sábado, 29 de setembro de 2012

O BOM, o mau e o feio, o melhor tema sonoro da 7ª Arte


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

MORREU Ted Boy Marino


SOU italiano, da Calábria. Vim para Buenos Aires em 1953, no porão de um navio, aos 12 anos de idade, junto com meus pais e mais 5 irmãos. Trabalhava como sapateiro em Buenos Aires, mas aproveitava todo o tempo livre para treinar luta livre e praticar halterofilismo. Em 1962 já estava participando de Telecatchs nos canais 9 de Buenos Aires e 12 de Montevidéu. 

Cheguei ao Brasil em novembro de 1965, aos 24 anos. Fui trazido por um empresário (Teti Alfonso) com mais 5 lutadores e contratado pela TV Excelsior. Os dois grandes programas da época eram o da Jovem Guarda e o Telecatch. Fiz parte da primeira formação dos Os Trapalhões (na época se chamava Os Adoráveis Trapalhões) na Excelsior, criado por Wilton Franco e contava, além de mim, com Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Renato Aragão. Foi um sucesso tão estrondoso que a Globo acabou comprando o meu passe.

Na Globo participei de 4 programas e aparecia quase que diariamente na telinha. De segunda a sexta tinha Os Astrais, na parte da tarde, onde eu apresentava desenhos animados. Também de segunda a sexta, antes do Jornal Nacional, entrava a minha novelinha Orion IV x Ted Boy Marino, onde eu combatia vilões. Nas terças, era a vez do Ô que Delícia de Show, um programa de variedades, onde eu apresentava cantores e números circenses, junto com a falecida Célia Biar. Aos sábados o grande clímax do Telecatch, no horário nobre das 9 às 10 da noite e também aos domingos (em São Paulo, ao vivo). 

Hoje, vivo do que plantei ao longo de minha carreira. Estou aposentado e meus planos não têm nada de absurdo. Várias tendências da TV internacional emplacam no Brasil, e os programas de Telecatch são um grande sucesso nos EUA, Alemanha, Inglaterra e México. 

Antigamente era só alegria. Hoje sofro em torcer para o Fluminense. Estou trabalhando em torno de um projeto para a volta do programa Telecatch na TV brasileira.
Ted Boy Marino” (Blog do Milton Neves)

DINHEIRO da Visanet é da Visanet. É dinheiro privado e não público como diz Joaquim Barbosa

Dinheiro da Visanet é da Visanet



DINHEIRO DA VISANET É DA VISANET

 



O QUE DIZEM OS DOCUMENTOS

Todos estes documentos ESTÃO no processo AP 470. Todos estes documentos afirmam que os recursos da Visanet são da Visanet, os recursos do Fundo de Incentivo Visanet são da Visanet.

Todos estes documentos afirmam que os recursos do Fundo de Incentivo Visanet, pertencem à Visanet, portanto, NÃO SÃO DO BANCO DO BRASIL (muito menos são recursos públicos).

POR QUE JOAQUIM BARBOSA NÃO LEU OS DOCUMENTOS?

POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF desconsideram estes documentos? Teria JB “escondido” estes documentos? 

POR QUE Joaquim Barbosa e todos os Ministros do STF, diante destes documentos, MENTEM ao dizer que os recursos pertenciam ao Banco do Brasil? Teria JB “escondido” estes documentos? 

 O que farão os Ministros do STF diante destes documentos? Continuarão com a MENTIRA de dizer que os recursos são PÚBLICOS? 

Joaquim Barbosa criou o “ar de legalidade” com uma FALSIDADE. E a falsidade é MISTURAR COISAS DIFERENTES FAZENDO PARECEREM iguais.
  


É revoltante constatar que, para a FALSIDADE se consolidar, Joaquim Barbosa não teve a menor vergonha em se “esquecer” de informar aos demais ministros que RASGARIA um legítimo CONTRATO/Regulamento, o da empresa PRIVADA Visanet. 

Ele se valeu apenas de sua “convicção” subjetiva e preconcebida desde 2007. 
Joaquim Barbosa, rendendo-se às vaidades pessoais, rendendo-se às “glórias” proporcionadas pela velha mídia desonesta e golpista, trai seu dever para com a JUSTIÇA, trai o cargo de respeito confiado pela sociedade brasileira. (Megacidadania, de Alexandre César Costa Teixeira)

DAVIS Sena Filho: Brizola e a classe média


CERTA vez, ainda na década dos anos 80, especificamente em 1982 quando pela primeira vez após o golpe de 1964 realizaram eleições diretas para governadores no Brasil, conversava com o meu pai sobre as eleições daquele ano e o questionava sobre o porquê de não podermos também votar para presidente da República. Eu tinha 22 anos, e aquela experiência cívica era inédita para mim, bem como falar de política abertamente nas ruas e na universidade e ver as pessoas — jovens, adultas e idosas — se manifestar sem nenhum problema, por exemplo, com a polícia.


