolidou em minha cabeça, eu estava na banheira relaxado (era meu dia de home office) e nem reparei no que disse. O que me incomoda é que essa fixação em “eureka” é fruto de uma verbalização aleatória. Eu poderia ter dito milhares de outras coisas.

Como sou chegado a um estudo, fiz até um pequeno exercício, pensando em outras possibilidades de palavras que poderiam ter sido ditas depois de minha formulação, dependendo do lugar e da circunstância em que me encontrasse, numa tentativa de mostrar como um hit às vezes nasce de uma mera causalidade.

Na sinagoga, Rebeca, Rebeca.
Na Bahia, moqueca, moqueca.
Atrás de uma loira, sueca, sueca.
Numa coffee shop de Amsterdã, panqueca, panqueca.
Durante um resfriado, meleca, meleca.
Na praia, peteca, peteca.
Na USP, Eca, Eca.
Olhando o contracheque, merreca, merreca.
No Posto 9, marreca, marreca.
Na autoescola, breca, breca.
Nos anos 70, discoteca, discoteca.
No motel, peca, peca.
No mar, alforreca, alforreca.
No México, asteca, asteca.
Nos anos 80, videoteca, videoteca.
Em San Francisco, boneca, boneca.
Depois do almoço, soneca, soneca.
Perto de uma índia, guatemalteca, guatemalteca.
Recebendo o kindle, biblioteca, biblioteca.
No final do mês, hipoteca, hipoteca.
Sem outra alternativa, loteca, loteca.
Papo cabeça, cinemateca, cinemateca.
No MSN, tecla, tecla.
Na copa de 90, Careca, Careca.
Na vizinha, perereca, perereca.
Na formatura, beca, beca.
Na Uniban, cueca, cueca.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

ESCOLA de Foz do Iguaçu é a nº 1 do país no Ideb

Com 8,6 pontos, turmas da 1ª a 4ª série colocaram colégio em destaque na avaliação do MEC

 

A ESCOLA Municipal Santa Rita de Cássia, em Foz do Iguaçu (PR), obteve nota 8,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, a maior do País nas séries iniciais do ensino fundamental. O segredo para o excelente desempenho dos cerca de 200 alunos, segundo a diretora Shirlei de Carvalho, está no envolvimento de toda a escola no compromisso de priorizar a educação de qualidade desde o pré-escolar e os reforços no contraturno escolar.

Shirlei diz ainda que a pontuação, divulgada nesta terça-feira, 14, reflete também um trabalho que vem sendo desenvolvido bem antes da avaliação promovida pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Prova Brasil, usada para compor o Ideb. “O nosso objetivo é formar bons alunos, independente destes testes de qualidade. Isso pode ser visto com o desempenho dos alunos em todos os anos e a vontade que eles têm de ficar na escola.”

Geovana Otembra, 11 anos, é uma das ex-alunas da Escola Santa Rita de Cássia que no ano passado fez a Prova Brasil, quando cursava a 4.ª série do ensino fundamental (agora 5.º ano). Ela precisou mudar para a rede estadual para dar sequência aos estudos. “Não que eu não goste da nova escola, mas aqui (na Santa Rita de Cássia) é melhor em tudo. Gostava das aulas de arte, dos professores, de tudo”, lembra. A mãe, Rosana Otembra, confirma o bom rendimento da filha, resultados dos cinco anos na mesma escola e do acompanhamento constante dos professores.

Sempre estre as três mais bem pontuadas do município nas edições anteriores do Ideb, com média que passou de 5,1 em 2005, para 7,3, em 2009, o maior desafio agora será manter os 8,6 conquistados agora. “Temos uma boa relação com os pais, o que é fundamental neste processo de educação, e com todos na escola. Não competimos, cooperamos um com os outros”, afirma a supervisora Leda Márcia Dal Gin. (Fonte: Estadão)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MEUS CLÁSSICOS favoritos: La Barca (Luís Miguel)


 
DICEN que la distancia es el olvido
Pero yo no concibo esa razón
Porque yo seguiré siendo el cautivo
De los caprichos de tu corazón

Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Ahuyentaste de mi los sufrimientos
En la primera noche que te amé

Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague en tu vivir

Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar


Supiste esclarecer mis pensamientos
Me diste la verdad que yo soñé
Ahuyentaste de mi los sufrimientos
En la primera noche que te amé

Hoy mi playa se viste de amargura
Porque tu barca tiene que partir
A cruzar otros mares de locura
Cuida que no naufrague en tu vivir

Cuando la luz del sol se esté apagando
Y te sientas cansada de vagar
Piensa que yo por ti estaré esperando
Hasta que tú decidas regresar

SALVE o 15 de agosto!


