segunda-feira, 31 de março de 2014

IMAGEM do dia


domingo, 30 de março de 2014

PAYSANDÚ empata com o Remo no Campeonato Paraense

NESTE mais recente Remo vs. Paysandú, mais um 0 a 0 a entrar para a história desse centenário clássico de futebol, certamente o mais jogado do mundo.



PAYSANDÚ: Matheus; Djalma, Charles, Pablo e Airton; Augusto Recife, Ricardo Capanema, Zé Antônio e Yago Pikachu; Héverton (Marcos Paraná) e Lima. Técnico: Mazola Júnior. REMO: Fabiano; Levy, Max, Raphael Andrade e Alex Ruan; André, Jhonnatan, Ratinho e Eduardo Ramos (Rony); Leandrão e Leandro Cearense (Zé Soares). Técnico: Roberto Fernandes. 

Cartões amarelos para Leandrão, Alex Ruan, André, Augusto Recife e Pikachu; árbitro: Ricardo Marques Ribeiro, assistentes: Marcio Eustaquio Santiago e Cleriston Cley Rios. Local: Mangueirão, Belém

sexta-feira, 28 de março de 2014

SUPREMO manda esquema de corrupção para a primeira instância

Cadê o luto das atrizes da Globo contra a corrupção?

Atrizes da Globo em luto contra a corrupção

por Adilson Filho, via e-mail 

O STF acaba de sepultar o esquema de corrupção tucana montada em MG pelo então governador Eduardo Azeredo. Trata-se, nada mais nada menos, do que grana de dinheiro PÚBLICO no primeiro escalão do poder!

Acabou. Com o desmembramento vão “disputar a partida” em casa, onde Aécio tem a mídia e a justiça nas mãos. Simplesmente o Supremo jogou no ralo hoje a possibilidade de pegar os corruptos graúdos, os criadores “da tecnologia” utilizada desde os tempos da compra de votos em 98.

Aí eu pergunto: Cadê o luto das atrizes da Globo?! Cadê a revolta geral no Facebook com páginas em preto?

Nem uma linha, nada, zero, um ou outro gato pingado aqui e outro acolá. Estatisticamente não existe. Me faz lembrar o que disse ACM uma vez: “se não deu no Jornal Nacional é porque não existiu”.

Mas, fique tranquilo, a sua indignação não é seletiva, você é uma pessoa de bem, quer um país melhor eu sei disso, você quer os políticos encarcerados, deixa pra lá os empresários, os banqueiros, doutores juízes e barões da mídia, que comandam o jogo do capital no tabuleiro lá de cima.

REMO e Paysandú, mais um clássico neste domingo


(Diário do Pará)

DESTA vez valendo pelo campeonato paraense de futebol de 2014, segundo turno.

quinta-feira, 27 de março de 2014

MUTRETAS, gatunagens e armações no futebol paraense (final)

(Continuação da postagem de 25mar.2014)

Outras situações a considerar, ainda


MAS o que levaria, afinal de contas, um cartola desonesto a se denunciar?

Para responder a essa indagação, vamos fazer aqui algumas constatações. Ora, caro leitor, as constatações, que aqui postamos, não estão escritas em jornal algum, não circulam na internet, tampouco foram ditas por algum comentarista de rádio ou de televisão. Diferente do que foi veiculado no canal Mais TV e publicado em O Liberal sobre esse escabroso caso de corrupção futebolística, o que vou aqui escrever não precisa ser mostrado, dito ou escrito, para ter veracidade. Basta conhecer o gênero humano, em especial a personalidade do contraventor, somando-se os fatos conhecidos e deduzir, compreender,  concluir

Vamos, inicialmente, nos fazer outra indagação: O que teria levado alguém como Miguel Pinho a interessar-se em fazer parte da direção de um clube popular como o Paysandú? Eu respondo: a vaidade.

A vaidade humana, se mal controlada, não possui limites. Primeiro, para satisfazer a essa vaidade,  se almeja o dinheiro, antes para suprir necessidades, depois por pura ambição; uma vez conseguido o dinheiro, não importando como (para alguns), vai-se atrás do poder, da notoriedade, do reconhecimento. 

Há várias formas de se conseguir notoriedade. Então, levando em conta o nosso personagem, vamos aqui analisar uma a uma.

Primeiramente, o Miguel Pinho contraventor, para poder se manter na atividade ilegal, o jogo do bicho na praça de uma cidade como Belém, teve de corromper policiais, autoridades, quem sabe até mesmo magistrados, de forma a assegurar o livre exercício da jogatina. As bancas estão (ou estavam, pois este blogueiro faz 5 anos não volta à cidade onde nasceu e se criou) ostensivas, e ninguém - nem delegado de polícia, nem promotor público, nem ninguém - move uma palha para retirá-las das calçadas. 

Vamos ser honestos. Ninguém consegue sobreviver assim em tais negócios, por décadas, se não contar com a conivência do poder público, se não tiver a autoridade pública a seu favor. E nenhuma autoridade permitiria tais coisas se não tivesse uma boa razão para isso, se para fazer vistas grossas não levasse alguma vantagem pecuniária. Fui claro.

quarta-feira, 26 de março de 2014

PAYSANDÚ se vendeu para o Internacional em 2002, disse Artur Tourinho




O PAYSANDÚ viveu, entre os anos de 2001 e 2005, talvez o período de maior conquista ao longo de seus 98 anos de história. À época, o time paraense era presidido por Artur Tourinho, um economista amapaense que elegeu Belém para residir e se apaixonou pelo Papão da Curuzu. Foram anos inesquecíveis para o torcedor bicolor, que viu o time se sagrar Campeão Brasileiro da Série B, do Norte e dos Campeões, o que lhe rendeu uma vaga na Copa Libertadores de 2003.