Eu morava no Rio de Janeiro, no bairro do Flamengo, e suas ruas estavam repletas de “santinhos”, propaganda nos postes, hidrantes, bancas de revistas, paredes de prédios, janelas dos moradores, além de cobertas de faixas e pingentes. Naquele tempo, as regras eleitorais não eram tão rígidas como hoje, pois até fazer boca de urna era permitido, bem como usar camisetas, bonés e bandeiras perto ou até mesmo em frente às zonas eleitorais onde os eleitores votavam. Era realmente uma festa cívica, o que me leva a ressaltar e lembrar que o Brasil, até então, era o Pais que ainda não tinha passado pelas experiências do movimento das Diretas Já, de 1984, e da promulgação da progressista Constituição de 1988.

Contudo, voltemos ao início. “Pai, por que o governo não permitiu eleições para presidente?” Ele me olhou e respondeu: “Por que o governo não quer abrir de vez, e muito menos perder a eleição para presidente, pois sabe que vai perder as eleições para a oposição em alguns estados. A anistia permitiu a volta de muitos líderes que tem voto, e o governo vai fazer tudo de forma lenta”
 A anistia ocorreu em 1979 quando os exilados começaram a retornar ao Brasil. Os meios de comunicação privados praticamente não mostraram aos brasileiros o histórico e importantíssimo acontecimento. O processo político era propositalmente lento. O lema cínico e hipócrita do governo do general Ernesto Geisel era o seguinte: “Abertura lenta, gradual e segura”. A essa definição draconiana, a imprensa burguesa de negócios privados dava notoriedade, pois suas manchetes serviam como aviso às oposições, às esquerdas e aos exilados. Era a praxe dos usurpadores das liberdades e da legalidade democrática, constitucional e civilizada. 

O objetivo era protelar ao máximo a existência do nefasto regime ditatorial e, consequentemente, criar condições para a permanência no poder dos militares e dos civis que se encastelaram ilegalmente no Palácio do Planalto desde 1964. Afinal, a ditadura não foi somente militar, pois também civil, com a aquiescência, a cooperação e a cumplicidade das organizações(?) dos Marinho e de outras famílias de empresários do setor midiático privado. O que significa “organizações”? Estranho, não?  

Leonel Brizola, na época o político mais emblemático da oposição, venceu no Rio de Janeiro, e pela primeira vez na vida, por intermédio do escândalo Proconsult, SNI e Rede Globo, percebi nitidamente que a direita, as oligarquias brasileiras herdeiras da escravidão são capazes de uma sordidez e de uma perversidade que deixariam o diabo humilhado e envergonhado de seus atos e ações por considerá-los dignos de um amador.
Para mim e para muitos, os governantes trabalhistas que assumem o poder e não efetivam um marco regulatório para as mídias é como se estivessem a colocar suas cabeças nas bocas de leões. O segmento empresarial brasileiro, proprietário dos meios de produção, e a classe média ideologicamente conservadora e socialmente reacionária, cruel e preconceituosa são selvagens e mostraram, sem sombra de dúvida, através da história, o que querem e como veem o mundo e o Brasil, que são retratados por eles como um lugar para poucos privilegiados.  

São grupos sociais que não gostam de mudanças mesmo se forem beneficiados por elas, porque são presos a aspectos ideológicos e a conceitos e preconceitos instintivamente arraigados e aprendidos no decorrer de gerações e nos ambientes em que vivem e foram criados. Quando não compreendem as questões históricas, políticas e governamentais passam a considerar, de forma ridícula e confusa, que seus valores correm perigo, e, consequentemente, transformam-se em feras, desprovidas de misericórdia e tolerância, notadamente quando estão em público, pois em casa ou junto de seus grupos sociais, são geralmente cordatos, gentis e cândidos.  

A classe média portadora do pensamento único repercutido pela mídia oligopolizada, que no Brasil e na América Latina quer impor a ditadura da imprensa, em combate sem trégua contra os governos trabalhistas e contra a liberdade de expressão dos entes considerados como seus inimigos. O individualismo como valor de sobrevivência, pois sectário e supostamente VIP. A concretização de um mundo neoliberal, que diminui o espaço do público e aumenta o espaço do privado. Exclusão. Repulsa e ódio à inclusão, e, portanto, ao povo e às massas. A classe média que chora ao ver novelas e trata mal a empregada doméstica. A opção medida e calculada pela barbárie. A constatação da verdadeira história do “Doutor Jekill e Mister Hyde” — “O Médico e o Monstro”.
 Quando Lula ficou doente, pois vítima de câncer, as classes médias e altas, as mesmas que marcharam contra o presidente João Goulart e que atualmente participam de marchas artificiais contra a corrupção similares ao “Movimento Cansei”, infestaram as redes sociais e os espaços para cartas em jornais e revistas com mensagens e ofensas grosseiras, estúpidas, crudelíssimas e de caráter mezzo fascista. Simplesmente foram impiedosos com o ex-presidente. Muitos dos leitores e internautas desejaram a morte do político trabalhista, que incluiu 40 milhões de brasileiros nas classes médias D e C, além de facilitar o acesso da classe média "tradicional" aos aeroportos, aos empréstimos consignados ou não, à compra do carro e da casa própria, bem como democratizou de vez as universidades públicas, até então clubes restritos aos filhos de uma classe que detesta os programas sociais, mas adora pegar o bolsa-empréstimo para viajar aos EUA e Europa e depois, na volta ao Brasil, exibir-se como se fosse cosmopolita.

