sábado, 21 de dezembro de 2013

CLÁSSICOS do Valentim

Reginaldo Rossi: Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme - 1972





NESSE corpo meigo e tão pequeno
Há uma espécie de veneno
Bem gostoso de provar
Como pode haver tanto desejo
Nos seus olhos, nos seus beijos
No seu jeito de abraçar
E foi com isso que você me conquistou
Com esse jeito de menina
E esse gosto de mulher
E nada existe em você que eu não ame
Sou metade sem você
Mon Amour Meu Bem Ma Femme

domingo, 15 de dezembro de 2013

EDUARDO Ramos é o camisa 33 do Leão Azul


 O EX-JOGADOR do Paysandú Eduardo Ramos é o Camisa 33 do Leão Azul.

MORRE Peter O´Toole


OS AMANTES de cinema vestem luto, pois o lendário ator Peter O'Toole morreu hoje aos 81 anos de idade.

O artista, aclamado pela crítica, nasceu no condado de Galway, na Irlanda, e morreu hoje, após internação em hospital desde sexta-feira.

Ele deixa duas filhas - Kate e Patrícia - e um filho, Lorcan Patrick O'Toole.

Nascido na Irlanda em 1932 , Peter O'Toole foi um dos atores mais respeitados de Hollywood. A ascensão de O'Toole ao estrelato começou em 1962 , quando estrelou Lawrence em Lawrence da Arábia.

"Minha vida de ator profissional, no palco e na tela, me trouxe o apoio do público, satisfação emocional e conforto material", disse O'Toole em uma entrevista. 

Com o sucesso de Lawrence da Arábia, O'Toole se tornou uma estrela de cinema internacional. Ele obteve sua segunda indicação ao Oscar como o rei Henrique II em Becket (1964 ), no qual Richard Burton interpretou o papel título. No ano seguinte, O'Toole demonstrou seu alcance como ator em papel principal no filme Lord Jim, um drama baseado no romance de mesmo nome de Joseph Conrad.







(Luís Nassif)

É HOJE, torcida do Leão Azul!


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

CARTOLA revela esquema de suborno

VEJA matéria completa em:

http://www.futeboldonorte.com/noticias_materia.php?id=8865


A revelação do esquema de arbitragem na edição do Campeonato Brasileiro deste ano, trás a tona um novo caso do futebol nacional, com as conquistas do Paysandu nas edições da Série B do Brasileiro de 1991 e 2001 além da conquista do Paraense de 2000.
Voltamos então a edição do Jornal O Liberal, do dia 12 de novembro de 2003 na matéria “Cartola revela esquema de suborno”, para relembrar as denúncias feitas pelo ex-presidente do Paysandu, Miguel Alexandre Pinho, que falou como o esquema foi realizado para beneficiar o Papão em algumas competições.
Durante muito tempo, as pessoas suspeitavam e chegavam a comentar em mesa de bar, mas não havia confirmação. Agora é diferente. De forma surpreendente e estarrecedora, Miguel Alexandre Pinho, ex-presidente, grande benemérito e integrante da diretoria de futebol do Paysandu em vários mandatos, confirmou que o clube bicolor subornou árbitros para conquistar o Campeonato Paraense de 2000 e os brasileiros da Segunda Divisão de 1991 e 2001.
Na Série B do Brasileiro de 1991, o Papão era presidido por Asdrúbal Bentes, Miguel Pinho era o vice-presidente de futebol e Antônio Carlos Nunes de Lima, hoje presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), o diretor de futebol. Em 2000, o clube alvi-azul era presidido por Joaquim Ramos, mas quem dava as cartas no futebol profissional era o presidente do conselho deliberativo, Arthur Tourinho. Em 2001, Arthur Tourinho presidia o Papão e também comandava diretamente o futebol profissional.
Miguel Pinho disse ao colunista Carlos Ferreira, de O LIBERAL, que participou da entrevista concedida pelo cartola na Mais TV, que o árbitro envolvido no “esquema do Parazão de 2000” foi Wagner Tardelli, que dirigiu a decisão contra o Castanhal.
O cartola acrescentou ter havido esquema também para beneficiar o Paysandu no clássico contra o Remo, que precisava vencer por dois gols e ganhou por 1 x 0, mas teve um gol legítimo de Robinho anulado pelo bandeirinha que era vizinho do jogador bicolor Da Silva, em São Paulo.
O ex-presidente do Paysandu disse ainda que “ninguém é santo” no futebol, e desconhece um clube que nunca tenha se beneficiado de esquema de bastidores - suborno a árbitros, jogadores e treinadores de equipes adversárias. “Não basta você formar um time competitivo. Para ser campeão você tem que fazer esquema. E o torcedor quer saber é do título. Não interessa o que aconteceu”, justificou Miguel Pinho.
O ex-presidente do Paysandu se incluiu entre os cartolas que praticavam suborno. Ele revelou que tentou subornar Mário Fernando, ex-goleiro de Paysandu, Remo e Tuna, quando o jogador atuava por um time pequeno (Sport Belém ou Pinheirense), mas não teve êxito. Segundo Pinho, Mário Fernando não quis conversa.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CLUBE do Remo inicia a venda de ingressos para a Festa 33 no dia 15


Fenômeno Azul
O Fenômeno Azul invadirá o Olímpico no dia 15
O REMO está preparando uma grande programação para a “Festa 33″, evento alusivo ao tabu de partidas seguidas que o clube ficou sem perder para o maior rival, Paysandu, que acontece no próximo dia 15dez. (domingo), a partir das 14h, no Mangueirão. Na ocasião, serão apresentados os jogadores contratados para a temporada 2014, com grande expectativa do torcedor para o “Camisa 33″, atleta de destaque para ser um dos líderes do elenco do técnico Charles Guerreiro.


