terça-feira, 28 de março de 2017

BLOGUE do Valentim há 3 anos!

Mutretas, gatunagens e armações no futebol paraense (2ª parte)

(continuação da postagem do dia 24mar2017)


AQUELE fatídico jogo entre Paysandú e ABC foi transmitido pela televisão para Belém e região, vez que, devido ao interesse da torcida do Paysandú e pelas limitações de público do estádio, os ingressos rapidamente haviam se esgotado.

Antonio Carlos Nunes
Antes, em Natal - RN, o Paysandú havia perdido por 1 a 0, e teria agora a obrigação de ganhar o jogo pela diferença de dois gols, porque o ABC, pela melhor campanha nas fases anteriores, detinha a vantagem da igualdade. 1 a 0 ou 2 a 1 para o Paysandú dava a classificação ao ABC. A memória não me deixa dizer em quanto estava o placar do jogo quando, pela superlotação do estádio, coisa comum naqueles tempos, um dos muros desabou; mas pela lógica é possível inferir que o Paysandú devia estar vencendo a peleja.

Qualquer árbitro honesto e imparcial usaria o bom senso, suspendendo a partida pela falta das mínimas condições de segurança. Corriam riscos a equipe de arbitragem, os atletas e todos ali presentes, incluindo a própria multidão presente, homens, mulheres e crianças.

É fácil ver as razões com nitidez para a decisão de interromper o evento. O árbitro não teria autonomia, por exemplo, para assinalar um lance capital contra a equipe da casa, como um penal a favor do ABC ou até mesmo dar um cartão vermelho para um jogador do Paysandú; não teria liberdade nenhuma para assinalar qualquer lance polêmico que fosse contra as pretensões do time da casa. Era fazer isso e ver o campo de jogo invadido por milhares de hostis e apaixonados torcedores, revoltados por ver seu time prejudicado. Polícia nenhuma teria sido capaz de conter uma multidão enfurecida, e o resultado só Deus poderia saber. Interromper a peleja teria sido a única decisão acertada, mas não foi o que ocorreu.

segunda-feira, 27 de março de 2017

DONA Maria, minha mãe!

Hoje, 27 de março, dona MARIA FERREIRA MOREIRA completa mais um aninho de existência. Nossa homenagem, por meio de algumas fotos, a essa grande guerreira, que nos trouxe ao mundo e nos cuidou e cuida com muito amor e carinho. Papai do Céu continue te abençoando sempre, mãe!


Ela e seu filho Antonio em 1977

sexta-feira, 24 de março de 2017

MAIS um Remo e Paysandú






Neste domingo próximo, 26 de março, haverá mais um clássico Remo e Paysandú. Que vença o melhor, mas que o melhor seja o Clube do Remo!

Outras notícias sobre o Clássico da Amazônia:

 http://ormnews.com.br/noticia/henrique-sobre-doping-e-pedidos-do-papao-problema-deles

http://www.diarioonline.com.br/esporte/para/noticia-400749-dewson-freitas-da-silva-apita-re-pa-do-parazao.html

http://www.diarioonline.com.br/esporte/para/noticia-400680-re-pa-tera-mudancas-nos-vestiarios-e-exame.html

BLOGUE do Valentim há 3 anos!

Mutretas, gatunagens e armações no futebol paraense (1ª parte)


Miguel A. Pinho
HÁ MAIS coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia, disse há alguns séculos o dramaturgo inglês William Shakespeare.

Quem tem acompanhado o que venho postando no BLOGUEdoValentim recentemente, tem notado as matérias lá registradas sobre um grande corruptor do futebol paraense, talvez até do futebol brasileiro, vez que suas armações ultrapassaram as fronteiras do futebol paraense. 


Os esquemas de corrupção perpetrados no futebol pelo falecido contraventor Miguel Alexandre Pinho, ex vice-presidente do Paysandú em 1991, também prejudicaram outros clubes brasileiros, consequentemente seus jogadores, funcionários e toda sua massa torcedora. Pontualmente, isso ficou claro em 1991, na segunda divisão do campeonato brasileiro de futebol, numa partida contra o ABC de Natal, naquele fatídico 5 de maio no estádio da Curuzu. Essa armação grotesca indiretamente prejudicou os demais adversários, que cruzaram o caminho do Paysandú, até o jogo final contra o Guarani de Campinas, no Mangueirão. 

A ladroagem não só atingia os rivais paraenses, portanto.

quarta-feira, 22 de março de 2017

BLOGUE do Valentim há 6 anos!

Momentos inspiradores


OS VENDEDORES de balas e chocolates nos ônibus de São Paulo sempre foram um exemplo de determinação para mim. Determinados? Que isso! Determinados são aquelas pessoas bem sucedidas, que prosperam em sua vida profissional. Talvez... Mas muito deles são profissionais, pois fazem muito bem isso. Eu gosto de observar uma pessoa fazendo alguma coisa bem feita.

Os vendedores de ônibus são como os professores. Eles falam e a maioria dos passageiros não escutam, nem olham para eles.