Defendem com unhas, dentes e um egoísmo atroz o que acham o que podem perder, talvez tudo aquilo que concerne aos seus benefícios em vida, garantidos pelo establishment, que compreendeu a classe média de ideologia separatista e elitista, porque é, sem sombra de dúvida, a porta-voz de uma sociedade estratificada, bem como o arcabouço ideológico dos conservadores por ser sua mais importante e poderosa aliada. É o status quo sedimentado em privilégios, moralismos de conveniência e na repressão àqueles que tentam ou almejam furar a redoma de cristal das classes abastadas, que relativizam, de forma infame, a vida em sociedade e a coisa pública, o que demonstra a ignorância e a selvageria dos que se consideram “superiores” e “bem nascidos”.

Volto ao Brizola.


O líder trabalhista abriu a boca e denunciou a “gorilagem” dos generais e da Polícia Federal, bem como a safadeza vil efetivada pelas Organizações(?) Globo, que, indubitavelmente, representam aqueles que há séculos se consideram donos do Brasil e lutam diuturnamente para manter seus privilégios intactos. São tão cruéis e vazios de razão que, para se perpetuarem no poder, protelaram o tempo e feriram o corpo da sociedade à custa da dor de sua alma e de sua miséria material, o que, irremediavelmente, faz-me acreditar que as nossas “elites” tratam o povo e os trabalhadores como cidadãos de segunda classe, sem direitos, mas com deveres, que é o de servir e trabalhar para encher os bolsos dos ricos de dinheiro, sem, no entanto, reclamar por uma vida de melhor qualidade, ou seja, civilizada e justa.
O maragato e trabalhista Leonel Brizola, revolucionário por hereditariedade cuja origem é o pampa gaúcho, enfrentou a ditadura militar mais uma vez e acusou a Proconsult, empresa de informática contratada pelo TRE do Rio para totalizar os votos de cometer fraude. O papel da emissora golpista conhecida como Globo era tergiversar sobre o crime político e eleitoral, e, dessa forma, dar uma conotação de “legalidade” à sociedade carioca e brasileira. Não deu para os golpistas de direita continuar com a pantomima, e o gaúcho que sofreu o mais longo exílio sofrido por um brasileiro foi eleito governador do Rio de Janeiro pelo PDT. Proibido de pisar em solo do Brasil durante 15 anos, Brizola é consagrado pelas urnas. Os monstros naqueles dias foram derrotados. É isso aí. (Palavra Livre)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

GURGEL alivia ator da Globo, mas Lewandowski reage


Gurgel alivia no caso Cachoeira, mas STF reage

Edição 247:
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu o arquivamento do caso que envolve o repasse de R$ 175 mil do bicheiro para o deputado Stepan Nercessian; no entanto, o ministro Ricardo Lewandowski não deve aceitar o pedido, em razão da nova jurisprudência que vem sendo criada pelo STF no caso do mensalão

ALGOZ do PT na Ação Penal 470, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já demonstrou ter a mão mais leve no que diz respeito à Operação Monte Carlo. Além de ter engavetado durante dois anos a investigação contra o ex-senador Demóstenes Torres, ele agora pediu o arquivamento do caso que envolve o deputado Stepan Nercessian, que recebeu R$ 175 mil do bicheiro Carlos Cachoeira. 

DILMA abre a 67ª Assembleia-Geral da ONU. Isso me orgulha de ser brasileiro


terça-feira, 25 de setembro de 2012

GURGEL recomenda arquivamento de inquérito contra Stepan Nercessian



Prevaricador-geral Gurgel acredita em direitistas mesmo contra as evidências


O PREVARICADOR-Geral aceitou a argumentação do deputado da sublegenda do PSDB de que recebeu dinheiro de quadrilha criminosa como empréstimo pessoal devido à sua amizade antiga com o bandido. Se tivesse recebido o dinheiro de um partido político coligado para financiar gastos de campanha seria corrupção passiva e formação de quadrilha, mas receber dinheiro de chefe de quadrilha criminosa não é crime, claro.

“Foi igual a ganhar na loteria”, diz Stepan sobre arquivamento


Ao comemorar parecer da PGR pelo arquivamento do inquérito a que responde no STF, deputado diz ter tirado “peso das costas”. Ele afirma que não se arrepende da amizade com Cachoeira e já admite rever decisão de deixar a política

Para o deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), a decisão da Procuradoria-Geral da República de recomendar o arquivamento do inquérito a que ele responde no Supremo Tribunal Federal (STF) teve o sabor de “ganhar na loteria” e de uma “nova reeleição”. Investigado por suas relações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, Stepan diz estar se sentindo “aliviado” e “anistiado” com o parecer enviado na sexta-feira (21) passada pelo procurador-geral, Roberto Gurgel, ao ministro Ricardo Lewandoswki, relator do seu caso no Supremo.

