segunda-feira, 29 de setembro de 2014

REMINISCÊNCIAS do front

Ainda guardo na memória o rosto juvenil de muitos companheiros




TIVE a ideia de criar uma página para, ao mesmo tempo que homenagear a turma, também propiciar a interação saudável entre seus membros, a partir de um comentário de nosso colega Pinheiro, Antonio Pinheiro de Lima - Q EF. Em um blogue, que infelizmente - não sei porque - não foi adiante, o Pinheiro faz o seguinte comentário:

"Ainda guardo na memoria o rosto juvenil de muitos companheiros, que logo após a formatura, se foram pra seus estados"

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

REMINISCÊNCIAS do front

A Lei não contém todo o Direito

SEMPRE fui do tipo inconformado, daqueles que não se acomodam de primeira com um “não” como resposta. O fato de ter atuado na área de recursos humanos com certeza tem influência nesse meu comportamento. Isso, vez por outra, me deu a fama de antipático.
Reivindicações que são negadas simplesmente por causa de que a legislação não dá amparo, nalgumas vezes, são aceitas por muitos somente por causa da hierarquia e da disciplina, não que isso significasse necessariamente a concordância com o resultado final.
Teve uma época em que servi metade do tempo em Brasília e a outra metade em Cachimbo, região sudoeste do Pará, quase divisa com Mato Grosso. Quando cheguei lá o período em que servíamos em Cachimbo era devidamente remunerado com a indenização de localidade especial, por ser a região considerada como local inóspito e de difícil acesso.
Em determinado mês veio a ordem lá de cima, da Subdiretoria de Pagamento de Pessoal, mandando cancelar o pagamento da indenização com base na legislação da época que dizia que “o militar faz jus ao pagamento da indenização de localidade especial a contar da data de sua apresentação, cessando na data de seu desligamento”. Essas duas palavras “apresentação” e “desligamento” depunham contra a nossa pretensão, pois, para efeitos legais, nós servíamos em Brasília, localidade não especial, e não em Cachimbo, considerada uma extensão da OM sede.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

SÓ DEUS pode...

SÓ DEUS pode criar
Mas você pode valorizar o que ele criou.

Só DEUS pode dar a vida
Mas você pode transmiti-la e respeitá-la.

Só DEUS pode dar a fé.
Mas você pode dar o seu testemunho.

Só DEUS pode dar a paz.
Mas você pode semear a união.

sábado, 20 de setembro de 2014

UMA CARTA para Aranha


OI, ARANHA. Tudo bem? Primeiramente queria te confessar que não te conhecia. Embora eu goste de futebol, vá ao estádio de vez em quando, acompanhe alguns programas esportivos, eu não sabia quem você era. Não sabia até o lamentável episódio envolvendo a torcida gremista, a torcedora do Grêmio que lhe chamou de macaco e todas as repercussões que houve. Desde então, tenho acompanhado mais atentamente você e sua luta, que sempre foi a minha, a luta pela eliminação do racismo. As declarações que você deu, após a violência da qual foi vítima, foram um alento à minha alma. Foram um tapa na cara do permanente mito da democracia racial brasileira. Um retumbante e contundente chega.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

REMINISCÊNCIAS do front

Uma questão de vocação



ALGUÉM falou neste espaço sobre vocação. Vocação - aqui entendida como a aptidão ou amor para determinada profissão, especialidade - é coisa que uns têm, outros não têm. No caso do aluno da Escola de Especialistas, assunto no qual venho me ocupando, uma boa parte, talvez a maioria, veio somente a descobrir se tinham ou não vocação para a coisa algum tempo. Para outros, esse tempo nunca chegou.

Descobrir somente algum tempo depois foi exatamente o meu caso. 

CLÁSSICOS do Valentim

Boby Solo: Una lacrima sul viso



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

REMINISCÊNCIAS do front

Há males que vêm para o bem


NEM MESMO o tempo me extraviou da memória aquela manhã de agosto, dia sete, ano de 1979, uma terça-feira. Era o dia de apresentar-me pronto para o trabalho ao tenente Wanderlan, meu chefe em Anápolis a partir daquela data. Iniciava o meu segundo dia na Unidade, pois havia me apresentado oficialmente na véspera, uma tarde ensolarada.
Estava lá naquela seção de pessoal de Base Aérea, conhecida na época como Ajudância da Base, aguardando que o futuro chefe se liberasse da tarefa em que se ocupava naquele momento. Wanderlan era um daqueles oficiais formados pela antiga EOEIG e que antes disso fora sargento, tendo chegado à graduação de primeiro-sargento Escrevente. Já não é mais vivo; podemos elogiá-lo à vontade, como sentenciava Machado de Assis.
Mantinha-me lá imóvel, garboso, achando-me o rei-da-cocada-preta a ostentar aquele vistoso uniforme azul com as insígnias de terceiro-sargento recém-formado. O oficial atendia a um cabo, que mais tarde viria a ser meu auxiliar direto. Indicava-lhe o que me parecia alguns papéis arquivados numa pasta suspensa, enquanto lhe dava orientações acerca dalgum assunto que eu ignorava totalmente pois estava a uma boa distância de ambos. Aguardei que terminasse para somente aí fazer-lhe a apresentação regulamentar. “Com licença, tenente. Terceiro-sargento Valentim apresenta-se pronto para o serviço” era a expressão correta e que já vinha treinando mentalmente. Diria tais palavras assim que o tenente fizesse o sinal para que eu me aproximasse.
Percebi que o oficial se prolongava e nem sequer levantava a cabeça a olhar em minha direção. Já estava inquieto, mas não me passou pela ideia interrompê-lo, nem ao menos com uma falsa tosse ou pigarro simulado. Isso poderia ser entendido como inconveniência, e o oficial poderia me chamar a atenção. Não, não seria boa ideia interrompê-lo.
Fiquei ali, em posição de descansar, a esperar pacientemente pelo momento em que o oficial despachasse o cabo, sanando as suas dúvidas ou qualquer outra dificuldade que o praça lhe apresentava na hora.
Nada.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