A venda de ingressos para a “Festa 33″ iniciou na manhã desta segunda-feira, na sede social do Remo, localizada na avenida Nazaré, em Belém, além das bilheterias do Baenão. Os bilhetes custam R$ 20 as arquibancadas e R$ 40 as cadeiras. De acordo com a diretoria azulina, não serão comercializados ingressos no dia do evento.


Além do amistoso entre Remo e Londrina (PR), o torcedor que comparecer ao Mangueirão assistirá shows de bandas locais, além de uma preliminar entre um time de jornalistas contra ex-jogadores de destaque na história do Leão, como Edil, Ageu e Agnaldo. Jogadores que participaram do tabu dos 33 jogos serão homenageados antes da partida.


De acordo com Stefani Henrique, diretor de marketing do Remo, a “Festa 33″ marcará o começo da temporada 2014 para o Remo. O grande destaque da programação será a apresentação do “Camisa 33″.


“Ainda estamos fechando como será a apresentação desse jogador, pode ser que seja de helicóptero, vamos ver. Mandamos confeccionar 30 mil ingressos e não esperamos menos de 25 mil torcedores no Mangueirão. Esse é um grande evento para começar 2014, mostrando um time que promete ser campeão nas competições que disputar e, em especial, vai lutar pela vaga na Série D do Brasileiro”, declarou. 
(REMO 100%, Belém - PA, Brasil)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

MEU CELULAR, minha vida!

Por Frei Betto, no sítio da Adital:
 

HÁ UMA nova doença nos anais da medicina: a nomofobia, o medo de ficar sem celular. O termo foi cunhado no Reino Unido, e deriva de "no mobile phobia”. O fato é óbvio: para qualquer lugar que se olhe, as pessoas estão atentas ao celular – rua, restaurante, local de trabalho, ônibus, metrô, escola, e até igreja.

Não sem razão, a revista Forbes considerou o mexicano Carlos Slim, em 2013, pela quarta vez consecutiva, o homem mais rico do mundo, com uma fortuna calculada em 73 bilhões de dólares. Com negócios na área de comunicação em vários países, no Brasil ele controla a Globopar (Net), a Claro e a Embratel.

O Brasil é o 60º país do mundo mais conectado por celular, e o 4º a dar mais lucros às empresas de telefonia. O brasileiro gasta, em média, 7,3% de sua renda mensal com o uso do telefone móvel. Em julho deste ano, nosso país dispunha de 267 milhões de aparelhos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

HÁ EXATOS 42 anos...

O gigante Alcino fez a diferença naquela decisão de 1971
HÁ EXATOS 42 anos, o mais querido do Norte enchia o seu torcedor de orgulho e sagrava-se campeão do Norte e Nordeste do ano de 1971.

Uma tarde maravilhosa, após empatar no Lourival Barista por 0 x 0 com a surpreendente Itabaiana, o Leão decidiria o título da competição dentro de casa. a data era 08dez.1971, uma quarta feira.

sábado, 7 de dezembro de 2013

NELSON Mandela

*1918, +2013. Que Deus o tenha em Sua glória!

“Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele”.
Nelson Mandela



(Homenagem do Blog do Gerson Nogueira, Belém - PA, Brasil, com o qual compartilho)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

REPÚBLICA do Pó mostrando poder




Juiz estadual recusa-se a assumir o caso, federal questiona se não é competência da Justiça Militar, e prisão em flagrante é transformada em preventiva


ENQUANTO a sociedade aguarda uma resposta das autoridades, apresentando os verdadeiros responsáveis pelo tráfico de 450 quilos de cocaína utilizando o helicóptero da família Perrella, as autoridades do Poder Judiciário estadual e federal do Espírito Santo recusam-se a assumir suas funções, utilizando justificativas que não convencem. 

sábado, 30 de novembro de 2013

O REMO do Brasileirão de 1972

Clube do Remo pelo Brasileirão em 1972.
Clube do Remo pelo Brasileirão de 1972

A IMPRENSA e o suposto caso de narcotráfico



A IMPRENSA está sendo acusada de minimizar um suposto caso de tráfico internacional que supostamente envolveria parlamentares oposicionistas supostamente ligados a Aécio Neves. Até o insuspeito Zé Simão entrou na onda acusatória:
“se o helicóptero fosse de alguém do PT, seria abertura do Jornal Nacional”. Rarará!”

Pesquisei o assunto com cuidado e posso garantir aos meus leitores que trata-se do mais absoluto trololó. Vamos aos fatos: Gustavo Perrella, deputado estadual mineiro pelo Solidariedade e filho do senador Zezé Perrella, foi traído por um de seus melhores funcionários. Infelizmente, o empregado abusou da confiança – e vocês sabem como está complicada essa gente hoje em dia! – e foi flagrado usando o helicóptero particular de Perrella para transportar quase meia tonelada de pasta de cocaína.
A confiança que o deputado depositava no piloto era tanta que chegou a lhe empregar numa das empresas da família, além de indicá-lo para um cargo na Assembleia Legislativa de Minas. Lá ele ganhava um salário e uma ajuda de custo pra encher o tanque do possante voador de Perrelinha.
O deputado mineiro foi tão surpreendido com a barbaridade que estava sendo cometida em sua aeronave, que imediatamente acusou o piloto de outro crime: o roubo do helicóptero. Diante do desmentido do funcionário, Perrela subitamente lembrou que havia autorizado aquela viagem através de duas mensagens de celular, e então mudou sua versão. Admitiu que a aeronave não tinha sido roubada e confirmou a liberação do transporte de “insumos agrícolas”.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