Também é data da reorganização do Clube do Remo!


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PELO MENOS o uniforme é parecido com o de 1958

Brasil enfrenta Suécia com uniforme igual ao de 1958

Por Felipe Couto 
Camisa azul vai ser usada somente nesse jogo 
Camisa azul que a Seleção usará contra a Suécia (Foto: Divulgação)


Brasil e Suécia se enfrentam na quarta-feira, às 20 horas (15 horas de Brasília), no Estádio Rasunda, palco da final da Copa do Mundo de 1958, conquistada pela equipe que muitos consideram uma das melhores seleções do mundo. O duelo marcará a despedida do estádio.
Este será o sexto amistoso da Seleção em 2012. Além da partida, haverá uma homenagem aos campeões mundiais pelo Brasil em 1958.
Brasil enfrentará Suécia com uma réplica do uniforme da final da Copa do Mundo de 1958


Velho conhecido da torcida brasileira, o Estádio Rasunda teve o privilégio de ver grandes craques desfilarem seu talento no gramado. Na final da Copa do Mundo de 1958, o Brasil venceu os donos da casa por 5 a 2, com gols de Vavá (dois), Pelé (dois) e Zagalo. Aquela equipe brasileira contava com Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagalo.
Atualmente, o Rasunda tem capacidade para 36 mil torcedores, bem menos do que os quase 50 mil que assistiram ao show brasileiro em 58. Ele será substituído por uma arena mais moderna, que será a nova casa da seleção sueca.

domingo, 12 de agosto de 2012

SOLDADO é torturado na Aeronáutica

Trote e selvageria na Aeronáutica. Ou seria "macheza"?

AS imagens que a TV Liberal exibiu ontem com exclusividade, revelando sessão de tortura a que foi submetido um recruta nas dependências de prédio da Aeronáutica, em Belém, são espantosas não propriamente pela violência - nausenante, claro - das agressões, mas pelo que representam.
A violência, as torturas, os maus-tratos, os espancamentos - classifiquem como queiram classificar as cenas mostradas na TV - representam uma prática.
Representam uma rotina.
Um hábito.
Quase uma tradição, digamos.
Quem o disse?
Um dos militares entrevistados na reportagem, que confessou já ter sido, ele próprio, vítima da mesma selvageria, transformando-se depois no agressor de colegas recém-ingressos na Aeronáutica.

sábado, 11 de agosto de 2012

BLOGUE do Valentim há um ano: Burro diz que professor só pensa em salário

Vereador Burro critica professores

Professor só pensa em salário’, diz vereador de Jacareí
Por Marcela Bourroul Gonsalves


O VEREADOR de Jacareí Dario Burro (DEM) causou polêmica após fazer, no Facebook, diversos comentários a respeito dos professores da rede pública. Em sua página na rede social, o vereador deixou vários posts por meio dos quais critica a postura dos profissionais da educação. O primeiro deles foi publicado no dia 3 de agosto. Nele, o vereador afirmou: “Professores adoram palestras nas escolas! Assim eles não precisam dar aulas”. Em outros posts, o vereador diz “Professor só pensa em salário” e “O professor é um profissional frustrado que descarrega a frustração nos estudantes. O professor gostaria de ser Engenheiro, não consegue e vai dar aula de Matemática; outro queria ser Advogado, não consegue e vai dar aula de Português; outro queria ser Médico e vai dar aula de Biologia”.

Procurado para falar sobre as declarações feitas pela rede social, Dario Burro, que está em seu primeiro mandato na Câmara de Jacareí, reafirmou sua posição. “Eu vejo que é muito grave a falta de resultado na educação, existem recursos, esses recursos são aplicados, a gente tem uma estrutura e o professor não produz”, disse. “Eu não aceito jovens chegando ao sétimo ano sem saber escrever corretamente”.

Na opinião do vereador, se os professores não estão contentes com o seu salário, deveriam procurar outra profissão, pois sabiam da limitação quando escolheram tornar-se docentes. Os profissionais deveriam ainda adequar seu padrão de vida ao seu salário.

