sábado, 20 de fevereiro de 2016

REMO e Rangers, da Escócia: semelhanças e diferenças

Por Mauro Tavernard


A IMENSA torcida azulina, uma das maiores do Norte-Nordeste do país, espera ansiosa por novos horizontes em 2016. Com o bom ano de 2015 e a vaga assegurada na Série C, não faltam motivos para acreditar. Comparado ao calvário que o clube passou em temporadas anteriores, em que chegou a ficar sem disputar Campeonatos Brasileiros em determinados anos, pode-se dizer que os remistas iniciaram um processo de reconquista do prestígio de outrora. Na Grã Bretanha, outro time azul e vencedor também passou por percalços recentes. Fui para a gélida e nevada Glasgow, na Escócia, conhecer a história do também centenário Rangers Football Club, um dos maiores clubes de futebol da Grã-Bretanha. Separados por quase dez mil km, Baenão e Ibrox Park têm muita história para contar: títulos, craques do passado, e um futuro (ainda) incerto. Cidade, cultura e campeonatos disputados podem até ser diferentes, mas os torcedores de ambas as equipes também possuem muitas semelhanças, que vão além do escudo parecido com cinco estrelas.


Remo e Rangers passaram, nos últimos anos, verdadeiros perrengues financeiros e o clube do país da Rainha chegou a declarar falência em 2012, caindo para a quarta divisão e até mudou de nome, tirando o “Glasgow” da grafia oficial. Atualmente é conhecido apenas como Rangers Football Club. Sua predominância no futebol local diminuiu nos últimos anos e acompanhou por meio de uma lupa seu principal rival, Celtic, disputar torneios importantes, tendo maior visibilidade internacional, retardando anos de trabalho duro que os Gears, ainda hoje, o clube com mais campeonatos locais conquistados no mundo (54, número confirmado pelo Guiness Book), realizaram com mais de 143 anos de história. O Leão Azul de Antônio Baena, por puro capricho – ou falta de rigor da jurisdição brasileira em punir os clubes – não entrou em situação parecida, mas fora ameaçado várias vezes de perder seus principais patrimônios, também disputou a quarta divisão, viu de longe seu maior rival, Paysandu, também ter realizado feitos importantes e, de quebra, perdeu a hegemonia local de campeonatos paraenses para os bicolores.

Ibrox Park, o Baenão Escocês

Mas não são apenas aspectos negativos que unem esses clubes ou o fato de dois dos principais ídolos de cada um, Alcino e Paul Gascoigne, terem problemas com bebida. Essas agremiações vêm galgando pequenos passos rumo ao retorno da fama e da autoestima perdida, causada principalmente por péssimas administrações e dirigentes irresponsáveis. Nesta temporada, o (Glasgow) Rangers disputa a Scottish Championship, equivalente à segunda divisão escocesa e, domina com folga o torneio, com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado, além de dois acessos seguidos. Os azulinos, por sua vez, tiveram um ótimo ano em 2015 – problemas financeiros e administrativos à parte – e dentro de campo conquistaram o título paraense pela segunda vez consecutiva, chegaram à final da Copa Verde e finalmente deixarão de disputar a última divisão do futebol nacional este ano, com o acesso para a Série C em novembro passado.




Sábado passado, o time europeu ganhou em casa do Livingston, por 4 x 1, em mais uma vitória tranquila na segundona. Estive no Ibrox Park e arredores neste dia para falar com torcedores, dirigentes e jogadores sobre o clube, numa tarde com fortes rajadas de neve na cidade, fato inesperado até para os próprios moradores locais. Com início marcado para as 15h, a reportagem foi para o estádio por meio de transporte público (ônibus), saindo do centro da cidade, com duas horas de antecedência. O percurso demorou pouco mais de 20 minutos, e da janela do coletivo foi possível observar os primeiros sinais de neve, ainda de maneira tímida. Até então nenhum indício da nevasca que seguiria, o que quase culminou com o cancelamento da partida e com várias ruas interditadas.