PAYSANDÚ terá de vencer por 6 a 0 para permanecer na Série B

Além disso, Atlético Goianiense e Guaratinguetá terão de empatar. Ocorre que o Paysandú nunca venceu por 6 a 0 no Brasileirão


Desde o campeonato foi fundado, o Bicola foi derrotado por três vezes com este placar



QUANDO o presidente do Paysandu, Vandick Lima, declarou, logo após a derrota para o Bragantino (SP) no sábado (23), que não dava para 'iludir o torcedor' com uma possibilidade de salvar o clube do rebaixamento, o retrospecto alviceleste no campeonato brasileiro pode ter sido analisado. Isto porque, para evitar a queda à Série C de 2014, o Papão teria de torcer por um empate entre Atlético Goianiense e Guaratinguetá e ainda construir uma goleada histórica de 6 a 0 sobre o Sport, na Ilha do Retiro, em Recife (PE).

Yago Pikachú, desolado pela derrota do Paysandú perante o Bragantino em Belém

Não por acaso esta goleada seria histórica. Desde quando o campeonato brasileiro começou com este nome (a partir de 1971), o Paysandú só não participou da competição em três edições - 1972, 1984 e 1988 - e, em todas as outras 41, o Clube de Suísso nunca conseguiu construir um placar tão elástico.

A maior goleada do Paysandu pelo campeonato brasileiro aconteceu no dia 3 de agosto de 2003, na 23ª rodada da Série A do campeonato brasileiro, com um 6 a 1 sobre o Guarani, mas, ainda assim, foi dentro de casa, no Mangueirão, em Belém. Longe da capital paraense, o melhor resultado alviceleste foi o 6 a 2 sobre a Portuguesa (SP), no dia 30 de maio de 2006, pela nona rodada da Série B, no Canindé (SP).

Um resultado por 6 a 0 só aconteceu em jogos do Paysandu em três oportunidades, só que com o time paraense sendo derrotado. O primeiro foi ainda no dia 17 de julho de 1974 para o Flamengo, no estádio Teixeira de Castro (RJ); o segundo foi diante do Figueirense, no Orlando Scarpelli, em 2 de novembro de 2003, e o último aconteceu na Vila Belmiro, para o Santos, no dia 1 de agosto de 2004.

NA MÍDIA brasileira a história dos 450 Kg de cocaína no helicóptero dos Perrela virou pó

Helicóptero do pó voava movido a dinheiro público

BLOG DO SARAIVA


DEPUTADO e 450 quilos de cocaína. Será esse um fato tão comum que não merece tanto destaque? Principalmente se vier a se levar em consideração que este deputado é filho de um senador aliadíssimo de um candidato a presidente da República?

Estamos falando dos Perrellas e do presidente do PSDB, Aécio Neves. Aliados políticos históricos.

Mas vamos lá. Vamos imaginar que um dos filhos de Marta Suplicy fosse deputado. E um helicóptero dele fosse apreendido pela PF com 450 quilos de cocaína. Você acha que este fato teria a mesma cobertura discreta e cuidadosa que o dos Perrellas está tendo? Você acha que o Uol daria apenas registros aqui e ali do caso? Ou acha que a casa da atual ministra teria filas de repórteres tentando pular o muro para falar com ela?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CLÁSSICOS do Valentim

Sílvia Letícia - José Roberto, 1972



OS MAIORES embusteiros do mundo

Os maiores picaretas da história. Estão faltando mais uns 6!


Paula Sato



1. O homem que vendeu a Torre Eiffel


ERA1925. O austríaco Victor Lustig estava vagabundeando em Paris quando leu no jornal:

 "PREFEITURA TEM DIFICULDADES PARA MANTER A TORRE EIFFEL".

Foi o suficiente para atiçar sua malandragem. Lustig se passou por oficial do governo francês e foi atrás de empresários que mexiam com ferro-velho. Arranjou 6. E chamou a turma para uma reunião num hotel de luxo. “Como os senhores já devem ter lido, Paris não tem mais como bancar a Torre”, disse. “A saída é uma só: demolir aquelas 8 mil toneladas de metal e vender como sucata.” Ele chegou a alugar uma limusine para levar os homens para uma “visita de inspeção” ao monumento. Depois, chamou de canto o empresário que ele achou mais ingênuo e insinuou: “Se rolar uma comissãozinha, posso facilitar as coisas para o senhor”. Não teve erro: o homem subornou o “oficial” Lustig e levou a torre. Antes que o comprador percebesse o cha-péu, Lustig já estava em um trem com o dinheiro. O lesado, por sinal, não teve coragem de dar queixa na polícia. Afinal, seria o maior vexame se todo mundo soubesse que ele tinha acabado de subornar um trambiqueiro... Pois é. Lustig era mestre porque sabia enganar malandros. E que malandros. Certa vez, o golpista procurou ninguém menos que Al Capone, oferecendo um esquema para fazer o dinheiro dele dobrar em dois meses com uns investimentos. O mafioso lhe deu 50 mil dólares, junto com uma descrição do que lhe aconteceria se o enganasse. Aí Lustig simplesmente guardou tudo em um cofre. E dois meses depois, devolveu tudo para Capone, pedindo desculpas e contando que o esquema de investimentos tinha falhado. Grato por Lustig ter sido tão honesto, Capone lhe deu 5 mil dólares como prêmio. E era o tal do prêmio que Lustig esperava desde o começo. Outro golpe que ele aplicava em golpistas era vender máquinas de falsificar dinheiro. Falsas. Ele escolhia um bandido e contava que tinha um aparelho fantástico, capaz de copiar notas. “Só que leva 6 horas para que o trabalho fique ok”, dizia. O picareta, então, colocava uma nota de 100 dólares na máquina para demonstração. Seis horas depois, saía uma “cópia” perfeita (Lustig colocava duas cédulas verdadeiras lá dentro antes, claro). Depois de embolsar o dinheiro pela máquina, ele ia embora. E o comprador só percebia o engodo depois de 6 horas... Em 1934, finalmente, a carreira dele acabou. Lustig foi preso e mandado para Alcatraz, onde fez companhia ao amigo Capone.

