sexta-feira, 30 de setembro de 2016

CHICO Buarque

Ela é dançarina, 1981





O NOSSO amor é tão bom
O horário é que nunca combina
Eu sou funcionário
Ela é dançarina
Quando pego o ponto
Ela termina

Outras de Chico:

http://www.bloguedovalentim.com/2016/09/chico-buarque_26.html
http://www.bloguedovalentim.com/2016/09/chico-buarque.html
http://www.bloguedovalentim.com/2016/02/chico-buarque.html

BLOGUE do Valentim há 5 anos!

Durma-se com um barulho desses!


(BLOGUE do Valentim, 30set.2011)

CLÁSSICOS do Valentim

Alicia Villareal: Te Aprovechas, 1995







SOY la sombra de tu vida
tu me elevas y me tiras
yo te sigo y me pisas sin reparar jamás en mi,
bebo siempre de tu mano, soy oveja en tu rebaño
y te odio y te amo, muy a pesar de mi.

No buscaré culpables yo lo soy
porque cuando me llamas siempre estoy...dispuesta a todo.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

The Trepidants: Everytime, 1977




YOU always complain when I go out
The more I love you on and on
You say you still feel alone
And would like to stay with me every night
Don’t you know I can’t always be at home
Your behavior’s beyond my reach
Don’t be selfish I’m not rich
You know quite well I have a lot of thinks to do


Everytime I can see your face my girl
Everytime I can kiss you all
Everytime I can have all the time to stay with you
To love you
To kiss you
To love you

MAURO Santayana

Alguns "italianos" são mais italianos que os outros


NÃO CONSTA que entre os santos do panteão brasileiro no Vaticano esteja o meu nome, nem o de São Palocci, uma figura controversa e polêmica não apenas em algumas regiões de São Paulo, o seu estado, mas também em outros pontos do país. 

Tais circunstâncias não negam, no entanto, o caráter arbitrário, injusto, desnecessário, injustificável, da prisão do ex-ministro da Fazenda do governo Lula pela Polícia Federal esta semana.

A maior prova contra Palocci, no caso, é a existência de um tal "italiano" em uma planilha da Odebrecht.

Palocci é sobrenome italiano.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

CHICO Buarque

Cotidiano, 1971





TODO DIA ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café


Outras de Chico:
http://www.bloguedovalentim.com/2016/09/chico-buarque.html
http://www.bloguedovalentim.com/2014/04/classicos-do-valentim.html
http://www.bloguedovalentim.com/2016/02/chico-buarque.html


Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

sábado, 24 de setembro de 2016

CHICO Buarque

Samba do Grande Amor, 1984




TINHA cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira



OUTRAS de Chico: 
http://www.bloguedovalentim.com/2016/08/classicos-do-valentim.html
http://www.bloguedovalentim.com/2016/02/chico-buarque.html


Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador (oô)

BARRÃO, o enfermeiro


EM TODO lugar, trabalho, escola, clube, há sempre um sujeito divertido, engraçado, quase sempre falastrão, que, mal o vemos e já, quase sem querer, abrimos um largo sorriso. Suas histórias – ou estórias – são sempre aumentadas, enfeitadas, espichadas e enriquecidas com detalhes burlescos, que, acompanhados de trejeitos exagerados e caretas, conduzem os ouvintes ao inevitável riso, e do riso se vai à estrepitosa gargalhada, deixando mais amenos os rigores do dia a dia. E isso só ele sabe fazer. Sujeitos assim, embora não sejam unanimidades, são úteis e necessários a um ambiente saudável e alegre, desde que suas piadas não tenham o fito de humilhar ou diminuir seu semelhante.

Durante o espaço de tempo em que passei pela Aeronáutica, esses trinta anos que se foram tão céleres que – como dizia Oscar Niemeyer – pareceram um sopro, testemunhei muitos fatos, histórias interessantes e insólitas. Episódios que aconteceram de fato, embora inverossímeis pareçam. Há outros que parecem enterro de anão: existem mas ninguém vê. 

Outros há que, até podem realmente serem fatos, mas cada um que os conta, acrescenta um ponto, e o que era originalmente verdadeiro vira causo, folclore, anedota, estória de trancoso, ou qualquer outro nome que se dê.

