sábado, 30 de março de 2013

O empréstimo (Machado de Assis)

NA FALTA do que postar, de própria lavra ou copiado, ocorreu-me aqui e agora lançar mão de um conto de Machado de Assis, esse grande escritor, que é na minha opinião e na de muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos, mestre em desvendar os meandros da alma humana, nos seus aspectos mais vorazes e mesquinhos. 

Outro dia li sobre um sujeito curioso, besbilhoteiro, um fofoqueiro, como se diz  popularmente. Tratava-se de João das Mercês, que tinha por ofício sacristão, termo que ficou guardado apenas no anedotário popular, nas piadas e anedotas. Não existe mais hoje essa função na Igreja. Esse tal João era do tipo que não sossegava enquanto não arrancasse do seu interlocutor as palavras que lhe viessem a saciar a curiosidade, tim-tim por tim-tim. Sabia da vida de todos na paróquia, no bairro. Pedro lhe contava a vida de Antônio, e Antônio a de José. Você conhece alguém assim?

Ora, Machado outra vez me contou sobre uma tal de Maria Cora. Vá entender as mulheres! Tratava-se de uma mulher separada do marido, a quem um tal sujeito, do qual agora não lembro o nome, se enamorou, e em nome desse amor tudo fez para conquistá-lo. Bem, mas esta estória e a do tal João das Mercês, outro dia prometo repostar (será este o verbo que se usa para isso?) outra vez. Prometo. 

Por enquanto fiquem com esta, muito boa, de um tal Custódio e do escrivão Vaz Nunes, personagens que o grande Machado certamente pinçou do Rio de Janeiro do fim do século XIX ou mesmo do início do século XX, tempos fecundos. 

Vamos lá.

Machado de Assis em sua fase madura
VOU DIVULGAR uma anedota, mas uma anedota no genuíno sentido do vocábulo, que o vulgo ampliou às historietas de pura invenção. Esta é verdadeira; podia citar algumas pessoas que sabem tão bem como eu. Nem ela andou recôndita, senão por falta de um espírito repousado, que lhe achasse a filosofia. Como deveis saber, há em todas as cousas um sentido filosófico. Carlyle descobriu o dos coletes, ou, mais propriamente, o do vestuário; e ninguém ignora que os números, muito antes da loteria do Ipiranga, formavam os sistemas de Pitágoras. Pela minha parte creio ter decifrado este caso de empréstimo; ides ver se me engano.

E, para começar, emendemos Sêneca. Cada dia, ao parecer daquele moralista, é, em si mesmo, uma vida singular; por outros termos, uma vida dentro da vida. Não digo que não; mas por que não acrescentou ele, que muitas vezes uma só hora é a representação de uma vida inteira? Vede este rapaz: entra no mundo com uma grande ambição, uma pasta de ministro, um banco, uma coroa de visconde, um báculo pastoral. Aos cinquenta anos, vamos achá-lo simples apontador de alfândega, ou sacristão da roça. Tudo isso, que se passou em trinta anos, pode algum Balzac metê-lo em trezentas páginas; por que não há de a vida, que foi a mestra de Balzac, apertá-lo em trinta ou sessenta minutos?

Tinham batido quatro horas no cartório do tabelião Vaz Nunes, à Rua do Rosário. Os escreventes deram ainda as últimas penadas; depois limparam as penas de ganso na ponta de seda preta que pendia da gaveta ao lado; fecharam  as gavetas, consertaram os papéis, arrumaram os autos e os livros, lavaram as mãos; alguns que mudaram de paletó à entrada, despiram o do trabalho e enfiaram o da rua; todos saíram. Vaz Nunes ficou só.

Este honesto tabelião era um dos homens mais perspicazes do século. Está morto: podemos elogiá-lo à vontade. Tinha um olhar de lanceta, cortante e agudo. Ele adivinhava o caráter das pessoas que o buscavam para escriturar os seus acordos e resoluções; conhecia a alma de cada testador muito antes de acabar o testamento; farejava as manhas secretas e os pensamentos reservados. Usava óculos, como todos os tabeliães de teatro; mas, não sendo míope, olhava por cima deles, quando queria ver, e através deles, se pretendia não ser visto. Finório como ele só, diziam os escreventes. Em todo o caso, circunspecto. Tinha cinquenta anos, era viúvo, sem filhos, e, para falar como alguns outros serventuários, róia muito caladinho os seus duzentos contos de réis. - Quem é? - perguntou ele de repente, olhando para a porta da rua.