2. O piloto, o médico e o advogado


A HISTÓRIA de Frank W. Abagnale ficou famosa depois de ser contada na autobiografia Prenda-me se For Capaz, adaptada para o cinema por Steven Spielberg em 2002. Pudera: se fosse um roteiro de ficção, pareceria exagerado. Em 5 anos, um jovem nova-iorquino de classe média fingiu ser piloto de avião, médico, advogado e professor. Passou cheques falsos em quase todos os estados americanos e em mais de 10 países. E fez uma fortuna de milhões de dólares. Frank começou a carreira aos 16 anos, quando passou mais de 3 mil dólares em cheques sem fundos do pai dele em postos de gasolina. Pouco tempo depois, virou profissional no ramo. Passou a abrir contas com documentos falsos e a imprimir seus próprios cheques frios. Para levantar menos suspeitas na hora de sacar dinheiro, fingiu ter uma das profissões que mais davam status nos anos 60: piloto de avião.

Com um uniforme, uma carteirinha da Pan Am e um brevê, tudo falsificado, também aproveitou para viajar e se hospedar de graça pelo país inteiro, deixando um bolo de cheques falsos em cada cidade por que passava. Depois de quase ter seu disfarce de piloto descoberto, Frank decidiu que era hora de mudar de trabalho e morou por uns tempos em Atlanta dizendo ser médico. Com um diploma falso, o “doutor” arranjou um emprego e passou um ano trabalhando como supervisor de pediatria num hospital. Depois, Frank mudou-se de novo e inventou que era formado em direito. Falsificou um diploma (de Harvard) e logo ficou sabendo que o procurador- geral do estado da Louisiana estava precisando de um assistente. Para conseguir o emprego, ele precisaria passar por uma prova da ordem dos advogados. Atraído pelo desafio, Frank estudou e, na terceira tentativa, conseguiu passar no exame. Sem nem mesmo ter terminado o 2o grau, o farsante tinha uma carteira de advogado e um emprego na promotoria pública. Nove meses depois, largou o direito e, após constatar quantas garotas bonitas havia no campus de uma universidade, resolveu frequentar uma. Só que, em vez de se matricular como aluno, Frank foi como professor. Falsificar mais um diploma e algumas credenciais foi fácil. Dizendo que era formado em sociologia pela Universidade Columbia, deu aulas durante um semestre. Sem levantar suspeitas. Assim que deixou a universidade, Frank voltou para a vida de estelionatário e, depois de ser perseguido exaustivamente pela polícia, acabou preso em 1970.

Com menos de 21 anos, Frank já tinha acumulado mais de 500 mil dólares (o que hoje daria 3 milhões de verdinhas). O figura passou 5 anos na cadeia. E acabou solto com a condição de ajudar o governo a prevenir fraudes com documentos. Hoje, aos 58 anos, Abagnale tem uma empresa dedicada a essa tarefa. E continua faturando alto.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

CLÁSSICOS do Valentim

Contigo ao Sol - Bob Lin, 1966




QUINTINO, o gatilheiro

Quintino o mito do reinado de um “Gatilheiro”

Foto: Quintino virou mito e em crônica contaremos agora o resumo de seu reinado de “Gatilheiro”:


Quintino da Silva Lira ou Armando Oliveira da Silva eram o mesmo homem e até o início dos anos 1980 não passava de um simples agricultor na localidade de Pau-de-Remo, então Município de Ourém. Porém, a situação imposta pelos sistemas de governo apresentadas no Brasil, com injustiças sociais aflorando por toda parte, fez aquele pacato colono tornar-se um dos mais temidos fora-da-lei do norte do país.

As injustiças na distribuição de terras geraram conflitos ao ponto de Quintino perder companheiros de forma covarde, motivando-o a arregaçar as mangas e tomar uma brava atitude de liderar um grupo de colonos rebelados contra o injusto sistema, indo literalmente a luta com armas nas mãos.

Quintino que foi comparado à Robin Hood, Zumbi, Antonio Conselheiro e “Lampião” desta nova era, quis evitar tais comparações, se auto-intitulando de “Gatilheiro”, uma nova expressão para um novo herói do campo.

Ele na verdade teria matado, revidado, roubado e chantageado, porém não como sua fama mostrou. Sempre houve exageros, e também é verdade que se criou o mito de que ele teria parte com o diabo, usando técnicas que lhe permitiam desaparecer aos olhos de seus perseguidores, como se transformando num toco, cão ou outro animal qualquer. Na verdade, Quintino não virava nada e sim sabia se virar nas adversidades com muita sabedoria, mostrando-se um excelente líder estrategista. Era muito bem informado de todos os passos da polícia e de qualquer outro perseguidor.

O que ele fez podia até não estar certo, porém mesmo inconscientemente, Quintino conseguiu coisas que nossos governos e nossa justiça nunca ousariam solucionar, como por exemplo, a reforma agrária.

Mesmo procurado nos quatro cantos pelas tropas do coronel PM Cleto, comandante das tropas na região, que se embrenharam nas matas tendo a frente o capitão PM Cordovil, época em que era governador do Estado do Pará, Jader Fontenelle Barbalho, Quintino desapropriou terras, assentou “sem-terras”, resolveu conflitos como se fora um Juiz de Paz e até casamentos realizou, causando temor e admiração ao mesmo tempo.