Com a camisa do Clube do Remo em mãos, fomos apresentar o time paraense para os torcedores locais, que concordaram com as semelhanças dos escudos. “Realmente são muito parecidos. Ambos têm CR na estampa e cinco estrelas em cima. Camisas bonitas!”, disse Danny Macain, ambulante, que há mais de 20 anos vende cachecóis, camisas e adereços do Rangers ao lado do Ibrox Park. Para Danny, os “piores anos da sua vida”, como ele afirmou com olhar nostálgico, foram o período em que os Gears declararam falência (2012), e chegaram a jogar com times semiprofissionais. “Foi horrível, não só por eu ser torcedor, mas as vendas caíram também. O engraçado é que havíamos ganhado a primeira divisão no ano anterior. Foi um baque muito grande”, lamenta o escocês, que ainda não havia vendido um pence (centavo britânico) naquela tarde.

Inaugurado em 1899, o imponente Ibrox Park pode ser até três vezes maior, em capacidade total, se comparado ao Baenão, mas a atmosfera dos arredores lembra muito a João Paulo II, Almirante Barroso ou Antônio Baena, que cruzam o estádio remista. Com um frio de -4c e nevando forte, à uma hora da partida a torcida começava a se aglomerar próximo da Arena, e o semblante confiante, até mesmo aliviado, dos “suporters” (torcedores em inglês) se assemelha com o dos azulinos, que semana que vem voltarão a acompanhar o time no Campeonato Paraense. “Estamos muito felizes, pois agora estamos disputando a segunda divisão, com praticamente vaga assegurada na primeirona ano que vem. Somos o melhor time da escócia, merecemos isso”, acredita o advogado Ryan McLingus, que estava com um grupo de amigos e parentes em frente à fachada do estádio. Todos estavam curiosos com a camisa remista, que eles chamaram de “diferente”, pela tonalidade da cor azul. “Muito bonita a camisa, o escudo é parecido mesmo. Pelo que você me falou, a história recente também é. Os da ‘Amazon’ sabem pelo que passamos também”, afirmou o simpático Roy, patriarca da família McLingus. Incentivado pela reportagem, pegou a vestimenta paraense e falou, em bom “gringuês”,"Remo é o Rei da Amazônia”. O vídeo foi gravado e viralizou nas redes sociais (https://www.youtube.com/watch?v=qKIxP0HcgyQ).





Com as recentes conquistas e acessos, os torcedores do Clube do Remo podem também sonhar com dias melhores, assim como os aficionados de Glasgow. Pela primeira vez desde que foram rebaixados da Série C em 2008, os remistas vão ter um calendário garantido para os dois semestres, sem precisar ter que conquistar os primeiros lugares do Parazão como nos últimos anos. “Não tenho nem palavras para dizer o quanto este ano será importante para nós. Sempre começávamos a temporada com aflição, sem nada garantido para o segundo semestre, mas agora a confiança voltou, e vamos voltar a disputar grandes jogos”, afirmou por e-mail o estudante Caio Mappes, que assim como os integrantes da família McLingus, também tem motivos para acreditar que 2016 será um grande ano para o clube paraense. “Todos (remistas) estamos ansiosos para o jogo contra o Águia. Sabemos que temos muitos problemas ainda, mas acredito que passamos pelo pior”, disse. Visando um início promissor, o treinador Leston Jr. afirma que o clube aproveitou bem o período de pré-temporada, e que “o tempo não é nosso aliado, mas vamos ter o time completo até o dia 31”. Já Fred Gomes, executivo de futebol do clube, já traçou as metas para 2016. “Nosso intuito é fazer um grupo forte e buscar os títulos, nosso principal objetivo nesse começo de temporada”.


Pouco antes do início da partida, a reportagem conversou com o treinador Mark Warburton, sobre as semelhanças das histórias recentes dos clubes. “O Rangers também paga o preço por administrações ruins do passado, e já saldamos o valor, com juros (risos)”, diz, sobre a punição imposta pela federação escocesa, com o rebaixamento para a quarta divisão, obrigando o clube a mudar de nome e ser gerido por um grupo de acionistas, para fugir das dívidas, que ultrapassavam o montante de 20 milhões de libras. “Foi um período difícil, mas o lado bom disso tudo foi que, apesar de perdermos parte do prestígio internacional nesse período, fortalecemos ainda mais nossa torcida. Assim como aconteceu com o Remo, a torcida abraçou o time, mesmo nos piores momentos”, relembra o comandante, afirmando ainda que hoje o clube praticamente zerou as dívidas, e possui um projeto ambicioso de voltar a ser um dos melhores clubes da europa em poucos anos. “A partir da temporada 2016-2017, voltaremos de fato aos grandes jogos e torneios, e com maior poderio financeiro”, constata o membro da direção do clube, John Gilligan.