quarta-feira, 27 de março de 2013

MAIS uma opinião deste escriba


É POSSÍVEL que poucos remistas gostem do que vou aqui falar (escrever). Com pouco tempo (ou quase nenhum) tempo hábil para o Santa Cruz bater às portas da “Justiça” desportiva, eis que lhe restam as seguintes opções: 1) aceitar as coisas como se lhe impõem, jogando contra o Psc na quinta-feira, um dia depois de Remo vs. Águia; ou 2) apelar à justiça comum, o que, por um desses absurdos que a gente não consegue entender, lhe causaria problemas insolúveis, podendo ser punido pela Fifa. É óbvio que a ordem dos jogos, como está aí determinada pela poderosa Fpf, vem a beneficiar a Paysandú, pelo fato de jogar em um campo neutro, e, muito mais, a Remo, pela razão de jogar sabendo dos resultados dos jogos de quarta-feira e, principalmente, por ganhar um precioso dia a mais na sua preparação. Claro que Remo, Paysandú e Tuna, não vão se manifestar contrários. O silêncio lhes é conveniente. E quanto a FPF beneficiar o Remo? Não, não é que agora, mais que de repente, o coronel e seus bate-paus passaram a morrer de amores pelo Remo, a ponto de beneficiá-lo. Não é também pelo bem do futebol paraense pois o Remo não pode ficar de fora das competições nacionais do segundo semestre, como podem vir a declarar em público, querendo crer que o público do futebol é tolo e acredita até em papai noel.  É que o dinheiro que o Fenômeno Azul põe nos cofres da Federação é levado muito mais em conta de que as rivalidades entre os dois grandes da Amazônia. Nos clássicos Remo e Paysandú, quem lucra mais que qualquer um dos dois é a própria Federação Paraense de Futebol.  Dindin, eis a razão de todo esse inbróglio. Embora não me seja simpática a equipe do Santa Cruz, por conta da truculência de seu dono, o senador Tapioca, o clube do salgado está certo nessa parada. Primeiro pediu para jogar em Cametá, mas negaram alegando o Estatuto do Torcedor, vez que estava o pedido fora do prazo legal: 9 dias e não 10 dias, segundo disseram. No entanto, agora, dois dias antes, mudam a data do jogo. E agora, o Estatuto não vale? Só valia antes? E antes, a polícia dava condições para dois jogos no mesmo dia e na mesma cidade? E o estádio cametaense, só de dois dias para cá que está sem condições de jogo? Antes, até domingo, estava? Cá pra nós. Se o Remo não aproveitar essa colher de chá, essa “boa vontade” do coronel e seus jagunços, melhor fechar e mudar tudo para o ano vindouro. É a minha opinião. 

terça-feira, 26 de março de 2013

O ENCIUMADO Carlos Gardel, diretamente do Além

Contabilidade patriótica

QUANDO Jorge Mario Bergoglio foi anunciado como o novo pontífice, eu corri para as páginas de meus amigos brasileiros no Facebook. Faço isso quando a seleção canarinho perde uma partida ou quando a celeste e branco triunfa. É divertido ver a reação dos hermanos. A eleição de um papa argentino suscitou uma série de posts divertidos. Muitos versaram sobre o folclore de nós sermos arrogantes (o que não é verdade, apenas agimos de acordo com nossa superioridade), outras se relacionaram com o dito “Deus é Brasileiro. Mas a maioria brincava com futebol. Piadas envolvendo Papa, Messi e Maradona pululavam a cada segundo. No fundo, o teor dos chistes demonstrava que, naquele momento, a balança comercial do orgulho patriótico pendia para o nosso lado.

Fiquei frustrado de não fazer parte da brincadeira. Pouco fui citado. No início, suspeitei que fosse pela controvérsia em torno de meu lugar de nascimento. Alguns sustentam que eu teria nascido no interior do Uruguai, no departamento de Tacuarembó. Outros afirmam que vim ao mundo na cidade francesa de Toulouse. Determinar o local certo nunca foi importante para mim. Sempre respondi a esta dúvida com a seguinte afirmação: "Nasci em Buenos Aires aos dois anos e meio de idade".

CENTENAS de milhares protestam em Paris contra união civil entre homossexuais

Centenas de milhares de opositores à lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo em França desfilam hoje, domingo, nas ruas de Paris.


A CONTROVERSA legislação que permitirá o casamento gay e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo foi aprovada recentemente pelo parlamento francês e será examinada e submetida a aprovação do senado em abril, pelo que os ativistas consideram esta a última possibilidade de se manifestarem contra a referida lei.

Ao contrário das pretensões dos organizadores, as autoridades francesas não autorizaram que o percurso da manifestação passasse pelos Campos Elísios, famosa avenida parisiense, e foi precisamente a tentativa de um grupo de manifestantes de seguirem para essa avenida que levou à intervenção policial.

segunda-feira, 25 de março de 2013

HOJE é dia do Especialista da Aeronáutica

DISCIPLINA, amor e coragem é o lema do nosso sucesso!
Veja o vídeo:




O GENIAL Tião Macalé, diretamente do Além

O binômio "Nojento! / Tchan!"


FORAM os críticos franceses da famosa revista Cahiers du Cinema que mostram ao mundo o valor de Alfred Hitchcock. Até então, o famoso cineasta era apenas um funcionário talentoso dos estúdios de Hollywood, um sujeito capaz de fazer excelentes filmes de suspense, destinados apenas a vender ingressos e saquinhos de pipoca. Foi a luz da crítica que deu a dimensão artística do trabalho que Hit fazia comercialmente. Tchan!

Não tive a mesma sorte que o diretor inglês. Não recebi o olhar atento de nenhum observador. As poucas linhas escritas sobre mim perfilam um humorista que reforçava os estereótipos do negro pobre, sem estudo e um pouco malandro. Um mero ator cômico, de poucos recursos, que funcionava como escada para estrelas do humor fazerem piadas preconceituosas. Nojento!

domingo, 24 de março de 2013

DOMINGO de Ramos: Jesus deu um forte grito: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito"