PUBLICIDADE previamente paga

Somente a língua portuguesa é capaz de produzir um texto assim


PEDRO Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. 
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

AINDA sobre racismo!


DESDE que decidiu, depois de um jogo contra o Grêmio, denunciar os torcedores que o xingaram de “macaco”, Aranha virou, na mesma medida, herói e — pasme — vilão.

Dezenas, centenas de pessoas enxergaram na atitude do goleiro do Santos oportunismo, hipocrisia, malandragem e, suprassumo dos argumentos, racismo ao contrário.

Indignados de todos os cantos tiraram do bolso do paletó a história de que “macaco” é um jeito tradicional, milenar, ancestral dos gremistas se referirem aos rivais do Inter. Não vem ao caso o fato de Aranha ser santista.

Para outros tantos, a celeuma se deve ao “politicamente correto”, que ainda destruirá o futebol.

PROPAGANDA de um pintor português

PREZADA população portuense, presentemente passando pelo Porto, Pedro Paulo Pereira Pinto Praxedes Peixoto, perito pintor profissional português, prestes partir para Paris, por pretender pelejar por premiação preponderante, promete pintar prontamente pinturas para paredes, perfeitamente parecidas, preferencialmente peristilos para pomposos palacetes, propriedades particulares, pagodes pequineses, panoramas paradisíacos pitorescos, palcos prateados, pedras preciosas, patrimônios pessoais, pessoas poderosas, pregadores presbiterianos, prelados paramentados, pastores protestantes, patrões paternalistas, projetistas projetando prédios, provectos professores politécnicos, paxás persas pertinazes, pitonisas petulantes, psiquiatras paranormais prósperos, psicólogos praticantes, paraquedistas preparados, promotores públicos, párocos proeminentes, pesquisadores poliglotas, presidentes promovendo progresso, parlamentares probos, políticos populares, pedindo previamente polpudo pagamento.

sábado, 6 de setembro de 2014

DIFERENÇAS entre ser chefe e líder

Você prefere ser chefe ou líder?


VOCÊ sabe a diferença entre ser chefe e ser líder? O chefe tem tendência a comandar pessoas, impor ordens e ser autoritário. Também é conhecido por centralizar o poder e pensar apenas nos resultados e lucros. Já o líder promove o crescimento e o desenvolvimento profissional de seus subordinados, motivando-os a conseguirem um desempenho superior. O professor Augusto Cesar, especialista em cerimonial, eventos e protocolo faz outras considerações a respeito das figuras do chefe e do líder. Confira.

1 - Os chefes são temidos e não respeitados, seus funcionários geralmente são pessoas que não se sentem abertos a relatar problemas e muito menos pedir conselhos quando têm dúvidas.

2 – Ser líder é uma forma de agir, uma maneira de ser. Pode ser qualquer pessoa de qualquer idade. Exemplos: uma criança liderando seus amigos na brincadeira; um adolescente liderando sua "tribo"; uma dona de casa liderando seu lar; um gerente liderando seus colaboradores…

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

REMINISCÊNCIAS do front

Barrão, o enfermeiro

EM TODO lugar, trabalho, escola, clube, há um sujeito divertido, engraçado, quase sempre falastrão, que, mal o vemos e já, quase sem querer, abrimos um largo sorriso. Suas histórias – ou estórias – são sempre aumentadas, enfeitadas, espichadas e enriquecidas com detalhes burlescos, que, acompanhados de trejeitos exagerados e caretas, levam os ouvintes ao inevitável riso, e do riso à estrepitosa gargalhada, deixando mais amenos os rigores do dia. E isso só ele sabe fazer. Sujeitos assim, embora não sejam unanimidades, são úteis e necessários a um ambiente saudável, desde que suas piadas não tenham o fito de humilhar ou diminuir seu semelhante.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

NÃO ao racismo e às hipocrisias

MUITO REPERCUTIU nos meios de comunicação social durante a semana que passou o triste caso acontecido com o goleiro Aranha, no jogo em que a sua equipe, o Santos Futebol Clube, jogou contra o time da casa, o Grêmio de Futebol Porto-Alegrense.

Explicando, não justificando. Um pouco por se sentirem inconformados com o desempenho de seu time e muito por serem naturalmente racistas mesmo, um grupo considerável de torcedores puxou coro racista contra o atleta santista, chamando-o de "preto fedido", "macaco", e outros insultos raciais do gênero.

Não fosse um evento de dois grandes clubes da primeira divisão do futebol brasileiro, não um fosse um evento transmitido ao vivo por uma grande emissora de televisão, este seria mais um episódio não registrado. Ninguém saberia de nada sobre o acontecido, ninguém repercutiria, ninguém exibiria sua indignação nas redes sociais.