Barrão, o primeiro logo após os dois meninos na primeira fila


O escriba já viu muita coisa, mas claro que não viu tudo. Eu já vi ficha disciplinar de coronel de, com tantas punições disciplinares registradas, fazer inveja ao soldado mais alterado do quartel. Eu já vi coronel mandar pôr major, como castigo, na relação de pernoite. Eu já vi capitão sair às vias de fato com major. Meninos, eu vi!


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O CASO da piscadela

POR UMA questão de honra, foi meu propósito chegar à primeira colocação no Estágio de Adaptação que realizei em Belo Horizonte, missão a que me candidatei em 2000, tão logo fora promovido à graduação de suboficial em dezembro de 1999.


Preparei-me com afinco para isso, focando a nota dez em todas as disciplinas exigidas. Meu pensamento era que, focando no máximo, e,  não obtendo essa pontuação, chegaria aos nove e meio ou próximo disso. Diante dessa performance, certeza era ser aprovado.



Uma das disciplinas era Língua Portuguesa e Literatura. Eu sempre fui bom em Português, razão pela qual meu pensamento era não dedicar tanto tempo a essa área. Pois bem. Um colega convocou a mim e a mais alguns colegas para estudarmos em uma sala de aula de uma escola lá da quadra 214 Sul. Resolvi ir. Falei comigo mesmo que "se aprendesse uma coisa sequer a mais já teria tido um ganho, ainda mais se pudesse passar algum conhecimento para os colegas". Com esse espírito, fui e aprendi muito mais do que já sabia, além de ter a graça de passar muito mais aos outros irmãos com quem partilhava aquele tempo à noite, duas vezes por semana.

Nem só de virtudes, porém, compõe-se o bicho-homem. 

O escriba estava lá na Pampulha,  bancando novamente o aluno, isso depois de quase 22 anos. Para atingir o objetivo que eu mesmo secretamente me impunha havia o famigerado teste físico, área em que eu precisava treinar de forma mais intensa. E este índio que vos escreve já não era um garoto,  com os seus 40 novembros. 

Precisava para alcançar o grau 10,00 de uma marca, tantas voltas, tantos metros, dentro dos doze minutos estabelecidos. Fiz um teste na primeira semana em que chegamos ao Centro e me faltou ainda alguns bons metros. Não valia nota, era só para cada um saber das suas reais condições físicas. O teste definitivo, valendo nota, seria só em maio. Impus a mim mesmo que treinaria dia sim, dia não, não descansando até atingir a marca indicada para a minha faixa etária. Era questão de honra. Faria isso ao final das atividades, entre as aulas teóricas e práticas e o jantar.

Foi o que eu fiz.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

GAUCHESCAS do Valentim

Jayme Caetano Braun: Bochincho




A UM BOCHINCHO, certa feita,
Eu fui chegando de curioso,
Que o vicio é que nem sarnoso,
Nunca pára nem se ajeita.
Baile de gente direita
Eu vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera
Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango
Que nem pinto por quirera.

Outra Gauchesca do Valentim: http://www.bloguedovalentim.com/2016/07/gauchescas-do-valentim.html



Atei meu baio longito,
Num galho de guamirim,
Desde guri eu fui assim,
Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito
Pero -que las hay, las hay,
Eu sou da costa do Uruguai,
Meu velho pago querido
E por andar desprevenido
Há tanto guri sem pai.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

Tim Maia: Você, 1971



DE REPENTE a dor 
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim

Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez

Mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

AÇAÍ com peixe frito (parte final)




INICIEI a andar de um lado para outro, de um setor daqui para ali, como que a procurar um ponto de partida para o trabalho de que fui incumbido. Assim, saí do refeitório e entrei na cozinha, local úmido e insalubre por natureza; sapateei um pouco e fui à secretaria do rancho, mas nada vi de anormal além de papéis, arquivos, prateleiras e um barulho infernal de máquinas de escrever. Depois de entrar e sair da câmara fria - e isso não durou mais que dez segundos - resolvi então visitar a despensa.

Trazia nas mãos uma prancheta com alguns papéis, que eram os relatórios que o próprio rancho enviava diariamente ao nosso setor. Continham dados e gráficos sobre o consumo de material gasto. Também dispunha em mão do cardápio semanal, um documento com três assinaturas que discrimina as refeições diárias que são usualmente servidas à tropa, café, almoço e jantar, com previsão para segunda-feira até domingo.