QUANDO chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos e disse: "Ardentemente desejei comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer. Pois eu vos digo que não mais a comerei, até que ela se realize no Reino de Deus". Então pegou o cálice, deu graças e disse: "Recebei este cálice e fazei passar entre vós; pois eu vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus". A seguir, tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: "Isto é o meu corpo, que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim". Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que é derramado por vós. ... "Os reis das nações dominam sobre elas, e os que exercem o poder se fazem chamar benfeitores. Entre vós, não deve ser assim. ... Eu estou no meio de vós como aquele que serve. ... Simão disse: "Senhor, eu estou pronto para ir contigo até mesmo à prisão e à morte!" Jesus, porém, respondeu: "Pedro, eu te digo que hoje, antes que o galo cante, três vezes negarás que me conheces". ... Jesus saiu e, como de costume, foi para o monte das Oliveiras. Os discípulos o acompanharam. Chegando ao lugar, Jesus lhes disse: "Orai para não cairdes em tentação". Então se afastou dali, à distância de um arremesso de pedra, e, de joelhos, começou a orar. "Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua!" Apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. Entrando em agonia, Jesus orava com mais insistência. Seu suor tornou-se como gotas de sangue que caíam no chão. Levantando-se da oração, Jesus foi para junto dos discípulos e encontrou-os dormindo, de tanta tristeza. E perguntou-lhes: "Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para não cairdes em tentação". Jesus ainda falava, quando chegou uma multidão. Na frente, vinha um dos Doze, chamado Judas, que se aproximou de Jesus para beijá-lo. Jesus lhe disse: "Judas, com um beijo tu entregas o Filho do Homem?"... Eles prenderam Jesus e o levaram, conduzindo-o à residência do sumo sacerdote. ... Pilatos o interrogou: "Tu és o Rei dos Judeus?" Jesus respondeu: "Tu o dizes!" ... Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. Mas eles gritavam mais alto: "Crucifica-o! Crucifica-o"...Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem"... Já era mais ou menos meio-dia, e uma escuridão cobriu toda a terra até as três da tarde, pois o sol parou de brilhar. O véu do Santuário rasgou-se pelo meio, e Jesus deu um forte grito: "Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito". Dizendo isto, expirou. O centurião, vendo o que acontecera, glorificou a Deus dizendo: "Realmente! Este homem era justo!" (Lucas 22, 14-23,56)
Salve Maria!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
(Bodas de Caná, Dois Vizinhos - PR, Brasil)

sábado, 23 de março de 2013

A INSPIRAÇÃO ideológica da mídia

Por Roberto Amaral, na revista CartaCapital:
NÃO se discute o reacionarismo da "grande imprensa" no Brasil (eu havia escrito "da imprensa brasileira", mas pensei melhor); a questão é seu entranhado entreguismo, pois, para ser de direita não precisa ser entreguista. A imprensa dos EUA, por exemplo, embora conservadora, é nacionalista… É este, aliás, o único ponto em que a imprensa aqui instalada se afasta de sua congênere norte-americana: vive de costas para os interesses nacionais.

A explicação, porém, é fácil: no reverso, para atender aos interesses dos EUA (mais precisamente da dupla Pentágono-Departamento de Estado, e, logo, Departamento de Comércio), ela, essa imprensa, precisa ser antinacional. Por isso, em seu viés, o Brasil pode até crescer, desde que jamais ouse deixar de ser "quintal" do grande "irmão do Norte". Pode até ser rico, o Brasil, para poder ser bom comprador; contanto que jamais ouse qualquer arroubo de autonomia.

sexta-feira, 22 de março de 2013

VENDA de ingressos para o grande jogo começou ontem

Venda de ingressos para Remo x Flamengo começou ontem, 21mar.



Remo x Flamengo-RJ
Começou a venda de ingressos para Remo e Flamengo no dia 03abr.
 
O CLUBE do Remo fechou contrato com uma empresa de São Paulo para confeccionar os ingressos para o jogo de abertura da Copa do Brasil 2013, contra o Flamengo (RJ).

As vendas tiveram início às 16h de hoje (21mar.) exclusivamente na internet. O torcedor que comprar os ingressos online poderá optar por retirá-los na sede social do Clube do Remo entre os dias 01 e 02abr., ou acessar o Mangueirão com seu cartão crédito no dia da partida (03abr.).

quinta-feira, 21 de março de 2013

SÓ PARA não esquecer: Paysandú jogou para 205 pagantes

Mesmo eliminado, Paysandu vence o São Raimundo


Mesmo eliminado, Paysandu vence o São Raimundo (Foto: Wildes Lima)
Só 205 pessoas pagaram para ver a vitória do Paysandú sobre o S. Raimundo
ERA jogo de cumprir tabela, mas o Paysandu queria terminar o segundo turno do Campeonato Paraense 2011 de cabeça erguida. E para a presença de 205 torcedores pagantes, conseguiu. Jogando na tarde deste domingo (15), no estádio da Curuzu, o Papão venceu o São Raimundo por 3 a 1 e agora terá mais de 30 dias para se preparar para a disputa da Taça Açaí.

BOAS lembranças!

Esquentando pro dia 3!!

Já pra pegar o embalo de Remo e Flamengo... A primeira vitória do um clube paraense no Maracanã!! Em 1975, o Clube do Remo vencia o Flamengo de Zico em pleno Maracanã!! A vitória remista ficou marcada na história do clube.
Em 1975, Remo vence Flamengo por 2 a 1 no estádio Maracanã
JÁ pra pegar o embalo de Remo e Flamengo... A primeira vitória do um clube paraense no Maracanã!! Em 1975, o Clube do Remo vencia o Flamengo de Zico em pleno Maracanã!! A vitória remista ficou marcada na história do clube.