Contudo, quase dez anos depois de deixar o clube, o ex-presidente aceitou conversar com a reportagem do Globoesporte.com para falar de um assunto polêmico: a suspeita de que quatro jogadores do Paysandú teriam se vendido para um empresário ligado ao Internacional na partida válida pela última rodada do Campeonato Brasileiro 2002 que, caso fosse vencida pelos paraenses, culminaria com o rebaixamento da equipe gaúcha para a Série B do campeonato nacional, um feito histórico no futebol.



– Suspeito sim que quatro jogadores do Paysandu se venderam. Provas eu não tenho e, tampouco, citarei nomes, mas suspeito que isso tenha acontecido naquela partida contra o Inter em Belém, no dia 17 de novembro de 2002 – revelou Tourinho que, hoje, preside um órgão público ligado ao Governo do Estado do Pará e está afastado das funções futebolísticas desde que deixou o comando bicolor em 2005.




De acordo com o ex-presidente, os atletas do Paysandú foram assediados ainda durante a semana do jogo, no dia 14 de novembro, uma quinta-feira, quando empresários ligados ao Internacional mantiveram contato com os jogadores paraenses e, supostamente, teriam os incentivado a fazer “corpo mole” para com isso levarem uma boa quantia em dinheiro, valor que o cartola afirma não ter conhecimento exato. 


'Suspeito que quatro se venderam em 2002', disse Tourinho . Após a partida contra o clube gaúcho, Artur Tourinho chegou a confrontar um dos jogadores, mas foi contido pelo técnico Hélio dos Anjos




– Tive informações de fontes seguras que os jogadores estiveram reunidos com os empresários durante um almoço. Mas digo: ninguém do Inter me ligou. Por conta disso, no dia seguinte, fui conversar com um de nossos patrocinadores e consegui um valor de R$ 50 mil para premiar os atletas pela vitória. Juntei aos 50 mil reais mais 20 do caixa do próprio Paysandú e, duas horas antes da partida, fui ao vestiário e comuniquei o ‘bicho’ em caso de vitória – lembrou.

Questionado sobre os momentos, durante a partida, que o levaram a ter ainda mais certeza de que os atletas estariam “vendidos”, Tourinho afirmou que não foi difícil perceber lances individuais comprometedores e, ainda, a falta de vontade em algumas jogadas. O dirigente revelou também que, cinco minutos antes do apito final, desceu até os vestiários do Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, e na chegada dos atletas acabou se desentendendo com um dos jogadores que teve sua atuação questionada.

– Eu desci antes do fim do jogo, mesmo sob o pedido de minha esposa para que ficasse na cabine, pois estava muito nervoso. No vestiário, fui para cima do primeiro que encontrei, mas o Hélio dos Anjos (então treinador do Paysandu) me segurou. Depois disso, o desentendimento foi geral nos vestiários, mas bastava assistir ao tape e perceber – lembrou o dirigente que não pensa em voltar ao clube para exercer função administrativa.


Campanha bicolor em 2002


Em 2002, o Campeonato Brasileiro da Série A era disputado por 26 equipes, sendo classificadas as oito primeiras. Naquele ano, o Santos, da dupla e Robinho e Diego, conquistou a classificação na última rodada e, de quebra, o título do Brasileirão. O Paysandu terminou a competição em 20º lugar, com 29 pontos, sendo nove vitórias, dois empates e 14 derrotas. Já Internacional encerrou sua participação em 21º.

Veja quem entrou em campo:


Paysandu: Marcão; Marcos, Sérgio, Gino e Souza; Vanderson, Sandro Goiano, Velber e Jobson (Clayson Rato); Vandick e Zé Augusto (Albertinho). Técnico: Hélio dos Anjos. // Internacional: Clemer; Chris, Vinicius, Luiz Alberto e Chiquinho; Claiton (Duílio) Alexandre, Cleiton Xavier e Cleitão; Fernando Baiano e Mahicon Librelato (Fabiano). Técnico: Cláudio Duarte.

Gols: Fernando Baiano, aos 8 do segundo tempo, e Mahicon Librelato, aos 11 da etapa complementar. (Globo Esporte)



Ex-dirigente do Paysandu reacende polêmica após quase descenso do Inter.  José Artur Guedes Tourinho garantiu que quatro jogadores se venderam antes do jogo



"QUATRO jogadores do Paysandu se venderam. Não tenho provas e, por isso, não vou citar nomes, mas é certo que aconteceu." Assim, o ex-presidente do clube paraense fala, pela primeira vez, sobre os rumores que cercaram a partida daquele 17 de novembro de 2002. José Artur Guedes Tourinho hoje está afastado do futebol e ocupa a presidência da Junta Comercial de Belém. Na época, presidia o Paysandu. "É a lei da oferta e da procura. A torcida não aceita que um clube do tamanho do Inter caia", observa.

