domingo, 24 de agosto de 2014

REMINISCÊNCIAS do front

O caso da piscadela



POR UMA questão de honra, foi meu propósito chegar à primeira colocação no Estágio de Adaptação que realizei em Belo Horizonte, missão a que me candidatei em 2000, tão logo fora promovido à graduação de suboficial em dezembro de 1999.

Preparei-me com afinco para isso, focando a nota dez em todas as disciplinas exigidas. Meu pensamento era que, focando no máximo, e,  não obtendo essa pontuação, chegaria aos nove e meio ou próximo disso. Diante dessa performance, certeza era ser aprovado.

Uma das disciplinas era Língua Portuguesa e Literatura. Eu sempre fui bom em Português, razão pela qual meu pensamento era não dedicar tanto tempo a essa área. Pois bem. Um colega convocou a mim e a mais alguns colegas para estudarmos em uma sala de aula de uma escola lá da quadra 214 Sul. Resolvi ir. Falei comigo mesmo que "se aprendesse uma coisa sequer a mais já teria tido um ganho, ainda mais se pudesse passar algum conhecimento para os colegas". Com esse espírito, fui e aprendi muito mais do que já sabia, além de ter a graça de passar muito mais aos outros irmãos com quem partilhava aquele tempo à noite, duas vezes por semana.



Nem só de virtudes, porém, compõe-se o bicho-homem. 

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