Já de dentro das arquibancadas do Ibrox Park, fomos ao lado oposto da cabine de imprensa do clube, na “Sandy Jardine Stand”, e falamos com John Dover, economista, que aguardava o início do jogo com seus dois filhos pequenos. “Não é fácil você ser campeão num ano e no outro ser rebaixado para a última divisão. O clube faliu, perdemos tudo, e foi muito difícil no começo”, afirmou. Quanto ao maior desejo para o futuro, John não titubeou. “Enfrentar novamente o Celtic na primeira divisão é o maior desejo de todos nós. Queremos voltar a jogar no mesmo nível deles de novo, e sermos superiores na colocação final, como sempre fomos”, suspira o torcedor. Sem enfrentar o maior rival Paysandu há quase dez anos em competições nacionais (a última foi na Série B de 2006), os azulinos também podem vislumbrar um confronto já no próximo ano, caso o PSC permaneça na Série B e o Remo consiga o acesso.



Com um público de quase 50 mil pessoas (média de quase todos os jogos, mesmo nas divisões inferiores), a casa dos Gears, apesar do frio, estava calorosa, com a torcida fazendo a festa nas arquibancadas. Logo aos 8 minutos de jogo, o zagueiro Danny Wilson marcou de cabeça e abriu o placar, contra o modesto Livingston. O artilheiro do time, Martyn Waghnom, ainda marcaria duas vezes, e Kenny Miler anotaria outro, encobrindo o goleiro. No intervalo já constava 4 a 0 para o Rangers, mas nem a enorme superioridade entre as equipes, toante em qualquer jogo dos Gears na Championship, tirava o animo da torcida, que vibrava muito a cada gol, com uma animada música nos alto falantes após cada bola na rede (nanana..), como se cada tento fosse menos uma pedra no caminho do time rumo às grandes conquistas novamente. Buchanan ainda marcaria aos 11 minutos do segundo tempo para os visitantes, mas isso em nada interferiu na animação da galera.

No final do jogo, na coletiva de imprensa, ainda tivemos a oportunidade de falar com o zagueiro Danny Wilson, que desejou boa sorte ao Clube do Remo. “Este ano de 2016 vai ser um grande ano para o Rangers, e espero que para o Remo também. Time com torcida forte merece estar sempre no topo. Então, boa sorte para nós!”, disse o jogador, que também gravou um vídeo dizendo que o “Remo, o rei da Amazônia”. https://www.youtube.com/watch?v=PNx_2fi2iFo






Ao apagar das luzes, o Ibrox Park, coberto de neve, é o reflexo de um clube que assumiu seus erros do passado, e acredita num projeto de médio-longo prazo para o futuro. Mas ficou claro que os grandes incentivadores dessa nova mudança não foram dirigentes ou acionistas, e sim os próprios torcedores do Rangers. Ingressos esgotados mesmo em jogos sem muita relevância, doações e a continuação da paixão de pai para filho, perpetuando o sentimento de amor pelo clube através de gerações, não foi interrompida, pelo contrário. O “sofrimento” só fez aumentar o fanatismo dos aficionados.

