domingo, 6 de setembro de 2015

MEMÓRIAS azulinas

Dico

APÓS uma excursão do Rabelo, (time) de Brasília, em fins da década de sessenta por terras belenenses, um atleta candango de baixa estatura chama a atenção de todos os torcedores e membros da crônica esportiva paraense. Era Frederico Shimidt Neto (Dico), que anos mais tarde foi contratado pelo recém-fundado Sport Clube Belém. Dico ajuda o Rubro-negro da Maracangalha a realizar uma grande campanha no paraenses de 1970. O destaque foi tão grande que, mesmo assediado pelo Paysandú, Dico já no ano de 1971 chega ao Baenão, onde escreveria uma história vitoriosa e entraria para a história do Clube como um dos supergoleiros a vestir a camisa número um do clube de Periçá.

Já no ano de 1971, a estrela do grande arqueiro ajuda o mais querido a conquistar o Norte e Nordeste de 1971 e o vice do Brasileiro do mesmo ano. Em 1972, com a entrada do Leão Azul do Norte, no Brasileiro unificado da primeira divisão do futebol Nacional, Dico se constitui uma das principais estrelas de um super time recheado de feras como Aranha, Dutra, Mendes, Tito, Hertz, Caito, Roberto e Alcino.

O destaque do pequeno grande goleiro é tanto, que ele acaba perdendo a disputa pela Bola de Prata para o goleiro do Palmeiras e Seleção brasileira Emerson Leão, somente pelo fato de ter Dico, realizado um número menor de jogos do que o goleiro do alviverde paulistano. Foram inúmeros os grandes goleiros que no período chegaram ao Baenão e sofreram na reserva dessa verdadeira fera: Deca, Luiz Fernando, Gelson, Ney, Helinho, Luisinho, Yane, foram exemplos de bons e consagrados nomes que tiveram que se render à categoria, à frieza, à colocação a impulsão e ao carisma desse esplêndido arqueiro, que somente foi ameaçado nos Brasileiros de 77 e 78 pelo Bola de Prata Edson Cimento, que foi o único a desbancar do arco azul o insuperável Frederico.

Dois tri campeonatos, 73/74/75 , 77/78/79, sendo um de forma invicta 73/74/75, quando ele se tornou no paraense de 1974 o goleiro a passar o maior tempo de jogo sem levar gols com os seus 1.048 minutos, mantendo invicta a cidadela azulina . Dico começa a perder o espaço a partir de 1981 depois de ter junto com o Remo conquistado o terceiro lugar no brasileiro daquele ano começa a perder a sua hegemonia no paraense, ficando a sombra do ex-goleiro tunante e bicolor Reginaldo. 

Em 03fev.1982, eu confesso ter sido muito estranho para mim ver Dico no Mangueirão jogando contra o Remo, defendo as cores do Sampaio Corrêa. Uma lenda, um campeoníssimo goleiro, que escreveu com glórias o seu nome na história no glorioso Leão Azul de Belém do Pará.  (Rocildo Oliveira, via Facebook)

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