Quem o conheceu na intimidade impressionou-se com aquele mortal, dotado de uma obstinação invejável, em busca de um ideal comum com sua gente: a justiça propriamente dita.

Foram aproximadamente quatro anos de reinado em mata fechada, período-referência em que muitas autoridades nada fazem para atenuar o sofrimento do povo do campo, e mesmo assim relacionava-se com as mesmas, com fazendeiros e comerciantes na medida em que a regra era ditada. Quem veio para conversar, teve conversa. Quem foi para guerrear, teve guerra. Quem se chegou para traí-lo, conseguiu, pois o “Gatilheiro” era também um poço de ingenuidade, e tombou para sempre no ritmo do pipocar das armas da polícia militar.

Quintino foi e sempre será o que as pessoas quiserem dele achar, pois de tudo tinha um pouco, e pode ter sido um herói, bandoleiro, justiceiro, cangaceiro, gatilheiro, Robin Hood, Zumbi, Antonio Conselheiro, “Lampião”, um toco ou um cão, o diabo... Dependendo do ângulo ou dimensão que se queira dar ao seu papel na história, porém uma coisa deve ser dita sem pestanejar: Quintino foi uma das figuras mais importante neste final de século e milênio, trazendo para discussão assuntos e temas outrora esquecidos ou engavetados pelas autoridades. Descansa em paz, “Gatilheiro! (crônica de Arlindo Matos, escrita em setembro de 1997 para o jornal “Informativo Popular” de Capitão Poço, e que por tanto sucesso foi repetida no jornal “Folha do Gurupi”, de Viseu, em novembro do mesmo ano).

(Arlindo Matos – Oureana de Além-mar, Ourém terra de Moura-02/07/2007)
Quintino, o justiceiro do Pará

QUINTINO da Silva Lira ou Armando Oliveira da Silva eram o mesmo homem e até o início dos anos 1980 não passava de um simples agricultor na localidade de Pau-de-Remo, então Município de Ourém.

Porém, a situação imposta pelos sistemas de governo apresentadas no Brasil, com injustiças sociais aflorando por toda parte, fez aquele pacato colono tornar-se um dos mais temidos fora-da-lei do norte do país.

domingo, 24 de novembro de 2013

SOBRE os 33 jogos em que o Remo não perdeu para seu rival, o Paysandú

Diga 33, torcida azulina!

Fenômeno Azul
 SE VOCÊ, caro leitor, não acompanha o futebol paraense desde a década de 1990, dificilmente vai entender com riqueza de detalhes o que motivou a atual diretoria do Clube do Remo a lançar a camisa promocional número 33. No entanto, na era da internet, não há assunto que não seja conhecido, exceto, é claro, no que diz respeito a quem fez parte do momento, pois sempre há uma nova emoção a contar.
Com o tricampeonato em 1989-90-91, o Leão Azul já ensaiava a hegemonia no futebol paraense, mas fora interrompido com o título estadual de 1992, conquistado pelo Paysandu, que na esfera nacional ainda havia faturado o título da Série B no ano anterior.
A rivalidade fervilhava, mas quis o destino que o time iluminado nos anos seguintes fosse o Leão de Antônio Baena, que viveu longos dias de glória diante do maior rival.
O tabu histórico, período de cinco anos em que o Clube do Remo passou sem perder para o rival, começou no dia 31jan.1993 e terminou em 07maio1997. No início, o time era dirigido por Varlei de Carvalho e, no último jogo, os jogadores Agnaldo e Belterra dividiam o comando técnico. Os dois, aliás, são registros vivos e jogaram ao lado de tantos outros craques, como Luciano Viana, Alex, Tarcísio, Luis Müller, Clemer… O tabu virou um carma na vida dos bicolores, que ficaram angustiados com o jejum de vitórias.
A agonia rival só teve fim em 1997, com um 2 a 0 comemorado em toda cidade, tal como um título. Depois de 33 jogos, sendo 21 vitórias e 12 empates, o maior tabu do futebol paraense saía de campo e entrava na história, com a ajuda de craques e técnicos, como Givanildo Oliveira, Mario Felipe Perez (Tata), Waldemar Carabina, Hélio dos Anjos, entre outros. Até hoje, quando os rivais se encontram, é possível ouvir a contagem remista nas arquibancadas…

Torcedores se emocionam para falar de tabu

Alguns personagens deste importante registro do futebol paraense se emocionam até hoje ao falar do tabu. Não é difícil entender, afinal de contas, não foram cinco jogos ou cinco meses, foram quase cinco anos (quatro anos, seis meses e vinte e quatro dias) sem saber o que era perder para um adversário do mesmo quilate, transformando a capital paraense num mar de gozações a cada partida.

sábado, 23 de novembro de 2013

AS FILHAS que ficam solteiras para não perderem a pensão

As pensões a filhas solteiras de funcionários públicos consomem por ano R$ 4,35 bilhões do contribuinte. E muitas já se casaram, tiveram filhos, mas ainda recebem os benefícios


FELICIDADE O casamento de Márcia Brandão Couto. Ela se manteve solteira no civil para seguir recebendo  R$ 43 mil por mês do Estado (Foto: Arq. pessoal)
ERA um sábado nublado. No dia 10 de novembro de 1990, a dentista Márcia Machado Brandão Couto cobriu-se de véu, grinalda e vestido de noiva branco com mangas bufantes para se unir a João Batista Vasconcelos. A celebração ocorreu na igreja Nossa Senhora do Brasil, no bucólico bairro carioca da Urca. A recepção, num clube próximo dali, reuniu 200 convidados. No ano seguinte, o casal teve seu primeiro filho. O segundo menino nasceu em 1993. Para os convidados do casamento, sua família e a Igreja Católica, Márcia era desde então uma mulher casada. Para o Estado do Rio de Janeiro, não. Até hoje, Márcia Machado Brandão Couto recebe do Estado duas pensões como “filha solteira maior”, no total de R$ 43 mil mensais. Um dos benefícios é pago pela Rioprevidência, o órgão previdenciário fluminense. O outro vem do Fundo Especial do Tribunal de Justiça. A razão dos pagamentos? Márcia é filha do desembargador José Erasmo Couto, que morreu oito anos antes da festa de casamento na Urca.

