terça-feira, 29 de setembro de 2015

GAUCHESCAS do Valentim

Os Serranos: Mercedita



QUE dulce encanto tienen
Tus recuerdos, Mercedita
Aromada, florecida
Amor mio de una vez

La conocí en el campo
Allá muy lejos una tarde
Donde crecen los trigales
Provincia de Santa Fe

Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue

Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón

Como una queja errante
En la campina va flotando
El eco vago de mi canto
Recordando aquel amor

Pero a pesar del tiempo
Transcurrido es Mercedita
La leyenda que hoy palpita
En mi nostálgica canción

Y así nació nuestro querer
Con ilusión, con mucha fe
Pero no se porque la flor
Se marchitó y muriendo fue

Y amándola con loco amor
Así llegue a comprender
Lo que es querer, lo que es sufrir
Porque le di mi corazón 

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O RACISMO na tevê

Carrossel' e o racismo do horário nobre


Por Michel Yakini, no jornal Brasil de Fato:

QUEM tem um curumim em casa, na faixa dos três aos oito anos, sabe bem qual é a intensidade que nossos miúdos sofrem por conta da telenovela Carrossel do SBT, que atinge picos de audiência e boas doses de racismo.

Carrossel é a versão brasileira de uma novela mexicana exibida no Brasil nos anos 90, e apresenta o cotidiano da Escola Mundial, em que contracenam 16 crianças e alguns adultos. E mesmo sendo fraca de roteiro, trama, atores, de servir como propaganda dos produtos da emissora, confirmar preconceitos e pouco contribuir pra reflexão, a produção brilha aos olhos pequeninos.

É um bombardeio, seja de manhãzinha, com o apresentador-mirim da telenovela, a tarde no programa com o elenco da telenovela, a noite com a telenovela, no cinema da telenovela, no outdoor e na lanchonete com a promoção do filme. Ufa!

Quando Carrossel, na versão brasileira, foi exibida pela primeira vez, minha filha tinha três anos, e foi possível evitar o contato, mas o SBT insiste em formar gerações e me pegou no pulo três anos depois.

Continuo na insistência de apresentar outros repertórios, questionar e não deixar o deslumbre prevalecer, mas no tempo da pequena, na troca, senão, vira o mesmo bombardeio, e aí que mora a sensatez e o perigo.

E dá-lhe estereótipo, preconceito e racismo em HD!

Na Escola Mundial, transitam dezenas de pessoas e somente três são negras: a faxineira Graça (Márcia de Oliveira), que representa uma nordestina caricata, subalterna e atrapalhada; a pequena Laura (Aysha Benelli), ridicularizada por ser gordinha e comilona, que interpreta o estereótipo da negra/boazinha/iludida; e o famoso Cirilo (Jean Paulo Campos), apelido pejorativo de muitos meninos negros, que faz o tipo do negro/inocente/ingênuo.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

MEMÓRIAS azulinas

Remo e Flamengo em 1972




HÁ 43 anos numa quente e emocionante tarde de domingo, a mais apaixonada e apaixonante torcida do futebol nortista vibrava de alegria. Era o dia 17 de setembro de 1972 e o mais querido do Norte realizava a sua terceira apresentação pelo campeonato brasileiro unificado da primeira divisão contra o Clube de Regatas Flamengo.


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

PAPA Francisco simplifica nulidade matrimonial


O PAPA Francisco alterou nesta terça-feira o procedimento da Igreja Católica para anular os casamentos, que passa a ser mais simples, rápido e gratuito, uma reforma pensada para os mais pobres, mas vista com receio pelos conservadores.


A um mês do delicado sínodo dos bispos sobre a família, esta reforma pode ser mal recebida por alguns prelados conservadores, que temem a introdução de um divórcio católico dissimulado, apesar da mudança tratar apenas do procedimento e não dos motivos.

A reforma, anunciada em dois "motu proprio" (carta papal) - uma para a Igreja romana e outra para as Igrejas orientais vinculadas a Roma -, reflete a vontade do argentino Jorge Mario Bergoglio de desburocratizar a justiça vaticana e de conceder um papel central aos bispos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Trio Los Panchos: Quizás, Quizás, Quizás



SIEMPRE que te pregunto que
cuándo, cómo y dónde
Tú siempre me respondes
Quizás, quizás, quizás

Y así pasan los días
Y yo, yo desesperado
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás

Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?


Y así pasan los días
Y yo, yo desesperado
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás


Y así pasan los días
Y yo, yo desesperado
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás


Estás perdiendo el tiempo
Pensando, pensando
Por lo que más tú quieras
¿Hasta cuándo? ¿Hasta cuándo?