Tourinho revela detalhes de como tudo teria acontecido. Segundo ele, o assédio começou na quinta-feira que antecedeu a partida, quando os primeiros contatos de pessoas ligadas ao Inter ocorreram. No dia seguinte, prevendo que a oferta também chegaria aos jogadores, Tourinho procurou um contraveneno: uma premiação extra para vitória, não para derrota. Buscou junto à Amazônia Celular um bicho extra de R$ 50 mil para dividir entre os atletas. "Na sexta-feira à noite, peguei os R$ 50 mil, juntei com mais R$ 20 mil do caixa do Paysandu e fui para o hotel da concentração. Reuni o grupo, olhei na cara de cada um e disse: "Tem alguém que quer se vender aqui?". Ninguém confirmou. Então, disse que daria os R$ 70 mil para o time ganhar do Inter. O rebaixamento do Inter seria uma notícia mundial, e todo mundo ganharia, inclusive o patrocinador", afirma ele.

Mas o plano teria dado errado. "Os quatro jogadores tiveram uma reunião com um empresário no sábado, véspera da partida. Foi no almoço. Acho que foi ali que acertaram tudo", lembra. Hoje, o empresário citado encontra-se preso em Belém acusado de duplo homicídio.

O ex-presidente do Paysandu conta que, depois do jogo, foi até o vestiário sob um chuva de moedas atiradas pela revoltada torcida. Chegando lá, conta que perdeu a razão e tentou agredir um dos "vendidos". "Fui para cima dele. Mas o pessoal separou", conta. Segundo Tourinho, houve também um sério desentendimento dos quatro atletas com o resto do grupo. Afinal, segundo a versão do dirigente, os quatro receberam uma bolada, enquanto que os outros nem os R$ 70 mil puderam amealhar. (Correio do Povo, Porto Alegre)   


Pois sim. Para mim, essa história não está bem contada. 

Não era difícil identificar esses quatro jogadores que entregaram o jogo para o Inter. Bastava essa tal "fonte segura" dizer.


Ora, a reunião (almoço) foi em local público e jogador de futebol do Paysandú (ou do Remo) em Belém é figura por demais conhecida, ainda mais em final de temporada. Logo, a mesma pessoa que denunciou a reunião ao então presidente do Paysandú ("tive informações seguras" e "Os quatro jogadores tiveram uma reunião com um empresário no sábado, véspera da partida. Foi no almoço".) teria como dizer a Tourinho o nome de cada um desses quatro jogadores. Provavelmente tenha dito, vez que certamente era torcedor do clube.


Então, cabia a Tourinho tão-somente afastá-los do time, não correndo o risco de o Paysandú perder (entregar) a partida. Por que não o fez?


Não, eu não acredito nisso.  O Paysandú estava tranquilo, já livre de rebaixamento, porém sem nenhuma condição de se classificar para a fase seguinte. Um pouco mais de dinheiro não ia fazer mal a ninguém. Já o Inter caía pelas tabelas, necessitando desesperadamente daquela vitória para escapar do rebaixamento para a série B no ano seguinte ("A torcida não aceita que um clube do tamanho do Inter caia"). Artur Tourinho tinha como afastar os quatro jogadores vendidos, mas não o fez. Por quê?

O tempo é senhor da razão. Tourinho, apesar de em suas gestões à frente do Paysandú, ter dado a melhor fase ao clube em toda a sua história, foi  em dezembro de 2007 eliminado do quadro de sócios (expulso) por conta de diversas irregularidades. Algumas dessas irregularidades foi transferência de valores do clube para a empresa de sua esposa e para o empresário Chico Ferreira, o mesmo que foi visto em reunião com os quatro jogadores que se venderam em 2002, e que agora se encontra preso, cumprindo pena de 80 anos de reclusão, por duplo homicídio. Além disso, descobriram que Tourinho desviou dinheiro conseguido com a negociação de, pelo menos, três jogadores.


O costume do cachimbo deixa a boca torta.


Shakespeare tinha razão: existem muito mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia. E isso se aplica muito bem ao futebol paraense. 


É a minha opinião, com base nos fatos e nas evidências. Mas toda a verdade só Deus conhece.

terça-feira, 25 de março de 2014

MUTRETAS, gatunagens e armações no futebol paraense (2ª parte)

(continuação da postagem de 24mar.2014)

Vamos a alguns fatos:


AQUELE fatídico jogo entre Paysandú e ABC foi transmitido pela televisão para Belém e região, vez que, devido ao interesse da torcida do Paysandú e pelas limitações de público do estádio, os ingressos rapidamente haviam se esgotado.
Antonio Carlos Nunes

Antes, em Natal - RN, o Paysandú havia perdido por 1 a 0, e teria agora a obrigação de ganhar o jogo pela diferença de dois gols, porque o ABC, pela melhor campanha nas fases anteriores, detinha a vantagem da igualdade. 1 a 0 ou 2 a 1 para o Paysandú dava a classificação ao ABC. A memória não me deixa dizer em quanto estava o placar do jogo quando, pela superlotação do estádio, coisa comum naqueles tempos, um dos muros desabou; mas pela lógica é possível inferir que o Paysandú devia estar vencendo a peleja.

Qualquer árbitro honesto e imparcial usaria o bom senso, suspendendo a partida pela falta das mínimas condições de segurança. Corriam riscos a equipe de arbitragem, os atletas e todos ali presentes, incluindo a própria multidão presente,  homens, mulheres e crianças presentes.

É fácil ver as razões com nitidez para a decisão de interromper o evento. O árbitro não teria autonomia, por exemplo, para assinalar um lance capital contra a equipe da casa, como um penal a favor do ABC ou até mesmo dar um cartão vermelho para um jogador do Paysandú; não teria liberdade nenhuma para assinalar qualquer lance polêmico que fosse contra as pretensões do time da casa. Era fazer isso e ver o campo de jogo invadido por milhares de hostis e apaixonados torcedores, revoltados por ver seu time prejudicado. Polícia nenhuma teria sido capaz de conter uma multidão enfurecida, e o resultado só Deus poderia saber. Interromper a peleja teria sido a única decisão acertada, mas não foi o que ocorreu.