PGR pede arquivamento de inquérito contra Stepan


“Foi uma das melhores notícias de toda a minha vida. Estava esperando com muita ansiedade o desfecho, independentemente de qual fosse. Era angustiante ficar no limbo das coisas. Recebi com muita alegria, era como se estivesse sendo reeleito. Tirou um peso das minhas costas”, declarou o deputado ao Congresso em Foco. “Foi igual ganhar na loteria”, acrescentou o parlamentar, que também é ator de teatro, cinema e televisão.

O deputado é investigado por corrupção passiva em razão de suas ligações com Cachoeira, de quem recebeu R$ 175 mil. Segundo Stepan, R$ 160 mil se referiam a um empréstimo, já saldado, para a compra de um apartamento. O restante foi usado na compra de ingressos para o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, sustenta o parlamentar. Ele afirma que mantinha apenas uma amizade, há duas décadas, com o contraventor, preso na Operação Monte Carlo.

Por praxe, o Supremo costuma acolher o parecer da Procuradoria-Geral da República quando a recomendação é pelo arquivamento. Segundo a assessoria da PGR, Gurgel não viu indícios de crime na relação do parlamentar com Cachoeira. Em entrevista ao Congresso em Foco, Stepan diz não se arrepender da amizade e reafirma que não sabia dos negócios do contraventor. (A Justiceira da Esquerda)

DOCUMENTOS da Ação Penal 470 comprovam que Roberto Gurgel e Joaquim Barbosa sabiam que a DNA era contratada do Banco do Brasil desde 2001

JB e PGR/MPF protegem os tucanos










(do blog Megacidadania)

AÊ, Chefia!?



A VERDADE da Ação Penal 470

A verdade da AP 470, doa a quem doer. Assista ao vídeo. DESDE QUANDO a PGR/MPF e o relator tem “poderes” p/ descumprir a LEI e fraudar “denúncia” ?

Desde quando a PGR/MPF e o relator tem “poderes” p/ descumprir a lei e fraudar 
“denúncia” ?



Assista ao vídeo  



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A FARRA dos apelidos exóticos nestas eleições

É a eleição dos candidatos do esculacho


PODE alguém ser candidato a vereador num país sério inscrito com o nome de Cido Putão?

Pode, sim, e é bem capaz de ser eleito.  Tem um sujeito com esse nome concorrendo às eleições em Águas de Lindóia, interior de São Paulo, um dos muitos personagens citados diariamente por José Simão em sua "Galera Medonha, a Turma da Tarja Preta", a coluna mais séria da imprensa brasileira.

Nas eleições municipais de 2012, o esculacho é geral, pode tudo. O mais comum é o candidato ligar o nome à sua ocupação para transformar a profissão em sobrenome.

Em São Carlos, também em São Paulo, próspera cidade universitária e industrial, tem Mineiro Garapeiro, Baixinho Borracheiro, Boy do Algodão Doce, Julião do Lanche, Porteiro Barnabé, e por aí vai. Isso é o de menos.

AINDA tem gente que acredita na Veja?


O PATRÃO mandou; eu obedeço!



sábado, 22 de setembro de 2012

BLOGUE do Valentim há um ano: O soldado Presley



EM BELÉM, PSOL pode fazer seu primeiro prefeito

Sete anos após fundação, PSOL mira sua primeira prefeitura


O ex-petista Edmilson Rodrigues tem chance de ser o primeiro prefeito do PSOL (Foto: divulgação)
 
CRIADO há sete anos, o PSOL participa de sua quarta eleição disputando 350 prefeituras. A sigla aparece com chances de conquistar sua primeira prefeitura, em Belém, capital do Pará, segundo pesquisas de intenções de voto. A última sondagem feita pelo Ibope mostrava o candidato da legenda, Edmilson Rodrigues, com 47% da preferência na capital paraense. O adversário mais próximo, o deputado federal José Príante (PMDB), tem 16%. No Congresso Nacional, o PSOL ficou marcado pelas posições firmes de oposição.

Se vencer no Pará, terá o seu primeiro telhado de vidro. O partido, que nasceu com militantes expulsos do PT, encampou lutas contra o governo Dilma Rousseff e membros do Legislativo, como as ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), e, mais recentemente, contra o ex-senador Demóstenes Torres. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

EM RESPOSTA ao ministro Joaquim Barbosa, Presidenta Dilma divulga nota à imprensa

Nota à imprensa

“NA LEITURA do voto, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, o senhor ministro Joaquim Barbosa se referiu a depoimento que fiz à Justiça, em outubro de 2009. Creio ser necessário alguns esclarecimentos que eliminem qualquer sombra de dúvidas acerca das minhas declarações, dentro dos princípios do absoluto respeito que marcam as relações entre os Poderes Executivo e Judiciário.

Entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, o Brasil atravessou uma histórica crise na geração e transmissão de energia elétrica, conhecida como “apagão”.

MARCELO Migliaccio: Vamos falar sério?

AGORA, que os ilustres magistrados do STF concluíram que o governo do PT pagou deputados para que votassem a favor de seus projetos no Congresso, vamos parar de hipocrisia.

