sábado, 29 de abril de 2017

REMO e Paysandú decidem mais uma vez o campeonato paraense

Neste domingo será o primeiro jogo da decisão. O outro jogo será dia 07 de maio




NO CLIMA de mistério que costuma rondar os grandes clássicos, os técnicos de Paissandu e Remo divulgaram a relação de atletas, mas não confirmaram as escalações para o confronto deste domingo, abrindo a decisão do Campeonato Paraense. No Papão, o mais provável time é o que jogou contra o Santos na Vila Belmiro pela Copa do Brasil: Emerson; Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Wesley, Rodrigo Andrade e Augusto Recife; Bergson, Alfredo e Leandro Carvalho. Pela manhã, o técnico Marcelo Chamusca comandou movimentação na Curuzu fazendo os últimos ajustes na equipe, com sócios torcedores presentes ao estádio.


No Remo, o técnico Josué Teixeira fez o último treino na manhã deste sábado, com os portões do Evandro Almeida abertos para a torcida. O time deve começar com a formação utilizada no coletivo de sexta-feira: André Luiz; Léo Rosa, Henrique, Igor João e Tsunami (Jaquinha); Renan, Lucas Vítor e Zé Antonio (Jefferson); Gabriel Lima, Jaime (João Vítor) e Edgar. (Fotos: Ascom-PSC e Magno Fernandes) (Blog do Gerson, Belém)

segunda-feira, 24 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: O guardião cego  


Continuação da postagem de 21abr2017



"A pior cegueira não é aquela que anuvia os olhos,
 mas sim a outra - a que obscurece a alma".

QUANDO Zualil se aproximou do portão, onde eu me achava em companhia dos quatro homens, não pude dominar a minha exasperação. Exprobrei-lhe a forma incorreta e leviana com que procedera durante a minha ausência.

-- Para atender à tua exigência descabida -- disse-lhe com desagrado -- fui com o mestre-escola em busca de três ouvintes para a tal lenda que pretendias narrar; trouxe comigo dois sábios famosos (e apontei para os auxiliares do corretor Bechara); assegurei-lhes que estavas a nossa espera. E qual não foi o meu espanto ao verificar que havias ido, como um cameleiro em dia de folga, vaguear pelos arredores. E o mais grave, ainda, é que esta casa, entregue aos teus cuidados, deixaste, inteiramente abandonada, ou melhor, sob a vigilância inútil de um cego. Não me parece que este homem (e apontei para o cego) que vive mergulhado nas trevas da cegueira, seja o vigia mais indicado para zelar pela moradia e pelos bens de um amigo.

sábado, 22 de abril de 2017

CLÁSSICOS do Valentim

Jorge Aragão: Malandro, 1976






Malandro, eu ando querendo falar com você
Você tá sabendo que o Zeca morreu por causa
De brigas que teve com a lei,


Malandro, eu sei que você nem se liga no fato
De ser capoeira moleque mulato
Perdido no mundo morrendo de amor


sexta-feira, 21 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: O matemático, o botânico e o mendigo 


Continuação da postagem de 17abr2017



NÃO MUITO longe, numa pequena casa, semi-oculta entre viçosos limoeiros, residia o corretor Chafid Bechara. Era homem corpulento, alto e direito de tronco, de um moreno cor de barro, rosto redondo e olhos vivos. Recebeu-nos em sua sala de trabalho. Amontoavam-se pelo chão amostras de mercadorias, sacos de cereais e caixas a transbordar de sementes.

Mais de uma vez eu tivera a oportunidade de oferecer a Bechara transações bem vantajosas. 

-- que negócio temos para hoje? -- perguntou-me com indisfarçável bom-humor -- algum terreno para vender? Uma boa casa para alugar?

Apressei-me em responder:

-- Não cogito, no momento, de negócio algum. A nossa visita tem objetivo inteiramente diverso. 

E sem mais preâmbulos, pois o tempo me parecia escasso, contei-lhe, tintim por tintim, tudo o que ocorrera em minha casa desde a chegada do egípcio, as singularidades de meu hóspede e a promessa da lenda surpreendente ("As sete pontas do quadrado") que merecia ser ouvida por 5.439 pessoas.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: O burriqueiro surdo


Continuação da postagem de 15abr2017



... e respondeu-me: "As melancias
ainda estão verdes..."
FITEI-O cheio de assombro. Aquele homem singular pretendia pagar as gentilezas e atenções que recebera em minha casa com a moeda mais desvalorizada do mundo: segredos, lendas e conselhos!