Já sabia que, para localizar algum indício de mal feito ou coisa assim, me faltava a experiência de quem já trabalhou no setor. Diferentemente do capitão que conferiu o estoque de carne, um rancheiro experiente que fora transferido para a Secretaria de Finanças justamente por essa razão, eu jamais havia trabalhado em rancho.

Então, como achar algo de errado? O que eu vira até então sinalizava em sentido contrário, ou seja, tudo indicava que estava  em dia e em ordem, que o estoque de gêneros conferia com os números escriturados. A câmara fria totalmente carregada de carne me dava a ideia de que aquele recinto gelado era por demais pequeno para alimentar a tropa, na ocasião cerca de três mil homens e mulheres.

Na despensa andei de um lado para outro, a observar os estrados e as prateleiras do setor, e sob os olhares desconfiados do despenseiro, um taifeiro-mor gordo, cujo nome - se ainda lembro bem - era Siqueira.

Bati com os olhos nos gêneros expostos nas prateleiras. Era para o consumo da semana. Lá estavam farinha de trigo, farinha de mandioca, óleo de soja, sardinha enlatada, manteiga, temperos... Sobre os estrados, grandes fardos de feijão, arroz e mantas de charque.

Aparentemente tudo certo. Nada a objetar, com exceção de ...

sábado, 17 de setembro de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

Patrick Dimon: Pigeon without a dove, 1979



IF SOMEONE that says goodbye
Is someone that you love
That's leaving not come back
In your arms never more
What would you do my friend
How could you mend your broken heart
How could you learn to live alone
How could you learn to live apart
Tell me ( tell me if you know)
How can I let her know
That I've got nothing
Without her love
That I have no place to go
That I'm a pigeon without a dove
I am a symphony without main melody
That I am alone and lost drowned
In a ragging deep sea 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

AÇAÍ com peixe frito (primeira parte)

NÃO me recordo ao certo de quando pela primeira vez ouvi dizer que em rancho* costuma ter desvio de gêneros alimentícios.

Embora tentasse esquecer, me vem, de quando em vez, à memória um caso que me contou um velho taifeiro que veio a trabalhar na mesma seção que eu. Contou-me que anos atrás trabalhava numa secretaria de rancho. Certa feita, ao verificar as notas recebidas, viu que a unidade recebera certa quantidade de arroz de primeira categoria. Achando estranho, pois, pela quantidade recebida do cereal, toda a tropa devia estar comendo do melhor arroz, foi à despensa para conferir. Ao verificar in loco, notou que o produto era de terceira.

"O chefe precisa saber disso", pensou de si para si. "Estamos sendo enganados." Sem querer, deixou que o pensamento lhe viesse à boca, porque um colega que batia à máquina ao lado, depois de um muxoxo, disse-lhe: "Deixa de ser bobo. Não perde tempo com isso". Mas Lopes (esse era seu nome) não lhe deu ouvidos e bateu à porta da sala da chefia. 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

CLÁSSICOS do Valentim

Voyage: Souvenirs, 1978




SOUVENIRS are signs that take you away
Souvenirs will make you leave here today
For a world of joy and living
A world of love and giving away, far away

Souvenirs are signs that take me away
Souvenirs will make me leave here today
For a world of joy and living
A world of love and giving away, far away

'Cause all we need is a world of dreams
Forgotten feelings come back in streams
Come join us. Don't hesitate
Just be yourself, be free, let's be free

'Cause all we need is a world of dreams
Forgotten feelings come back in streams
Come join us. Don't hesitate
Just be yourself, be free, let's be free

Souvenirs are signs that take you away
Souvenirs will make you leave here today
For a world of joy and living
A world of love and giving away, far away

Souvenirs will leave the day far behind
Souvenirs, your secret signs in the mind
In a world of love and giving a world
Where joy of living we call paradise

Let's find a place with celebrations and songs
And souvenirs go along, let's keep on moving
We'll find a place with celebrations and dance
And souvenirs and romance.
We'll keep on moving

We'll find a place
We'll find a place
We'll find a place
We'll keep on moving (2x)

Let's find a place with celebrations and songs
And souvenirs go along, let's keep on moving
Let's find a place with celebrations and dance
And souvenirs and romance
We'll keep on moving 


We'll find a place
We'll find a place
We'll find a place
We'll keep on moving (2x)

domingo, 11 de setembro de 2016

A FRACASSADA revolta de Aragarças (parte final)

(Continuação da postagem de 04set.2016)



Propaganda política do marechal
Teixeira Lott, que foi derrotado por Jânio
 Quadros nas  eleições de 1960
DECOLAM imediatamente para Aragarças, então pequena cidade Goiás, onde há um posto avançado de sertanistas para atração de índios do rio Araguaia e uma estação de rádio da FAB, protetora das rotas aéreas na solidão do Brasil Central.