O PT não comprou deputados, comprou a direita. Isso mesmo, os partidos incriminados pelos doutos togados são PL, PTB, PMDB e PP, que historicamente sempre votaram contra o povo brasileiro. É o Centrão da Constituinte. Lembra? Que votava contra todos os avanços sociais e os direitos dos trabalhadores. Aqueles 300 picaretas a que o Lula se referiu ainda antes de ser eleito. É a turma que trocou o quinto ano de mandato para Sarney por concessões de rádio e TV. Os que se locupletaram para que FHC pudesse ser reeleito.


ESTA fotografia tem 80 anos

O passado é uma parada…

 (fonte: Agência Reuters)

A FOTO acima, uma das mais famosas do século XX, está completando hoje 80 anos. Foi tirada por Charles C. Ebbets no dia 20 de setembro de 1932. Intitulou o registro de “Lunch Atop a Skyscraper”. Ebbets fotografou onze operários almoçando sentados sobre uma viga no 69º andar do edifício GE Building em Manhattan, Nova York. Em função do ângulo arrojado e inusitado, a foto levantou suspeitas de fraude, mas a análise do negativo confirmou sua veracidade. O negativo de vidro da fotografia pertence à agência Corbis, detentora dos direitos da imagem. Ken Johnston, diretor de fotografia da Corbis, analisou o negativo a pedido do jornal The Telegraph. Segundo ele, a imagem não é uma montagem. “Quando você tem um negativo de cópia, você geralmente consegue ver a borda da cópia por trás, e geralmente teria clipes, porque você faria uma cópia de outra fotografia. E eu não vejo nada disso aqui. Este é o negativo original”, afirmou Johnston à época. (Gerson Nogueira, Belém - PA, Brasil) 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ELVIS, diretamente do Além

A morte me cai bem

AO CONTRÁRIO do que muita gente imagina, eu morri. Morri bem morridinho. Lamento informá-los, também sinto muito, mas não suporto mais conviver com essa mentira. Aproveito também para esclarecer que a Elis também se foi. Desculpe se te magoei. Tente aceitar, não há nada que eu posso fazer para reverte essa situação. A primeira vez que senti ter passado para o outro lado, foi ainda antes de morrer. Lembro como se fosse hoje. Eu respondi a uma anuncio de classificados que procuravam três Elvis para eventos e bailes de formatura. No início reagi mal. Três Elvis, como assim? Priscila que não me agüentava mais me ver Graceland sem fazer nada disse: vai, assim você se distrai. Grande erro. Não fiquei nem na primeira triagem, fui recusado pelo excesso de peso. Tentei alegar que quanto mais bizarro o tipo de Elvis, mais legal para o público. Pô, meu tipo tem muito haver com a cultural caricata de Elvis, disse eu. Mas o agente selecionador achou minha obesidade meio mórbida. Priscila insiste que eu exagerei na roupa, disse que minha imitação estava muito caricata, meio grotesca. Para levantar minha moral chamou de LA um personal Presley, um tipo que dá treinamento para melhor a performance de Elvis dos famosos e endinheirados.

O trabalho desse sujeito, segundo Priscila, é muito sério e considerado, ele inclusive dá treinamento de Elvis em empresas, faz tipo assim um workshop de integração, para o pessoal ter mais jogo de cintura. Bom, achei a idéia meio estúpida, mas como eu não estava comparecendo, aceitei a proposta de Priscila para não contrariá-la. O que foi outro grande erro. Meu personal Presley se mostrou um tipo impaciente com minha dificuldade de encarnar o personagem. Além de um pouco picareta, pois recusou o whisky e os meus coquetéis especiais. Entre as recomendações que me fez, estava a de, ao dançar, não bater as botas, coisa que fiz mais adiante só para implicar. Como era de se esperar, a coisa não deu certo. Dois dias depois ele jogou na minha cara que até o Roberto Carlos tem mais balanço no corpo, fez as malas e voltou a LA para continuar as aulas com Zé Dirceu.

Estar morto é uma porcaria. Não me serve de consolo ter entrado para a cultura popular como ícone pop. Eu preferia estar na ativa. Aliás, muitos se perguntam o que eu estaria fazendo hoje se estivesse vivo. Eu respondo: estaria tentando abrir a tampa do caixão. Desculpe a piada de mau gosto, que por sinal nem é minha, essa foi o Ayrton Senna quem me contou, a quem eu conheci de passagem ou ultrapassagem (essa é minha).

Agora falando sério, eu acho o seguinte: no final da vida eu cantei nos principais cassinos do mundo. Acho que a evolução seria me apresentar na NY Exchange, Nasdaq, Bovespa, etc. Pelo menos até o mês passado.

Para finalizar esse post de forma otimista, quero dizer que a morte nem é tão ruim, outras pessoas já passaram por isso. Ruim mesmo é a situação do Vasco da Gama. 
(Além, 05nov.2008)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

RACISMO em Belém

País rico é país sem racismo

A MÍDIA nacional noticiou o episódio de racismo, que envolveu uma Profa. Dra Daniela Cordovil e o vigilante Rubens dos Santos na Universidade do Estado do Pará (UEPA).
 O tumulto foi em um prédio da Universidade Estadual do Pará. O vigilante Rubens dos Santos recebeu uma ordem da direção para não permitir a entrada por essa portaria no turno da noite por medida de segurança.