EX-PRESIDENTE do Paysandú, Asdrúbal Mendes Bentes, a um passo da cassação

Futuro de Bentes nas mãos de Henrique Eduardo Alves

O SUPREMO Tribunal Federal (STF) comunicou hoje (24) à Câmara dos Deputados a condenação definitiva, em sentença criminal transitada em julgado, do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA). No ofício dirigido ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ministro Dias Toffoli, relator do processo, informa que o STF reconheceu o imediato trânsito em julgado da decisão condenatória de Bentes com o lançamento do nome do parlamentar no rol dos culpados.

Caberá agora a Alves reunir-se com os demais integrantes da Mesa Diretora da Câmara para decidir se será aberto processo de cassação do mandato do deputado. A reunião deve ser quarta-feira (26). Se for decidida a abertura de processo, será feita uma representação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que designará um relator para o caso. Na CCJ, o deputado terá amplo direito de defesa. Concluída a fase de defesa, será apresentado um parecer a ser votado pelos integrantes da comissão.

O parecer da CCJ será encaminhado à Mesa Diretora, que, por maioria de seus membros, decidirá se encaminha ao plenário uma representação para cassação do mandato do deputado, ou se arquiva o assunto. Se a Mesa Diretora encaminhar a representação ao plenário, caberá aos 513 deputados, por maioria absoluta de votos, decidir em votação aberta se cassam o mandato de Asdrúbal Bentes. 

O deputado foi condenado a três anos e um mês de prisão, em regime aberto, pelo crime de esterilização cirúrgica irregular, em 2004, quando era candidato a prefeito do município paraense de Marabá. Bentes nega as acusações.  (Agência Brasil)

segunda-feira, 24 de março de 2014

MUTRETAS, gatunagens e armações no futebol paraense (1ª parte)

Miguel A. Pinho
HÁ MAIS coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia, disse há alguns séculos  o dramaturgo inglês William Shakespeare.

Quem tem acompanhado o que venho postando no BLOGUEdoValentim recentemente, tem notado as matérias lá registradas sobre um grande corruptor do futebol paraense, talvez até do futebol brasileiro, vez que suas armações ultrapassaram as fronteiras do futebol paraense. 

Os esquemas de corrupção perpetrados no futebol pelo falecido contraventor Miguel Alexandre Pinho, ex vice-presidente do Paysandú em 1991, também prejudicaram outros clubes brasileiros, consequentemente seus jogadores, funcionários e toda sua massa torcedora. Pontualmente, isso ficou claro em 1991, na segunda divisão do campeonato brasileiro de futebol, numa partida contra o ABC de Natal, naquele fatídico 5 de maio no estádio da Curuzu. Essa armação grotesca indiretamente prejudicou os demais adversários, que cruzaram o caminho do Paysandú, até o jogo final contra o Guarani de Campinas, no Mangueirão. 

A ladroagem não só atingia os rivais paraenses, portanto.

Coitado do ABC. Sem o saber, já entrou em campo desclassificado, vez que o resultado da partida já se sabia de antemão. O Paysandú ganharia pela diferença de dois gols, de uma forma ou de outra.

CLÁSSICOS do Valentim

Renato e Seus Blue Caps: Feche os Olhos




domingo, 23 de março de 2014

PAYSANDÚ empata com o Remo e é finalista da Copa Verde

O PAYSANDÚ Sport Clube empatou com o Clube do Remo em 0 a 0. Por ter vencido o primeiro jogo, de domingo passado, por 1 a 0, deverá enfrentar o Brasiliense nas finais.

Parabéns ao Clube do Remo, que, nessa partida, foi guerreiro e tentou a vitória até o final, dando esperanças ao seu torcedor fiel de dias melhores. Contudo, prevaleceu a melhor organização do Paysandú nos dois confrontos, fazendo o resultado no primeiro. Resta ao Remo dedicar-se ao Campeonato Paraense, com vistas a ratificar a classificação para o Campeonato Brasileiro a iniciar-se no segundo semestre.


REMO e Tocantinópolis, 2005, o jogo mais emocionante da história azulina


Nunca duvidem da pujança desse time e de sua imensa torcida!

sábado, 22 de março de 2014

EX-PRESIDENTE do Paysandú Asdrúbal Bentes provoca vergonha

Para Deputados, convivência com peemedebista condenado será constrangedora; mobilização é por renúncia


LÍDERES e deputados afirmam que a convivência, já na próxima semana, com o deputado Asdrubal Bentes (PMDB-PA), condenado em sentença definitiva pelo Supremo Tribunal Federal, provocará constrangimentos, assim como aconteceu no caso de Natan Donadon e dos condenados no mensalão. E como há prazos regimentais a serem cumpridos, a finalização do processo de cassação de mandato, com a votação em plenário, poderá se arrastar.