Qualquer outro, em minha situação, diria ao forasteiro: "Que me importam as tuas lendas, os teus segredos ou os teus conselhos. Mal avisado vai quem se preocupa com tais baboseiras. Dispenso o teu pagamento. Podes seguir o teu caminho que eu nada mais desejo de ti". 

Julguei, entretanto, indelicado de minha parte tratá-lo assim. Disse-lhe, pois, meio sério e meio risonho:

-- Não há motivo algum para hesitar na escolha. Acabas de pôr à minha disposição um segredo, um conselho ou uma lenda. Que faria eu com o segredo? Nada. Tenho em meu poder centenas de outros que não me proporcionam a menor vantagem e deles não colho um dinar de juros. Guarda, pois, contigo o teu segredo. Não o aceito. Quanto ao conselho, julgo-o mais despiciendo ainda. É a mais comum e amenos valiosa das moedas correntes. Qualquer pasteleiro ignorante, em troca de uma fava seca, oferece-nos uma infinidade de juízos edificantes. Os livros que se amontoam pelas bibliotecas estão repletos de advertências que ninguém segue e recomendações que ninguém ouve. Ora, que faria eu com um conselho a mais a perder-se no tumulto de meus pensares? Prefiro, portanto, a lenda.Aceito-a e desejo ouvi-la.

-- Julgo muito acertada a escolha --- opinou com entusiasmo o mestre-escola. -- A justificação que a precedeu foi magnífica. Vamos ouvir a lenda adorável e profunda que esse nobre amigo vai narrar!

E ajuntou pesaroso:

-- Que pena não termos aqui dois ou três músicos para acompanhá-lo!

-- Iallah! -- acudiu risonhamente o meu hóspede. -- Que pressa é essa? A lenda que pretendo contar-te, como retribuição pelas boas horas que aqui passei, intitula-se "As sete pontas do quadrado" e é uma das histórias mais assombrosas do mundo. Deveria ser narrada para uma multidão que compreendesse, no mínimo, cinco mil quatrocentos e trinta e nove pessoas! Repara bem: essa lenda notável, o maior tesouro literário do mundo, deveria ser ouvida - repito - por 5.439 pessoas! Sei, porém, que esta casa não comporta os cinco mil quatrocentos e trinta e nove ouvintes. Por esse motivo, estou disposto a fazer uma concessão toda especial. Contarei a lenda logo que possas reunir aqui, nesta sala cinco ouvintes.

Iezid, o mestre-escola, riu gostosamente.

-- Pela glória de Salomão! Que extraordinária condescendência! O nosso ilustre e eloquente amigo Zualil concede o privilégio excepcional de narrar aqui, para cinco convidados, a lenda que deveria ser ouvida por 5.439 pessoas! Foi notável a redução feita no total exigido.

-- Torna-se, pois, necessário convidar mais três pessoas? -- insisti com bom humor.

-- De certo que sim -- confirmou Zualil -- vai procurar pelos arredores, ao longo da estrada, no caravançará junto à ponte, nas casas vizinhas, três conhecidos teus e traze-os aqui. Logo que os cinco estiverem reunidos, darei início à lenda.

Pela segunda vez assaltou-me o desejo de despedir o hóspede sem lenda e sem mais conversa. Que capricho tolo! Exigir que o dono da casa saísse a procurar pela vizinhança três pessoas que estivessem, naquela hora da manhã, disposta a ouvir uma narrativa fantasiosa. O melhor seria optar pelo conselho e abandonar a lenda.

domingo, 16 de abril de 2017

CLÁSSICOS do Valentim

Martinho da Vila: Mulheres



JÁ TIVE mulheres de todas as cores
De várias idades de muitos amores
Com umas até certo tempo fiquei
Pra outras apenas um pouco me dei

Já tive mulheres do tipo atrevida
Do tipo acanhada, do tipo vivida
Casada carente, solteira feliz
Já tive donzela e até meretriz

Mulheres cabeças e desequilibradas
Mulheres confusas de guerra e de paz
Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz

Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim.

sábado, 15 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: O mestre-escola


Continuação da postagem de 14abr2017


Quando cheguei de volta à sala, tive a surpresa
de encontrar o meu hóspede em companhia de
um desconhecido
EM SEUS olhos claros brilhava uma grande alegria.