Y así pasan los días
Y yo, yo desesperado
Y tú, tú contestando
Quizás, quizás, quizás

terça-feira, 8 de setembro de 2015

CLÁSSICOS do Valentim

Pedrito Otiniano: El Pintor




Si fuera pintor,
Con mi pincel de amores
Pintaria hermosuras
De las fibras de mi corazón;

Si fuera pintor,
El paisaje de tus labios,
Con mis besos coloridos
Brillaría con más esplendor;

domingo, 6 de setembro de 2015

MEMÓRIAS azulinas

Dico

APÓS uma excursão do Rabelo, (time) de Brasília, em fins da década de sessenta por terras belenenses, um atleta candango de baixa estatura chama a atenção de todos os torcedores e membros da crônica esportiva paraense. Era Frederico Shimidt Neto (Dico), que anos mais tarde foi contratado pelo recém-fundado Sport Clube Belém. Dico ajuda o Rubro-negro da Maracangalha a realizar uma grande campanha no paraenses de 1970. O destaque foi tão grande que, mesmo assediado pelo Paysandú, Dico já no ano de 1971 chega ao Baenão, onde escreveria uma história vitoriosa e entraria para a história do Clube como um dos supergoleiros a vestir a camisa número um do clube de Periçá.

Já no ano de 1971, a estrela do grande arqueiro ajuda o mais querido a conquistar o Norte e Nordeste de 1971 e o vice do Brasileiro do mesmo ano. Em 1972, com a entrada do Leão Azul do Norte, no Brasileiro unificado da primeira divisão do futebol Nacional, Dico se constitui uma das principais estrelas de um super time recheado de feras como Aranha, Dutra, Mendes, Tito, Hertz, Caito, Roberto e Alcino.

O destaque do pequeno grande goleiro é tanto, que ele acaba perdendo a disputa pela Bola de Prata para o goleiro do Palmeiras e Seleção brasileira Emerson Leão, somente pelo fato de ter Dico, realizado um número menor de jogos do que o goleiro do alviverde paulistano. Foram inúmeros os grandes goleiros que no período chegaram ao Baenão e sofreram na reserva dessa verdadeira fera: Deca, Luiz Fernando, Gelson, Ney, Helinho, Luisinho, Yane, foram exemplos de bons e consagrados nomes que tiveram que se render à categoria, à frieza, à colocação a impulsão e ao carisma desse esplêndido arqueiro, que somente foi ameaçado nos Brasileiros de 77 e 78 pelo Bola de Prata Edson Cimento, que foi o único a desbancar do arco azul o insuperável Frederico.

Dois tri campeonatos, 73/74/75 , 77/78/79, sendo um de forma invicta 73/74/75, quando ele se tornou no paraense de 1974 o goleiro a passar o maior tempo de jogo sem levar gols com os seus 1.048 minutos, mantendo invicta a cidadela azulina . Dico começa a perder o espaço a partir de 1981 depois de ter junto com o Remo conquistado o terceiro lugar no brasileiro daquele ano começa a perder a sua hegemonia no paraense, ficando a sombra do ex-goleiro tunante e bicolor Reginaldo. 

Em 03fev.1982, eu confesso ter sido muito estranho para mim ver Dico no Mangueirão jogando contra o Remo, defendo as cores do Sampaio Corrêa. Uma lenda, um campeoníssimo goleiro, que escreveu com glórias o seu nome na história no glorioso Leão Azul de Belém do Pará.  (Rocildo Oliveira, via Facebook)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

MORREU Raimundo Mendes, o azulino "Mudinho"

Morre Raimundo Mendes, o “Mudinho”, irreverente funcionário do Remo



O FUTEBOL paraense amanheceu de luto nesta segunda-feira, 24 de agosto. Raimundo Mendes dos Santos, o “Mudinho”, como era conhecido no Remo, se sentiu mal na tarde do último domingo, em uma feira localizada próximo ao estádio Baenão, em Belém, foi levado para o Pronto Socorro, onde teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. Mudinho tinha 49 anos, sendo 34 deles de serviços prestados ao Leão.

“É difícil achar palavras nesse momento, é muito difícil para nós. Agora vamos procurar dar força para a família dele e ver o que podemos fazer”, disse o meia Eduardo Ramos, que era um dos jogadores mais próximos de Mundinho.

Raimundo Santos, que era auxiliar de campo, realizaria o sonho de viajar de avião na próxima partida dos azulinos na Série D do Brasileirão, contra o Rio Branco (AC), no dia 06set., no Acre. Mesmo com as dificuldades de comunicação em razão da mudez, ele ficou conhecido pelo bom humor com que tratava os jogadores, comissão técnica e os jornalistas no Baenão.

“Estamos muito tristes com essa notícia. O Mudinho era uma pessoa sem igual, nunca chegou atrasado. Estamos à disposição para tudo o que a família precisar. Sem dúvida ele era muito importante para o Remo, estava no clube há 34 anos”, disse Fábio Bentes, diretor de Marketing do clube.

O Remo está tomando todas as providências e se dispôs a realizar o velório no estádio Baenão ou na sede social remista, mas a família pretende realizar a cerimônia na residência de Raimundo Mendes. O enterro será em um cemitério particular localizado no município de Marituba. (Remo 100%

Nossa homenagem a este grande azulino. Descanse na paz do Senhor Deus, amigo.

CLÁSSICOS do Valentim

Bienvenido Granda: Ojos Malos