segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O MICROFONE do Sílvio Santos

DIZEM que Juscelino Kubitschek de Oliveira, o célebre presidente JK, construtor de Brasília, tinha um cacoete. Quando estava nervoso, punha-se a pentear o cabelo, já sempre bem escovado. Fazia isso em ato reflexo, sem mesmo perceber, imaginando talvez que suas melenas estivessem desgrenhadas, a precisar de correção. Quando via, lá estava com o pente que sempre carregava no bolso do paletó a pentear-se. Como pegou o hábito? Não se sabe. Só se sabe que era o mais notável de seus cacoetes. 

E quando não era o pente, era um cigarro que punha à boca mas sem acender. Também em ato reflexo pelo uso constante.

Getúlio Vargas, além de seu inseparável charuto, também tinha das suas. Sua filha Alzira Vargas, em livro, diz que o presidente gaúcho tinha o costume de usar lápis coloridos em seus despachos. Cada cor conforme o grau de urgência e a natureza dos assuntos e despachos.

Ora, quem de nós não tem um vício, um cacoete ou mesmo um objeto de estimação? E olhe que nem precisa ser um objeto, mas uma palavra, uma frase, um maneirismo.

É por essa razão que não dá para se surpreender com o conservadorismo de Sílvio Santos e o seu inseparável microfone antigo.

E cada um de nós segue com suas palavras, frases de efeito, trejeitos, manias, costumes, hábitos, cacoetes e objetos inseparáveis, tudo o que faz parte de sua vida e de seu modo de ser, e dos quais não nos separamos jamais. 

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