Dois alunos chegaram para um evento e foram informados pelo vigilante dessa ordem. Eles ligaram para a professora Daniela Cordovil, que estava dentro do campus. Segundo o segurança, ela foi até o portão e começou a ofendê-lo. “Chegou até mim e me chamou de macaco, de idiota, imbecil, de guarda vestido de palhaço”, afirmou Rubens dos Santos, vigilante.

Um estudante apareceu e filmou a situação. Em seguida foram até à Seccional de São Brás, onde registraram um BO contra a professora. A Ouvidoria da instituição solicitou a  instalação abertura imediata de um processo adminsitrativo, para apurar o ocorrido; e a reitoria lançou uma nota, afirmando que não está de acordo com qualquer tipo de discriminação na universidade por ninguém da comunidade universitária ou não.

A OAB acompanha os desdobramentos do caso, que chamou atenção de toda sociedade de Belém e teve repercussão nacional.

Racismo - Combate ao crime!


Agora, a  polícia apura a denúncia sobre a acusação de injúria por racismo, cometido pela professora contra o vigilante. O crime prevê a pena de  até 3 anos.
O Brasil tem uma dívida histórica com a comunidade negra, que hoje já é de 90 milhões de brasileiros, segundo censo do IBGE. Uma série de políticas públicas para educação, a aprovação das cotas para universidades, a própria criação de uma Secretaria Nacional da Igualdade Racial, institucionalizada pelo governo do PT, a realização do censo das comunidades de terreiros etc, são ações que demonstram algum esforço feito na direção de minimizar essa história de preconceito e discriminação no país. Os movimentos fertilizam as políticas, o debate na sociedade, os diálogos entre poder público, mulheres e homens negros e todos que combatem o preconceito.

Há uma herança, uma contribuição cultural dos povos de matrizes africanas na formação cultural do povo brasileiro, o que evidencia durante séculos um processo de negação e inclusão do tema na sociedade seja, a partir dos seus desdobramentos étnicos, das formas de ver o mundo, de expressar modos de vida (dança, música, culinária, política, o trabalho etc), que descrevem a história desses povos na história (oficial e não oficial)  da nação.

Infelizmente, o ato da professora não é isolado. Mas quando alguém tem iniciativa de denunciar, além de confirmar a negativa estatística, o ato fica mais visível e vulnerável ao combate. Estudantes da UEPA fizeram manifestações em repúdio ao ato de racismo da professora de religião afro.

Em entrevista, a professora se retratou, alegando questões de ordem pessoal para, segundo ela, aliviar a questão, a partir de um pedido público de desculpas.

Veja agora mais uma vez o video com as palavras, ações de cunho racista da professora da UEPA contra o vigilante Rubens dos Santos.
 
(Blog do Puty, Belém - PA, Brasil)

domingo, 16 de setembro de 2012

BLOGUE do Valentim há um ano: Marcha das 1000 bicicletas em Curitiba

Vá mais cedo ao trabalho, assista aula no contra-turno, adiante suas tarefas, porque dia 22 de setembro é o dia da Marcha das 1000 Bicicletas!  
 


NO DIA Mundial Sem Carros, centenas de ciclistas vão às ruas, é um dia de comemoração e também de protesto, pela ciclomobilidade, mais ciclovias e ciclofaixas pela cidade. Menos carros, mais bicicletas! Menos gasolina,
mais adrenalina!

A idéia é de união!!! Todo o pessoal que anda de bicicleta diariamente, eventualmente, ou simplesmente acredita que a ciclomobilidade é uma grande aliada da mobilidade urbana e vida mais saudável no trânsito se unir e colocar nas ruas de Curitiba 1000 bikes. 

Vamos mostrar ao poder público que somos muitos!!! Conscientizar dos inúmeros benefícios que a bike traz; faz bem a saúde, ao meio ambiente e com a devida atenção pode ser uma grande aliada na melhoria da mobilidade urbana. 

- Vá de branco, para pedir a paz, ou
- Vá de colorido, pra dar alegria à marcha! 
(BLOGUE do Valentim em 16set.2011)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

AMÉRICO Vespúcio, diretamente do Além

O ARIZONA NÃO ESTAVA NO MEU MAPA

 

ESTOU tão excitado, quase não consegui dormir esta noite. Fiz uma longa reunião com minha assessoria de imprensa sobre a divulgação de minhas últimas descobertas. O cenário que estava pra lá de complicado se transformou num novo mundo de possibilidades. O problema que eu havia colocado aos assessores é que os feitos de Colombo já tinham mobilizado a grande imprensa. Ele realmente descobriu a terra prometida por Marco Polo. Eu apenas me dei conta de que tais terras eram continentais. Como transformar minhas revelações em novidade? E mais, como recolher o crédito de algo em que você só pegou uma carona e não foi protagonista? Fique tranquilo, eles disseram. Temos um plano de divulgação que deixará o seu nome em evidência por muito tempo. Américo, pode sonhar alto, seu nome não só vai entrar para a história como também para o mapa.