-- Não faltava mais nada! -- discordei com veemência -- Onde estaria eu no dia em que permitisse, em minha própria casa, o trabalho de um hóspede? Falemos linguagem singela e nua. Já não basta o que fizeste hoje? A jardinagem ficará para depois; dela encarregarei o meu ajudante. Vamos saborear, agora, qualquer gulodice, que já anda bem alto o sol e o Ramadã ainda não começou.

Convidei-o a voltar comigo à sala; abri a terceira janela e encostei a porta. No centro do tapete deixei o vistoso narguilé de prata, que refulgia como uma joia.

Voltando-me para o meu hóspede num tom não isento de cerimônia, disse-lhe:

-- Tem paciência, meu amigo. Ficarás sozinho por algum tempo. Vou preparar nossos manjares.

CLÁSSICOS do Valentim

Bezerra da Silva: Sequestraram minha sogra




SEQUESTRARAM minha sogra, bem feito pro sequestrador
Ao invés de pagar o resgate, foi ele quem me pagou 


Ele pagou o preço da mala que ele carregou
Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou
Ele pagou a mala sem alca que ele carregou
Ele pagou a paga da praga que ele sequestrou 


O telefone tocou uma voz cavernosa pedindo um milhão
Pra libertar minha sogra que não vale nenhum tostão
Ela zuou no cativeiro, mordeu a mordaça e a algema quebrou
E até a bala do meu revólver a capeta da sua sogra chupou 


Ele pagou...

Novamente toca o telefone invertendo a situação
 Se eu recebesse a megera de volta ele me dava o dobro da grana na mão
 Já paguei por todos meus pecados me disse chorando o sequestrador
Vou me entregar a polícia e quando sair serei mais um pastor

Ele pagou... 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: Os dois amigos


Continuação da postagem de 13abr2017


"CHEGARAM, certa manhã, às margens de um grande rio barrento e impetuoso, em cujo seio a morte espreitava os mais afoitos e temerários.

Era preciso transpor a corrente ameaçadora. Ao saltar, porém, uma pedra o jovem Mussa foi infeliz. Falseando-lhe o pé, precipitou-se no torvelinho espumejante das águas em revolta.

Teria ali perecido, arrastado para o abismo, se não fosse Nagib. Este, sem um instante de hesitação, atirou-se à correnteza e lutando furiosamente conseguiu trazer a salvo o companheiro de jornada.

Que fez Mussa?

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Outras postagem sobre Malba Tahan:

O problema dos cinco discos
O caso dos 4 quatros


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Chamou, no mesmo instante, os seus mais hábeis servos e ordenou-lhes que gravassem na face mais lisa de uma grande pedra, que perto se erguia, esta legenda admirável:

quinta-feira, 13 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: Um homem singular

Continuação da postagem de 12abr2017

Ergueu para mim o rosto risonho e colocou,
diante de si,  com gestos cautelosos, o
 narguilé que rebrilhava ao sol
SENTI-ME sem ânimo para contrariá-lo. Respondi com uma solicitude um tanto forçada:

-- Com o maior prazer!

Despedi-me do hóspede, desejei-lhe um sono tranquilo e reconfortante e subi para o meu quarto que ficava no pavimento superior da casa. Era uma noite ameníssima.O céu, sem luga, polvilhado de estrelas, deslumbrava com os diamantes de suas constelações. Ouvia-se ao longe o ganir de um cão e guarda.

Pela manhã, ao despertar, tive uma das grandes surpresas de minha vida. Vou contar.

Quando acordei, depois de um sono cheio de inquietação, já bem longe ia a hora do El-fedsjer. Acerquei-me da janela e pus-me a admirar, embevecido, a estada de Bagdá, as tamareiras floridas e, ao longe, a curva prateada do rio. Homens do campo, com seus trajes grosseiros, dirigiam-se para o trabalho: mercadores de melancia e cebola, puxando magríssimos camelos de sela, seguiam o rumo do velho suk. O ar andava impregnado de um frescor de orvalho; cantavam aves alegres em todas as árvores.

Sentia-me, naquele começo de dia, de espírito leve e bem disposto. A claridade suave da manhã era como uma tâmara doce para os meus olhos. O vento trazia-me o perfume de várias ervas.

Lembrei-me de Zualil, o viajante misterioso, o surpreendente aventureiro que eu acolhera como hóspede naquela noite. Teria ele despertado mais cedo para a prece?

Cumpria-me o delicado dever de chamá-lo no mesmo instante e oferecer-lhe ligeira refeição.

Desci. A sala, em que deixara o egípcio, esclarecida por duas das três amplas janelas, estava vazia. A porta que abria para o jardim, apenas encostada, com a tranca fora do lugar, fizera-me compreender que o hóspede já havia partido. Aproveitara-se, de certo, do silêncio da madrugada para retomar sua jornada interrompida.

