sexta-feira, 14 de julho de 2017

MEMÓRIAS azulinas!

O clássico da sobrevivência: O dia em que o Leão rebaixou o Paysandú



Rocildo Oliveira, via Facebook

O CLÁSSICO da sobrevivência movimentou a cidade naquela já distante semana de outubro de 1989. Acusações de tentativa de suborno, por parte do atacante Rildon contra o diretor listrado Israel Vasconcelos, apimentou mais ainda o clima de rivalidade na morena Belém do Pará. 

Ao Remo, do tranquilo e competente Carlinhos Silva, o empate já bastaria, já para o bicolor, do irrequieto Givanildo Oliveira, um outro resultado que não fosse a vitória levaria o listrado paraense para o limbo do futebol brasileiro, para a terceira, para a última divisão do futebol nacional.

E naquele domingo, 29out1989, lá estávamos a compor aquela multidão de 33.487 torcedores, que se dividiam entre a certeza da vitória e a sequência na competição ou a dúvida da derrota e o primeiro rebaixamento para terceira divisão do brasileiro de Clubes. Edimilson, o grilo, uma das muitas revelações azulinas, marcou primeiro e fez explodir o povo de azul marinho, que na arquibancada daquele gigante de concreto cantava e, a cada minuto ia tendo a certeza que outras tardes de domingo viriam, que o sonho de conquistar o Brasil permanecia mais vivo do que nunca. Essa alegria contrastava com a melancolia do lado alvi-celeste, que viu ainda o seu time, através do zagueiro Eduardo, empatar o jogo, e acender a esperança de uma recuperação que não veio.

E quando Jerônimo Alves, árbitro goiano, assinalou o final da partida, uma alegria infinda tomou conta da entusiasta massa azulina, que vibrava com a passagem do Mais Querido para a fase seguinte da competição. Do outro lado, choro e sofrimento marcavam a passagem do arquirrival  para a terceira divisão do futebol brasileiro.

Inesquecível!!

Diretor do rival listrado tentando subornar jogador ou árbitro não chega a ser novidade. 

Um comentário:

  1. O grande detalhe dessa partida, além do fato de causar o rebaixamento de um dos grandes do Pará, não chega mesmo nem ser novidade. Diretor do Paysandú oferecendo suborno a jogador ou a árbitro de futebol, infelizmente, não era fato raro em se tratando do clube listrado contra seu grande rival, o Clube do Remo.
    Esse nome, Miguel Pinho, foi um câncer no futebol paraense.

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