A partir desse momento, fiquei tão aéreo que quase não consegui mais prestar atenção no que eles diziam. Lembro apenas de ter ouvido algo sobre uma coletiva de imprensa com blogueiros e tuiteros famosos. Minha cabeça só pensava na glória prometida. Viajei na possibilidade de ter um continente e suas subdivisões batizados com meu sobremone: Vespúcia do Sul, Vespúcia Central e Vespúcia do Norte. E os inevitáveis reflexos dessa nomeação no uso cotidiano da língua.

Confesso que fui longe. Vislumbrei todo tipo de desdobramentos. Em nomes de filmes: Era uma vez na Vespúcia. Em programas de televisão: Vespucian Idol. Em cartões de crédito: Vespucian Express. Na denominação de etnias: afro-vespucianos. No futebol: Taça Libertadores da Vespúcia. Nas letras de música: eu sou apenas um rapaz latino-vespuciano... Em expressões populares: isso é bem coisa de vespuciano ou ainda: Vespúcia, terra de oportunidades. Meu delírio de grandeza só foi refreado quando visualizei um revés. Na condição de italiano que trabalhou para as coroa espanhola e portuguesa, praticamente um cidadão do mundo, não gostaria de ver meu nome associado a discursos xenófobos do tipo: A Vespúcia para os vespucianos. Se for pra isso, prefiro que o Colombo fique com a homenagem.  (Blogs do Além)

INDEPENDÊNCIA antes dos 18 anos

EMANCIPAÇÃO permite que jovens respondam por seus atos civis antes de completar a maioridade. Adolescente pode assinar contratos e viajar sozinho para o exterior


O ASSUNTO deixa muitos pais preocupados, mas você sabe em que situações vale a pena considerar a ideia de emancipar seu filho? Profissionais da área de Direito explicam que não há uma hora certa para fazer o procedimento, mas, em alguns momentos da adolescência, ele ajuda – e muito. 

“O caso típico é o do vestibulando que vem do interior a Curitiba para fazer cursinho ou começar um curso superior e, como os pais não moram aqui, eles acham mais fácil emancipá-lo para que o filho possa deixar o contrato de aluguel e da universidade em seu nome e cuidar da nova casa com mais autonomia”, afirma o vice-presidente da Associação dos Notários e Registradores do Paraná (Anoreg/PR), Angelo Volpi Neto. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

MAURO Santayana: As lições da soberba



ESTA semana, mais de um milhão e meio de pessoas marcharam, no centro de Barcelona, na Espanha, para exigir a divisão do país e a independência total da Catalunha, a mais importante das Regiões Autônomas da Espanha.

Foi o “Dia da Catalunha”. Mas a verdade é que poucas são as grandes províncias espanholas que querem continuar unidas a uma nação que enfrenta o desemprego de 25%, o maior da Europa. Um em cada quatro de seus jovens, segundo informou ontem a OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico - não estavam estudando nem trabalhando em 2008, o primeiro ano da crise.

No Brasil boa parte da população, ajudada pela programação majoritariamente estrangeira de grande parte das emissoras de televisão, incluídas as de assinatura, e outros meios de comunicação, acostumou a ver tudo que vem do chamado “Primeiro Mundo” com um misto de subserviência e admiração.

Quando aqui aportaram bancos e empresas espanholas e portuguesas, nos anos 90, pouca gente percebeu que esses países - que nos mandaram milhões de emigrantes durante os séculos XIX e XX, porque não tinham condições de lhes assegurar pão e futuro - estavam apenas vivendo momentos artificiais de prosperidade.

Ninguém se lembrou de que, para entrar na Comunidade Econômica Européia, eles haviam recebido, durante anos, bilhões de euros de ajuda dos países mais ricos.

Ninguém percebeu que eles só tinham capital para comprar nossas empresas – privatizadas, em muitos casos, apesar de serem estratégicas – porque tomavam empréstimos para participar da farra da desnacionalização da nossa economia, a pouco mais de um ou 2% ao ano. Enquanto isso, os juros, aqui, para investimento em atividades produtivas, estavam nas alturas.

Enquanto poucos enriqueciam com o euro, muitos cidadãos espanhóis, enganados pelos meios de comunicação que alimentavam essa ilusão com entusiasmo, acreditavam que a Espanha seria a oitava potência do mundo durante o século XXI, e que seu país iria entrar para o G-7, quando hoje ele sequer faz parte do G-20, e o G-7 está se transformando, paulatinamente, em uma pantomima diplomática.

