quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

BLOGUE do Valentim há 2 anos!

A fina flor da juventude brasileira


QUANDO eu digo que nós da Tarjeta Branca, turma 171, éramos do jardim da infância pode parecer exagero a muitos que não viveram na condição de aluno da Escola de Especialistas naquele biênio, final da década de 1970. Em outras palavras também dizia-nos o mesmo o Professor Evandir (essa profissão deve ser grafada por extenso, tal era a grandeza daquele profissional que nos ministrava Educação Física, e ia além desta):

"Vocês são a fina flor da juventude brasileira".


Pois bem, estávamos todos no galpão de escreventes. Entre uma aula e outra, o intervalo se constituía em festa, tal a algazarra (ainda se diz assim?) que promovíamos. Uma delas era os apelidos que eram atribuídos (e o autor da maioria dos apelidos era o Délio, o nosso zero um) a vários de nós.

O que mais sofria era com certeza o Vieira Lima, cuja alcunha era "porco" por causa da sua fisionomia que lembrava vagamente um suíno. Também havia o "mula", que era o Antunes por causa do seu queixo volumoso. Outro era o Maia, que ganhou do Délio o apelido de "caranguejo". Eu levei o apelido de "pato", talvez em razão do formato de nariz. Por fim, havia o "lua", e o Cosme foi premiado com esse nome por causa do seu rosto cheio que lembrava a lua cheia.

Mas não ficava só aí, entre nós, alunos. Sobrava também para os sargentos (sem que eles soubessem, evidente). O sargento Expedito foi batizado com o nome de "bule" devido ao seu jeito de fazer a posição de sentido, sempre com as duas mãos juntas ao corpo na altura do umbigo, igual ao utensílio doméstico de café. O Délio, mal dava o intervalo, e fazia a imitação do primeiro-sargento, e nós ríamos muito. O Reis, por ser meio gago, e por dar aula de Contabilidade Financeira, era o "fic-fat".

Uma vez, dado o intervalo, ficamos na sala fazendo a costumeira bagunça e zoando uns dos outros, quando alguém soltou um. Foi justamente aí que o sargento Vesaro entrou na sala a pretexto de alguma coisa e, passando a mão em frente a cara como que na tentativa de afastar o mal cheio característico e inevitável, censurou-nos:

-- Vocês não sabem conviver em coletividade.

Vesaro era o sargento mais azedo e antipático do Curso de Escreventes. Depois que ele virou as costas, demos muita risada.

Vocês lembram disso, Jeronimo Giglio Lopes, Adão Paulino da Silva, Paulo Sergio Silva, Clemente Nilton e Délio Gonçalves Rocha?

Ou vão me deixar mentir sozinho?


Falando em colegas, alguém sabe por onde anda o Arivaldo? Será que é o Arivaldo Menezes Marques, delegado, que localizei na Internet? Ou o delegado é só um homônimo? Se alguém souber... (BLOGUE do Valentim em 06jan2015)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

OBRIGADO por comentar e volte sempre ao BLOGUE do Valentim!