DEFINIDA a arbitragem para Remo e Flamengo

Remo e Flamengo vai ter arbitragem de um paulista

Raphael Claus
Raphael Claus apitará Remo e Flamengo

A PRIMEIRA partida entre Remo e Flamengo (RJ), válida pela Copa do Brasil, já tem arbitragem definida. A responsabilidade do jogo vai ser do paulista Raphael Claus, 33 anos, que em 2011 foi considerado o melhor árbitro do Campeonato Paulista.

Raphael vai ter a assistência do matogrossense Lincoln Ribeira Taques e do maranhense Sandro do Nascimento Medeiros. O quarto árbitro será o paraense Joel Alberto Teixeira Rezende.

A estreia de Remo e Flamengo na Copa do Brasil 2013 está marcada para o dia 03abr., no estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, em Belém, a partir das 22h. (Remo 100%, Belém - PA, Brasil)

terça-feira, 19 de março de 2013

ESTELIONATO é a mais nova jogada de Mário Couto

Mário Couto nos tempos de jogo do bicho
PROCESSADO por emitir três cheques sem fundos e se recusar a pagar uma dívida que, corrigida, chega a R$ 82 mil, o senador Mário Couto foge da citação do oficial de justiça como o diabo da cruz. A dívida de Couto foi contraída na compra de um barco pertencente a um renomado médico de Belém que, temendo por sua integridade, pediu ao DIÁRIO para não ser identificado. Este vem lutando sem sucesso para receber o que tem direito desde junho do ano passado. Portanto, há dez meses que Couto não paga o que deve e nunca é encontrado em seu endereço residencial, em Belém, no clube de futebol de sua propriedade, o Santa Cruz de Cuiarana, em Salinópolis, ou mesmo no gabinete dele do Senado, em Brasília.

O Serasa registra os três cheques sem fundos do senador, que deveriam ser sacados na agência do Banco do Brasil, onde todos os 81 senadores têm conta. Na página do Serasa, que é um serviço de proteção ao crédito, é possível verificar que Couto é useiro e vezeiro em espalhar cheques voadores, dentro e fora do Estado. Ele também já emitiu outros 18 cheques sem fundos para vítimas diferentes.

Os lesados pelo senador do PSDB já estão se organizando para ir à Procuradoria Geral da República, em Brasília, munidos dos comprovantes dos calotes que sofreram, para pedir ao procurador Roberto Gurgel a abertura de processo por quebra de decoro contra Mário Couto, justificando que o crime de estelionato o tornaria impedido de continuar exercendo o mandato.

segunda-feira, 18 de março de 2013

COM UM futebol irreconhecível, Remo perde para o Paysandú

Jogadores do Clube do Remo tentam explicar derrota

PSC 3x1 Remo
Remo, em jornada ruim, perde de 3 a 1 para o Paysandú.
 PROCURAR um argumento convincente para explicar uma tarde ruim no Campeonato Paraense foi um dos grandes desafios dos jogadores do Clube do Remo, após a derrota para o Paysandu, por 3 a 1. Torcedores e atletas do Leão amargaram a segunda derrota consecutiva para o maior rival. Na saída do gramado do Mangueirão, atletas compartilhavam da tristeza das arquibancadas, em meio a festa do outro lado do estádio. Zé Antônio e Branco foram alguns dos azulinos que pararam para falar com a imprensa sobre a derrota no Re-Pa.

Zé Antônio, inclusive, pediu mais atenção nos próximos jogos, especialmente com as finalizações, colocando tal situação como um dos fatores para a derrota deste domingo (17mar.). “As oportunidades que não foram aproveitadas e as atitudes do jogo passado que não tivemos. Agora é jogar com mais garra, ter mais atitude e saber matar o adversário na hora certa”, desabafou o jogador.

Branco, autor do único gol remista no jogo, não comemorou a primeira vez que foi para as redes dos adversários com a camisa azulina. O atacante, ex-Águia de Marabá, disse estar bastante chateado com a derrota para o Paysandu, perdendo a liderança do segundo turno. “A emoção é diferente (gol no Re-Pa), é muito boa, mas a gente queria ter vencido o jogo. A gente fica feliz pelo gol, por ter feito, mas ao mesmo tempo ficamos tristes pela situação, por não ter conseguido jogar e ter perdido o jogo. Ficamos muito chateados com o resultado”, garantiu. (Remo 100%, Belém - PA, Brasil)

Agora é levantar a cabeça, tirar lições dos erros, e tentar ser o vice-campeão, reconhecendo a superioridade da equipe bicolor. 

sábado, 16 de março de 2013

EVANGELHO do Domingo: Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!


JESUS foi para o Monte das Oliveiras. De madrugada, voltou ao templo, e todo o povo se reuniu ao redor dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. Os escribas e os fariseus trouxeram uma mulher apanhada em adultério. Colocando-a no meio, disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi flagrada cometendo adultério. Moisés, na Lei, nos mandou apedrejar tais mulheres. E tu, que dizes?" Eles perguntavam isso para experimentá-lo e ter motivo para acusá-lo. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever no chão, com o dedo. Como insistissem em perguntar, Jesus ergueu-se e disse: "Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!" Inclinando-se de novo, continuou a escrever no chão. Ouvindo isso, foram saindo um por um, a começar pelos mais velhos. Jesus ficou sozinho com a mulher que estava no meio, em pé. Ele levantou-se e disse: "Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?" Ela respondeu: "Ninguém, Senhor!" Jesus, então, lhe disse: "Eu também não te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais". (João 8, 1-11)

Salve Maria!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
(Bodas de Caná, Dois Vizinhos - PR, Brasil)

sexta-feira, 15 de março de 2013

QUEM lembra?