CLÁSSICOS do Valentim

Benito di Paula: Além de tudo 



VOCÊ ficou sem jeito e encabulada
Ficou parada sem saber de nada
Quando eu falei que gosto de você
Você olhou pra mim e decididamente
Você falou tão delicadamente
Que eu não devia gostar de você
Mas a vida é essa e apesar de tudo
Gosto de você e que se dane o mundo
Quem sabe se nessas voltas que essa vida dá
Voce pode mudar de ideia e me procurar
Vou esperar

Eu vou ficar aqui
Até madrugada voltar
E trazer você pra mim








quarta-feira, 12 de abril de 2017

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: A vida aventurosa do misterioso visitante


Continuação da postagem de 11abr2017


Escondi todas as pedras preciosas  cosidas
  por dentro das dobras do meu cinto
NÃO creio que exista sob o céu de Alá homem que tenha tido vida mais enliçada e incerta. O infortúnio várias vezes com seus golpes imprevisíveis fez-me rolar ferido pelo chão, mas o desânimo jamais pisou-me sobre o corpo. Lutei pela vida; lutei sempre com destemor e constância. Começo por dizer que o meu nome é Zualil Delach. Nasci em Reyâk, pequena aldeia do Líbano. Nessa terra admirável, onde os sonhos vão buscar inspiração na realidade, passei os primeiros anos de minha infância.

As reminiscências desse tempo enchem-me de saudades o coração. Por tristes imposições do destino viu-se meu pai obrigado a abandonar o torrão natal e mudar-se com a família para o Egito, país que perlustrei por 32 anos. Logo que deixei a escola dos ulemás do Cairo, com meu curso completo, dediquei-me ao comércio de jóias e especiarias. A vida errante, entretanto, exercia profunda atração sobre mim. Empreguei-me como guia de caravanas e cheguei a traficar com régulos negros que tiranizavam grandes tribos no interior do Sudão. Com os lucros auferidos de minhas longas e arriscadas excursões pelo interior africano, adquiri extenso e fértil lanço de terra e fiz-me criador de carneiros. Uma peste, que assolou a região, dizimou por completo dos os meus rebanhos. Achei-me, de um momento para outro, reduzido a extrema pobreza. 

terça-feira, 11 de abril de 2017

CLÁSSICOS do Valentim

Adoniran Barbosa: Samba do Arnesto, 1952



O ARNESTO nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumo não encontremo ninguém
Nós voltemos com uma baita de uma raiva
Da outra vez nós num vai mais
Nós não semos tatu! (2x)

No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpa mais nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta

ESPAÇO Literário

Malba Tahan: O viajante desconhecido



... quando de mim se acercou
 um viajante desconhecido.
UMA tarde, lembro-me muito bem - corria sobre as terras quentes do Iraque o mês do Babilelaval - uma tarde, achava-me a fumar descuidado à porta de minha casa, observando as andorinhas que diagonavam o céu, quando de mim se acercou um viajante desconhecido. Suas vestes modestas não denunciavam desmazelo; do rosto, manchado pelo pó das estradas, transparecia certa nobreza. Pesava-lhe sobre o ombro esquerdo um fardo escuro apertado por uma correia amarelada e, pendente da cintura, um punhal recurvo.

Estacou, respeitoso, a pequena distância. Inclinou ligeiramente o busto e proferiu (a sua voz deixava filtrar ligeiro sotaque africano) o salã dos peregrinos cairotas: 

-- Seja Alá o teu guia e o teu amparo! Que a alegria brilhe sempre nos olhos de teus filhos e a paz resida perene em teu coração!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

ANTHONY Quinn






QUANDO o mexicano Anthony Quinn, nascido Antonio Rudolfo Oaxaca Quinn, fez "Barrabás" em 1961, já era um ator consagrado em muitos filmes. Quinn foi genro do célebre diretor Cecil B. de Mille, o que ajudou a alavancar sua carreira cinematográfica. Em sua filmografia estão registrados oficialmente 152 filmes.



É o ator que mais interpretou personalidades famosas. Foi Barrabás e o magnata grego Onassis; dentre outros gregos que interpretou está talvez o seu papel mais carismático: Alexis Zorba. Foi o pai de família problemático em "Um Sonho de Reis" e o combatente de "Canhões de Navarone". Foi esquimó em "Sangue Sobre a Neve" (1960), e toureiro em "Sangue e Areia" (1941). Interpretou ainda Átila, o huno, em "Attila" (1954), um corcunda em "O Corcunda de Notre Dame" (1956).