Os vultosos benefícios de Márcia chegaram a ser cancelados por uma juíza, a pedido da Rioprevidência. Ela conseguiu recuperá-los no Tribunal de Justiça do Rio, onde seu pai atuou por muitos anos. O excêntrico caso está longe de ser exceção no país. Um levantamento inédito feito por ÉPOCA revela que pensões para filhas solteiras de funcionários públicos mortos custam ao menos R$ 4,35 bilhões por ano à União e aos Estados brasileiros. Esse valor, correspondente a 139.402 mulheres, supera o orçamento anual de 20 capitais do país – como Salvador, Bahia, e Recife, Pernambuco. Ao longo de três meses, ÉPOCA consultou o Ministério do Planejamento e os órgãos de Previdência estaduais para apurar os valores pagos, o número de pensionistas e a legislação. Ao menos 14 Estados confirmaram pagar rendimentos remanescentes para filhas solteiras, embora todos já tenham mudado a lei para que não haja novos benefícios.

Hoje, as pensões por morte são dadas a filhos de ambos os sexos até a maioridade e, por vezes, até os 24 anos, se frequentarem faculdade. Santa Catarina, Amapá, Roraima, Tocantins e Mato Grosso do Sul informaram não ter mais nenhum caso. Distrito Federal, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Rondônia e Piauí deram informações incompletas ou não forneceram a quantidade de pensionistas e o valor gasto. ÉPOCA não conseguiu contato com a Paraíba. É provável, portanto, que os números sejam superiores aos 139.402 apurados e aos R$ 4,35 bilhões.
 
NO EXTERIOR Tereza Gavinho com sua família em Roma (no alto) e na Disney (acima).  Ela nega ter vivido com o pai dos três filhos (Foto: Arq. pessoal)
Oriunda de uma época em que as mulheres não trabalhavam e dependiam do pai ou do marido, a pensão para filhas solteiras maiores de 21 anos pretendia não deixar desassistidas filhas de servidores mortos. Hoje, a medida dá margem a situações como a de Márcia e a diversas fraudes. Para ter o direito, a mulher não pode se casar ou viver em união estável. Para driblar a lei e seguir recebendo os benefícios, muitas se casam na prática. Moram com o marido, têm filhos, mas não registram a união oficialmente. O governo federal concentra 76.336 casos. Isso corresponde a 55% dos benefícios do país, só entre filhas de servidores civis mortos até dezembro de 1990. Os militares da União descontam mensalmente 1,5% do salário para deixar pensão para as filhas. O custo anual aos cofres federais é de R$ 2,8 bilhões. Segundo o Ministério do Planejamento, trata-se de direito adquirido. O total diminuiu 12% desde 2008. Houve 3.131 mortes, 1.555 mudanças de estado civil, e 1.106 assumiram cargo público – pela lei federal, motivo de perda. As “renúncias espontâneas” foram apenas 518. O governo afirma que “as exclusões decorrem do trabalho de qualificação contínua da base de dados de pessoal” e que a busca por inconsistências na folha é permanente. A partir de 2014, a Pasta centralizará a lista de pensionistas filhas solteiras, hoje dispersas.

Quanto custam as “filhas solteiras” (Foto: ÉPOCA)

O Rio de Janeiro, antiga capital do país, é o Estado com mais casos: 30.239, a um custo anual de R$ 567 milhões, um terço dos benefícios da Rioprevidência. Em São Paulo, 15.551 mulheres consomem R$ 451,7 milhões por ano. As pensões paulistas custam, em média, R$ 2.234, quase o dobro das fluminenses. Valem para mortes até 1992 para civis (4.643), e até 1998 para militares estaduais (10.908). Segundo a São Paulo Previdência (SPPrev), há recadastramento anual obrigatório para identificar irregularidades. “Pensionistas que mantêm união estável e não a informam à autarquia praticam fraude, estão sujeitas à perda do benefício e a procedimentos administrativos e podem ter de ressarcir os valores”, informou a SPPrev.


Uma das pensões polêmicas pagas por São Paulo, a contragosto, vai para a atriz Maitê Proença. Seu pai, o procurador de Justiça Eduardo Gallo, morreu em 1989. Maitê recebe cerca de R$ 13 mil, metade da pensão, dividida com a viúva. Em 1990, Maitê teve a filha Maria Proença Marinho, com o empresário Paulo Marinho, com quem teve um relacionamento por 12 anos, não registrado. A SPPrev cortara o benefício, sob a alegação de que a atriz vivera em união estável. Maitê recorreu, obteve sentenças favoráveis em primeiro grau e no Tribunal de Justiça. Mantém a pensão, ainda em disputa. Segundo seu advogado, Rafael Campos, Maitê “nunca foi casada nem teve união estável” com Marinho, e a revisão do ato de concessão da pensão já estava prescrita quando houve o corte. “O poder público não pode rever seus atos a qualquer momento, senão viveremos numa profunda insegurança jurídica”, diz.