Para os padrões de público do futebol brasileiro, a presença da torcida azulina dentre de casa é realmente um fenômeno, chegando a colocar mais de 30 mil pessoas em jogos da Série D. E a maior ligação entre os dois clubes é exatamente essa, o poder de seus maiores apoiadores, que não medem esforços para ajudar seu clube do coração – ao invés de perder torcedores, como acontece com alguns clubes que passam por períodos difíceis após bons momentos. Pode ser nas temperaturas negativas em Glasgow, ou no calor abafado de Belém. Não importa o resultado, ou as trapalhadas dos dirigentes, eles sempre estarão lá, faça chuva ou faça neve. Não adianta o melhor filósofo ou psicólogo tentar descobrir o real motivo de todo esse amor, pois só quem sabe e sente isso são os próprios torcedores. São eles que sofrem a cada bola fora, os campeonatos perdidos, a zoação dos rivais, pagam preços cada vez mais altos dos ingressos. Não importa se forem 30 pounds ou 30 reais, esse dinheiro sempre vai fazer falta para a maioria. E se o velho clichê “depois da tempestade, vem a bonança” estiver realmente certo, então o futuro dessas equipes está garantido, por que não há nada abaixo da última divisão. O Rangers já está com seu projeto em curso, com vaga praticamente assegurada na primeira divisão do ano que vem, com o objetivo de voltar a disputar a Champions League o quanto antes.




No lado de Antônio Baena, o acesso ano passado e o contínuo apoio da torcida demostram que os próximos passos serão mais longos, a começar pelo calendário completo em 2016, que logo de cara aumentará o número de sócio-torcedores, chave para o sucesso de qualquer grande clube. A confiança também será mais elevada, refletindo diretamente nos jogadores, que poderão disputar o Parazão, por exemplo, sem a obrigação de ser campeão para disputar o campeonato brasileiro, e na Série C terem maior tempo de preparação na primeira fase. Especulações à parte, o fato é que os azulinos tem o seu melhor início de ano em muito tempo, e um bom início no Parazão será o primeiro passo rumo à reconstrução da identidade remista, dando razão à alcunha “Filho da Glória e do Triunfo”, parcialmente deteriorada nas últimas temporadas.




Ficha do clube:

Rangers Football Club
Data de fundação: 1872
Cidade: Glasgow (Escócia)
Apelidos: Gears, The Teddy Bears.
Estádio: Ibrox Park (capacidade máxima de 50 mil espectadores) foto



Competições em 2015-2016: disputa atualmente a Scottish Championship (segunda divisão) e Copa da Escócia.
Jogo: Rangers FC 4 x 1 Livingston (16 de janeiro de 2016)
Temperatura na hora da partida: -4c
Colocação na segunda divisão tabela: 1°

#


Clube do Remo
Data de fundação: 1905
Cidade: Belém (Pará-Brasil)
Apelidos: Filho da Glória e do Triunfo, Leão Azul e Clube de Periçá .
Estádio: Baenão (capacidade aproximada de 15 mil pessoas)
Competições em 2016: Disputará o Campeonato Paraense, a Copa do Brasil, Copa Verde e Série C.



5 principais semelhanças entre os times:

Escudo: O emblema oficial do clube (foto) possui um urso vermelho ao centro, mas o escudo usado nas camisas de jogo dos jogadores possui, assim como o dos azulinos, as letras CR (contidas em Ranger Football Club) e cinco estrelas. O Clube do Remo possui elas e ostenta até hoje o pentacampeonato paraense conquistado na década de 90, ao passo no caso dos Gears, cada estrela representa dez campeonatos locais vencidos pelo clube. 

Passado glorioso: Com 54 títulos nacionais da primeira divisão (maior detentor de torneios locais do mundo, reconhecido pelo Guiness Book), 33 Copas da Escócia, 27 Copas da liga e uma Liga Europa (1972), o Rangers FC domina amplamente o cenário local de Glasgow. Atual bicampeão paraense, o Clube do Remo possui 44 títulos paraenses, 3 Copas Norte, uma Copa Norte-Nordeste e grandes participações em torneios nacionais, como a sétima colocação no Campeonato Brasileiro de 93 e a semifinal da Copa do Brasil de 91 – ambas melhores participações de equipes da região Norte até hoje. O esquadrão remista dos anos 70, com Dico, Dutra, Darinta, Bira e Alcino também é bastante lembrado pelos torcedores.



