domingo, 23 de agosto de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Fito Olivares: El colesterol





YA ME DIJO el doctor muy en serio
Que de kilos ya estoy pasadito
No más grasa, ni azúcar, ni harina
Ni más golosinas que me hacen gordito
No más grasa, ni azúcar, ni harina
Ni más golosinas que me hacen gordito

Con mi colesterol en 300

El antojo casi me domina
Y pa´colmo mi fiel chaparrita
Con amor me grita desde la cocina
Y pa´colmo mi fiel chaparrita
Con amor me grita desde la cocina

Quieres que te guise un chicharrón,

Un pedazo de jamón,
O prefieres pollo frito, mi amorcito?
No, muy sabroso el chicharrón
Tu pollito, tu jamón
Pero ahorita nada de eso, cariñito

Qué es lo que te pasa, corazón?

Siempre has sido comelón
Y te me pones los moños, mi gordito
No, muchas gracias, pero no
El doctor ya me ordenó
Que me faje el cinturón

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Bienvenido Granda: Total





PRETENDIENDO humillarme pregonaste

El haber desdeñado mi pasión
Y fingiendo una honda pena imaginaste
Que moriría de desesperación

Total si me hubieras querido

Ya me hubiera olvidado de tu querer
Ya ves que fué tiempo perdido
El que tú has meditado
Para ahora decirme que no puede ser

Pensar que llegara a quererte
Es creer que la muerte se pudiera evitar
Total si no tengo tus besos
No me muero por eso
Ya yo estoy cansado de tanto besar

Pensar que llegara a quererte
Es creer que la muerte se pudiera evitar
Total si no tengo tus besos
No me muero por eso
Ya yo estoy cansado de tanto besar

Vivir sin conocerte
Puedo vivir sin ti



A finales de 1979 mis abuelos y mis padres se trasladaron a la Unidad Tlatelolco, en la Ciudad de Mexico, complejo habitacional orgullo de la arquitectura mexicana de los años sesenta.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

REMINISCÊNCIAS do front

Vem cá, Brito!

NO NOSSO tempo de Escola de Especialistas existia um professor de Português. Ele, cujo nome não me sobreviveu na memória, era uma figura. Tinha para cada assunto a ser ensinado um exemplo engraçado ou curioso. No caso da pontuação, uma vez nos ensinou sua importância para que um texto não produza ambiguidade e assim deixe de cumprir a sua finalidade: estabelecer uma comunicação.

Era o caso da pitonisa, que, consultada pelos membros da corte de Alexandre, o Grande, sobre uma grande viagem do imperador para umas terras distantes em missão de interesse de seu país: conquista, guerra. Queriam saber da pitonisa se Alexandre e seu exército sairiam vitoriosos. Ela escreveu assim: "Irás voltarás não morrerás lá". Alexandre morreu nessa guerra. Inconformados com esse resultado, os mesmos assessores voltaram à pitonisa e ela, defendendo-se, disse que eles não haviam esperado a pontuação. O pequeno texto, pontuado, ficaria assim: "Irás. Voltarás? Não. Morrerás lá."

Ainda sobre a vírgula o professor costumava contar um causo. Dois homens conversando e um deles se chamava Parente. Apontando para um cachorro, o outro costumava falar ao primeiro: "Aquele cachorro é seu Parente?". Dizia assim sem enfatizar a pausa, a vírgula se fosse numa comunicação escrita. Dessa forma ele tanto poderia estar mencionado o nome "Parente" do amigo, o vocativo, e perguntando se o Parente era dono do cachorro, ou também, não usando a vírgula entre o pronome possessivo ("seu") e o nome próprio "Parente', indagando se o animal era parente desse amigo seu.

Uso esses exemplos para chegar ao amigo Alexandre Soares de Brito, o poeta. Certa tarde, não lembro se na primeira, segunda, terceira ou quarta série, estávamos correndo curto na estrada que vai da Vila dos Sargentos à outra estrada que dá entre a Escola e o hospital. De longe ao nosso lado direito ia uma jovem, que a julgar pelos atributos corporais, prometia ser uma beldade. Diante desse fato relevante, a tropa - naquele tempo exclusivamente masculina - dirigia os olhares para ela, olhando à direita, ainda que o guia ou o comandante da tropa não tivesse comandado ordem alguma nesse sentido. Não precisava. Ao passar pela moça, todos se decepcionaram pois seu rosto não correspondia ao que mostrava o restante do corpo. O Brito, que naquele tempo já era um poeta, veio com esta: "Última forma nos olhares lânguidos." Demos uma boa risada.

Mais tarde, talvez vinte e um anos depois, estávamos nós novamente como colegas. Desta vez em Belo Horizonte, realizando um estágio que nos garantiria seguir a carreira até a patente de capitão. Estava lá o mesmo poeta Brito, com a diferença de mais experiente, mais sábio, mais amigo.

Este escriba, para incomodá-lo e imitando o causo do professor de Português da Escola, brincava com o seu nome: "Vem cá, Brito." Dava pouca ênfase à vírgula de propósito para ficar assim como "Vem, cabrito", numa ambiguidade pensada.

Brito sempre foi um grande amigo nosso, e, sendo essa sua natureza, certamente que sempre o será. 

domingo, 16 de agosto de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Julio Jaramillo: Nuestro Juramento


NO PUEDO verte triste porque me mata
tu carita de pena, mi dulce amor
me duele tanto el llanto que tu derramas
que se llena de angustia mi corazón

Yo sufro lo indecible si tu entristeces,
no quiero que la duda te haga llorar,
hemos jurado amarnos hasta la muerte
y si los muertos aman,
después de muertos amarnos mas

Si yo muero primero, es tu promesa,
sobre de mi cadáver dejar caer
todo el llanto que brote de tu tristeza
y que todos se enteren de tu querer.