O Rio Grande do Sul paga 11.842 pensões para filhas solteiras, ao custo de R$ 319,5 milhões, média de R$ 2.075 mensais cada. Depois, vêm Paraná (1.703 e R$ 92,5 milhões anuais); Minas Gerais, com 2.314 casos, e gastos de R$ 67 milhões por ano; Sergipe (571, R$ 19,3 milhões), Pará (276), Mato Grosso (198), Bahia (163), Acre (123), Amazonas (31), Maranhão (21), Pernambuco e Espírito Santo (ambos com 17 cada).

O Maranhão paga as maiores pensões entre os Estados brasileiros – R$ 12.084 mensais, em média. Segundo o órgão previdenciário maranhense, todas são pagas a filhas de magistrados e integrantes do Tribunal de Contas do Estado. Amazonas, com benefícios médios de R$ 7.755, e Acre, com R$ 6.798, aparecem em seguida. Por todo o país, há mulheres com três ou quatro filhos do mesmo homem que dizem jamais ter vivido em união estável. “Tenho sete filhos com o mesmo pai, mas só namorava”, diz uma pensionista do Rio. Situação semelhante é vivida pela advogada Tereza Cristina Gavinho, filha de delegado de polícia (salário aproximado de R$ 20 mil), cuja pensão foi cortada, mas devolvida após decisão da Justiça. De acordo com a Rioprevidência, há “sérios indícios de omissão dolosa do casamento/convivência marital com o sr. Marcelo Britto Ferreira, com o qual tem três filhos!!!”. Tereza nega ter vivido com ele. Algumas explicações são curiosas. “O pai dos meus filhos é meu vizinho e é casado”, diz uma mulher no Rio. “Não posso ter união estável porque sou homossexual”, afirma outra. A maioria das fraudes é constatada após denúncias de parentes, geralmente por vingança. “A parte mais sensível do ser humano é o bolso, e aí não tem fraternidade nem relação maternal”, afirma Gustavo Barbosa, presidente da Rioprevidência.

A dentista Márcia, alvo de uma ação popular que inclui fotos de seu casamento, nega ter se casado. Numa ação para obter pensão alimentícia para os filhos, afirma, porém, que “viveu maritalmente com João Batista, sobrevindo dessa relação a concepção dos suplicantes (filhos)”. Seu advogado, José Roberto de Castro Neves, diz que a cerimônia religiosa foi “como um teatro, ela era de uma família tradicional, mãe religiosa e pai desembargador, então ela fez essa mise-en-scène”. Márcia não trabalha como dentista. Vive dos benefícios. Para a Procuradoria-Geral do Rio, tal pensão gera “parasitismo social” – por contar com a pensão, o cidadão deixa de produzir para a sociedade. Em 2011, o Rio passou a exigir a assinatura de termo em que as pensionistas declaram, “sob as penas da lei”, se vivem ou viveram “desde a habilitação como pensionista, em relação de matrimônio ou de união estável com cônjuge ou companheiro”. A Rioprevidência hoje corta a pensão de quem reconhece casamento, recusa-se a assinar ou falta, após processo administrativo. A partir da medida, 3.140 pensões foram canceladas, uma economia anual de R$ 100 milhões.

Até os advogados de Márcia e Maitê reconhecem a necessidade de combater irregularidades e abusos. “O risco é tratar os casos sem analisar as peculiaridades. Evidentemente, há abusos que devem ser coibidos”, diz Castro Neves, advogado de Márcia. O maior risco, na verdade, é o Brasil seguir como um país de privilégios mantidos pelo contribuinte. (Época)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

UMA GRANDE vitória pessoal nestes meus 53 novembros

Na noite de 15 de maio de 2001, este humilde escriba recebia das mãos do Tenente-Brigadeiro Osíris, então Diretor-geral do Departamento de Ensino da Aeronáutica, o diploma de conclusão do Estágio de Adaptação ao Oficialato, consequentemente, sendo declarado 2º Tenente da Aeronáutica.



Cumprimentando as autoridades da mesa, após receber certificados e prêmios, por ter concluído o estágio em primeiro lugar de uma turma de 100 alunos...




... Na manhã do dia seguinte, 16 de maio, na qualidade de 01, foi-me dada a honra de, juntamente com meu falecido pai, Sr. Manoel Valentim Moreira, descerrar a placa alusiva à turma "Amazônia do Brasil"...

MAURO Santayana: A volta de Jango

A RECEPÇÃO do corpo do Presidente João Goulart, em Brasília, esta semana, com honras de chefe de Estado, é um importante passo para a consolidação e o fortalecimento da democracia em nosso país. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CONSCIÊNCIA Negra

Por que me tornei a favor das cotas para negros


O escritor e Juiz Federal William Douglas

ROBERTO Lyra, Promotor de Justiça, um dos autores do Código Penal de 1940, ao lado de Alcântara Machado e Nelson Hungria, recomendava aos colegas de Ministério Público que “antes de se pedir a prisão de alguém deveria se passar um dia na cadeia”. Gênio, visionário e à frente de seu tempo, Lyra informava que apenas a experiência viva permite compreender bem uma situação.

Quem procurar meus artigos, verá que no início era contra as cotas para negros, defendendo – com boas razões, eu creio – que seria mais razoável e menos complicado reservá-las apenas para os oriundos de escolas públicas. Escrevo hoje para dizer que não penso mais assim. As cotas para negros também devem existir. E digo mais: a urgência de sua consolidação e aperfeiçoamento é extraordinária.