REMO tenta repetir a vitória de 2009 sobre o Paysandú

Azulinos vão tentar repetir vitória de 2009 (Foto: Mário Quadros/Diário do Pará)
Helinho disputa bola com zagueiro Roni. No Re x Pa 700, deu vitória remista por 2 a 1. (Foto: Mário Quadros/Diário do Pará)

NA HISTÓRIA recente do clássico Remo x Paysandú, a vantagem do empate na partida decisiva mudava de lado a cada jogo. Tanto os azulinos quanto os bicolores já tiveram a oportunidade de jogar por dois resultados em uma partida decisiva. Nos dois últimos anos, cada clube conquistou um turno do Parazão após empatar em dois jogos (caso do Remo em 2014) ou vencer o rival no segundo jogo (caso bicolor em 2013).

sexta-feira, 21 de março de 2014

MAIS UM caso de suborno no futebol!

Dirigente do Minas Futebol acusa URT de suborno e ameaça paralisar Mineiro

Reginaldo teria sido alvo da URT

UMA bomba explodiu no futebol mineiro, na noite desta quinta-feira. O presidente do Minas Futebol, Edson Ramos, conhecido como Paredão, oficializou uma denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG), onde acusa um dirigente da URT de ter tentando subornar o zagueiro Reginaldo, do Minas, no duelo entre os dois clubes na última rodada do Campeonato Mineiro.

EX-PRESIDENTE do Paysandú é condenado à prisão pelo STF

Bentes foi condenado em setembro de 2011 a três anos e um mês de prisão. O parlamentar foi acusado de realizar esterilização irregular de mulheres. Asdrúbal Bentes, que era presidente do Paysandú em 1991, quando o contraventor Miguel Pinho, seu vice-presidente, comprou o título da Série B daquele ano subornando a arbitragem, foi condenado pelo STF sem mais apelação

O PLENÁRIO do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quinta-feira (20) os últimos recursos apresentados pelo deputado federal Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) e determinou a prisão do parlamentar. Em 2011, Bentes tinha sido condenado pelo próprio Supremo a três anos, um mês e dez dias de prisão por esterilização cirúrgica irregular de mulheres. 

quinta-feira, 20 de março de 2014

TENHAMOS fé!


VENDA da Sanepar é aprovada

Por 32 votos a 15, Assembleia Legislativa aprova venda da Sanepar



A ASSEMBLEIA Legislativa do Paraná, por 32 votos a 15, aprovou na noite desta quarta (19) o projeto que aumenta o capital social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) de R$ 2,6 bilhões para R$ 4 bilhões.

Na prática, a estatal de água e esgoto poderá ser controlada pela iniciativa privada.
Para a bancada do PT, capitaneada pelo deputado Tadeu Veneri, trata-se de privatização da ainda estatal de água e esgoto.

O deputado Antônio Anibelli Neto (PMDB), o Anibelinho, em nome da história do PMDB, fez um apelo para que a bancada votasse contra a privatização da empresa e a favor da tarifa social da água criada ainda no governo Requião.

O deputado Enio Verri, presidente estadual do PT do Paraná, disse que a venda das ações da companhia transformará água, um bem comum, em mercadoria como outra qualquer.

“O governo Beto prefere favorecer acionistas da Sanepar em detrimento dos usuários. É o Poder Público administrando interesses privados”, disse o deputado Elton Welter (PT), líder da oposição.

O rolo compressor governista foi comandado pelo deputado Ademar Traiano (PSDB), líder de Beto Richa (PSDB) na Assembleia.

Assim que a Assembleia disponibilizar a relação de como votaram os deputados, este blog a divulgará. (Esmael Morais, Curitiba)

terça-feira, 18 de março de 2014

MUTRETAS entre clube de futebol e mídia

Futebol e a corrupção na mídia




O JORNALISTA Bob Fernandes publicou na sexta-feira (14), no sítio “Terra Magazine”, uma bombástica entrevista com o atual presidente do Esporte Clube Bahia, Fernando Schmidt. Entre outros temas, o cartola aborda um verdadeiro tabu: o das relações promíscuas entre os clubes, as empresas de mídia e os repórteres esportivos. Ele não dá nome aos bois, mas confirma que a sujeira neste campo é pesada. Num país em que a Rede Globo comanda esta paixão nacional, inclusive impondo os horários das partidas, a entrevista até que poderia servir para investigar mais a fundo estas sinistras relações.

segunda-feira, 17 de março de 2014

MIGUEL Pinho, o cartola do Paysandú que operou esquemas de suborno

O crime perfeito

DESDE de quando me entendi por gente e passei a interessar-me por futebol que eu ouço falar em compra de arbitragem, suborno de jogadores ou treinadores, e coisas desse tipo.

No Pará, quem é torcedor do Paysandú acusa os dirigentes do Remo de comprar resultados ou coisas como apagar as luzes do estádio, interrompendo um jogo em que seu time está perdendo; por outro lado, quem é do Remo, acusa o pessoal do Paysandú de fazer e acontecer para que o resultado final de uma partida de futebol, principalmente aquela final de campeonato, lhe seja favorável.


Quem roubou quem?

É uma discussão que não tem fim, mas nunca ninguém provou nada contra este ou aquele, pois a corrupção não passa recibo. É igual àquele ditado: "Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem".

Eu era pequeno ainda, lá com os meus 10 anos de idade, e já se comentava aqui e acolá que os resultados de futebol nem sempre aconteciam dentro das quatro linhas. Como remista, sempre ouvia de remistas acusações de que o Paysandú tinha 'roubado' isto ou aquilo.

