terça-feira, 12 de janeiro de 2016

BELÉM 400 anos: terra de Remo e Paysandú

BELÉM pode ser descrita facilmente como uma cidade quente.
Mas o "quente" em questão pode ir além de um adjetivo que define temperatura. 
O nosso povo é tão quente quanto o clima.
Aqui é preciso ter opinião. Ou é ou não é. Em cima do muro não existe.
E nesse contexto é azul marinho ou azul celeste.
Aquela famosa pergunta: "Tu és Remo ou Paysandu?"

Nos 400 anos de Belém, você pode ter certeza que nos primeiros 299 a cidade não teve a mesma graça, afinal, sem o clássico Re - Pa, uma grande parcela da nossa cultura, da nossa identidade, da nossa raiz e da personalidade do Belenense fica incompleta.

Pois é, há 101 anos surgiu o confronto que com certeza absoluta, mudou a forma dessa cidade viver, de ela respirar, de ela se movimentar.
Não falo apenas dos dois times, mas do que eles juntos representam. 

Uma pena é que esse caso de amor e ódio entre Leão e Papão, durante muito tempo foi um triângulo amoroso, com a participação da Tuna. Mas o terceiro elemento da relação, aquele que sempre botava um fogo por "ajudar" ou "gostar" mais de um ou outro, acabou saindo de cena. Ah como tu fazes falta, Lusa!

Menos mal que os milhões de torcedores azulinos e bicolores amam o seu time como uma pessoa da família. E que mesmo nas situações ruins, não sai do lado de jeito nenhum!

E ainda tem os que ousam menosprezar a força do futebol.
Pobres coitados que não vivem a vida com a intensidade que só um clássico RexPa pode proporcionar.
Por isso, ouso falar: se não fosse o RexPa, teríamos menos amor por Belém, que com certeza não teria a mesma cara e a mesma graça!

Salve, Belém!
Salve o Re-Pa!

OBS: Esse texto não chega a ser uma correção, mas eu diria que um adendo, aos que chamam Belém como a Terra do Círio de Nazaré, do Carimbó, do Ver o Peso e esquecem de uma das maiores manifestações culturais dessa terra e desse povo, o clássico Re - Pa. 
(Portal Arquibancada)

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