Si tu mueres primero, yo te prometo,
escribiré la historia de nuestro amor
con toda el alma llena de sentimiento;
la escribiré con sangre,
con tinta sangre del corazón.


Si tu mueres primero, yo te prometo, 
escribiré la historia de nuestro amor 
con toda el alma llena de sentimiento; 
la escribiré con sangre, 
con tinta sangre del corazón.

sábado, 15 de agosto de 2015

ERA uma vez na Escola de Especialistas...

Sargento Caveirinha



EM MINHA época de Escola de Especialistas, final da década de 1970, havia um primeiro-sargento cuja figura me ficou indelevelmente marcada na mente. Aliás, todos os alunos daquela época jamais esquecerão do sargento Rodrigues, o Caveirinha, apelido ganho graças à sua aparência incomum,  à fama de sargento mau e ao rigor em que agia como instrutor de Ordem Unida para todo o Corpo de Alunos, constituindo-se o terror daqueles alunos de primeira série. Feio (feio não: horrível, simplesmente), hoje seria comparado ao "Seu Madruga", do seriado mexicano Chaves.

A maioria de nós, aquele meio milhar de jovens oriundos de todas as partes do Brasil, era egresso da vida civil, nada entendendo de militarismo. Não sabíamos discernir nada, e devíamos aprender tudo num curto período de dois ou três meses a fim de prestarmos o compromisso de juramento à Bandeira, uma obrigação regulamentar imposta a todo brasileiro que ingressa nas forças armadas brasileiras. Exceção era feita aos jovens que antes eram soldados ou cabos, que já vinham escolados, porém tinham que passar igualmente por todas as instruções, quer fossem teóricas (regulamentos) ou práticas (ordem unida).

Caveirinha, sujeito magro, cara chupada e espesso bigode, era o sargento mais afamado e mais temido entre a alunada. Pegava no pé especialmente daqueles que tinham dificuldade motora, e que, muitas vezes pelo nervosismo natural, não discerniam entre "direita volver" ou "esquerda volver", nem acertavam o passo ao marchar, e muito menos tinham habilidade com o manuseio do armamento, que naquela época era o velho e pesado mosquetão usado na primeira guerra. Caveirinha não deixava passar qualquer deslize, e com isso a turma ficava mais nervosa e trêmula. Para nós, a impressão que ficava era que ele se comprazia com o nosso sofrimento.

CLÁSSICOS do Valentim

Carlos Alberto: Zíngara




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Alícia Villareal e Grupo Limite: Te Aprovechas




Soy la sombra de tu vida
tu me elevas y me tiras
yo te sigo y tu me pisas
sin reparar jamás en mi

Bebo siempre de tu mano
como siervo en tu rebaño
y te odio y te amo
muy a pesar de mi

No buscaré culpables yo lo soy
porque cuando me llamas siempre estoy
dispuesta a todo

Y te aprovechas porque sabes que te quiero 
al sonido de tus dedos
a tus órdenes estoy
y te aprovechas porque sabes que aunque quiera 
nunca voy a estar afuera del cristal de tu prisión

Y me dejas y me tienes cuando quieres
me persigues y me hieres
soy tu presa, cazador
me desgarras y manejas a tu antojos
y controlas mis enojos
a tu ley y convicción.

Y te aprovechas porque sabes que te quiero
al sonido de tus dedos
a tus órdenes estoy
y te aprovechas porque sabes que aunque quiera
nunca voy a estar afuera del cristal de tu prisión.

Y me dejas y me tienes cuando quieres
me persigues y me hieres 
soy tu presa, cazador
me desgarras y manejas a tu antojos
y controlas mis enojos
a tu ley y convicción.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Bienvenido Granda: La última noche


La ultima noche que pasé contigo
La llevo guardada como fiel testigo
De aquellos momentos en que fuiste mia
Y hoy quiero borrarla de mi ser

La ultima noche que pasé contigo
Quisiera olvidarla pero no he podido
La ultima noche que pase contigo
Tengo que olvidarla de mi ayer

Porque te fuiste aquella noche
Porque te fuiste sin regresar
Y me dejaste aquella noche
Como recuerdo de tu traición

La ultima noche que pasé contigo
La llevo guardada como fiel testigo
De aquellos momentos en que fuiste mia
Y hoy quiero borrarla de mi ser

Porque te fuiste aquella noche
Porque te fuiste sin regresar
Y me dejaste aquella noche
Como recuerdo de tu traición 



La ultima noche que pasé contigo
La llevo guardada como fiel testigo
De aquelos momentos en que fuiste mia
Y hoy quiero borrarla de mi ser
Y hoy quiero borrarla de mi ser
Y hoy quiero borrarla de mi ser
Y hoy quiero borrarla de mi ser 

sábado, 8 de agosto de 2015

FELIZ dia dos pais!

Sem muitas palavras. Uma imagem vale mais que mil palavras. Eis aqui algumas fotos, que este humilde escriba copiou do Facebook, como homenagem aos colegas da Branca, que hoje são pais, pais e avós ou mesmo pais-avós (pai com idade de avô). Não precisa de legendas, porque as fotos falam por si mesmas.