Carlos Ferreira, via Facebook
Quem lembra desse jogo?
Quem lembra desse jogo?

NO FACEBOOK a gente acha cada coisa

Carlos Ferreira, via Facebook
Não confie completamente em uma pessoa que nunca andou de ônibus. Não importa se hoje você tem um Camaro Amarelo (e é doce doce doce), se você já andou de ônibus em uma fase de sua vida, você não é a mesma pessoa. Digo mais: ainda que você tenha condições de comprar um Porsche para o seu filho quando ele fizer 18 anos, permita que ele passe ainda que poucos meses andando de ‘busão’. É que, para mim, este meio de transporte forma nosso caráter como chinelada nenhuma consegue fazer. Explico nos pontos seguintes.



1) Paciência
Tudo começa no processo de espera. Você se vê encostado na parada de ônibus esperando pela boa vontade do mesmo. Você até já decorou o horário que o “seu” ônibus passa. Mas se o motorista resolver pisar forte no acelerador e passar 3 minutos antes, só resta a você esperar mais 45 minutos pelo próximo.

2) Lidar com a humilhação
Vem ao longe o ônibus. Você reconhece no letreiro luminoso que é o SEU ônibus. Seu coração acelera. Você corre atrás dele como o Super Mario corre atrás da Princesa. Ele se aproxima e você percebe que o condutor não diminuiu a velocidade. Por algum motivo, o motorista passou direto com direito a um sorriso maroto, apontando para um suposto ônibus que vem atrás. Você fica com cara de tacho e a mão apontando para o nada.

3) Respeito às diferenças
Quando o “ônibus de trás” finalmente chega após 23 minutos, é claro que ele estará parcial ou totalmente lotado. Você se depara com um misto de sons e batuques, pessoas do Manassés pedindo doação, menino vendendo balinha e o cobrador com o humor pior do que o de um siri na lata. Você toca, ainda que não queira, pessoas que você jamais tocaria na zona de conforto de seu carro. Você é obrigado a lidar com gente diferente, sentar ao lado delas e até puxar assunto sobre “como o tempo hoje está quente”. Enfim: você deixa de lado seu ego e deixa de tanta frescura.

4) Altruísmo
Ainda que contra sua própria vontade, as Leis da Ética de Ônibus™ dizem que você deve ceder seu lugar aos mais velhos e se oferecer para segurar os livros do estudante de ensino médio do cabelo esquisito que está em pé ao seu lado. Resumindo: você aprende NA MARRA a ser gente boa.

5) Capacidade cognitiva e filosófica
Janela de ônibus é praticamente a janela de sua alma. Não existe um lugar melhor para refletir sobre sua vida e colocar os pensamentos em ordem. Nem seu travesseiro; nem montes no Himalaia. Você acaba encontrando soluções para seus problemas, resolvendo cálculos complexos e tendo a ideia que faltou naquele brainstorm da reunião. Ou seja, de certa forma você se torna mais inteligente.



6) Educação
É no ônibus que você coloca em prática as palavras mágicas que sua mãe ensinou: “obrigado” (para o motorista, na hora de descer), “por favor” (a Deus, para que seu ônibus não demore tanto – todo dia peço isso a Ele) e principalmente o “COM LICENÇA” (por motivos óbvios). Ou seja: 1 ano de estágio probatório pegando ônibus e você se torna um gentleman ou uma lady.

7) Histórias para contar pros netos
Quem nunca passou por situações exóticas, engraçadas e inusitadas em ônibus? Quem nunca pegou o ônibus errado e foi parar em uma boca de fumo? (eu já!) Quem nunca ia descendo do ônibus e só na escadinha disse: “eita, esqueci de pagar! Perae moço!” (eu já) Quem nunca já sentou ao lado de uma senhora que foi com sua cara e resolveu te aconselhar com muita sabedoria? (eu já…)

via: blog "Um Pop de Tudo"

NÃO CONFIE completamente em uma pessoa que nunca andou de ônibus. Não importa se hoje você tem um Camaro Amarelo (e é doce doce doce), se você já andou de ônibus em uma fase de sua vida, você não é a mesma pessoa. Digo mais: ainda que você tenha condições de comprar um Porsche para o seu filho quando ele fizer 18 anos, permita que ele passe ainda que poucos meses andando de ‘busão’. É que, para mim, este meio de transporte forma nosso caráter como chinelada nenhuma consegue fazer. Explico nos pontos seguintes.

1) Paciência

Tudo começa no processo de espera. Você se vê encostado na parada de ônibus esperando pela boa vontade do mesmo. Você até já decorou o horário que o “seu” ônibus passa. Mas se o motorista resolver pisar forte no acelerador e passar 3 minutos antes, só resta a você esperar mais 45 minutos pelo próximo.

2) Lidar com a humilhação

Vem ao longe o ônibus. Você reconhece no letreiro luminoso que é o SEU ônibus. Seu coração acelera. Você corre atrás dele como o Super Mario corre atrás da Princesa. Ele se aproxima e você percebe que o condutor não diminuiu a velocidade. Por algum motivo, o motorista passou direto com direito a um sorriso maroto, apontando para um suposto ônibus que vem atrás. Você fica com cara de tacho e a mão apontando para o nada.