O vereador contou também que já foi professor da rede pública e que chegou a cursar letras, mas não terminou o curso. Ele não aceita o fato de os professores sempre atribuírem a má qualidade da educação ao governo. “Vejo que está faltando comprometimento profissional”. Para ele, fala-se muito sobre pedagogia e as ideias do educador Paulo Freire, mas pouco se aplica.

Até hoje à tarde não havia nenhuma representação contra o vereador de Jacareí na Câmara. Segundo Dario Burro, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) faria uma reunião para decidir se entrariam ou não com alguma representação, o que poderia resultar em punição ao parlamentar.

POR INCRÍVEL que pareça, ainda aparece alguém - e só podia ser burro mesmo - para criticar a laboriosa classe docente brasileira. Tudo - as declarações infelizes e o nome do vereador paulista - parece piada, mas não é. (do Blog VIOMUNDO)

"AMAI-VOS uns aos outros como eu vos tenho amado"
(BLOGUE do Valentim em 11ago.2011)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ABBEY road 43 anos depois


OS JUSTICEIROS do Mensalão

Por Paulo Moreira Leite – Revista Época

QUALQUER antropólogo  que já passou um fim de semana nos Estados Unidos sabe que ali se encontra um dos países mais desiguais do planeta, onde os ricos não pagam impostos, os pobres não têm direito a saúde e as garantias formais da maioria dos assalariados são exemplo do Estado mínimo.  A Justiça é uma mercadoria caríssima e as boas universidades estão reservadas para os gênios de qualquer origem e os milionários que podem pagar mensalidades imensas e ainda contribuem com uma minúscula fatia de suas fortunas para garantir um sistema em que o topo garante ingresso para seus filhos e netos – com aplauso de deslumbrados tropicais pelo sistema.

Quem se acha “europeu” poderia abrir as páginas de A Força da Tradição, onde o historiador Arno Meyer descreve a colonização da burguesia revolucionária – da liberdade e da igualdade – pela aristocracia que moderou  ímpetos mais generosos e democráticos, chamados fraternos, dos novos tempos. Fico pensando se os pensadores americanos acordam de manhã falando em sua meia-república depois de pensar na força Tea Party. E os europeus, incapazes de olhar para o horror e a miséria de sua crise contemporânea? Também acham que tem um problema em sua “cultura”?

Tudo isso para dizer que o problema não é cultura, não é passado, mas é a luta do presente. E aí não é possível deixar de notar uma grande coincidência. Vamos esquecer os banqueiros e publicitários dos “núcleos” operacional e financeiro da denúncia. Vamos para o principal, o “núcleo político.”

Há quatro décadas, José Dirceu foi preso sem julgamento e, mais tarde, iniciou uma longa jornada no exílio e na clandestinidade. Não lhe permitiam circular pelo país nem defender suas ideias em liberdade. O mesmo regime que o perseguia suprimiu eleições, transformou a justiça num simulacro, cassou ministros do Supremo, instalou a censura a imprensa e  convocou um admirador de Adolf Hitler, como Filinto Muller, para ser um de seus dirigentes políticos.

Civilizado, não? Meia-república? Ou o país deveria ser transformado numa ditadura porque lideres estudantis, como Dirceu, defendiam um regime como o comunismo cubano?

José Genoíno foi preso e torturado. Queria fazer uma guerrilha da escola maoísta – popular e prolongada. Imagine a farsa do tribunal militar que o condenou – com aqueles oficiais que cobriam o rosto, na foto inesquecível do julgamento da subversiva Dilma Rousseff, mas não deixavam de cumprir o figurino do regime, ilustrado por denuncias fantasiosas, de tom histérico.

Gushiken, a quem não forneceram provas na hora necessária, era do tempo em que a polícia vigiava sindicatos, perseguia dirigentes – achava civilizado dar porrada, desde que não ficassem marcas de choques elétricos.

Esta turma merece mesmo ser chamada de “núcleo político” do caso. Está no centro das coisas de seu tempo. É o centro do átomo.

Ninguém se importa com banqueiros do Rural, vamos combinar. Nem com publicitários. Se forem inocentados, terão direito a um chororô de fingida indignação e estamos conversados.
A questão está nos “políticos”.

Sabe por que? Porque dessa vez “os políticos” já não podem ser silenciados na porrada.

Quatro décadas depois, cidadãos como Genoíno, Dirceu, Gushiken, e seus descendentes políticos, não são conduzidos a tribunais militares. Podem apresentar sua versão, defender seus direitos. Resta saber se serão ouvidos e considerados. Ou se há provas e argumentos para condená-los, sem perseguição política.

