quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

LEÃO Azul, 109 anos de glórias!

Remo 1972
O Clube do Remo de 1972
UM DOS mais tradicionais e queridos clubes do futebol brasileiro, o Remo festeja hoje seus 109 anos de fundação. A agremiação surgiu no dia 5 de fevereiro de 1905 sob a denominação de Grupo do Remo, a partir de uma dissidência do Sport Club do Pará. Em 1914, seria rebatizado como Clube do Remo, seu nome definitivo. Conhecido popularmente como Leão Azul, em referência ao mascote e à cor oficial (azul marinho). Sete baluartes (Victor Engelhard, Raul Engelhard, José Henrique Danin, Eduardo Cruz, Vasco Abreu, Eugênio Soares e Narciso Borges) foram os idealizadores do novo clube, inicialmente voltado apenas para a disputa de regatas. Com o apoio de outros desportistas de Belém, fundaram o Grupo do Remo, por sugestão de Engelhard, que era admirador do Rowing, um clube inglês que conheceu durante estudos na Europa. 
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Fundadores do Clube do Remo

A estrutura legal foi consolidada com a publicação dos estatutos no Diário Oficial do Estado, ano XV, nº 4.049, de 0 de junho de 1905. Do documento constavam os nomes dos 20 fundadores: José Henrique Danin, Raul Engelhard, Roberto Figueiredo, Antonio La Roque Andrade, Victor Engelhard, Raimundo Oliveira da Paz, Antonio Borges, Arnaldo R. de Andrade, Manoel C. Pereira de Souza, Ernestino Almeida, Alfredo Vale, José D. Gomes de Castro, José Maria Pinheiro, Luiz Rebelo de Andrade, Manoel José Tavares, Basílio Paes, Palmério Pinto, Eurico Pacheco Borges, Narciso Borges (1º presidente do clube) e Heliodoro de Brito.

A data de 15 de agosto foi estabelecida para a inauguração oficial do novo clube, como homenagem à adesão do Pará à Independência. No dia 1º de outubro, o Grupo do Remo promoveu a inauguração oficial da sede náutica, localizada à rua Siqueira Mendes, na Cidade Velha, às margens da baía do Guajará. A sede foi alugada à Intendência Municipal e, na mesma ocasião, foi efetuado o batismo e lançamento ao mar da primeira embarcação azulina, a baleeira denominada “Tibiriçá”.

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O Grupo do Remo

Personagem símbolo da reorganização da agremiação, em 15 de agosto de 1911, Cândido Jucá é lembrado até hoje como exemplo de desportista elegante, de boas maneiras e extremamente dedicado à causa azulina. “Seu” Jucá, como era carinhosamente tratado, notabilizou-se não só como atleta de remo, mas por integrar o grupo de nomes históricos dos primórdios do Leão Azul. Continuou a apoiar e a frequentar a vida do clube até o final dos anos 1970.

Em 1913, foi criado o departamento de futebol e a primeira partida ocorreu no campo da praça Floriano Peixoto, em São Brás, contra o Guarany, no dia 21 de abril. O resultado foi um empate em 0 a 0. Primeira escalação azulina: Bernardino; Valrreman e Eurico; Dudu, Aimeé e Mamede; Galdino, Mário, Antonico, Dudu 2º e Rubilar. Uma segunda partida foi disputada no dia 13 de maio, com vitória remista por 4 a 1. Coube ao atacante Rubilar, um dos fundadores do Grupo do Remo, a autoria do primeiro gol.

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Depois de inscrito no campeonato da Liga Paraense, o Remo sagrou-se vitorioso depois de 5 jogos, com 4 vitórias e 1 empate. O Remo ainda viria a conquistar os próximos seis campeonatos, sagrando-se heptacampeão paraense. Na célebre campanha dos sete títulos (1913/1919), o clube fez 51 jogos, com 43 vitórias, seis empates e somente uma derrota, para a União Sportiva, em 1916. Dos sete títulos, seis foram vencidos de forma invicta.

O famoso hino do Clube do Remo nasceu de uma adaptação feita pelo poeta Antonio Tavernard da marcha carnavalesca criada por Emílio Albim para o bloco Cadetes Azulinos, criado em 1933 e que era formado por atletas, associados, dirigentes e torcedores, que percorriam as ruas de Belém durante a quadra momesca. Tavernard trocou 30 palavras da marcha para criar o Hino dos Atletas Azulinos, publicado pela primeira vez no jornal O Estado do Pará, edição de 4 de novembro de 1941.