A Espanha hoje tem uma dívida total de mais de três trilhões de euros (entre governo central, províncias autônomas, empresas financeiras e não financeiras), mais de 165% de dívida externa (frente a cerca de 13% do Brasil). Sua dívida interna líquida é mais do dobro da nossa. Suas reservas internacionais são 30 bilhões de dólares, quando as nossas são de 375 bilhões de dólares. Somos o terceiro maior credor individual do Tesouro dos Estados Unidos, depois da China e do Japão. Com muito esforço estamos resistindo à globalização. Não podemos fazer como a Espanha e Portugal, que expulsavam nossos cidadãos de seus aeroportos, e cair na tentação da soberba. Mas precisamos aprender a dar mais valor ao que somos e ao que fazemos, e parar de nos iludir com tudo o que vem do estrangeiro.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

RICARDO Lewandowski, mais uma vez, mata a cobra e mostra a cobra morta

A EXEMPLO do que ocorreu em relação a uma das acusações que pesa contra João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, na Ação Penal 470, vulgo "mensalão", hoje sua Excia., o ministro Ricardo Lewandowski "matou a pau", inocentando a ré Geiza Dias

Justiça é isso, gente: condenar quem tem realmente culpa no cartório e inocentar quem nada tem a ver com o peixe. Separar o joio do trigo. Ninguém precisa ser mais real que o rei, condenando a todos que estejam pela frente.

Se dependesse, porém, de sua Excia. o ministro Joaquim Barbosa, porém, essa pobre secretária, que apenas cumpria ordens ganhando de salário apenas 1.600 reais, certamente iria para a cadeia.

Quem puder acompanhar a Tevê Justiça, poderá agora acompanhar o voto do eminente ministro, que mata a cobra e mostra o pau com o qual se matou o réptil.

DEPUTADO paranaense recorre ao TJ para suspender aposentadoria de ex-governadores


Lemos recorre ao TJ para suspender pagamento de aposentadorias de ex-governadores

Professor Lemos (PT)

O DEPUTADO estadual Professor Lemos (PT) protocola, na tarde desta quarta-feira (12), no Tribunal de Justiça, ação para suspender o pagamento da aposentadoria de ex-governadores e viúvas de ex-governadores do Paraná.
 
“Estou inconformado com a resposta do governador do estado que vai manter o pagamento para quem não precisa. Isso não é pago com dinheiro do governador. É pago com dinheiro do povo. Dinheiro que poderia estar sendo aplicado em educação e segurança. O governador suspendeu as aposentadorias dos ex-governadores que cumpriram mandatos depois de 1988, qual o motivo para não suspender todas as aposentadorias? O que está errado é não suspender de todos e todas. Não dá para fazer pela metade”, comentou Lemos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

BLOGUE do Valentim há um ano: 11de setembro: por que os EUA são o alvo preferido de terroristas?

(Reproduz-se artigo do teólogo Leonardo Boff, publicado no blog de Luis Nassif)


Fez-se vingança, não justiça


Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de novembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista. Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Iraque, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade nas qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.

Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman, de Melbourne Beach da Flórida, que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã, respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente: "Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas".

Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28fev.2010 e repetida no dia 03maio2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva. Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por saúde e decência se demitiu do cargo.

Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano “As veias abertas da A.Latina” para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos “Blowback”(retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro. Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.

Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao seu esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.

Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime. Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus” determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque, com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados. Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.

Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável. "Minha é a vingança" diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos. (reblogado do Blog do Miro). 
(reedição da postagem de 06maio2011)

"UMA CHAVE importante para o sucesso é a auto-confiança. Uma chave importante para a auto-confiança é a preparação."  Arthur Ashe (BLOGUE do Valentim em 11set.2011)

ONZE de Setembro


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

STROESSNER, diretamente do Além

Continuidad


LUGO chamou seu afastamento de Golpe 2.0. Eu fico orgulhoso de meu Paraguai. Estamos sintonizados com a era digital. O próximo passo é patentear o invento: caixa automático de impeachment 30 horas. Já vejo-me palestrando no TED.

Nossa alma é inovadora. Praticamos o crowdsourcing muito antes da internet, criando versões locais para produtos de marcas famosas.

Aos que viram ameaça à democracia na deposição de Lugo, quero dizer que Federico Franco, o novo presidente, tem a Constitución ao seu lado. Constituición trabalha na casa de Franco desde que ele era menino.

Em vez de criticar, o Brasil deveria inspirar-se na velocidade de julgamento de nosso Parlamento. Isso evitaria os discursos diários de Demóstenes Torres no plenário do Senado.

A verdade seja dita: a história recente do Paraguai é marcada por golpes e contragolpes. É por isso que gosto tanto de MMA.

A matança de Curuguaty foi o estopim para a retirada de Lugo do poder. Não fosse por este triste episódio, ele cairia por outros motivos, como torcer pelo Guarani ou por estar grisalho.

Pessoalmente, não tenho nada contra o ex-bispo. Ele ajudou a repor um pouco da população que perdemos durante a Guerra do Paraguai e pela minha passagem pela Presidência.

Depois que divulgaram o vídeo em que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, aparece em um encontro com altos militares paraguaios, conspirando para tentar evitar o afastamento de Lugo, declaramos o embaixador de Caracas persona non grata e pedimos a sua saída imediata do país. Se tem algo que não se admite no Paraguai é imitação.

Eu, ao contrário do que você imagina, não o expulsaria. Sou hospitaleiro, acolhi com alegria até o Mengele.

Enfim, o Paraguai tem muito que comemorar com a saída de Lugo. Já ordenei que acelerem a produção nacional de champanhe francesa e uísque escocês 12 anos, com urgência. (Blog do Além)