sexta-feira, 21 de março de 2014

EX-PRESIDENTE do Paysandú é condenado à prisão pelo STF

Bentes foi condenado em setembro de 2011 a três anos e um mês de prisão. O parlamentar foi acusado de realizar esterilização irregular de mulheres. Asdrúbal Bentes, que era presidente do Paysandú em 1991, quando o contraventor Miguel Pinho, seu vice-presidente, comprou o título da Série B daquele ano subornando a arbitragem, foi condenado pelo STF sem mais apelação

O PLENÁRIO do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira (20) os últimos recursos apresentados pelo deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) e determinou a prisão do parlamentar. Em 2011, Bentes tinha sido condenado pelo próprio Supremo a três anos, um mês e dez dias de prisão por esterilização cirúrgica irregular de mulheres. 


Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) (Foto: Diógenis Santos/Agência Câmara)
O deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA)
(Foto: Diógenis Santos/Agência Câmara)
O advogado Marcos Castro, que atuou na defesa do parlamentar no Supremo, disse que ainda não conversou com o cliente. "Prefiro não me pronunciar", afirmou.

Bentes passou o dia no município de Marabá (PA), onde participou nesta quinta de evento que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff. O parlamentar assegurou ao G1 que retornará a Brasília na próxima segunda-feira (24). Ele disse ainda que irá cumprir a pena, mas não irá renunciar ao mandato.

Asdrúbal Bentes é o sexto deputado federal em exercício que o STF manda prender desde 1988. O primeiro foi Natan Donadon (sem partido-RO), em agosto de 2013, condenado por peculato e formação de quadrilha.

Em novembro, o STF determinou a prisão de José Genoino (PT-SP), condenado por corrupção ativa no mensalão. Pelo mesmo processo, em dezembro, foram presos Valdemar Costa Neto (PP-SP) e Pedro Henry (PP-MT) e em fevereiro o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). Além disso, o Supremo determinou que José Gerardo cumpra pena alternativa.
Asdrúbal Bentes (2º, da dir. para esq.) aparece em foto junto com a presidente Dilma Rousseff em evento nesta quinta em Marabá (PA) (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Asdrúbal Bentes (2º, da dir. para esq.) aparece em foto junto com a presidente Dilma Rousseff em evento nesta quinta em Marabá (PA) (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)
Na denúncia original do Ministério Público, Asdrúbal Bentes era acusado de ter trocado votos por cirurgias de esterilização quando disputou a eleição para prefeito de Marabá (PA). Mas esse crime prescreveu porque, devido ao tempo transcorrido entre a denúncia e o julgamento, ele não poderia mais ser punido por essa acusação. Por isso, foi condenado somente por esterilização cirúrgica irregular, crime previsto na lei que trata do planejamento familiar. Em sua defesa, Bentes argumentou que não podia condenado por tal crime porque não é médico.

Nesta quinta, o Supremo considerou os recursos do deputado "protelatórios" e determinou o lançamento do nome do condenado no rol dos culpados e a expedição do mandado de prisão, a ser cumprido pela Polícia Federal. Depois disso, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal deverá ser comunicada para acompanhar o cumprimento da pena em regime aberto, em casa de albergado.

Mariana Oliveira Do G1, em Brasília 

Para entender o título desta, ver postagem sobre Miguel Pinho neste blogue.

4 comentários:

  1. Ei Valentim, coloca lá no blog do Gerson!

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  2. De olho nas manchetes dos jornais, amigo Rocildo e demais azulinos deste blogue democrático. Prestem bem atenção.

    Ontem o Stf condenou, sem mais nenhuma apelação, a pena de prisão de 3 anos e 1 mês, o cabeça do grande esquema de suborno e compra de títulos ocorrido em Belém no dia 05 de maio de 1991, quando o finado contraventor Miguel Pinho comprou o resultado do jogo de Manoel “Serapapão” Filho. Na ocasião Serapião filho, descaradamente e filhadaputamente, não validou um gol legal de Rildon, o mesmo que quando jogava no Remo ficou conhecido como o carrasco do bicola tanto era a quantia de gols que marcou contra o listrado.
    Tudo indica que a cartolagem da Cbf estava mancomunada com tal patifaria, visto que o ‘honrado’ cidadão baiano, também chamado pelo próprio subornante de “Serapapão”, foi premiado com a arbitragem também da final entre Psc x Guarani. É o que se depreende da leitura que se faz de matéria publicada no jornal Tribuna do Norte (Natal – RN), postada no site do ABC, que, por sua vez, é reproduzida no BLOGUE do Valentim.

    Ademais, em razão da queda do muro da mucuruzu, razão suficiente para, por falta de segurança, a arbitragem interromper a peleja, tal qual como aconteceu em 1993,desta vez contra o Remo, que ganhava de 1 a 0, gol de Biro Biro, o dito senhor Manoel Serapião houve por bem prosseguir a partida, vez que o placar desta era favorável às pretensões de seu cliente, o Paysandú S. Club.
    Ora, o deputado que foi condenado ontem pelo STF era o presidente do time de curuzu, e Miguel Alexandre Pinho era seu vice-presidente, além de o atual e eterno presidente da Fpf ser o diretor de futebol.

    E se alguém se doer com estas declarações, que vá processar O Liberal, a Tribuna do Norte, o portal Futebol do Norte, e o próprio STF, que condenou em última instância o companheiro de Miguel Pinho e de Nunes naquela ocasião.

    Está registrado.

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  3. Boa Valentim , matando as mucuras de raiva

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