Pois bem. Essa dúvida caiu por terra em novembro de 2003, quando Miguel Alexandre Pinho (fotos), em entrevista na antiga "Mais TV", de Belém - Pará, revelou sem nenhum melindre que participou de vários esquemas de suborno visando favorecer o seu clube, o Paysandú Sport Clube. Participou desse programa televisivo o jornalista Carlos Ferreira, de "O Liberal", que está aí, vivinho da silva, para confirmar tudo. Outros personagens citados, como o preparador de goleiros Mário Fernando, também estão vivos.

Mas eu duvido muito que ele algum dia venha a se pronunciar, se procurado a falar sobre o assunto. Quanto aos demais ex-presidentes e ex-diretores do Paysandú, se procurados, certamente negarão tudo, dizendo apenas que era tudo brincadeira do falecido, um folclórico e notócio contraventor penal, conhecido também pela sua vaidade, pois dizia aos quatro ventos que "eu compro a minha vaidade", aludindo ao fato de que ele punha dinheiro no Paysandú, tendo direito de mandar e ter seu nome estampado nos jornais.


domingo, 16 de março de 2014

ÓDIO nas redes sociais













Por Patrícia Cornils, para Outras Palavras, em Carta Capital

DIA 5 de março o Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic), da Universidade Federal do Espírito Santo, publicou um mapa de redes de admiradores das Polícias Militares no Facebook. São páginas dedicadas a defender o uso de violência contra o que chamam de “bandidos”, “vagabundos”, “assaltantes”, fazer apologia a linchamentos e ao assassinato, defender policiais, publicar fotos de pessoas “justiçadas” ou mortas violentamente, vender equipamentos bélicos e combater os direitos humanos.

Para centenas de milhares de seguidores dessas páginas, a violência é a única mediadora das relações sociais, a paz só existe se a sociedade se armar e fizer justiça com as próprias mãos, a obediência seria o valor supremo da democracia. Dentro dessa lógica, a relação com os movimentos populares só poderia ser feita através da força policial. Qualquer ato que escape à ordem ou qualquer luta por direitos é lido como um desacato à sociedade disciplinada. Um exemplo: no sábado, dia 8 de março, a página “Faca na Caveira” publicou um texto sobre o Dia Internacional das Mulheres no qual manda as feministas “se foderem”. Em uma hora, recebeu 300 likes. Até a tarde de domingo, 1473 pessoas haviam curtido o texto.

Abaixo o professor Fábio Malini explica como fez a pesquisa e analisa o discurso compartilhado por esses internautas. “O que estamos vendo é só a cultura do medo midiático passando a ter os seus próprios veículos”, diz ele. Explore as redes neste link.
140311-Ultraconservadores

Como você chegou a esse desenho das redes? O que ele representa?

É um procedimento simples em termos de pesquisa. O pesquisador cria uma fanpage no Facebook e passa a dar “like” num conjunto de fanpages ligada à propagação da violência. Em seguida, usamos uma ferramenta que identifica quais os sites que essas fanpages curtem. E, entre elas, quais estão conectadas entre si. Se há conexão entre uma página com outra, haverá uma linha. Se “Faca na Caveira” curte “Fardados e Armados" há um laço, uma linha que as interliga. Quando fazemos isso para todas as fanpages, conseguimos identificar quais são as fanpages da violência (bolinhas, nós) mais conectadas e populares. Isso gera um grafo, que é uma representação gráfica de uma rede interativa. Quanto maior é o nó, mais seguida é a página para aquela turma. No grafo, “Polícia Unida Jamais será vencida” é a página mais seguida pela rede. Não significa que ela tem mais fãs. Significa que ela é mais relevante para essa rede da violência. Mas a ferramenta de análise me permite ver mais: quem são as páginas mais populares no Facebook, o que elas publicam, o universo vocabular dos comentários, a tipologia de imagens que circula etc.

O que você queria ver quando pesquisou esse tema? E o que achou de mais interessante?

Pesquisei durante apenas uma semana para testar o método de extração de dados. Descobri que o Labic, laboratório que coordeno, pode ajudar na construção da cultura de paz nesse país, desvelando os ditos dessas redes, que estão aí, lotadas de fãs e públicas no Facebook. Assustei-me em saber a ecologia midiática da repressão no Facebook, em função da agenda que esses sites estabelecem.

Primeiro há um horror ao pensamento de esquerda no país. Isso aparece com inúmeros textos e imagens que satirizam qualquer política de direitos humanos ou ligadas aos movimentos sociais. Essas páginas funcionam como revides à popularização de temas como a desmilitarização da Polícia Militar ou textos de valorização dos direitos humanos. Atualmente, muitas dessas páginas se articulam em função da “Marcha pela Intervenção Militar”. Um de seus maiores ídolos é o deputado Jair Bolsonaro.

Após os protestos no Brasil, a estrutura de atenção dos veículos de comunicação de massa se pulverizou, muito tráfego da televisão está escoando para a internet, o que faz a internet brasileira se tornar ainda mais “multicanal”, com a valorização de experiências como Mídia Ninja, Rio na Rua, A Nova Democracia, Outras Palavras, Revista Fórum, Anonymous, Black Blocs. São páginas muito populares. Mas não estão sozinhas. Há uma guerra em rede. E o pensamento do “bandido bom, bandido morto” hoje se conformou em votos. Esse pensamento foi capaz de construir redes sociais em torno dele.

A despolitização, a corrupção, os abusos de poder, a impunidade, estão na raiz da força alcançada por essas redes da violência e da justiça com as próprias mãos. E não tenho dúvida: essas redes, fortes, vão conseguir ampliar seu lastro eleitoral. Vão ajudar na eleição de vários políticos “linha dura”. Em parte, o crescimento dessas redes se explica também em função de forças da esquerda que passaram a criminalizar os movimentos de rua e ficaram omissas a um conjunto de violações de direitos humanos. O silêncio, nas redes, é resignação. O que estamos vendo é só a cultura do medo midiática passando a ter os seus próprios veículos de comunicação na rede.