Barrabás em 1961

Ainda em 1956 interpretou o pintor Paul Gauguin, contracenando com Kirk Douglas no papel de Vincent Van Gogh em "Sede de Viver". Foi também um xeique poderoso de uma tribo árabe em "Lawrence da Arábia" (1962) e papa em "As Sandálias do Pescador" (1968).

domingo, 9 de abril de 2017

SERRA do Cachimbo

Comitiva do prefeito de Guarantã do Norte - MT posando
ao lado do nosso diretor e deste blogueiro

Nosso Diretor reinaugura ponte sobre o rio Braço Norte


A antiga palhoça, onde todos nós, destacados, nos reuníamos à noite




NUMA determinada época dessa vida de caserna, pousei na Serra do Cachimbo, estado do Pará, quase divisa com Mato Grosso. As fotografias postadas ilustram esse período.

Para esse local o governo militar tinha planos de realizar aí experiências (provas) militares. Dizem até que experiências radioativas e coisas assim. Não se falava muito nisso até que um dia os deputados de Brasília, o presidente da República da época e alguns jornalistas foram até lá para lacrar um poço profundo, que mais tarde ficou conhecido por nós como o "buraco do Collor". 

Depois ninguém mais falou no caso, pois o presidente pusera uma pá de cal nos planos ultra-secretos dos governos anteriores. A área passou então a servir para tiro ao alvo aéreo, e a Força mandava seus pilotos e aviões para ali praticarem.


Salve, salve, Pendão da Esperança!


Na primeira foto, o blogueiro (o último à direita) posa ao lado de comitiva do prefeito de Guarantã do Norte, última cidade ao norte de Mato Grosso. Naquela tarde de um domingo chuvoso, o alcaide e sua comitiva foram recebidos pelo diretor do Campo de Provas Brigadeiro Veloso - CPBV, coronel Biasus, que pessoalmente os levou a visitar a imensa área do Campo dirigindo uma caminhoneta Toyota. O blogueiro dirigiu a segunda caminhoneta, levando a segunda parte da comitiva. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

MARCELO Migliaccio

Existe esquerda dentro da PM?



ENTRO no Uber numa tarde de sábado. Vejo que o motorista é um homem muito forte, de pele negra. Sempre bato um papo com os motoristas mas naquele dia não estava a fim de conversar. Ele segue naquela velocidade de cruzeiro que às vezes irrita quem está com pressa. Para não ficar muito antipático, uns 300 metros adiante puxo assunto.

-- O pessoal come muito essas balas aqui?

Com uma voz mansa e uma entonação gentil e atenciosa de quem fala com a própria avó de 90 anos, o homem com braços de halterofilista responde:

-- Mais é criança que gosta. Ou então o pessoal que vem da madrugada...

Não lembro como a conversa chegou até a profissão dele.

-- Sou capitão da Polícia Militar. Completo a minha renda aqui no Uber.

A associação foi imediata diante daquele corpanzil.

sábado, 1 de abril de 2017

BLOGUE do Valentim há 6 anos!

O humor regional brasileiro


Por Luciana Martins, especial para o Yahoo! Brasil

CARIOCA é malandro, o paulista só pensa em trabalho, o mineiro é provinciano, o baiano, preguiçoso, o curitibano, anti-social, o gaúcho, bem, você já deve imaginar... Mas os brasileiros podem mesmo ser classificados assim, genericamente? A pergunta renderia uma longa discussão, mas é inegável que o humor se encarregou de formular estereótipos de acordo com cada estado brasileiro.


Chico Anysio


Os "tipos" regionais clássicos tiveram ainda mais propagação em três eixos principais, que acabaram se tornando referências do humor, com o matuto nordestino, o malandro carioca e o caipira do interior paulista e mineiro.

Incontestavelmente, o Ceará é o berço de desses tipos e celeiro de grandes humoristas. Márcio Acselrad, coordenador do Labgraça, grupo de pesquisa sobre humor da Universidade de Fortaleza (Unifor), afirma que o humor cearense é o da descontração, do "Ceará Moleque", que faz gozação com os outros e produz risada a partir dos próprios costumes e vida sexual das pessoas. "Humor é feito para rir, não precisa ter uma missão e, no Ceará, isso é muito evidente. O cearense é engraçado por natureza e faz piada até sobre si mesmo", diz.