3) Respeito às diferenças

Quando o “ônibus de trás” finalmente chega após 23 minutos, é claro que ele estará parcial ou totalmente lotado. Você se depara com um misto de sons e batuques, pessoas do Manassés pedindo doação, menino vendendo balinha e o cobrador com o humor pior do que o de um siri na lata. Você toca, ainda que não queira, pessoas que você jamais tocaria na zona de conforto de seu carro. Você é obrigado a lidar com gente diferente, sentar ao lado delas e até puxar assunto sobre “como o tempo hoje está quente”. Enfim: você deixa de lado seu ego e deixa de tanta frescura.

4) Altruísmo

Ainda que contra sua própria vontade, as Leis da Ética de Ônibus™ dizem que você deve ceder seu lugar aos mais velhos e se oferecer para segurar os livros do estudante de ensino médio do cabelo esquisito que está em pé ao seu lado. Resumindo: você aprende NA MARRA a ser gente boa.

5) Capacidade cognitiva e filosófica

Janela de ônibus é praticamente a janela de sua alma. Não existe um lugar melhor para refletir sobre sua vida e colocar os pensamentos em ordem. Nem seu travesseiro; nem montes no Himalaia. Você acaba encontrando soluções para seus problemas, resolvendo cálculos complexos e tendo a ideia que faltou naquele brainstorm da reunião. Ou seja, de certa forma você se torna mais inteligente.

6) Educação

É no ônibus que você coloca em prática as palavras mágicas que sua mãe ensinou: “obrigado” (para o motorista, na hora de descer), “por favor” (a Deus, para que seu ônibus não demore tanto – todo dia peço isso a Ele) e principalmente o “COM LICENÇA” (por motivos óbvios). Ou seja: 1 ano de estágio probatório pegando ônibus e você se torna um gentleman ou uma lady.

7) Histórias para contar pros netos

Quem nunca passou por situações exóticas, engraçadas e inusitadas em ônibus? Quem nunca pegou o ônibus errado e foi parar em uma boca de fumo? (eu já!) Quem nunca ia descendo do ônibus e só na escadinha disse: “eita, esqueci de pagar! Perae moço!” (eu já) Quem nunca já sentou ao lado de uma senhora que foi com sua cara e resolveu te aconselhar com muita sabedoria? (eu já…)

via: blog "Um Pop de Tudo"

quinta-feira, 14 de março de 2013

CHÁVEZ e os novos militares

A MORTE, prematura, de Hugo Chávez, deixa uma certeza: a Venezuela não voltará a ser o país que foi antes de sua presença no Palácio de Miraflores. Como anotou o New York Times, o presidente não construiu auto-estradas nem grandes edifícios, mas legou a seu povo uma nova forma de ver e sentir o país. E esse povo não voltará a aceitar as regras antigas de submissão social.  Chávez não era  predestinado ao poder, como tantos outros líderes militares latino-americanos, que viam as forças armadas como “a última aristocracia. A definição é do poeta argentino Leopoldo Lugones, ao discursar no centenário da Batalha de Ayacucho, travada em 1826 no Alto Peru, que expulsou os espanhóis de nosso continente.
         Os militares, principalmente os argentinos e chilenos, sempre se sentiram herdeiros daqueles nascidos na América do Sul, que participavam dos exércitos espanhóis e se uniram a Bolívar e a San Martin para fazer a independência. Mas isso não impediu que se submetessem aos interesses externos, quando isso interessava às oligarquias internas de que, por origem familiar, procediam.
        O homem que morreu terça-feira foi um soldado comum, jogador de beisebol, que se insurgiu contra a desigualdade social em seu país e, depois de frustrado golpe de estado, elegeu-se seu presidente. Sua ascensão ao poder e seu prestígio popular podem surpreender os que não conhecem com a história nestes últimos 20 anos na América Latina. Mas nada houve de insólito em sua vida e destino.
          Os exércitos da América Latina não são os mesmos. A origem de classe dos oficiais – embora haja ainda alguns com sobrenomes históricos – mudou bastante, depois dos regimes ditatoriais que, patrocinados pelos Estados Unidos, infelicitaram os nossos povos. Não é difícil hoje encontrar oficiais superiores filhos de famílias bem modestas e mesmo pobres.  A memória das dificuldades na infância os faz diferentes, dispostos a apoiar governantes que almejam vencer as desigualdades históricas.
         Chávez nasceu no mesmo ano, duro para os brasileiros, em que morreu Vargas. A Venezuela, em 1954, estava sob o mando de Marcos Perez Jimenez, o mais corrupto de todos os seus governantes, e que chegara ao poder em um dos tradicionais golpes de estado. Jimenez usou o dinheiro dos royalties do petróleo – como certos comentaristas brasileiros preferiam que Chávez tivesse feito – para financiar o “desenvolvimento” dos empresários associados ao capitalismo internacional e participar, pessoalmente,   de todos os negócios, mediante as propinas conhecidas. Derrubado em 1958, Perez Jimenez fugiu para os Estados Unidos, com 200 milhões de dólares, que seriam hoje mais de dois bilhões. A pedido de Caracas, foi extraditado, julgado e condenado, e passou cinco anos preso. Em liberdade, asilou-se em Madri, sob a proteção direta de Franco, e ali morreu em 2001.
          Ao contrário do que dizem seus inimigos, Chávez manteve as instituições democráticas. Ao voltar ao poder, depois do frustrado golpe contra seu mandato, ele poderia ter usado de  repressão violenta contra os responsáveis, mas não o fez. Manteve as instituições e governou de acordo com os marcos democráticos da Constituição de 1999, aprovada por uma assembléia nacional e referendada pelo voto direto dos cidadãos.
         “Yo no soy um hombre, soy un pueblo”, dissera o colombiano Jorge Eliécer Gaytán, cujo assassinato, provavelmente com a participação da CIA, levantou o povo de Bogotá em 9 de abril de 1948, e serviu de inspiração a Fidel Castro, que se encontrava na cidade. Naqueles dias, a OEA, mais do que hoje submissa a Washington, realizava ali sua assembléia anual.
          Chávez, como personalidade invulgar, não terá substitutos. Coube-lhe ensinar o povo a ver com clareza o seu país e os seus direitos, e assim, cumprir o próprio destino. Ele repetiu a retórica de Jorge Eliécer Gaytán, ao dizer – já resignado com a idéia da morte – que ele já não era ele mesmo, mas, sim, o seu povo. E que, em seu povo, ele continuaria a dirigir a “revolução bolivariana”. 
         Talvez a mais expressiva homenagem a Chávez tenha partido de Sean Penn, o grande astro do cinema norte-americano. “O povo norte-americano perdeu um grande amigo, que nunca soube que tinha”, disse o excepcional ator de All the King’s Men. Os cineastas Oliver Stone e Michael Moore também manifestaram o mesmo pesar. 
         O grande dirigente político não foi exceção na América, mas a expressão, que se renova em cada geração, em homens da mesma estatura, na luta permanente  pela igualdade, liberdade e soberania nacional de nossos povos. E não adianta matá-los, como fizeram a Allende, nem levá-los ao suicídio, como ocorreu a Vargas. O povo, que há neles, é a forja dos novos combatentes. (Mauro Santayana)

