domingo, 9 de fevereiro de 2014

DICO, um ídolo de sangue azul nas veias




Dico, um grande goleiro azulino
DE BERNARDINO a Fabiano, primeiro e atual goleiro do clube, respectivamente, o Remo conta com número quase incalculável de jogadores da posição que fazem parte dos seus 109 anos de história. Entre todos eles, Frederico Shiniti Neto, o Dico, hoje com 60 anos, é um dos que mais conseguiram cativar o torcedor do Leão. Com apenas 1,75m, o Baixinho, nascido em Colatina, no Espírito Santo, se firmou como titular da equipe remista por 11 anos, jogando de 1971 a 1982. Dico chegou a ser sondado por grandes clubes, entre eles, Botafogo-RJ e Vasco-RJ. Mas ele jamais abandonou o Baenão. 

Dico fez parte de um dos grandes feitos do Leão no cenário do futebol nacional: a vitória, por 2 a 1, sobre o Flamengo-RJ, em pleno o Maracanã, em 1975. Empresário do ramo de alimentação, o ex-goleiro quase não frequenta os estádios, mas não deixa de acompanhar as notícias do futebol local, com especial atenção aquelas relacionadas ao Remo. Ele acredita que o Leão conta, no momento, com um elenco de qualidade, mas adverte: “Está faltando alguma coisa. Mesmo tendo valor técnico, o time ainda não conseguiu deslanchar”, diz.

O ex-jogador acredita que o emperramento da equipe azulina pode estar relacionado à pressão sobre os jogadores. “Eles têm a responsabilidade de recolocar o Remo no Brasileiro e talvez isso esteja pesando na cabeça de alguns atletas”, argumenta. “Alguém, um psicólogo ou mesmo o treinador, precisa conversar com os jogadores para que eles fiquem mais leves”, recomenda. Nos últimos anos, Dico teve poucas alegrias com o clube do coração. Uma delas nem veio do futebol profissional, mas da garotada das divisões de base.

“Pela estrutura que oferece aos jogadores, o Remo foi muito bem na Copa do Brasil e também fez uma campanha regular na Taça São Paulo”, avalia. “Essa garotada que brilhou nessas competições deveria ser melhor aproveitada pelo clube e isso, pelo que sei, não está ocorrendo”, lamenta o ex-goleiro, que chegou a trabalhar na base azulina de 1988 a 89, mas desistiu para se dedicar à atividade empresarial, sendo hoje um dos muitos azulinos que esperam ver o time revivendo seus dias de glórias.

(Diário do Pará)

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