terça-feira, 8 de dezembro de 2015

MEMÓRIAS Azulinas

Remo, primeiro campeão Norte-Nordeste


Por Rocildo Oliveira, via Facebook


8 DE DEZEMBRO de 1971, 44 anos de saudades. Saudades de um Baenão ainda bem menor com suas arquibancadas na altura do tobogã, mas com uma torcida sempre presente e festiva. Estádio lotado um sol escaldante a queimar a pele de todos os presentes.  Era um 0 a 0 no primeiro jogo em Aracaju, dava a todos os azulinos a certeza de que tudo agora seria diferente, e o bicampeão nortista desta feita contra a Itabaiana tinha todas as chances de conquistar pela primeira vez o Norte e Nordeste de Clubes. 


Um jogo duro com os sergipanos com uma forte equipe que já havia desbancado outros grandes clubes do Nordeste, marcando 25 gols em treze jogos, dominando o jogo e deixando a torcida azulina apreensiva; ela cobrava do técnico remista François a entrada do seu goleador, um gigante que pisava em solo paraense em 08 de novembro de 1970 e que, entre baladas e gols, aos poucos conquista a simpatia e admiração da maior torcida do Norte brasileiro.

Com o fim do primeiro tempo e o 0 a 0 no placar, os torcedores cobram sem parar a entrada do grande artilheiro. Os times retornam para o segundo tempo, e aos dez minutos de jogo Alcino que, por indisciplina, começa o jogo no banco de reservas é chamado por François. Faz o aquecimento, vai pro jogo e a galera entra num êxtase total, o artilheiro azul muda totalmente a história do jogo, e após algumas jogadas perigosas onde somente os milagres do goleiro sergipano Marcelo garantem até aquele momento o placar em branco. Pouco mais de vinte minutos e numa grande jogada de Alcino, Robilota que também não jogara em Sergipe abre o marcador, deixando em total estado de euforia todos os presentes dentro superlotado Evandro Almeida. O gigante barbariza, assume a responsabilidade e leva o Mais Querido para o ataque e não demora novamente O craque Robilota marca o segundo gol, dando a certeza que a vitória e a conquista do primeiro nacional Norte e Nordeste de Clubes, a partir dali era uma realidade. Com o fim do jogo, todos se emocionam, a torcida em euforia total invade o gramado e carrega nos ombros os grandes campeões.

Em todo aquele estado de euforia, uma cena chama a atenção: cercado por uma multidão, o gigante emocionado chora copiosamente, e naquele momento, aquela marcante cena conquista para sempre o coração do apaixonado e fanático torcedor azul, e o Motora, o garoto pobre de Madureira, se consagra e começa a sua eternização, sua longa e vitoriosa história com a camisa 9 do Mais Querido Clube do Norte do Brasil. 8 de dezembro de 1971, Clube do Remo, primeiro Campeão Nacional Norte e Nordeste. 

Um comentário:

  1. Histórias como essa deveriam ser lembradas e não esquececidas no passado.

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