Você escreveu que “é bom conhecer e começar a minerar todos os conteúdos que são publicadas nelas.” Por que?

Porque é preciso compreender a política dessas redes e seus temas prioritários. Instituir um debate por lá e não apenas ficar no nosso mundo. É preciso dialogar afirmando que uma sociedade justa é a que produz a paz, e não uma sociedade que só obedece ordens. Estamos numa fase de mídia em que se calar para não dar mais “ibope” é uma estratégia que não funciona. É a fala franca, o dito corajoso, que é capaz de alterar (ou pelo menos chacoalhar) o discurso repressor.

É interessante, ao coletarmos e minerarmos os dados, notar que muitas dessas páginas articulam um discurso de Ode à Repressão com um outro pensamento: o religioso, cujo Deus perdoa os justiceiros. Isso se explica porque ambos são pensamentos em que o dogma, a obediência, constituem valores amplamente difundidos. Para essas redes, a defesa moral de uma paz, de um cuidado de si, viria da capacidade de os indivíduos manterem o estado das coisas sem qualquer questionamento, qualquer desobediência.

No lugar da Política enfrentar essas redes, para torná-las minoritárias e rechaçadas, o que vemos? Governantes que passam a construir seus discursos e práticas em função dessa cultura militarizada, dando vazão a projetos que associam movimentos sociais a terrorismo. Daí há uma inversão de valores: a obediência torna-se o valor supremo de uma democracia. E a política acaba constituindo-se naquilo que vemos nas ruas: o único agente do Estado em relação com os movimentos é a polícia.

O grafo mostra as relações entre os diversos nós dessa rede. Mas e se a gente quiser saber o que essas redes conversam? As PMs estão no centro de vários debates importantes hoje: o tema da desmilitarização. A repressão às manifestações. O assassinato de jovens pobres, pretos, periféricos. Esses nós conversam sobre essas coisas? Em que termos?

Sim, esses nós se republicam. Tal como páginas ativistas se republicam, tais como páginas de esporte se republicam. Todo ente na internet está constituindo numa rede para formar uma perspectiva comum. As ferramentas para coletar essas informaçoes públicas estão muito simplificadas e na mão de todos. Na tenho dúvida que as abordagens científicas das Humanidades serão cada vez mais centrais, pois a partir de agora o campo das Humanidades lidará com milhões de dados. É uma nova natureza que estamos vendo emergir com a circulação de tantos textos, imagens, comportamentos etc.

Você escreveu que “os posts das páginas, em geral, demonstram o processo de construção da identidade policial embasada no conceito de segurança, em que a paz se alcança não mediante a justiça, mas mediante a ordem, a louvação de armamentos e a morte do outro.” Pode dar exemplos de como isso aparece? E por que isso é grave? Afinal, na visão dos defensores e admiradores da polícia, as posições que defendem dariam mais “paz” à sociedade.

Sábado, 8 de março, foi o Dia Internacional da Mulher. Uma das páginas, a Faca na Caveira, deu parabéns às mulheres guerreiras. Mas mandaram as feministas se foderem. O post teve 300 likes em menos de meia hora e na tarde de domingo tinha 1473 likes. A paz só será alcançada com ordem e obediência, dizem. No fundo, essas redes revelam-se como repressoras de qualquer subjetividade inventiva. Por isso, são homofóbicas e profundamente etnocêntricas de classes. É uma espécie de decalque do que pensa a classe média conectada no Brasil, que postula que boné de “aba reta” em shopping é coisa da bandidagem.

Em Vitória, onde resido, em dezembro de 2013, centenas de jovens que curtiam uma roda de funk nas proximidade de um shopping tiveram que entrar nesse recinto para fugir da repressão da polícia, que criminaliza essa cultura musical. Imediatamente foi um “corre-corre” no centro comercial. Os jovens foram todos colocados sentados, sem camisa, no centro da Praça de Alimentação. Em seguida, foram expulsos em fila indiana pela polícia, sob os aplausos da população. Depois, ao se investigar o fato, nenhum deles tinha qualquer indício de estar cometendo crime. Essa cultura do aplauso está na rede e é forte. É um ódio à invenção, à diferença, à multiplicidade. É por isso que a morte é o elemento subjetivo que comove essa rede. Mostrar possíveis criminosos mortos, no chão, com face, tórax ou qualquer outro parte do corpo destruída pelos tiros, é um modo de reforçar a negação da vida.

Essas redes conversam com outras redes não dedicadas especificamente à questão das PMs? Vi, por exemplo, que tem um “Dilma Rousseff Não”, um “Caos na Saúde Pública” e um “Movimento Contra Corrupção”. Que ligações as pessoas ali estabelecem entre esses temas?

