quarta-feira, 23 de novembro de 2016

TAVERNARD produz livro sobre Alcino, eterno ídolo do Clube do Remo

APÓS um período morando no Reino Unido, o jornalista Mauro Tavernard retornou em agosto a Belém com um projeto em mente: reunir em um livro a história do atacante Alcino, considerado por muitos como o maior ídolo do Remo. Ele revelou que sua principal motivação é poder valorizar mais a história do clube do seu coração.


Imagem de Alcino que está hoje no acervo de Mauro Tavernard
(Foto: Reprodução/GE na Rede)


Tudo começou quando estava estudando no Reino Unido. Lá, vivenciou o dia a dia de várias equipes britânicas e percebeu que o tratamento com a história é, segundo ele, diferente no Brasil.

"Eu peguei essa ideia do (livro do) Alcino na Inglaterra, porque lá não importa se é o Manchester ou um time da quinta divisão, os times têm uma estátua do melhor jogador, um livro sobre ele, valorizam essa história. Eu vi que aqui em Belém não valorizam tanto. Achei bacana que o Paysandú fez uma estátua do Quarentinha. Por que o Remo não pode ter o mesmo? Não tem como não fazer um livro do Alcino, porque para todo mundo o Alcino é o maior de todos. A história dele é riquíssima", contou Tavernard. 


O que começou como uma ideia já tomou contornos de realidade. Nos últimos meses já foram mais de 80 pessoas entrevistadas, muitas histórias e registros fotográficos reunidos. A perspectiva atual do jornalista é conseguir concluir a obra até maio do ano que vem. Como é um projeto de iniciativa pessoal, Tavernard ainda busca apoio financeiro para conseguir publicar o livro.

"Comecei entrevistando a ex-esposa dele, que me ajuda bastante, e aí tu começa a abrir bastante o leque de contatos, como jornalistas. Eu comecei a caçar e realmente são muitas histórias. Eu, na verdade, organizo as histórias, porque não vivi aquela época, e faço uma obra biográfica. (...) Estou procurando patrocínio, estou fechando com gráficas e já consegui ajuda da torcida mesmo, com uma postagem do Facebook do Remo", revelou o jornalista.
Mauro Tavernard ainda contou histórias sobre o começo da carreira de Alcino, no Rio de Janeiro, e fatos curiosos da vivência dele em Belém, onde ficou conhecido como "Negão Motora". (Fonte: http://globoesporte.globo.com/pa/futebol/times/remo/noticia/2016/11/jornalista-produz-livro-sobre-alcino-ex-atacante-e-idolo-do-clube-do-remo.html )




Tive só um oportunidade de ver Alcino atuando em campo de jogo. Foi no campo do rival listrado, numa peleja que terminou com o placar de 2 a 1 a favor do Clube do Remo.

Por curiosidade vi aquele movimento, resolvi entrar no estádio para ver. Era um jogo entre Remo e Paysandú. Era menino muito pobre e não tinha dinheiro para ingressar em estádio, então aproveitei aqueles quinze minutos finais quando eles abrem os portões para os torcedores saírem, e entrei. Fiquei ali espremido naquele estádio acanhado com bancadas de madeira. Vi Alcino avançando com a bola em direção à meta do goleiro bicolor. Inutilmente seus adversários tentavam lhe dar combate, porém ficaram para trás a ver o Gigante deixar a bola no fundo das rede dos listrados. Alegria do lado azulino; raiva e frustração do lado contrário. 

Assim era Alcino, o maior centroavante que o Norte brasileiro já viu. Igual a ele, jamais apareceu e jamais haverá outro. Suas façanhas ultrapassaram os limites das quatro linhas do campo de jogo, por isso, já não era sem tempo, a eternização de seu nome em livro para que as gerações atuais e futuras conheçam quem foi Alcino Neves dos Santos Filho, o Gigante Alcino, o Negão Motora, ou simplesmente Alcino.

A vida de Alcino, além de livro, dá um grande filme e já imagino na telona a cena em que o Gigante, após driblar a defesa e o goleiro do Paysandú, em vez de simplesmente chutar a bola para o fundo dos barbantes, quase na linha fatal, para surpresa de todos, senta na bola e a empurra com as nádegas para além da meta. Imagino também outras cenas que hoje parecem surreais, mas que para ele era parte de sua vida, era normal e comum. Por isso, nós, azulinos daquela época, o reverenciamos.

Parabenizo o jornalista Mauro Tavernard pela excelente iniciativa. Parabenizo igualmente o grande azulino e memorialista das coisas azulinas Rocildo de Oliveira, que certamente transmitiu ao jornalista seu farto material de pesquisa sobre o maior centroavante que o Norte já viu, o maior ídolo do Clube do Remo nesses mais de 111 anos de atividade.

Ave, Clube do Remo, o Filho da Glória e do Triunfo!

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