quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SOBRE a dívida trabalhista do Clube do Remo

TRATA-SE, na minha humilde opinião, de um câncer que abala administrativamente o Clube do Remo. Refiro-me certamente à milionária dívida que o Clube possui junto à Justiça Trabalhista, em razão de pendências financeiras e contratuais junto a ex-funcionários, atletas e outros profissionais.

No Remo entra diretoria e sai diretoria e o assunto vem sendo, irresponsavelmente, empurrado com a barriga, como se diz popularmente. 


Gente, não tem outro jeito. É pagar, simplesmente. Não adianta ficar chorando que os contratos foram mal feitos, que jogador contratado não fez nada em favor do clube, que diretorias passadas foram culpadas porque agiram de forma irresponsável...

Isso de nada adianta. Vamos agir!


Outro dia, quase perdemos uma parte valiosa e tradicional do nosso patrimônio. A área que popularmente ficou conhecida como "Carrossel", ou seja, a fachada história do nosso estádio, quase foi arrematada e à preço vil: 8 milhões de reais, sendo 2 milhões à vista e 12 parcelas de 500 mil reais. Todos sabemos que essa área vale no mínimo 18 milhões de reais. 
O Remo perderia essa área nobilíssima e ainda ficaria com dívida a pagar. Não resolveria o problema e ainda perderia patrimônio.

Então, o setor jurídico se mexeu e conseguiu suspender o negócio. Eu pergunto: até quando vai isso, meu Deus?

Essa área permite a construção de hotel, churrascaria, academia... E tudo em parceria com o Clube do Remo.


"Os dez maiores credores do Clube do Remo na Justiça do Trabalho!!!

1 – Thiago Lima dos Santos – R$ 1.634.934,04;
2 – Júlio César Teixeira – R$ 1.111.023,81;
3 – Lucas da Silva Lucas – R$ 633.893,75
4 – Athos Dal Asta de Almeida – R$ 600.000,00
5 – Alexandre Leite Aviz – R$ 571.223,97;
6 – José Alexandre Alves Lindo – R$ 438.206,97;
7 – Sindicato dos Jogadores do Estado do Pará – R$ 392.776,77;
8 – Carlos Dorneles Rocha – R$ 319.560,99;
9 – Everson Martins Xavier – R$ 293.368,33;
10 – Paulo Sérgio Comelli – R$ 258.396,50.
não consta ação de José Soares, que no TRT-PA ganhou R$ 450 mil, mas o CR recorreu para TST – Tribunal Superior do Trabalho (Brasília).
E outras ações que dependem de audiências, como à do Dadá."


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