Vídeo por vídeo, não há nada contra os réus que se compare a tentativa de suborno que serviu de prova da Operação Satiagraha – anulada pela Justiça. Também não há relação de contribuições a políticos tão clara como a Castelo de Areia, com dezenas de milhões desviados, nome após nome  – anulada pela Justiça. Para voltar a um passado um pouco mais distante. Nunca se viu um escândalo tão grande como o impeachment de Collor, com troca de favores e obras públicas registradas em computador – prova anulada pela Justiça.

Desta vez, os réus  têm uma chance. É isso que irrita a turma do linchamento. Imagine quantas provas de inocência não sumiram no passado. Quantos depoimentos não foram redigidos e alinhavados pela pancada e pela tortura.

Hoje, os mesmos réus e seus descendentes políticos têm direito a ser ouvidos. Representam. Seu governo tem votos. O partido é o único que população reconhece.

Alguns acusados do núcleo contam com advogados que não cobram menos de R$ 100 000 só pela primeira consulta – sem qualquer compromisso posterior. Pois é. O justiça brasileira continua escandalosamente cara, exclusiva, desigual. É feita para brancos e muito ricos. Mas os  bons advogados deixaram de ser monopólio do pessoal de sempre. Tem gente nova no clube. O país não mudou muito. Só um pouquinho.
É isso que a turma do linchamento não suporta.

(peguei do Blog do Gerson Nogueira, Belém - PA, Brasil)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A CENTÉSIMA medalha

ESSA é de dar risada. Mídia brasileira festejando o fato de o Brasil ter ganho a centésima medalha de todos jogos olímpicos da era moderna. 

Incrível. Fico envergonhado com isso.

Festejar o quê?!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

DIRETAMENTE do Além: Nicolau Copérnico

Terra Arrasada

JÁ EXPERIMENTOU dizer a uma pessoa que se julga superimportante que ela não é o centro do universo? Difícil, né? Agora imagina dizer isso ao mundo. Pois é, não foi nada fácil explicar às pessoas que a Terra era apenas mais um planeta que girava ao redor do Sol, ainda mais pra mim que sou de Peixes.

Ninguém queria se convencer de que nosso lar não era o Astro-Rei. No máximo,  éramos a Wanderlea do sistema solar. Em suma, minha constatação foi vital para o progresso da ciência, mas acabou por deprimir a todos.

Antes de minha descoberta, vejam vocês, as pessoas atribuíam-se uma importância imensurável. Muitos acreditavam que só chovia porque eles colocavam o carro para lavar. Outros juravam que se usassem uma específica peça de roupa, seu time favorito triunfaria.

Meu modelo cosmológico, em que os corpos celestes giram ao redor do Sol e não da Terra, demorou a ser aceito. A Igreja Católica chegou a proibir a divulgação de minha teoria. Ninguém queria aceitar nossa insignificância. Na época, tentei até organizar uma parada do orgulho terráqueo para diminuir os efeitos colaterais produzidos por minhas ideias.
Bom, felizmente hoje o heliocentrismo é considerado como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, rivalizando apenas com a teoria de que o disco Dark Side of The Moon do Pink Floyd serve de trilha sonora perfeita para as cenas inicias de O Mágico de Oz. Já experimentou? Funciona até de cara.

Agora que já nos recuperamos do primeiro choque narcísico da história, posso revelar outra verdade inconveniente. Mais do que aquela que Al Gore usou pra se promover naquele documentário. Creio que outra vez quebrarei a espinha dorsal de nossa já combalida estima. Mas não posso fugir ao meu dever de, sempre que possível, baixar o astral da humanidade.
Dito isso, vamos a nova revelação. Rufem os tambores (pausa). A Terra está perdendo sua forma esférica e está se tornando cada vez mais chata. E numa velocidade estonteante. Aqui relaciono, com rapidez e nenhum esforço, algumas evidências. Acompanhe:

Concertos de rock agora são sustentáveis.
Exigem-se dos estudantes propósitos claros para protestar.
Humor infantil e desbocado é tratado como politicamente incorreto.
Vinho virou conversa pernóstica em vez de bebida.
Conhecer pessoas agora é fazer networking.
O cinema só se interessa pelas crianças e adolescentes. 
Viagens são chamadas de experiência.
Novelas precisam parar suas tramas para acomodar um pouco de temática social.
Vestir-se descontraidamente virou algo que demanda tempo, dinheiro e estudo.