quarta-feira, 13 de março de 2013

TEMOS Papa. É Francisco, um argentino





JORGE Mario Bergoglio SJ (Buenos Aires, 17 de dezembro de 1936) é um religioso da Companhia de Jesus, papa, bispo católico, cardeal, é o arcebispo da Arquidiocese de Buenos Aires desde 28 de fevereiro de 1998. (Wikipédia)

É NOSSO papa, escolhido neste 13 de março de 2013.

JORNALISTA lança livro sobre o clássico amazônida Remo e Paysandu




A OPINIÃO de Antonio Valentim: o amor pelos clubes da nossa terra

QUANTO ao fato de torcer (no sentido de amar, sofrer, ser apaixonado) por mais de um clube eu considero um tanto quanto complicado. Até penso que é um fato raro.
Explico.

Uma coisa é torcer, no sentido já explicado acima, e outra é simpatizar ou até mesmo antipatizar por outra agremiação. Nosso complexo de vira-latas nos diz que Remo e Paysandú são inferiores a Flamengo, Corinthians, Barcelona…, quando o que há é que apenas esses outros clubes, maiores de estrutura, são citados pela mídia a todo instante. A propaganda é poderosa, que o diga aquele refrigerante americano.

Concordo que seja legítimo torcer por um time do Pará e simpatizar por Corinthians, Botafogo, Cruzeiro, Real Madrid…
Nesse sentido, permito-me discordar da opinião do mestre Gerson Nogueira: 
“É possível (e legítimo) torcer por um dos grandes do Pará e também nutrir simpatia por clubes de São Paulo, Rio, Minas e Rio Grande do Sul”. 
Eu torço (amo, sofro, etc) pelo Clube do Remo, e só por ele, e simpatizo com o Botafogo. No mesmo sentido antipatizo (e aí, sim, o sentimento pode estar no mesmo grau para todos) com o Flamengo, Grêmio, Paysandú…
E por que a paixão de um garoto paraense pela Juventus pode ser menor que a de um outro pelo Remo ou Paysandú?
 

Eu respondo.

Porque o Remo e o Paysandu estão aí, na mesma rua, no mesmo bairro, na mesma cidade, o dia inteiro no Diário do Pará, no Liberal, na Rádio Clube, na Marajoara, na internet. O cara torce pelo Remo e o seu vizinho é Paysandú, ou vice-versa. Perdendo o seu time, ele vai ser zoado com certeza; ganhando, é a vez dele encarnar no vizinho, e assim a rivalidade se acentua e se perpetua. 

Já o Flamengo ou a Argentina ficam para o torcedor de sofá. Qual o sofrimento do Flamenguista de Belém após ter perdido para o Botafogo? Incomparavelmente menor que quando o Remo ou o Paysandu perde para o arquirrival paraense.
É a minha opinião, amigo Gerson.

(Gerson Nogueira, Belém - PA, Brasil)

terça-feira, 12 de março de 2013

SABORES do Pará


Olha que te espera no restaurante rural Terra do Meio, caldeirada de filhote na panela de barro.
Caldeirada de filhote na panela de barro

Olha que te espera no restaurante rural Terra do Meio, filhote e dourada frita na manteiga com baião de dois.
Filhote e dourada frita na manteiga com baião de dois

Foto
Tacacá (Do Facebook)

segunda-feira, 11 de março de 2013

BLOGUE do Valentim há dois anos: Um adeus

ÚLTIMA homenagem a um herói anônimo

   
O tunante Manoel Valentim nos deixou hoje.
NAQUELE agosto de 1977, quando o jovem Antonio, 16 anos, preparava-se a seguir viagem com destino a Guaratinguetá – SP, a fim de fazer o Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica, seu Manoel Valentim chamou-o à parte, aconselhando-o:
         - Vá e seja honesto, meu filho.
         32 anos depois, no recente fevereiro de 2009, quando o já maduro Valentim pegou a estrada rumo ao Paraná, deixando-o lá no Pará, novamente o velho Manoel o aconselhou:
         - Vá e seja feliz, Antonio.
         Dois conselhos em poucas e sábias palavras, que jamais esqueci e que procuro durante a minha vida pô-los em prática. Seu Manoel, seu Duca ou  simplesmente Duquinha para os irmãos, foi sempre para mim um conselheiro, assim simples, direto.
 