Embora juiz federal, não me valerei de argumentos jurídicos. A Constituição da República é pródiga em planos de igualdade, de correção de injustiças, de construção de uma sociedade mais justa. Quem quiser, nela encontrará todos os fundamentos que precisa. A Constituição de 1988 pode ser usada como se queira, mas me parece evidente que a sua intenção é, de fato, tornar esse país melhor e mais decente. Desde sempre as leis reservaram privilégios para os abastados, não sendo de se exasperarem as classes dominantes se, umas poucas vezes ao menos, sesmarias, capitanias hereditárias, cartórios e financiamentos se dirigirem aos mais necessitados.

CONSCIÊNCIA Negra


Luiz Paulo, Barbosa e a Consciência Negra

Luiz Paulo e Barbosa: a violação da presunção de inocência enche a cadeia de negros

O RACISMO age das formas mais cruéis que podem existir. Lembro-me quando estudante de nível médio de uma das melhores escolas da rede particular de Salvador. Negros na minha turma somavam três, em um universo de 45 alunos. Era difícil conviver com o racismo velado pela elite que compunha aquele quadro de alunos. Ouvia algumas falas que me causavam indignação, a qual eu mesmo cuidava de reprimir, em um silencio que calava e ocultava muito mais do que a minha voz; aquele silêncio abafava a minha dignidade.

CONSCIÊNCIA Negra

Darcy Ribeiro e o racismo no Brasil

Por Cynara Menezes, no blog Socialista Morena:
Uma das maiores balelas do discurso anti-cotas no Brasil é que as políticas de ação afirmativa não se justificam porque “todos são iguais perante à lei”. Iguais como, se uns saíram na frente, com séculos de vantagem, em relação ao outro? As cotas vieram justamente para ser uma ponte sobre o fosso histórico entre negros e brancos. Para dar aos negros condições de alcançarem mais rápido esta “igualdade” que alguns insistem que já existe.


Ninguém melhor do que o antropólogo Darcy Ribeiro, grande inspirador deste blog, para explicar como esta “igualdade” de condição nada mais é do que uma falácia por parte de quem, no fundo, deseja perpetuar as desigualdades raciais em nosso país. Os trechos que selecionei são do livro O Povo Brasileiro (Companhia das Letras), cuja leitura recomendo fortemente. Deveria ser obrigatório em todas as escolas. Atentem para um detalhe: reconheçam no texto de Darcy os futuros meninos de rua. (Leia também o texto que postei ano passado, aqui.)

E viva o Dia da Consciência Negra!

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Por Darcy Ribeiro

CLASSE E RAÇA


A distância social mais espantosa no Brasil é a que separa e opõe os pobres dos ricos. A ela se soma, porém, a discriminação que pesa sobre negros, mulatos e índios, sobretudo os primeiros.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

UMA das 30 imagens mais impactantes


Filho corre para cumprimentar o pai antes de ir para a Segunda Guerra Mundial.

O MONSTRO da caixa de comentários




EM PRIMEIRO lugar, peço desculpas aos leitores e à minha família pela publicação deste texto, que por certo chocará a todas as pessoas sãs que o lerem. Refleti muito antes de escrever sobre o assunto. Cheguei a pensar em não fazê-lo, mas a linha de pensamento que adotei me fez mudar de ideia. Devo à sociedade fazer a denúncia da aberração em tela.

Acompanhe meu raciocínio, leitor: o que você faria se soubesse que uma pessoa perigosa frequenta um local que você também frequente? Você vê essa pessoa praticando alguma perversão criminosa e fotografa ou filma. Contudo, devido a serem cenas muito fortes iria se abster de divulgá-las?

Você tem dois caminhos: um, entregar a prova do crime à polícia sem divulgar nada à coletividade, de forma que as autoridades que cuidem do pervertido; dois, além de denunciar às autoridades você também faz uma denúncia pública para que a sociedade, chocada, cobre do Estado medidas duras contra crimes dessa natureza.

PAULO Henrique Amorim: Uma imagem vale mais que mil palavras

Dirceu e Genoíno são combatentes de longa luta.
(Paulo Henrique Amorim)

sábado, 16 de novembro de 2013

ATACANTE chama torcida do próprio time de "Torcida de merda"



 
 
 

PROJETO de Lei isenta diabéticos de pagarem imposto de renda

Senado aprova isenção de Imposto de Renda para diabéticos

                  

PESSOAS diabéticas ou com fibrose cística podem ficar isentas de pagar Imposto de Renda sobre ganhos de aposentadoria ou da reforma, no caso dos militares É o que estabelece projeto (PLS 390/08) de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Agora, o texto será encaminhado à Câmara dos Deputados, já que foi aprovado pela CAE em decisão terminativa. O relatório, com recomendação pela aprovação, foi preparado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ).

Na prática, o texto altera a legislação do Imposto de Renda para incluir o diabetes melito e a fibrose cística entre as doenças que garantem a isenção.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

EDUARDO Guimarães: Os quatro P

Preto, pobre, prostituta e petista


É este o milionário corrupto que a "Justiça" brasileira mandou para a cadeia

“Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações”
 Vai Passar (Chico Buarque)


O BRASIL amanheceu pior do que ontem. A partir de agora, torna-se oficial o que, até então, era uma tenebrosa possibilidade: cidadãos brasileiros estão sendo privados de suas liberdades individuais apenas pelas ideologias político-partidárias que acalentam.

A “pátria mãe tão distraída” foi “subtraída em tenebrosas transações” entre grupos políticos partidários e de comunicação e juízes politiqueiros.

Na foto que ilustra este texto, o leitor pode conferir o único patrimônio de um político que foi condenado pelos crimes de “corrupção ativa e formação de quadrilha” pelo Supremo Tribunal Federal em 9 de outubro de 2012.