Queda e reconstrução: Depois de bater na trave na Série B, com dois acessos por pouco não concretizados (2000 e 2003), e boas participações na Copa do Brasil, o início dos anos 2000 dava pintas de que o clube de Antônio Baena retornaria às grandes conquistas. Mas as péssimas administrações continuaram, levando o clube ao colapso financeiro, sucessivas ameaças de perda de patrimônios penhorados e, a partir do rebaixamento da segundona de 2007, o time entrou em queda livre, chegando a ficar duas temporadas (2009 e 2011) sem participar de qualquer competição no segundo semestre, por estar fora da Série D. A maré de azar começou a mudar apenas sete anos depois, em 2014, com a conquista do Parazão, e no ano seguinte, com o bicampeonato, vice da Copa Verde e acesso para a Série C, devolvendo a confiança perdida para a torcida remista. Em situação pior estavam os escoceses, que por dívidas não pagas faliram, trocaram de nome e foram obrigados a disputar a quarta divisão nacional, em 2012, no pior momento da agremiação em quase 150 anos de história. A volta por cima veio com as contas em dia, apoio da torcida, e dois acessos seguidos. Ganhando vários jogos por goleada nesta temporada, o retorno à elite está praticamente assegurado este ano.



Ídolos temperamentais (Paul Gascoine x Alcino):

#Paul Gascoine: Com quase 60 jogos como capitão da Seleção Inglesa, e participações importantes em times como Everton, Newcastle e Midlesbrough, o ex-meia Paul Gascoine foi uma lenda dentro de campo, mas fora dele sua vida pessoal seguiu rumos opostos. A sua passagem pelo Rangers, entre 95 e 98, foi marcada por belos gols e títulos, mas também por trapalhadas extra-campo. Seus problemas com drogas e alcool faziam o jogador faltar a treinos e até partidas, e seu estilo temperamental atrapalhava a equipe em muitos compromissos. Quase morreu de overdose em 2008, já aposentado, e recentemente pediu ajuda financeira para a federação inglesa, alegando ser sem-teto, e atualmente, aos 48 anos, entra e sai de clínicas de reabilitação com frequência.


# Alcino: Nascido no Rio de Janeiro, o carioca Alcino Neves, também conhecido como “Negão Motora”, é até hoje celebrado nas arquibancadas do Baenão e Mangueirão com sua foto em bandeiras da torcida, sendo considerado talvez o maior ídolo da história do Clube do Remo. Fez parte do grande esquadrão azulino da década de 70, tendo ao seu lado o centroavante Bira, conquistando o tricampeonato paraense de 1973, 1974 e 1975, sendo o goleador máximo dessas edições. Com 158 gols marcados, é o segundo maior artilheiro da história do clube. Amado e celebrado dentro das quatro linhas, também ficou conhecido por ter problemas com bebida. Ex-jogadores da época afirmaram em entrevistas que cansaram de ver Alcino chegar ao treino com cheiro de bebida, após farras constantes na noite paraense da época. Uma das histórias mais folclóricas do jogador remete a um Remo e Paysandú, em que nas vésperas do confronto o atleta não havia comparecido para a apresentação do elenco, pois havia curtido até altas horas na noite anterior. Foi necessário um dirigente ir até sua casa buscá-lo, ajudá-lo a tomar banho e levar ele ao jogo, que já estava em andamento. O Negão Motora entrou em campo e ainda marcou o gol da vitória remista. Alcino morreu com dificuldades financeiras em 2006, vítima de câncer.




Torcida atuante: com maior poder aquisitivo, historicamente equipes de ponta da Escócia e Inglaterra, ambas do Reino Unido, possuem médias de público superiores ao resto do mundo, e a torcida do Rangers, mesmo nas divisões inferiores, apoiou o clube com médias superiores a 40 mil expectadores nas últimas temporadas, sendo considerada uma das torcidas mais fortes da Europa. Os azulinos possuem números expressivos no cenário nacional, lotando Baenão e Mangueirão, principalmente em grandes jogos. Em 2005, o Fenômeno Azul, como ficou conhecida nacionalmente a torcida remista, bateu recordes de público na Série C, com média de mais de 30 mil pagantes por jogo, a maior entre todas as divisões daquele ano – considerando que o clube disputava a Terceirona pela primeira vez na sua história, e ainda por cima no ano de seu centenário. Ano passado a massa não fez feio, com média de 15 mil na Série D. (NENO de Salto Alto)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBRIGADO por comentar e volte sempre ao BLOGUE do Valentim!