Então, na próxima vez que eu entrar na 6a série, farei assim:

"Senhores alunos: um minuto de sua atenção!

Desculpe-me por atrapalhar a brincadeira de vocês. Eu poderia estar roubando, eu poderia estar matando, mas estou aqui para falar sobre feudalismo.

Muito obrigado e tenham todos uma boa viagem [ops] aula". (prof. Daniel Marques Cardoso, 22jul.2009)

HOJE, 22 de março, é dia mundial da Água. 

Pensamento do dia: 
"O QUE É verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo." Clarice Lispector

Fiquem com o bom Deus e...
LOUVADO seja Nosso Senhor Jesus Cristo! 
(BLOGUE do Valentim em 22mar2011)

terça-feira, 21 de março de 2017

ANTES de dar um celular para seu filho deixe-o experimentar o tédio

Daniel Becker


CRIANÇAS permanentemente distraídas com o celular ou o tablet. Agenda cheia de tarefas e aulas depois da escola. Pais que não conseguem impor limites e falar “não”. Os momentos de lazer que ficaram restrito ao shopping Center, em vez de descobertas ao ar livre. Quais as implicações desse conjunto de hábitos e comportamentos para os nossos filhos? Para o pediatra Daniel Becker, esses têm sido verdadeiros pecados cometidos à infância, que prejudicarão as crianças até a vida adulta. Pioneiro da Pediatria Integral, prática que amplia o olhar e o cuidado para promover o desenvolvimento pleno e o bem-estar da criança e da família, Becker defende que devemos estar mais próximos dos pequenos – esse, sim, é o melhor presente a ser oferecido. E que desenvolver intimidade com as crianças, além de um tempo reservado ao lazer com elas, faz a diferença. Para o bem-estar delas e para toda a família. 

segunda-feira, 20 de março de 2017

QUE A VERDADE prevaleça, afinal, neste país

Transposição do São Francisco: imagens que valem mais que mil palavras ...








... e não é preciso dizer mais nada.

segunda-feira, 13 de março de 2017

CLÁSSICOS do Valentim

João Nogueira: Nó na Madeira, 1974


EU SOU é madeira
Em samba de roda já dei muito nó...
Em roda de samba sou considerado,
De chinelo novo brinquei carnaval, carnaval.

Eu sou é madeira
Meu peito é do povo do samba e da gente,
E dou meu recado de coração quente
Não ligo a tristeza, não furo eu sou gente.

Sou é a madeira
Trabalho é besteira, o negócio é sambar
Que samba é ciência e com consciência
Só ter paciência que eu chego até lá...

Sou nó na madeira
Lenha na fogueira que já vai pegar
Se é fogo que fica ninguém mais apaga
É a paga da praga que eu vou te rogar, devagar...

domingo, 12 de março de 2017

RÁDIO Estadão sai do ar e abre espaço para conteúdo evangélico

fim-da-rádio-estadão-estúdio

A TARDE de sexta-feira, 10, terminou com notícia desagradável para os funcionários da Rádio Estadão. Empresa responsável pela manutenção do veículo, o Grupo Estado informou (internamente) que o fim da emissora está decretado. A partir de 18 de março, a frequência de 92.9 FM em São Paulo passará a ser ocupada por uma igreja. A decisão faz com que comunicadores sejam demitidos e mais líderes religiosos ganhem espaço na mídia. Os cortes com pessoal começaram antes de o fim da Rádio Estadão ser confirmado. Em seu blog, o jornalista Anderson Cheni, articulista-parceiro do Portal Comunique-se, informou que a emissora dispensou o repórter Marcel Naves e a apresentadora Alessandra Romano (que estava na emissora desde o ano lançamento, 2011).

Na ocasião, o colunista já tinha adiantado que o futuro da marca estava incerto. Com o fim da Rádio Estadão, outros profissionais devem ser dispensados. Poucos nomes devem ser reaproveitados na Eldorado (rádio também mantida pelo Grupo Estado).

O Grupo Estado informa que, com o fim da Rádio Estadão, passará a concentrar investimentos em projetos digitais. A empresa garante ter “focado seus investimentos numa estratégia multiplataforma em meios como jornal, portal, mobile, redes sociais, e-commerce e eventos proprietários, como os Summits e Fóruns Estadão”. Com esse formato de trabalho, a direção aproveitou para divulgar resultados avaliados como positivos. “O conteúdo qualificado de todas as plataformas tem aberto inúmeras possibilidades de crescimento”, ressalta.

A Feliz FM será a nova rádio a ocupar a frequência de 92.9 FM na Grande São Paulo. A marca é administrada pela igreja Comunidade Cristã Paz e Vida. A mudança fará com que os ouvintes troquem jornalismo e músicas por atrações de cunho religioso. Dessa forma, a Feliz FM deixará de ser transmitida em 92.5. A emissora tem como dirigente o pastor Juanribe Pagliarin, de 61 anos. Ele também é publicitário e conferencista. A movimentação faz com que a Rádio Estadão sucumba de vez ao arrendamento para igrejas. Anteriormente, o espaço em AM já tinha sido repassado para outro grupo evangélico. Abaixo, o comunicado oficial:


Grupo Estado desativa rádio e concentra investimentos no digital


Com o objetivo de concentrar ainda mais os seus investimentos no segmento digital, o Grupo Estado anuncia que deixa de veicular a programação da Rádio Estadão (92,9 FM). A Rádio Eldorado (107,3 FM) segue operando normalmente e passa a apresentar novos programas jornalísticos em sua programação. A frequência 92,9 FM passará a veicular conteúdo da Comunidade Cristã Paz e Vida, que entrará no ar no dia 18 de março.