Sim, são páginas que se colocam no campo da direita mais reacionária do país. Mas isso também é um índice da transmutação do conservadorismo no Brasil. Infelizmente, o controle da corrupção se tornou um fracasso. Essa condição fracassada alimenta a despolitização. E a despolitização é o combustível para essas páginas. Mas a despolitização não é apenas um processo produzidos pelos “repressores”, mas por sucessivos governos mergulhados em escândalos e que são tecidos por relações políticas absolutamente cínicas em nome de alguma governabilidade. (Rodrigo Vianna)

quarta-feira, 12 de março de 2014

CLÁSSICOS do Valentim

Pussycats: Mississipi, 1975



WELL you can hear the country song from far,
And someone plays the honky tonky tonk,
Where all the lights go on one by one,
People enjoying the sun,
And the wind takes it all away,
Where the Mississippi rolls down to the sea,
And lovers found the place they like to be,
How many times before this song was ending,
Love and understanding everywhere around.

terça-feira, 11 de março de 2014

BLOGUE do Valentim há três anos

Última homenagem a um herói anônimo

 
O tunante Manoel Valentim nos deixou hoje.
NAQUELE agosto de 1977, quando o jovem Antonio, 16 anos, preparava-se a seguir viagem com destino a Guaratinguetá – SP, a fim de fazer o Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica, seu Manoel Valentim chamou-o à parte, aconselhando-o:
         - Vá e seja honesto, meu filho.
         32 anos depois, no recente fevereiro de 2009, quando o já maduro Valentim pegou a estrada rumo ao Paraná, deixando-o lá no Pará, novamente o velho Manoel o aconselhou:
         - Vá e seja feliz, Antonio.
         Dois conselhos em poucas e sábias palavras, que jamais esqueci e que procuro durante a minha vida pô-los em prática. Seu Manoel, seu Duca ou  simplesmente Duquinha para os irmãos, foi sempre para mim um conselheiro, assim simples, direto.

segunda-feira, 10 de março de 2014

REMO e Paysandú vale vaga na final Copa Verde, que dá uma vaga na Sul-Americana ao campeão


Remo 1x1 PSC (Alex Ruan)
NO SÁBADO, logo após confirmar a classificação sobre o Princesa do Solimões (AM), com a vitória por 2 a 1, em Manacapuru (AM), o treinador do Paysandu, Mazola Júnior, disse que queria ter o Remo como adversário nas semifinais da Copa Verde. Pois bem, a classificação dramática remista, ontem à noite, no empate por 2 a 2 com o Nacional (AM), na inauguração da Arena da Amazônia, garantiu o encontro entre maiores rivais do futebol paraense na terceira fase da competição regional.

REMO e Nacional empatam e Leão Azul Paraense encara Paysandú nas semifinais da Copa Verde

Em jogo histórico, Clube do Remo inaugurou a Arena da Amazônia, fazendo os dois primeiros gols de sua história

Yahoo Esporte Interativo

PELO jogo de volta das quartas de final da Copa Verde, Nacional-AM e Remo fizeram a primeira empatou com o Nacional, que reagiu na segunda etapa, por 2 a 2 e vai encarar o Paysandú em um clássico de tirar o fôlego em busca de uma vaga na final.

O jogo

A primeira partida oficial da Arena Amazônia começou com a equipe do Remo pressionando bastante a saída de bola da equipe do Nacional. O clube do Belém precisava correr atrás do resultado, já que estava em desvantagem no confronto pelo gol fora de casa do adversário.
Aos 12, Eduardo Ramos conseguiu um chute forte e venenoso, que o goleiro Jairo, do Nacional, defendeu bem. A equipe de Manaus tentava levar perigo na bola aérea, mas não conseguia ameaçar a meta de Fabiano.
Aos 20, o Nacional levou muito perigo em boa descida, mas Daylson chutou para fora no lado direito de ataque. Aos 26 minutos, em belo contra-ataque da equipe da casa, Fabiano teve a oportunidade de marcar, mas parou no goleiro do Remo. 

O time de Belém não se assustou com a pressão iniciada pelos mandantes e, em cobrança de escanteio aos 32, Max testou firme para balançar a rede adversária, fazer o primeiro gol da Arena Amazônia e colocar o Remo em vantagem! 

Com 40 minutos de jogo, quase o segundo gol: em cruzamento, Leandrão fez a parede para Eduardo Ramos finalizar para as redes; contudo, ao proteger a bola, o atacante fez falta, anulando o gol dos paraenses. Eduardo seguiu infernizando a defesa do Nacional, com potentes chutes de fora da área e boa movimentação.

Com o começo do segundo tempo, o Nacional veio para cima em busca do empate, e Romarinho quase consegue abrir o marcador do time da casa, mas a bola foi para fora. O Remo buscava os contra-ataques e também levava certo perigo para a zaga adversária.

Minutos depois o Nacional nunca esteve tão perto do empate. Chapinha recebeu cruzamento e cabeceou bonito, só que a bola foi parar no travessão. Contudo, a partida era realmente do Remo. Aos 14 do segundo tempo Max fez seu segundo gol na partida e ampliou o placar para o time azul.

A equipe do Nacional sentiu o gol e viu a vaga mais longe, já que precisaria virar a partida para se classificar. Porém, aos 30, Jefferson Recife resolveu colocar fogo no jogo, fazendo o primeiro tento do Nacional, levando a torcida presente ao delírio.

O gol foi o anúncio de um Nacional que vinha para cima para acuar o Remo. Sem muita organização, a equipe da casa tentava pressionar o time paraense de todas as formas, que por sua vez se segurava como podia. Aos 40 minutos, um golaço do Nacional incendiou de vez a partida. Nando arriscou de fora da área e acertou um chutaço indefensável para o arqueiro.

O Nacional veio para cima e pressionou ainda mais. Contudo, um valente Remo segurou o empate até o último minuto e a classificação para enfrentar o Paysandu, grande rival regional, por uma vaga na final da Copa Verde.