         Lembro-me, como se tivesse ocorrido ontem, do seu Duca levantando às 3 da manhã para o trabalho. E nas vezes em que o menino Antonio, sonolento, o acompanhava, perguntava que hora seria aquela, e ele, olhando para a posição da lua, dizia convicto:
         - Umas três e poucos.
         Não tínhamos relógio, mas eu tinha certeza que a hora estava certa, de forma que não perderíamos o ônibus na estrada distante.
Seu Manoel, o blogueiro e dona Maria, em Aparecida
         Hoje vejo quanto suor derramado, as dificuldades para se criar seus cinco filhos, preparando-os para a vida. Na nossa inocência, não tínhamos real noção de quanto suor, por quantas agruras têm de passar nossos pais para levar a bom termo a missão confiada pelo Pai Maior: cuidar e prover uma família.
 
         Valeu, pai! Obrigado, meu herói.
2003. O blogueiro, seu Manoel, a neta e dona Maria
         Que o bom Deus te reserve um cantinho lá  no sítio da eternidade, seu Manoel Valentim.


PENSAMENTO de hoje:
“A VIDA é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo.” Olympia Salete

Fiquem com o bom Deus e...
LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 

MEUS clássicos favoritos: Mississipi (Pussycat)






sexta-feira, 8 de março de 2013

BLOGUE do Valentim há dois anos: Pelo dia da mulher

HOMENAGEM às mulheres da minha vida


Dona Maria, minha mãe querida
 MULHER...
Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar.
Minhas filhas Fernanda, Charlene e Aline

MULHER,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família.
Minha filha Jacqueline

MULHER,
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço.
Minha amada esposa Bernardete

MULHER,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encantos!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
Amadas, admiradas todos os dias..
Para você, Mulher tão especial...
Eu e minha filha Cris, em 1990


ORGULHO-ME das mulheres que fazem parte da minha vida. Nesta ocasião homenageio todas elas pelo dia internacional da Mulher, que para mim são todos os dias do ano.


PENSAMENTO de hoje, dia internacional da Mulher:
"NÃO É porque certas coisas são difíceis, que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis!". Sêneca

LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
(BLOGUE do Valentim em 08mar.2011)

REMO e Paysandu alavancam média de público do Campeonato Paraense

Estadual do Pará ostenta média de 6.784 pagantes e total de 244.244 torcedores





A fiel torcida azulina, o Fenômeno Azul
A TAÇA ESTADO do Pará, equivalente ao 2º Turno do Campeonato Paraense, começou, nesta terça-feira, com a pompa da melhor média de público pagante entre os Estaduais. Em 36 partidas, o Campeonato do Pará ostenta média de 6.784 pagantes e total de 244.244, mesmo com a TV aberta mostrando os jogos ao vivo e, inclusive, para as cidades onde acontecem.

A boa média paraense é alavancada pelos rivais Remo e Paysandu. Só na temporada 2013 aconteceram três clássicos Re-Pa. Em todas as situações o público foi acima de 35 mil pagantes. O duelo da primeira fase - vencido pelo Remo, por 2 a 1 - teve o maior público: 39.076 pagantes. Nas finais, o Estádio do Mangueirão, em Belém, voltou a lotar.
Na primeira partida- empate, por 1 a 1 -, com mando de campo do Paysandu, 36.668 pagantes estiveram presentes nas arquibancadas. No duelo final, com direito a triunfo do Paysandu (2 a 1) e título bicolor, o público foi de 38.193 pagantes. Se o Papão ficou com a taça em campo, o Remo faturou o título nas arquibancadas. O Leão tem a melhor média de público do Campeonato Paraense.

Com total de 113.484 pagantes, o Remo ostenta média de 18.914, contra 11.284 do Paysandu. A terceira posição é do São Francisco que ultrapassou a Tuna Luso. Enquanto o São Francisco aparece com 5.367 pagantes, a Tuna Luso ostenta 4.217, agora, no quarto lugar.

Confira os públicos pagantes do Campeonato Paraense 2013:


1 - REMO (TOTAL: 113.484 / MÉDIA: 18.914)
Remo 1 x 0 Santa Cruz (10.950)
Remo 2 x 1 Paysandu (39.076)
Remo 3 x 2 Paragominas (7.554)
Remo 2 x 2 São Francisco (5.820)
Remo 2 x 0 Paragominas (11.891)
Remo 1 x 2 Paysandu (38.193)

2 - PAYSANDU (TOTAL: 67.704 / MÉDIA: 11.284)
Paysandu 2 x 2 São Francisco (9.839)
Paysandu 6 x 2 Águia (5.036)
Paysandu 3 x 1 Tuna Luso (3.847)
Paysandu 3 x 1 Santa Cruz (5.445)
Paysandu 6 x 1 São Francisco (6.869)
Paysandu 1 x 1 Remo (36.668)