O Grupo Estado tem focado seus investimentos numa estratégia multiplataforma em meios como jornal, portal, mobile, redes sociais, e-commerce e eventos proprietários, como os Summits e Fóruns Estadão. O grupo é líder no mercado de informações financeiras em tempo real com a AE Broadcast, que produz mais de 1.000 notícias diárias sobre os mais variados setores da economia e conecta cerca de 10 mil profissionais. O conteúdo qualificado de todas as plataformas tem aberto inúmeras possibilidades de crescimento para os mais diferentes canais.

No mês passado, o grupo lançou o Media Lab Estadão, plataforma que reúne projetos de publicidade voltados para Brand Content. O objetivo foi reunir num mesmo guarda-chuva os serviços de marketing e expertise editorial. Agora, as marcas podem ter acesso a conteúdos inovadores, que integrem informação e tecnologia, como por exemplo, reportagens especiais feitas em Realidade Virtual (RV).

O Grupo Estado tem investido também em empresas digitais como o Moving, site de venda de imóveis, a Genial Seguros, site de venda de seguros, e em breve anunciará o lançamento de uma nova empresa de e-commerce. (Gerson Nogueira, Belém - PA)

sexta-feira, 10 de março de 2017

CLÁSSICOS do Valentim

Martinho da Vila: O Pequeno Burguês, 1969



FELICIDADE, passei no vestibular
Mas a faculdade é particular
Particular, ela é particular
Particular, ela é particular

Livros tão caros tantas taxas pra pagar
Meu dinheiro muito raro,
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar
O meu dinheiro, alguém teve que emprestar

Morei no subúrbio, andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula, sem
Jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite tinha
Sempre a me esperar
Um punhado de problemas e criança pra criar
Para criar, só criança pra criar
Para criar, só criança pra criar

Mas felizmente eu consegui me formar
Mas da minha formatura, não cheguei participar
Faltou dinheiro pra beca e também pro meu anel
Nem o diretor careca entregou o meu papel
O meu papel, meu canudo de papel
O meu papel, meu canudo de papel

E depois de tantos anos,
Só decepções, desenganos
Dizem que sou um burguês muito privilegiado
Mas burgueses são vocês
Eu não passo de um pobre-coitado
E quem quiser ser como eu,
Vai ter é que penar um bocado
Um bom bocado, vai penar um bom bocado.  

segunda-feira, 6 de março de 2017

BRUNO e o novo normal nacional

Bruno, o sortudo

FOI DETIDO em 2010 e condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de sua ex-namorada Eliza Samúdio e pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.

O corpo de Eliza jamais foi encontrado. Ela tinha 25 anos. Na época, Bruno era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

Num depoimento, ele contou que Eliza foi morta, esquartejada e os restos atirados aos cães — insistindo que não foi obra sua, mas do comparsa “Macarrão”.

Ficou seis anos e sete meses na cadeia. No último dia 24, o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou que ele aguardasse em liberdade sua apelação ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Ao sair, Bruno falou que a “prisão perpétua” não traria Eliza de volta. Fica a seu critério entender isso como uma confissão.

Casado, convertido a uma igreja evangélica, Bruno analisa agora propostas de nove times. São três do rio, sendo um da Série A, três de Minas, dois de São Paulo e um de Brasília.

quinta-feira, 2 de março de 2017

SOBRE o samba

Lira Neto: “O samba já sofreu impacto do politicamente correto antes”


PARA o escritor Lira Neto, que está lançando o primeiro de três volumes de Uma História do Samba, “esse discurso do politicamente correto, de tentar higienizar e limpar o samba é muito antigo, mas agora é reforçado pelas redes sociais”.

A discussão sobre a misoginia e o preconceito de algumas letras de marchinhas ganhou fôlego neste carnaval, com blocos anunciando que descartaram de seu repertório antigos clássicos carnavalescos como Olha a Cabeleira do Zezé, Maria Sapatão, Índio Quer Apito e o Teu Cabelo não Nega.

Mas o debate não é novo na história da festa popular, nem da trajetória do samba no Brasil.

Para o escritor Lira Neto, que está lançando o primeiro de três volumes de Uma História do Samba, “esse discurso do politicamente correto, de tentar higienizar e limpar o samba é muito antigo, mas agora é reforçado pelas redes sociais”.

Em entrevista à BBC Brasil, o autor da trilogia sobre a vida de Getúlio Vargas explica como o Estado Novo quis se apropriar do samba para tentar forjar uma identidade nacional brasileira.