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Três anos depois, foi escolhido o mascote oficial do Remo por iniciativa do jornalista Edgard Proença, fundador da Rádio Clube do Pará, a quarta emissora de rádio do país. O Remo havia acabado de derrotar o São Cristovão (RJ) por 1 a 0, no dia 30 de janeiro de 1944, e o jornalista referiu-se ao triunfo da seguinte forma no jornal “O Estado do Pará”:

“Como um verdadeiro Leão Azul de garras aduncas, o Clube do Remo foi a própria alma da cidade”. 

A partir daí, o leão se tornaria mascote oficial do clube, adotado por seus torcedores até hoje. Uma estátua foi instalada anos depois junto ao gramado do estádio Evandro Almeida, onde permanece até hoje.
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Ao longo de sua história, o Remo acumulou inúmeras conquistas. Foi campeão brasileiro da Série C em 2005, conquistou um torneio Norte-Nordeste e 3 Torneios do Norte. Foi 42 vezes campeão estadual. Tem 14 participações na Série A do Campeonato Brasileiro desde 1971, duas participações na antiga Taça Brasil, 21 na Série B e 22 vezes na Copa do Brasil – tendo sido semifinalista em 1991, até hoje a melhor performance de um clube nortista na competição. 

Grandes jogadores vestiram a camisa azulina ao longo da história, como Mesquita, China, Rubilota, Nelinho, Jorge Baleia, Artur, Aderson, Neves, Alcino, Casemiro, François, Bira, Belterra, Darinta, Jorge de Castro, Cuca, Caíto, Peri, Dico, Alemão, Geovanni, Jambo, Rosemiro, Aranha, Augusto, Copeu, Luiz Miller, Amoroso, Ageu Sabiá, Júlio César Uri Gheller, Luciano Viana, Clemer, Agnaldo, Ruy Azevedo, Alberto, Marinho, Edil, Roberto Diabo Louro, Elias, Mendes, Edson Cimento, Pagani, Mego, Biro-Biro, Alex Dias, Marajó, Dadinho, Assis, Landu e Mauricinho, entre outros.  

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 Dentre as equipes da Região Norte, detém uma das maiores e mais apaixonadas torcidas, conforme atestam pesquisas do Ibope e do jornal Lance! Na Série C de 2005, estabeleceu um recorde nacional nas três divisões, com média superior a 34 mil torcedores por jogo. Nos recentes campeonatos paraenses, têm sido recordista de público e arrecadação.  (Gerson Nogueira, Belém - PA, Brasil)

Um comentário:




  1. HINO DO CLUBE DO REMO ?


    Aristides Medeiros
    ADVOGADO


    A música e a respectiva letra do hino que se diz ser do Clube do Remo, “data venia”, não corresponde à realidade, eis que se trata, isso sim, do Hino do Atleta Azulino
    Tanto é assim, que o verdadeiro Hino do Clube é aquele referido à página 590 da obra “História do Clube do Remo”, de autoria do saudoso ERNESTO CRUZ’, livro prefaciado pelo então Presidente RAINERO MAROJA.
    A propósito, diga-se que, quando eu era jovem gostava muito de manter correspondência com colegas estudantes de vários outros locais, com endereços a mim fornecidos pela Casa do Estudante do Brasil (Rua Santa Luzia – Rio).
    Entre os meus correspondentes havia um –morador no RJ - o qual disse ser também compositor de hinos de clubes, já o tendo feito para grande parte de agremiações esportivas. E então perguntou qual era o meu Clube aqui no Pará e se eu queria que ao mesmo (Clube) fizesse um hino.
    Respondi que o meu Clube de coração era o Remo e que aceitaria o oferecimento, pelo que o aludido colega pediu lhe enviasse alguns informes sobre o Clube de Periçá, a fim de produzir a letra e também a música, o que atendi.
    Na volta da correspondência, ele enviou a mim a partitura contendo letra e música do que seria o Hino do Clube do Remo.
    Como eu não entendia nada de música, obtive o auxílio de uma senhora minha conhecida, a qual era pianista e e se comprometeu a fazer a execução no piano, tendo me convidado para ir à sua residência, a fim de escutar o Hino por ela tocado.
    A música era muito bonita, e, quanto à letra, lembro somente que iniciava assim:
    “Avante, Clube do Remo
    Gigante no esporte
    Avante, Clube do Remo
    És invejado por ser forte
    ..............................................”

    De posse da aludida partitura, fui até ao Edifício Bern, onde funcionava o estúdio da PRC 5, e ali entreguei a mesma ao saudoso Edyr Proença, que então se comprometeu a levar a composição à Diretoria do Leão.
    Até hoje não sei se o Edyr chegou a entregar a partitura à Diretoria do Mais Querido do Pará.
    E agora uma sugestão: seria interessante que a Diretoria do Clube de Rubilar encarregasse um compositor para confeccionar o verdadeiro Hino do Clube.

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