O plano inicial previa, no Rio de Janeiro, a tomada de um avião de combate da Base Aérea de Santa Cruz. Sabem com que objetivo? Para bombardear os palácios do Catete e das Laranjeiras!

Postagens relacionadas:

http://www.bloguedovalentim.com/2016/02/zanoni-o-legalista.html
http://www.bloguedovalentim.com/2016/02/jacareacanga-guerra-sombra-e-agua.html
http://www.bloguedovalentim.com/2016/02/jacareacanga-guerra-sombra-e-agua-fresca.html


Bombardear o Catete, onde Juscelino despacha? E o Laranjeiras, onde reside com sua delicada mulher, dona Sarah, e suas duas lindas filhas, Márcia e Maristela?

Pois acreditem.

CLÁSSICOS do Valentim

Paralamas: Ska, 1984



A VIDA não é filme, você não entendeu
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
Sabendo o que passava no seu coração
Se o que você fazia era certo ou não
E a mocinha se perdeu olhando o Sol se por
Que final romântico, morrer de amor
Relembrando na janela tudo que viveu
Fingindo não ver os erros que cometeu

E assim
Tanto faz
Se o herói não aparecer
E daí
Nada mais

A vida não é filme, você não entendeu
De todos os seus sonhos não restou nenhum
Ninguém foi ao seu quarto quando escureceu
E só você não viu, não era filme algum
E a mocinha se perdeu olhando o Sol se por
Que final romântico, morrer de amor
Relembrando na janela tudo que viveu
Fingindo não ver os erros que cometeu

E assim
Tanto faz
Se o herói não aparecer
E daí
Nada mais

E assim
Tanto faz
Se o herói não aparecer
E daí
Nada mais.

domingo, 4 de setembro de 2016

A FRACASSADA revolta de Aragarças (primeira parte)

"VOTE no Brigadeiro: 
ele é bonito
e é solteiro!"

MILHARES de moças no Brasil inteiro cantavam o slogan romântico da campanha eleitoral de 1950.

Eduardo Gomes, rebelde da Revolta do Forte de Copacabana, em 1922; rebelde da Revolução de 1924; rebelde de 2930, quando ajudou a pôr Getúlio no poder; rebelde em 1945, quando ajudou a depor a ditadura de Getúlio; fundador do Correio Aéreo Nacional e da Força Aérea Brasileira; bonitão, católico praticante e solteiro a vida inteira, foi derrotado nas duas ocasiões em que disputou a presidência da República (a primeira em 1945, quando perdeu para o general Eurico Gaspar Dutra; a outra, em 1950, quando perdeu para Getúlio). 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

MARCELO Migliaccio

Acabou-se o que era doce


ANIMEM-SE!

Hoje é o primeiro dia do arresto de nossas vidas.

O Jornal Nacional, subitamente, transformou-se numa bomba de otimismo, programada para explodir na cabeça de milhões de Homer Simpsons que vestem verde e amarelo, as cores do golpe institucional de 2016.

Quero pedir uma salva de palmas para os omissos, os esclarecidos que não enxergam um palmo à frente do nariz, intelectualóides de orelha de livro, puristas de extrema-esquerda sem voto, metidos a besta em geral, pseudo-pós-tudo, iconoclástas que batem cartão de ponto, rebeldes bajuladores de chefe, europeus que nasceram no Brasil por acidente. Enfim, palmas para todos que não foram para as ruas de verde e amarelo como os retardados mas que contribuíram até mais para que a democracia fosse solapada. Enfim, aplausos para aqueles que, mesmo percebendo a trama, engrossaram o coro da demonização do PT.

Meu único consolo é que eles vão dividir conosco o pão que o diabo amassou. (Rio Acima)