terça-feira, 24 de março de 2015

DAUMAS, da 171ª turma, é o suboficial especialista mais antigo da Aeronáutica

O Suboficial Daumas, especialista em meteorologia, veste a farda da FAB há quase 38 anos






EMBORA tenha se formado em uma sexta-feira 13, em julho de 1979, a data não deu má sorte à carreira profissional do Suboficial Antônio Carlos Daumas, o suboficial especialista na ativa mais antigo da Força Aérea Brasileira. Segundo o Comando-Geral do Pessoal da Aeronáutica (COMGEP), entre os especialistas da ativa, mais de 90% são graduados.

O Suboficial, que é meteorologista e atua no Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro, relembra, em detalhes, como era a vida de aluno da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá.

“Eu me lembro muito bem de quando o ônibus da Viação Sampaio chegou à escola, no dia 15 de julho de 1977, por volta das 18h; lembro, inclusive, do cardápio do jantar. A rotina era muito dura, mas o conhecimento compensava. Acordávamos, todo dia, às 5h30min, engolíamos o café da manhã, que começava às 6h, e, uma hora depois, já estávamos em instrução”, afirma.

O Suboficial Daumas, que escolheu a carreira de meteorologista devido ao gosto pelo estudo de ciências e astronomia, e seu irmão gêmeo, Francisco, passaram juntos no concurso da EEAR já na primeira vez que prestaram as provas. Eles foram influenciados pelo pai, agora falecido, que falava aos filhos sobre a seriedade das instituições militares. “Eu e meu irmão estudamos, fomos aprovados e nos formamos juntos, numa sexta-feira 13 gelada, em que a temperatura chegou aos 2º C, mas muito feliz. Meu irmão, que é da especialidade de eletrônica e já foi para a reserva, serviu durante quase toda sua vida profissional no Serviço Regional de Proteção ao Voo do Rio de Janeiro (SRPV-RJ), onde tivemos o prazer de trabalhar juntos”, relembra. 
Na foto, o Suboficial Daumas e seu irmão no dia da formatura da EEAR, juntamente com os avós maternos, imigrantes italianos


Em seus quase 38 anos de serviço, o militar experimentou mudanças na instituição e na forma de trabalho, entre as quais, destaca a informatização dos processos. “O computador chegou em minha unidade, o SRPV-RJ, em 1994, e nós, que éramos da época da datilografia, tivemos que nos adaptar às rápidas mudanças tecnológicas. Porém, confesso que, às vezes, sinto saudade da minha máquina de escrever marca Wellington, que eu chamava de tartaruguinha touché, em referência a um antigo desenho animado, devido ao seu formato redondo e bojudo”, ressalta.

Casado há 27 anos e pai de três filhos, Daumas já passou por quatro unidades da FAB, no Rio e em São Paulo, além da atual. Também fez parte da representação brasileira na Junta Interamericana de Defesa, em Washington (EUA), entre dezembro de 2007 e janeiro de 2010. “Além da realização de um sonho e de realização profissional, servir em Washington foi um grande aprendizado, pois nunca tinha saído do país até então. Aprendi a falar e escrever em inglês e espanhol, que eram as línguas mais faladas na junta”, conta.

O Suboficial vai para a reserva da Aeronáutica em maio deste ano, por completar a idade limite permitida, mas não pretende se afastar do trabalho tão cedo. “Enquanto eu tiver força e saúde para contribuir com a sociedade, eu o farei”, avisa. Para os 1.471 alunos que estão, hoje, na EEAR, ele deixa seu recado. “Ser especialista é ter a capacidade de ir além do conhecimento que adquiriu, pois a FAB vai precisar sempre desse elo tão significativo e eficaz que é o sargento especialista, para cumprir a nobre missão de proteger os céus do Brasil e manter nossa soberania. Não desistam dos seus sonhos”, finaliza. (FAB)


Justíssima homenagem ao suboficial Daumas, nosso colega da Branca Turma 171 da Escola de Especialistas, por ocasião do Dia do Especialistas, 25 de março. Aliás, a bem da verdade, eu nunca soube distinguir um do outro, o Daumas do C. Daumas.

Parabéns, companheiro! 

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