domingo, 27 de dezembro de 2015

CORONEL Nunes e seu mundo de fantasia


Constrangedora.

Essa é a palavra que melhor define a reunião para mostrar o "balanço de 2015" da Federação Paraense de Futebol.

Aliás, nenhuma novidade para quem vem acompanhando as recentes entrevistas do futuro vice presidente da CBF, que vem batendo recordes em vergonha alheia a cada declaração.

Para quem compareceu ao evento esperando ver o que seria a primeira prestação de contas públicas dos 18 anos de gestão de Nunes, teve que se contentar com o Coronel lendo slides falando o que todo mundo sabia: que o campeão paraense foi o Remo, com Independente sendo vice, que o Paysandu terminou a Série B na sétima colocação... E entre uma "informação" e outra, o dirigente soltava pérolas do tipo "Demos sorte do Pará ainda ficar com três vagas na Copa Verde de 2016", se mostrando satisfeito com toda a manobra que foi feita e que tirou da competição Independente e Parauapebas.


Detalhe, a temporada foi considerada vitoriosa para a FPF, sendo que a federação paraense foi passada pela Alagoana no ranking nacional.

O clima era tão equivalente a uma confraternização de final de ano na beira de uma piscina, que sem a menor cerimônia o Coronel fez críticas à imprensa e dirigentes nacionais, os acusando de preconceito pelo fato de ele ser "presidente de uma federação pequena do Norte". 

O bate papo seguiu com ele se vangloriando, afinal agora terá "o poder da canetada e assim poderá beneficiar o futebol Paraense".

Entre as declarações folclóricas, Nunes citava com frequência o estatuto do torcedor. Aquele mesmo que é frequentemente desrespeitado pela FPF. Por último com o anúncio da 1a rodada do campeonato sendo ontem (10), quando é obrigatório que a tabela seja publicada 60 dias antes do início da competição. 

A desculpa?

"Logística do campeonato paraense é complicada. Temos um croqui pronto,as ainda vamos sentar com a TV que vai fazer a transmissão para alguns ajustes".



Cel. Nunes conversando com o ex-presidente do Paysandú Luiz Omar Pinheiro

Para encerrar a "confra do coronel", perguntei a ele sobre o que ele achava das investigações relacionadas a CBF e seus amigos José Maria Marin e Marco Polo Del Nero. Nunes se limitou a dizer: "Como baicharel de direito aprendi a não me pronunciar sobre o que eu não conheço".

Para os que discordam que ele esteja pronto para assumir o cargo de vice-presidente da CBF, um recado: "O que precisa pra ser vice-presidente? Precisa fazer curso, é? Só me avisa onde é..."



Aos que estão achando legal um paraense no poder do futebol Brasileiro é bom parar para refletir.


Porque a tendência é que a gente exporte o que tem de pior daqui para o resto do país.

É ilusão pensar que um presidente de uma federação que sempre defendeu interesses pessoais quando está aqui do lado e de repente, quando estiver longe, olhar da forma como deveria para cá.


Precisamos de menos bairrismo e mais coerência!

(Portal Arquibancada)

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